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Estrutura domiciliar e distribuição da renda familiar no Brasil

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Abstract

Analisa o papel das mudanças demográficas na redução recente da desigualdade da renda familiar per capita no Brasil entre 2001 e 2005, ampliando a abordagem de Ipea (2006) ao desagregar a variável demográfica para considerar a composição etária e por sexo dos adultos nos domicílios. Utilizando microssimulações contrafactuais com dados da PNAD (2001 e 2005), os autores estimam separadamente os efeitos da distribuição de adultos por sexo e por idade, além da associação desses fatores com os rendimentos médios por grupo. Os resultados indicam que as transformações demográficas tiveram impacto pouco substantivo na queda da desigualdade no período: a mudança na composição por sexo contribuiu levemente para aumentar a desigualdade, enquanto a mudança na composição etária contribuiu modestamente para reduzi-la. O estudo destaca a utilidade das microssimulações para isolar efeitos em processos multifatoriais, mas ressalta limitações por considerar apenas efeitos de primeira ordem e por analisar um intervalo temporal curto, no qual mudanças demográficas tendem a ser menos marcantes.

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WAJNMAN, Simone; TURRA, Cassio M.; AGOSTINHO, Cintia S. Estrutura domiciliar e distribuição da renda familiar no Brasil. In: BARROS, Ricardo Paes de; FOGUEL, Miguel Nathan; ULYSSEA, Gabriel (org.). Desigualdade de renda no Brasil: uma análise da queda recente. Brasília: Ipea, 2006. v. 1, p. 423-442. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20014

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Desigualdade de renda no Brasil : uma análise da queda recente : volume 1
(Ipea, 2006) Barros, Ricardo Paes de ; Foguel, Miguel Nathan ; Ulyssea, Gabriel ; Barros, Ricardo Paes de; Ulyssea, Gabriel; Foguel, Miguel Nathan; Ricardo Paes de Barros; Miguel Nathan Foguel; Gabriel Ulyssea
Reúne estudos voltados para estimar a magnitude da queda recente na desigualdade e suas consequências sobre as condições de vida da população mais pobre; e aqueles cujo objetivo é identificar os principais fatores determinantes por trás desse movimento. Analisa, em detalhes, as transformações por que passaram os diversos tipos de transferências governamentais, principalmente as pensões e as aposentadorias, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Programa Bolsa Família (PBF). Trata dos fatores responsáveis pelas transformações na distribuição dos rendimentos do trabalho. Avalia o papel da educação e da experiência potencial dos trabalhadores no mercado de trabalho para a redução da desigualdade de renda. Trata do mercado de trabalho como gerador de desigualdade. A análise é centrada nos papéis desempenhados pela discriminação de gênero e de cor, bem como por três tipos de segmentação: setorial, formal-informal e espacial. Aborda os efeitos do salário mínimo sobre a desigualdade de renda por meio das remunerações pagas no mercado de trabalho, assim como das transferências governamentais a ele vinculadas, visando contribuir para o aprimoramento das políticas públicas e, dessa forma, acelerar o processo de redução da extrema desigualdade de renda que ainda prevalece no País.

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