Demografia. População

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  • Publicação
    Estimação da perda de produção devido a mortes por causas externas nas cidades brasileiras
    (Ipea, 2007) Daniel Ricardo de Castro Cerqueira; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Alexandre Xavier Ywata Carvalho; Daniel Cerqueira
    A violência no Brasil é reconhecidamente um dos maiores problemas atualmente enfrentados pela sociedade. Esse problema incorre em diversos custos econômicos, além obviamente dos inestimáveis custos decorrentes da perda de vidas. Entre esses custos econômicos, incluem-se custos de tratamentos de saúde, da manutenção da máquina policial, de perda de produção. Esse último tipo de custo é o foco deste trabalho, onde é apresentada uma metodologia para estimar a perda de produção devido a mortes violentas nas áreas urbanas brasileiras, a partir de bases de dados de renda dos trabalhadores do IBGE e da base de dados de óbitos do Ministério da Saúde. Para combinar informações dessas duas bases de dados, inicialmente são aplicados procedimentos de regressão não-paramétrica para estimar curvas médias de rendimento anual dos trabalhadores. Essas curvas são então utilizadas para estimar a perda de produção para determinadas categorias dos registros de óbitos. Incluem-se nessa análise ajustes para contabilizar para a tábua de sobre vivência da população em geral.
  • Publicação
    Migração e diferenciais de renda : teoria e evidências empíricas
    (Ipea, 2007) Carlos Wagner de Albuquerque Oliveira; Ellery Junior, Roberto de Goes; Pinheiro, Danielle Sandi; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Carlos Wagner de Albuquerque Oliveira; Roberto Ellery Jr.; Danielle Sandi
    A concentração dos fatores de produção afeta o padrão de desenvolvimento regional, mas a distribuição espacial desses fatores também depende do desenvolvimento da região. Esse aspecto circular determina a influência da oferta de bens e serviços sobre preços e salários que, por sua vez, interfere na oferta e demanda por mão-de-obra. Neste trabalho se discute a pertinência do uso de políticas de desenvolvimento regional como forma de reduzir as disparidades de renda entre as regiões brasileiras, com foco nas questões relacionadas à migração de trabalhadores. A discussão inicia-se com uma digressão histórica dos fluxos migratórios tanto em nível mundial quanto em nível de Brasil. Em seguida é feita um breve comentário de como os modelos teóricos abordam a questão da migração e como eles relacionam essa questão com os problemas de crescimento eco nômico. Faz-se uma rápida incursão pelas clássicas teorias do comércio internacional, observando como essas teorias abordam a questão do movimento de fatores de produção, suas respectivas remunerações e seus efeitos sobre o crescimento econômico. Encerra-se a discussão histórico- teórica com um pequeno ensaio sobre o modelo desenvolvido em Matsuyama e Takahashi (1998) cuja finalidade é investigar a sensibilidade do índice relativo de padrão de vida para uma dada alteração na proporção da população de uma região em relação às outras regiões.
  • Livro
    Espaçamento, aleitamento materno, serviço de saúde e mortalidade na infância na República Dominicana, Peru e Brasil
    (Ipea, 1992) McCracken, Stephen D.; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Stephen D. McCracken
    Seminários Sobre Estudos Sociais e do Trabalho. Série Seminários 18/92
    Avalia a importância do espaçamento entre nascimento, o aleitamento materno e os serviços de saúde na mortalidade infantil. Este trabalho é uma avaliação preliminar da importância destes três fatores na mortalidade, controlando por questões sócio-econômicas, usando modelos de risco (hazard models) numa análise simultânea com dados do Demographic and Health Surveys (DHS) para a República Dominicana, Peru e Brasil. Os resultados mostram que cada um dos três fatores mantem uma importância distinta e sugere implicações para o planejamento familiar e políticas em relação a serviços materno-infantis.
  • Publicação
    Impacto das normas de gênero nas decisões de participação e de fecundidade no Brasil
    (Ipea, 2025-08) Santos, Letícia Marques dos; Cunha, Marina Silva; Letícia Marques dos Santos; Marina Silva Cunha
    PPE 55
    Esta pesquisa analisou os impactos das normas sociais prevalecentes no Brasil na participação no mercado de trabalho e na fecundidade das mulheres casadas para o período de 2001 até 2015. Para tanto, a partir de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE), foram estimados modelos de regressão probit bivariados. Os resultados indicaram que as desigualdades de gênero persistem de maneira pouco inflexiva ao longo do tempo, em que os maridos se dedicam relativamente pouco aos afazeres domésticos. Verificou-se que as normas de gênero apresentam efeito significativo nas decisões de fecundidade e de participação no mercado de trabalho das esposas, com os afazeres dos maridos com impactos positivos. Destaca-se que a relação entre fecundidade e participação das esposas no mercado de trabalho, além de significativa, foi maior em 2015 que em 2001. Dessa forma, evidencia-se a importância de se avaliar a equidade de gênero em termos de oportunidades, bem como políticas públicas voltadas aos cuidados, propiciando às famílias equilibrarem trabalho remunerado e doméstico na sociedade contemporânea.
  • Publicação
    Vulnerabilidade, pobreza e a evolução do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) nas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) do Distrito Federal
    (Ipea, 2015) Oliveira, Flávio Gonçalves de; Valverde, Danielle Oliveira; Andrade, Keli Rodrigues de; Rosa, Thiago Mendes; Flávio Gonçalves de Oliveira; Danielle Oliveira Valverde; Keli Rodrigues de Andrade; Thiago Mendes Rosa
    O objetivo deste artigo é identificar relações de precedência entre os principais componentes correlacionados à situação de vulnerabilidade dos habitantes do Distrito Federal, mensurada pelo percentual de pessoas em situação de pobreza. O estudo compreende uma análise descritiva do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e das variáveis explicativas da vulnerabilidade, além de verificar dependências espaciais, para as 233 Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs). Dentre os principais resultados, destaca-se que, estar desocupado entre 25 e 29 anos, a ocorrência de gravidez na adolescência, o acesso inadequado à água e esgoto tratados são elementos que antecedem e se correlacionam positivamente com a vulnerabilidade. Reconhecendo-se a relação de retroalimentação entre a vulnerabilidade e as variáveis explicativas a ela associadas, procedeu-se uma análise para verificar a precedência temporal existente. Apenas a gravidez na adolescência não precede temporalmente a vulnerabilidade. Com relação à dependência espacial, verifica-se que as áreas periféricas apontam para uma replicação de situações mais adversas, enquanto no centro o movimento contrário é observado.
  • Publicação
    A Mortalidade jovem no Brasil e suas conexões com as condições de vida nos domicílios, nos municípios e nas Unidades Federativas
    (Ipea, 2015) Pereira, Fabiano Neves Alves; Fabiano Neves Alves Pereira
    Neste artigo, analisa-se como o nível socioeconômico dos domicílios e as condições sociais de suas localizações – baseadas no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) – estão associados ao risco de mortalidade jovem no Brasil. Busca-se, principalmente, identificar e dimensionar como os aspectos socioeconômicos intradomiciliares se interconectam às características dos municípios e das Unidades Federativas (UFs) para delinear a existência ou não de diferenciais no risco de morte de um jovem, a partir da base de dados do Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com o IDHM de todos os municípios brasileiros, e do Censo Demográfico de 2010 com os dados socioeconômicos dos domicílios. Os resultados indicam diferenciais de mortalidade jovem tanto a partir das características dos domicílios quanto devido às diferenças de níveis de IDHM nos municípios e de IDH nas UFs.
  • Publicação
    Análise das UDHs de Salvador com IDHM muito baixo em 2000 : problematizações sobre a evolução dos indicadores demográficos e sociais entre 2000 e 2010
    (Ipea, 2015) Menezes, Vitor Matheus Oliveira de; Vitor Matheus Oliveira de Menezes
    Fazendo uso dos dados disponibilizados pelo Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, este trabalho analisa a evolução de indicadores demográficos e sociais, entre 2000 e 2010, nas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) de Salvador (BA) que apresentavam Índice de Desenvolvimento Humano Muito Baixo em 2000. Propõe-se, pois, a problematização da trajetória de tais UDHs na primeira década deste século, em contraste ao contexto municipal e nacional. Serão tratadas, primeiramente, as informações relativas às transformações demográficas nas UDHs, demonstrando a importância do estudo populacional para a compreensão das condições de vida dos moradores. Tal abordagem será complementada pela problematização da evolução dos indicadores relativos ao trabalho e renda, levando ao questionamento sobre as características e transformações da desigualdade social urbana.
  • Publicação
    Localizando o desenvolvimento humano : municípios pobres multidimensionais no Brasil – 1991-2000-2010
    (Ipea, 2015) Souza FIlho, Antônio Maria Claret de; Natenzon, Samanta Maria; Antônio Maria Claret de Souza Filho; Samanta Maria Natenzon
    O artigo propõe a construção de um Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) para municípios brasileiros, baseado no enfoque das capacidades de Amartya Sen e nos dados do Atlas do Desenvolvimento Humano. A metodologia segue o modelo Alkire-Foster, considerando dimensões de saúde, educação e padrão de vida. A análise cobre os anos de 1991, 2000 e 2010, revelando avanços significativos: redução da intensidade e da incidência da pobreza multidimensional, com queda de 98,5% dos municípios vulneráveis ou pobres para apenas 1% em 2010. Apesar dos progressos, persistem desafios relacionados à desigualdade intramunicipal, infraestrutura e grupos vulneráveis. O estudo recomenda ajustes metodológicos, focalização em subgrupos sociais e integração com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
  • Publicação
    A Sustentabilidade do desenvolvimento humano
    (Ipea, 2015) Barreto, Monique dos Santos; Monique dos Santos Barreto
    Partindo da ideia de que a finalidade do desenvolvimento é propiciar o bem-estar da população e de que o bem-estar depende de outros fatores além da renda, este artigo propõe lançar um olhar sobre o tema do desenvolvimento, levando em consideração que nenhum crescimento é pleno e sustentável se não se refletir em desenvolvimento concomitante nas três dimensões, a saber: econômica, social e ambiental. Para tanto, a proposta é incluir a dimensão ambiental ao IDHM das Unidades Federativas e observar como esse ajuste alteraria o ranking e a classificação dos estados com relação ao seu nível de desenvolvimento e, a partir daí, analisar qual o padrão de crescimento que cada unidade federativa vem adotando.
  • Publicação
    Desenvolvimento humano e convergência de renda : evidências para a região Nordeste do Brasil no período de 1991 a 2010
    (Ipea, 2015) Rocha, Luiz Eduardo Vasconcelos; Carvalho, Tacyana; Luiz Eduardo Vasconcelos Rocha; Tacyana Carvalho
    O trabalho, primeiramente, analisou a hipótese de convergência da renda per capita municipal, utilizando, para tanto, os testes de σ-convergência, Drennan e Lobo, e β-convergência absoluta e condicional. Todos os testes demonstraram um lento processo de convergência. No teste de β-convergência condicional, que incluiu os subíndices educação e longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) como variáveis independentes, observou-se que, além do aumento da velocidade do processo de convergência de renda, os municípios com características socioeconômicas iniciais distintas convergiram também de forma lenta para estados estacionários diferentes no longo prazo. Concluiu-se que, para existir equalização do nível de renda na região, seria necessário que, por meio da adoção de políticas públicas, ocorresse uma redução das disparidades socioeconômicas entre os municípios.
  • Publicação
    O Desenvolvimento e suas representações em três municípios paulistas
    (Ipea, 2015) Bellingieri, Julio Cesar; Souza, José Gilberto de; Julio Cesar Bellingieri; José Gilberto de Souza
    Este artigo identifica, por meio de pesquisa de levantamento, as representações sociais de cidade desenvolvida, e as percepções de desenvolvimento, construídas pelos sujeitos de três municípios paulistas: Jaboticabal, Olímpia e Bebedouro. Os resultados mostram que uma cidade desenvolvida é representada por uma dimensão econômica (objetivada pelas palavras emprego, indústrias, empresas), coexistindo com uma dimensão social (saúde, educação), em que se emerge o paradigma do desenvolvimento humano. No período 1991-2010, os municípios tiveram avanços em seus Índices de Desenvolvimento Municipais (IDHM) e são atualmente desenvolvidos. Mas, a maioria dos sujeitos não percebe seus municípios assim. Em Bebedouro, de instável desempenho econômico recente, existem as percepções de que a cidade “foi mais desenvolvida no passado” e de que “não se desenvolveu nos últimos 20 anos”; são visões inversas às de Jaboticabal e Olímpia, de desempenho estável, revelando que a percepção de desenvolvimento está mais relacionada à condição econômica atual dos municípios que ao seu desenvolvimento real.
  • Publicação
    A Possible approach to the concept of mobility and two case studies : The Maré and the Complexo do Alemão favelas
    (Ipea, 2016) Silva, Jailson de Souza; Silva, Eliana Souza; Renato Balbim; Cleandro Henrique Krause; Jailson de Souza Silva; Eliana Souza Silva; Renato Balbim; Cleandro Krause
    O capítulo apresenta uma reflexão sobre o conceito de mobilidade urbana a partir da perspectiva do direito à cidade, com foco nas favelas da Maré e do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Analisa como barreiras físicas, sociais e simbólicas limitam a circulação dos moradores e reforçam desigualdades urbanas. Traz dados originais sobre a mobilidade na Maré e discute expectativas dos moradores do Alemão diante da implantação do teleférico como transporte público. Defende uma abordagem plural e inclusiva para garantir mobilidade plena e equidade no espaço urbano.
  • Publicação
    A Representação de pessoas trans nas bases de dados oficiais do Brasil
    (Ipea, 2025-11-19) Alberto Luis Araújo Silva Filho; Filipe Matheus Silva Cavalcanti; Felipe Vella Pateo; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Alberto Luis Araújo Silva Filho; Filipe Matheus Silva Cavalcanti; Felipe Vella Pateo
    TD 3172
    No presente estudo, apresentamos o mapeamento sistemático de bases/registros dos dados relacionados à população trans e/ou de variáveis que dialogam com a questão da identidade de gênero no âmbito do governo federal. Além disso, discorremos brevemente sobre alguns dos aspectos que essas apresentam. As fontes mapeadas correspondem a doze, distribuídas em seis eixos selecionados de políticas: assistência social; educação; registros de identidade; saúde; trabalho e previdência; e vitimização e direitos humanos. Essas fontes podem ser compreendidas como rastros ou vestígios informacionais, os quais proporcionam um retrato parcial do grupo social em questão, na medida em que não possuem abrangência capaz de fornecer retrato sociodemográfico nacional. A partir desse levantamento, esperamos contribuir para a proposição de inclusões e/ou melhorias no que diz respeito à disponibilidade de informações governamentais acerca da população trans, bem como abrir caminho para futuras pesquisas quantitativas.
  • Publicação
    Oferta de cuidados de longa duração para a população idosa na rede SUAS
    (Ipea, 2025-11-19) Alberto Luis Araújo Silva Filho; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Alberto Luis Araújo Silva Filho
    TD 3171
    O presente trabalho tem por objetivo analisar os dados relacionados às unidades de acolhimento e aos centros Dia, considerando ambos como modalidades institucionais de oferta de cuidados de longa duração (CLD) para a população idosa (público geracional aqui focalizado). Os números expostos consideram aspectos relativos à distribuição e às características das unidades; perfis dos usuários; critérios e estruturas de atendimento, bem como área de localização. A base de dados utilizada para obtenção dessas informações é o Censo SUAS, pesquisa realizada anualmente pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Do ponto de vista temporal, considerou-se o intervalo que vai de 2019 a 2023, ou seja, antes, durante e após a pandemia da covid-19. A partir da observação desses dados, é possível compreender o estado atual da malha de cuidados não familiares disponíveis para os idosos brasileiros, bem como ensaiar projeções face ao envelhecimento populacional e às adaptações dele decorrentes no campo das políticas públicas.
  • Publicação
    Mobilidade : uma abordagem sistêmica
    (Ipea, 2016) Renato Balbim; Renato Balbim
    O capítulo apresenta uma abordagem sistêmica do conceito de mobilidade, diferenciando-o de termos como circulação, transporte e acessibilidade. Discute a evolução histórica da mobilidade e sua relação com transformações sociais, modos de produção e organização territorial. Analisa as diversas formas de mobilidade – cotidiana, social, residencial, simbólica, migrações, turismo e lazer – e como elas se interconectam, influenciando políticas urbanas e sociais. Destaca a importância de compreender a mobilidade como elemento central do urbanismo moderno e da configuração das cidades contemporâneas.
  • Publicação
    O Significado da mobilidade na construção democrática da cidade
    (Ipea, 2016) Barbosa, Jorge Luiz; Jorge Luiz Barbosa
    O capítulo discute a mobilidade urbana como elemento central na construção democrática das cidades, destacando que o debate não deve se restringir às dimensões econômica e técnica, mas incorporar a dimensão política. Analisa a mobilidade como fator estratégico na metropolização do espaço e na economia dos fluxos, evidenciando sua relação com poder e desigualdades. Propõe uma reflexão crítica sobre as condições sociopolíticas da mobilidade e identifica atores e disputas na apropriação do espaço urbano, visando compreender os desafios da generalização urbana contemporânea.
  • Publicação
    Mobilidade cotidiana, segregação urbana e exclusão
    (Ipea, 2016) Vasconcellos, Eduardo Alcântara de; Eduardo Alcântara de Vasconcellos
    O capítulo analisa os impactos do crescimento urbano acelerado no Brasil desde a década de 1950 sobre a mobilidade cotidiana, destacando a predominância dos modos motorizados e a consequente exclusão dos deslocamentos a pé e por bicicleta. Aborda como políticas de transporte e decisões sobre uso do solo urbano intensificaram a segregação espacial e dificultaram o acesso das populações de baixa renda à cidade e aos serviços. Examina dados sobre mobilidade em cidades brasileiras, fatores socioeconômicos condicionantes, impactos ambientais e energéticos, além das políticas aplicadas nas últimas décadas.
  • Publicação
    A Cidade como resultado : consequências de escolhas arquitetônicas
    (Ipea, 2016) Netto, Vinicius M.; Vinicius M. Netto
    O capítulo analisa as consequências não intencionadas das escolhas arquitetônicas e urbanísticas sobre a configuração das cidades brasileiras. Argumenta que decisões individuais, como optar por edifícios murados ou isolados, geram efeitos coletivos indesejados, como segregação espacial, redução da urbanidade e aumento da dependência do automóvel. Baseando-se nos conceitos de Thomas Schelling, o texto mostra como ações cotidianas acumuladas produzem patologias urbanas sistêmicas, afetando dimensões sociais e ambientais. Defende a necessidade de integrar pesquisa, legislação e planejamento para compreender e mitigar esses impactos.
  • Publicação
    A Arquitetura moderna brasileira e o automóvel : o casamento do século
    (Ipea, 2016) Lara, Fernando Luiz; Fernando Luiz Lara
    O capítulo analisa a relação histórica entre a arquitetura moderna brasileira e a hegemonia do automóvel, destacando como essa associação moldou o desenvolvimento urbano no século XX. Argumenta que o modelo atual é insustentável nas dimensões econômica, social e ambiental, apontando impactos como congestionamentos, poluição e desigualdade. Discute a construção simbólica do automóvel no imaginário social e propõe a necessidade de romper essa relação, comparando o desafio à luta contra o tabagismo. Defende investimentos em transporte público e mudanças culturais para um futuro urbano mais sustentável.
  • Publicação
    Mobilidade transfronteiriça : entre o diverso e o efêmero
    (Ipea, 2016) Moura, Rosa; Cardoso, Nelson Ari; Rosa Moura; Nelson Ari Cardoso
    O capítulo aborda a mobilidade transfronteiriça na faixa de fronteira brasileira, destacando sua complexidade e diversidade. Analisa as interações sociais, culturais e econômicas entre cidades gêmeas e aglomerações binacionais, evidenciando como deslocamentos cotidianos e migrações internacionais moldam essas regiões. Discute a fronteira como espaço de contato e complementaridade, contrapondo-se à visão restritiva de separação. Apresenta dados sobre migração e deslocamentos pendulares, ressaltando vulnerabilidades e potencialidades para o desenvolvimento regional, além das implicações políticas e sociais dessas dinâmicas.
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