Demografia. População
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/17403
Navegar
Submissões Recentes
Publicação Aposentadoria por invalidez no Brasil : evolução e projeção(Ipea, 2014) Marcelo de Sales Pessoa; Marcelo de Sales PessoaO capítulo analisa a aposentadoria por invalidez no Brasil, examinando sua evolução histórica e projetando a concessão desse benefício no contexto das mudanças demográficas. O autor investiga o comportamento dos gastos por beneficiário, tomando como referência o salário mínimo, e destaca a influência de fatores demográficos, como idade e sexo, na concessão de novos benefícios. A partir de dados da PNAD, do AEPS e de projeções demográficas, o estudo simula diferentes cenários futuros, considerando variações na participação feminina no mercado de trabalho e possíveis reformas previdenciárias. Além disso, discute como transformações socioeconômicas, como aumento da escolaridade, mudanças nos hábitos e na estrutura produtiva, podem alterar tanto a demanda quanto o perfil das enfermidades que levam à invalidez, evidenciando os desafios para a sustentabilidade do sistema previdenciário.Publicação Dinâmica fiscal da previdência social brasileira(Ipea, 2014) Caetano, Marcelo Abi-Ramia; Marcelo Abi-Ramia CaetanoO capítulo analisa a dinâmica fiscal da previdência social brasileira, com foco nas perspectivas de longo prazo para o seu financiamento, a partir de um modelo teórico que articula três elementos centrais: alíquotas de contribuição, razão de dependência previdenciária e taxa de reposição dos benefícios. O autor examina os principais determinantes dessas variáveis, incluindo a dinâmica demográfica, o desenho institucional do sistema previdenciário, as condições do mercado de trabalho e aspectos da estrutura familiar, ressaltando como a interação desses fatores influencia a sustentabilidade das contas previdenciárias. Com base em projeções até 2050, o estudo apresenta resultados que indicam tendência de crescimento da relação entre despesas previdenciárias e PIB, mesmo sem considerar reformas, evidenciando os desafios impostos pelo envelhecimento populacional e pelas mudanças econômicas ao equilíbrio fiscal do sistema.Publicação Envelhecimento populacional e gastos com saúde no Brasil(Ipea, 2014) Alexandre Marinho; Cardoso, Simone de Souza; Almeida, Vívian Vicente de; Alexandre Marinho; Simone de Souza Cardoso; Vívian Vicente de AlmeidaO capítulo analisa o envelhecimento populacional no Brasil e seus impactos sobre os gastos com saúde, destacando a rápida transformação da estrutura etária do país nas últimas décadas. Os autores evidenciam que a combinação entre a queda da fecundidade e da mortalidade tem acelerado o crescimento da população idosa, colocando o Brasil entre os países com maior contingente de idosos no mundo nas próximas décadas. Esse processo implica aumento na demanda por serviços de saúde, uma vez que o envelhecimento está associado a maior prevalência de doenças crônicas e uso mais intensivo de cuidados médicos. O estudo ressalta a necessidade de planejamento e adaptação das políticas públicas para enfrentar os desafios decorrentes desse cenário, especialmente no que se refere ao financiamento e à organização do sistema de saúde.Publicação Participação feminina na força de trabalho brasileira : evolução e determinantes(Ipea, 2014) Barbosa, Ana Luiza Neves de Holanda; Ana Luiza Neves de Holanda BarbosaO capítulo analisa a evolução da participação feminina na força de trabalho brasileira nas últimas décadas, destacando-a como um dos fenômenos mais marcantes das transformações socioeconômicas recentes. A autora discute os principais determinantes desse processo, enfatizando a forte relação entre a maior inserção das mulheres no mercado de trabalho e a queda da fecundidade, além de mudanças nos arranjos familiares e nas relações de gênero. Apesar dos avanços, o estudo aponta que ainda há subutilização da força de trabalho feminina, evidenciada pelas taxas de participação inferiores às dos homens e às observadas em outros países, indicando a persistência de desigualdades estruturais que limitam o pleno aproveitamento do potencial laboral das mulheres.Publicação Demografia e homicídios no Brasil(Ipea, 2026) Cerqueira, Daniel Ricardo de Castro; Moura, Rodrigo Leandro de; Daniel Cerqueira; Rodrigo Leandro de MouraO capítulo examina a relação entre demografia e homicídios no Brasil, destacando que a criminalidade resulta de fatores multidimensionais, mas enfatizando o papel central das variáveis demográficas como elementos estruturais que influenciam a incidência de crimes. Os autores discutem que tanto o crescimento e adensamento populacional urbano quanto a composição etária e de gênero da população, especialmente a concentração de jovens do sexo masculino, estão associados a maiores taxas de violência letal. A análise articula evidências teóricas e empíricas para demonstrar como mudanças na estrutura demográfica ao longo da transição demográfica brasileira impactam os padrões de homicídios, indicando que alterações no perfil populacional podem contribuir para a redução da violência, desde que associadas a políticas públicas eficazes.Publicação Envelhecimento populacional e sustentabilidade ecossistêmica no Brasil : evidências por meio dos indicadores pegada ecológica e pegada hídrica(Ipea, 2014) Camillo de Moraes Bassi; Bassi, Camillo de MoraesO capítulo analisa a relação entre envelhecimento populacional e sustentabilidade ambiental no Brasil, questionando a visão tradicional de que o crescimento populacional é o principal fator de pressão sobre os recursos naturais. O autor argumenta que, além do tamanho da população, os padrões de consumo e a estrutura etária também desempenham papel fundamental na pressão sobre os ecossistemas. Utilizando dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009), o estudo compara hábitos de consumo entre adultos e idosos e estima seus impactos por meio dos indicadores de Pegada Ecológica e Pegada Hídrica. Os resultados sugerem que mudanças na composição etária da população podem alterar os padrões de consumo e, consequentemente, os níveis de pressão ambiental. Assim, o capítulo destaca que o envelhecimento populacional pode ter implicações relevantes para a sustentabilidade, não necessariamente negativas, dependendo dos padrões de consumo associados a cada grupo etário.Publicação Desigualdades na dinâmica demográfica e as suas implicações na distribuição de renda no Brasil(Ipea, 2014) Ana Amélia Camarano de Mello Moreira; Kanso, Solange; Barbosa, Pamela; Alcântara, Viviane da Silva de; Ana Amélia Camarano; Solange Kanso; Pamela Barbosa; Viviane da Silva de AlcântaraO capítulo analisa como as desigualdades socioeconômicas influenciam e são influenciadas pela dinâmica demográfica no Brasil, destacando que, embora a queda da fecundidade e da mortalidade tenha ocorrido em todo o país, esse processo se deu de forma desigual entre regiões e grupos sociais. Essas diferenças resultam em impactos distintos sobre o crescimento econômico, a distribuição de renda e os níveis de pobreza, pois grupos de menor renda historicamente apresentam maior fecundidade, o que pode reforçar desigualdades socioeconômicas. O estudo discute ainda que a redução dos diferenciais de fecundidade pode contribuir para diminuir desigualdades, mas ressalta que outros fatores estruturais devem ser considerados. Assim, o capítulo evidencia a interação entre demografia e desigualdade, apontando desafios e oportunidades para políticas públicas voltadas à equidade social.Publicação Um Retrato de duas décadas do mercado de trabalho brasileiro(Ipea, 2014) Barbosa, Ana Luiza Neves de Holanda; Ana Luiza Neves de Holanda BarbosaO capítulo analisa as transformações do mercado de trabalho brasileiro ao longo de duas décadas, destacando o papel da dinâmica demográfica na mudança da oferta de mão de obra. Ressalta-se que a redução do crescimento populacional e as alterações na estrutura etária impactaram o tamanho e a composição da população em idade ativa, influenciando tanto a quantidade quanto a qualidade da força de trabalho. Observam-se avanços importantes, como o aumento do nível educacional, maior participação feminina no mercado e melhora nos indicadores de emprego, com redução do desemprego, da informalidade e crescimento dos rendimentos reais. Além disso, houve diminuição das desigualdades salariais associadas à escolaridade. O capítulo evidencia que essas mudanças contribuíram para a melhoria do desempenho do mercado de trabalho, embora relacionadas a fatores demográficos e institucionais combinados.Publicação Impactos do novo regime demográfico brasileiro sobre o crescimento econômico (2010-2050)(Ipea, 2014) José Ronaldo de Castro Souza Júnior; Levy, Paulo Mansur; José Ronaldo de Castro Souza Júnior; Paulo Mansur LevyO capítulo analisa os impactos do novo regime demográfico brasileiro sobre o crescimento econômico no período de 2010 a 2050, considerando as profundas mudanças na dinâmica populacional, como a queda da fecundidade, a desaceleração do crescimento populacional e o avanço do envelhecimento. Os autores destacam que a transição demográfica pode gerar tanto oportunidades quanto desafios para a economia: de um lado, o bônus demográfico decorrente da redução da razão de dependência pode favorecer o crescimento econômico; de outro, o envelhecimento progressivo da população tende a reduzir a oferta de trabalho e pressionar sistemas de previdência e saúde. Assim, o estudo enfatiza a importância de políticas públicas voltadas ao aumento da produtividade, da participação da força de trabalho e da adaptação institucional, de modo a potencializar os benefícios e mitigar os efeitos adversos dessas mudanças no longo prazo.Publicação Perspectivas de crescimento da população brasileira e algumas implicações(Ipea, 2014) Ana Amélia Camarano de Mello Moreira; Ana Amélia CamaranoO capítulo analisa as perspectivas de crescimento da população brasileira diante das mudanças demográficas ocorridas desde a segunda metade do século XX, destacando a desaceleração do crescimento populacional e o avanço do envelhecimento. Evidencia-se que a queda da fecundidade, combinada ao aumento da expectativa de vida, tende a provocar, no médio prazo, redução do contingente populacional total e da força de trabalho, além de intensificar o processo de superenvelhecimento. O texto ressalta ainda o papel do chamado momentum populacional negativo na prolongação do declínio populacional e aponta que essas transformações trarão importantes implicações sociais e econômicas, exigindo adaptações nas políticas públicas, especialmente nas áreas de previdência, saúde e mercado de trabalho.Publicação Compressão da mortalidade no Brasil(Ipea, 2014) Solange KansoO capítulo analisa as mudanças no padrão de mortalidade da população brasileira entre 1980 e 2010, com ênfase no fenômeno da compressão da mortalidade, caracterizado pelo aumento da idade média ao morrer e pela redução da dispersão das mortes ao redor dessa idade. O estudo mostra que a queda da mortalidade, sobretudo nas idades jovens, e os avanços no controle de doenças contribuíram para o aumento da expectativa de vida e para a concentração dos óbitos em idades mais avançadas. No entanto, o Brasil ainda apresenta desigualdades regionais e níveis de mortalidade superiores aos de países mais desenvolvidos, indicando que o processo de compressão ocorre de forma heterogênea. E conclui que, embora haja evidências de progresso na longevidade e mudanças na estrutura da mortalidade, o país ainda enfrenta desafios para consolidar plenamente esse processo demográfico.Publicação Mudanças nos arranjos familiares e seu impacto nas condições de vida : 1980 e 2010(Ipea, 2014) Ana Amélia Camarano de Mello Moreira; Fernandes, Daniele; Ana Amélia Camarano; Daniele FernandesO capítulo analisa as transformações nos arranjos familiares no Brasil entre 1980 e 2010 à luz da Segunda Transição Demográfica, destacando a queda da fecundidade, o aumento das uniões consensuais, dos divórcios e da diversidade de estruturas familiares. Observa-se a redução da predominância do modelo tradicional de casal com filhos e o crescimento de arranjos monoparentais, unipessoais e novos formatos como casais sem filhos (DINC) e famílias reconstituídas. Essas mudanças estão associadas à maior autonomia individual, especialmente das mulheres, à sua inserção no mercado de trabalho e à alteração nos valores sociais. O capítulo também evidencia impactos nas condições de vida, com aumento da renda média e redução da pobreza, influenciados tanto pela mudança na composição das famílias quanto pelo aumento da escolaridade e da participação feminina na renda.Publicação A População brasileira e seus movimentos ao longo do século XX(Ipea, 2014) Ana Amélia Camarano de Mello Moreira; Ana Amélia Camarano; Solange Kanso; Daniele FernandesO capítulo analisa a evolução da população brasileira ao longo do século XX, com enfoque nos principais componentes da dinâmica demográfica — fecundidade, mortalidade e migração — e seus efeitos sobre o crescimento populacional e a estrutura etária. Evidencia-se que o Brasil experimentou uma rápida transição demográfica, caracterizada inicialmente por altas taxas de fecundidade e mortalidade, seguidas por acentuada redução desses indicadores, sobretudo a partir da segunda metade do século. O texto também destaca o papel das migrações internas na redistribuição territorial da população, especialmente no processo de urbanização e no deslocamento para regiões mais dinâmicas economicamente. Conclui-se que essas mudanças configuraram um novo padrão demográfico, com crescimento mais lento, envelhecimento populacional e novos desafios sociais, econômicos e para a formulação de políticas públicas.Publicação Como a história tratou a relação entre população e desenvolvimento econômico(Ipea, 2014) Ana Amélia Camarano de Mello Moreira; Ana Amélia CamaranoO capítulo analisa, a partir de uma perspectiva histórica e teórica, a relação entre população e desenvolvimento econômico, evidenciando como esse debate foi marcado por interpretações divergentes — ora otimistas, ora pessimistas — desde os clássicos como Adam Smith e Malthus até abordagens contemporâneas. A autora discute três regimes demográficos: o de alto crescimento populacional, associado a preocupações com pobreza e escassez de recursos; o de desaceleração, que abre a possibilidade do bônus demográfico; e o de declínio populacional, caracterizado pelo envelhecimento e redução da força de trabalho. O texto mostra que não há consenso sobre o impacto direto das mudanças demográficas no crescimento econômico, destacando que tais efeitos dependem de fatores como políticas públicas, estrutura etária, educação e contexto institucional. Conclui-se que a população não pode ser compreendida isoladamente como problema ou solução, sendo necessário considerar a complexidade das interações entre dinâmica demográfica, desenvolvimento econômico e transformações sociais.Publicação Novo regime demográfico : uma nova relação entre população e desenvolvimento?(Ipea, 2014) Ana Amélia Camarano de Mello Moreira; Ana Amélia CamaranoO texto analisa o conceito de novo regime demográfico, caracterizado pela queda acentuada da fecundidade, pela redução do crescimento populacional e pelo acelerado envelhecimento da população brasileira, fenômenos que alteram profundamente a relação entre população e desenvolvimento. A autora destaca que esse cenário representa um fenômeno inédito na história, pois o declínio populacional decorre principalmente da redução da fecundidade, e não do aumento da mortalidade, gerando um prolongado processo de envelhecimento e possível contração populacional. O capítulo também revisita o debate histórico sobre população e desenvolvimento, mostrando a transição de uma preocupação com o crescimento populacional excessivo para os desafios atuais relacionados ao envelhecimento, à sustentabilidade econômica e às demandas sociais, indicando que essas transformações exigem novas abordagens nas políticas públicas e no planejamento do desenvolvimento.Publicação Migrações internas e aspectos espaciais(Ipea, 1971) Geiger, Pedro Pinchas; Pedro Pinchas GeigerMonografia 5Analisa os aspectos espaciais das migrações internas no Brasil, destacando a importância da distribuição geográfica da população e dos fluxos migratórios na organização do território nacional; o autor evidencia que a migração está fortemente relacionada às desigualdades regionais, sendo influenciada por fatores como concentração de atividades econômicas, infraestrutura e oportunidades de emprego, o que favorece a formação de polos de atração, especialmente nas regiões mais desenvolvidas; observa-se que os fluxos migratórios tendem a reforçar a concentração populacional em áreas urbanas e regiões economicamente dinâmicas, ao mesmo tempo em que contribuem para o esvaziamento relativo de regiões menos desenvolvidas; o estudo também aborda a dinâmica entre migrações inter e intrarregionais, indicando que os deslocamentos de curta distância são predominantes, embora os movimentos de longa distância tenham papel relevante na integração territorial; por fim, conclui-se que a compreensão dos padrões espaciais das migrações é fundamental para o planejamento regional e para a formulação de políticas públicas que visem reduzir desigualdades e promover uma ocupação mais equilibrada do território.Publicação Política de migrações internas(Ipea, 1971) Costa, Manoel Augusto; Manoel Augusto CostaMonografia 5Aborda a formulação de uma política de migrações internas no Brasil, analisando o fenômeno sob perspectivas teóricas, empíricas e normativas; inicialmente, discute os conceitos e características das migrações internas, diferenciando-as de outras formas de mobilidade e destacando seus determinantes múltiplos; em seguida, revisa abordagens clássicas e modernas, como as contribuições de Ravenstein, Schultz, Sjaastad, Kuznets e Lee, evidenciando a presença de fatores econômicos, sociais e individuais nas decisões migratórias; o texto enfatiza a predominância das migrações rural-urbanas, associadas ao desenvolvimento econômico e às desigualdades regionais, ressaltando que tais fluxos tendem a concentrar a população nos grandes centros urbanos, gerando problemas como subemprego e pressões sociais; no caso brasileiro, evidencia-se a magnitude e a intensificação desses fluxos nas décadas recentes, caracterizados por forte concentração espacial e regional; por fim, o autor defende a necessidade de intervenção do Estado por meio de uma política explícita, com instrumentos indutores que orientem os fluxos migratórios para polos de desenvolvimento, visando melhorar a distribuição espacial da população, reduzir desigualdades regionais e maximizar o crescimento econômico, considerando restrições socioeconômicas e estruturais.Publicação Migrações internas e saúde coletiva(Ipea, 1971) Moraes, Nelson Luiz de Araújo; Nelson Luiz de Araújo MoraesMonografia 5Examina as relações entre migrações internas e saúde coletiva no Brasil, demonstrando que diferentes tipos de deslocamentos populacionais contribuem para a disseminação de doenças e para a criação de novos focos epidêmicos; analisa movimentos associados à exploração econômica, construção de infraestrutura, expansão agrícola, formação de núcleos de colonização e urbanização, evidenciando como tais processos favorecem a circulação de enfermidades como malária, esquistossomose, doença de Chagas, leishmaniose, tuberculose e doenças respiratórias; mostra-se que a migração rural-urbana intensifica problemas sanitários nas cidades, como superlotação, poluição e precariedade de saneamento, além de agravar condições sociais como desnutrição e doenças mentais; destaca-se ainda o papel das migrações na introdução de vetores e agentes patogênicos em novas áreas; por fim, o autor propõe diretrizes para políticas públicas de saúde voltadas aos migrantes, enfatizando a importância da prevenção, da vigilância epidemiológica, da organização dos serviços de saúde e do desenvolvimento econômico como fator essencial para a melhoria das condições sanitárias da populaçãoPublicação Migração, mobilidade social e desenvolvimento(Ipea, 1971) Pastore, José; José PastoreAnalisa a relação entre migração, mobilidade social e desenvolvimento a partir de uma abordagem sociológica, definindo a migração como mudança geográfica e social e destacando que seu processo resulta da interação de fatores de origem e destino, obstáculos intervenientes e características individuais; demonstra que as migrações internas na América Latina, especialmente do campo para as cidades, estão ligadas ao rápido processo de urbanização e à expansão dos centros urbanos, embora os dados disponíveis sejam limitados; discute-se que, do ponto de vista econômico, a migração pode contribuir para o ajuste do mercado de trabalho e ser interpretada como investimento em capital humano, mas alerta-se para a insuficiência dos modelos puramente econômicos diante da influência de fatores sociais, psicológicos e culturais; o texto enfatiza ainda que a migração constitui parte do processo de mobilidade social, muitas vezes favorecendo a ascensão individual dos migrantes, ao mesmo tempo em que pode gerar efeitos ambíguos sobre a sociedade, como a redução de tensões sociais ou o enfraquecimento de processos coletivos e políticos; conclui-se que seus impactos sobre o desenvolvimento são complexos e dependem da interação entre dimensões econômicas, sociais e institucionais, não sendo possível avaliá-los de forma isolada ou simplificadPublicação Migrações internas no planejamento econômico(Ipea, 1971) Moreira, João Lyra; João Lyra MoreiraMonografia 5Discute o papel das migrações internas no contexto do planejamento econômico, enfatizando que a população é simultaneamente força de trabalho e elemento central do consumo, sendo decisiva para o desenvolvimento e o bem-estar social; o autor argumenta que a distribuição regional da população deve buscar um equilíbrio ótimo entre recursos, tecnologia e capacidade produtiva, e que as migrações constituem um dos principais mecanismos de ajuste dessa distribuição, ao lado da mortalidade e da fecundidade; analisa-se a importância de integrar variáveis demográficas aos planos de desenvolvimento, destacando dificuldades metodológicas e estatísticas na projeção populacional no Brasil, sobretudo quanto a dados de fecundidade e migração; além disso, o texto apresenta modelos analíticos, como matrizes de projeção, para mensurar e orientar fluxos migratórios, demonstrando que políticas migratórias podem ser formuladas para atingir metas de redistribuição regional da população, desde que baseadas em diagnósticos sólidos e instrumentos eficazes de incentivo, ressaltando, por fim, a necessidade de estudos empíricos que identifiquem os fatores determinantes das migrações para subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficientes.
