Publication: Igualdade racial
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Speaker / Moderator / Discussant
Abstract
Este texto pretende debruçar-se, pois, sobre as formas e expressões atuais do genocídio, concretamente identificadas nos silêncios e nas respostas institucionais às violências que o próprio Estado provoca, atualizando um roteiro desenhado séculos atrás (Flauzina, 2006). O ano de 2015, neste aspecto, não poderia ser tão emblemático: chacinas espalhadas cotidianamente Brasil afora, que tornam este texto conjuntural
permanentemente defasado; a redução da maioridade penal, reedição de um debate clássico que parecia estar enterrado; o recrudescimento dos dispositivos de controle social, como a tipificação do crime de terrorismo; a terceirização de toda e qualquer atividade laboral, o que aumenta o poder do setor patronal sobre os trabalhadores, em geral, e da sua fração mais fragilizada, em especial; o fim de um ministério vinculado à
pauta racial, subproduto de chantagem política explícita; o desmonte da regulação do trabalho escravo, retirando qualquer limite à exploração da força de trabalho – todos esses fatos parecem reforçar a violência sistêmica como política oficial de Estado.
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http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/7847
