Publication: Análises situacionais e retrospectivas : combate à corrupção, governança pública e integridade
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Abstract
A governança pública e o combate à corrupção no Brasil enfrentam desafios históricos e estruturais, derivados de uma cidadania fragilizada e de práticas enraizadas que dificultam a consolidação de um ambiente ético na esfera pública. A corrupção, vista como um “problema perverso” (wicked problem), é marcada por sua complexidade sociocultural, exigindo soluções que vão além de respostas técnicas e jurídicas tradicionais.
Desde a Constituição de 1988, o Brasil tem aprimorado seu sistema de governança com o fortalecimento de
instituições – como a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público da União (MPU) – e a implementação de leis como a Lei
Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013). No entanto, essas instituições precisam superar uma abordagem baseada
em “comando e controle” e adotar práticas mais inovadoras e colaborativas. A ênfase deve ser colocada na integridade, controle social e participação cívica, promovendo não apenas a punição, mas também a prevenção e a conscientização ética dos agentes públicos. O texto sugere que, além dos indicadores de percepção, é necessário desenvolver sistemas de medição baseados na experiência real de exposição à corrupção. A boa governança exige uma combinação de controle rigoroso e promoção de uma cultura ética, visando uma administração pública mais responsiva, transparente e participativa.
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Citation
INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Análises situacionais e retrospectivas: combate à corrupção, governança pública e integridade. Brasília: Ipea, 2025. 8 p. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/ ri-eb-2050-combate-corrupcao
