Publication: Impacto do desemprego e da informalidade sobre a empregabilidade e a renda futura do jovem
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Speaker / Moderator / Discussant
Abstract
No Brasil, o mercado de trabalho juvenil indica que os jovens entre 15 e 29 têm elevada participação na População Economicamente Ativa (PEA). Entre os quais se destacam as coortes etárias de 15 a 17 anos e 18 e 24 anos, idades nas quais os jovens ainda precisam aumentar sua formação escolar. O padrão de inserção no mercado de trabalho juvenil, segundo estudos recentes, caracteriza-se por alta taxa de desocupação e alto nível de informalidade, maior rotatividade no emprego, desigualdade de gênero e, quando ocupados, baixa remuneração, sobretudo para as mulheres. Ademais, proporção expressiva de jovens trabalha acima de 44 horas por semana o que lhes dificulta a conjugação com as atividades escolares (Braga, Rodarte; 2006). A essas características agrega-se aquela de a cada ano, devido ao alto desemprego, o jovem ter que se defrontar com maior número de concorrentes mais bem preparados. Posto isto, o presente artigo visa apresentar as estimações dos efeitos da desocupação e da informalidade juvenil sobre as chances de ocupação adulta e sobre o rendimento do trabalho adulto entre os jovens cujas famílias recebem o benefício do Programa Bolsa Família (PBF).
