Demografia. População
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/17403
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Publicação Tópicos em econometria espacial para dados cross-section(Ipea, 2011) Carvalho, Alexandre Xavier Ywata; Albuquerque, Pedro Henrique Melo; Alexandre Xavier Ywata Carvalho; Pedro Henrique Melo AlbuquerqueApresenta uma introdução abrangente aos principais modelos e técnicas de econometria espacial aplicados a dados cross-section, destacando o rápido avanço das ferramentas analíticas voltadas ao tratamento de bases georreferenciadas. Os autores discutem três abordagens empíricas — estruturalista, experimentalista e descritiva — situando os estudos regionais principalmente nesta última, mas ressaltando oportunidades de expansão para métodos mais robustos de identificação causal. O texto detalha modelos espaciais paramétricos amplamente utilizados, como SAR, SEM e SARMA, enfatizando suas formulações, interpretações, métodos de estimação por máxima verossimilhança, limitações e críticas teóricas. São apresentados ainda testes para detecção de dependência espacial, incluindo o I de Moran, o teste de Kelejian-Robinson e estatísticas baseadas em Wald, razão de verossimilhança e multiplicadores de Lagrange. O capítulo avança para técnicas de estimação robustas frente à endogeneidade e autocorrelação, como o estimador S2SLS de Kelejian e Prucha e o método de momentos generalizado com correção espacial de Conley, aplicável inclusive a modelos não lineares. Por fim, destaca a relevância crescente das metodologias espaciais para o entendimento de fenômenos regionais e urbanos, reconhecendo desafios teóricos, computacionais e empíricos ainda presentes na área.Publicação Economia urbana e mercado de habitação(Ipea, 2011) Vanessa Gapriotti Nadalin; Vanessa G. NadalinApresenta uma visão abrangente da economia urbana e do mercado de habitação, discutindo como a estrutura espacial das cidades e o funcionamento dos mercados imobiliários são moldados por decisões de localização de famílias e firmas, custos de transporte, preços da terra e características específicas dos imóveis. A autora revisa modelos clássicos de cidades monocêntricas (Alonso-Muth-Mills) e policêntricas (Fujita–Ogawa; Henderson–Mitra), explicando como eles descrevem padrões intraurbanos de uso do solo e descentralização de empregos. Em seguida, explora profundamente o mercado de habitação como um bem durável, heterogêneo e indivisível, abordando modelos de filtragem (Sweeney), dinâmica de estoques de qualidade, taxa de vacância, preços hedônicos e imóveis como ativos. O texto também trata de imperfeições de mercado, informalidade (favelas e cortiços), pobreza urbana, espraiamento urbano, mobilidade residencial, amenidades e submercados habitacionais, além de aplicações empíricas para o contexto brasileiro. Conclui destacando limites dos modelos tradicionais e a importância de integrar teoria urbana, políticas públicas, finanças habitacionais e planejamento urbano para enfrentar desafios como segregação, transporte, sustentabilidade e habitação de baixa renda.Publicação Uma Breve incursão em aspectos regionais da Nova Geografia Econômica(Ipea, 2011) Cruz, Bruno de Oliveira; Bruno de Oliveira CruzApresenta uma síntese acessível e sistemática da Nova Geografia Econômica (NGE), destacando sua contribuição para compreender como forças econômicas endógenas moldam a distribuição espacial das atividades produtivas. A partir de modelos que combinam rendimentos crescentes, concorrência imperfeita, custos de transporte e mobilidade de fatores, a NGE busca explicar por que atividades tendem a se concentrar ou se dispersar no território, mesmo assumindo um espaço inicialmente homogêneo. O texto revisa três vertentes centrais — efeito de mercado interno, modelos centro‑periferia e curvas de desigualdade em forma de sino — discutindo sua lógica, resultados e implicações, inclusive para integração econômica, políticas regionais e possíveis padrões de aglomeração. Também aborda testes empíricos, críticas metodológicas e o impacto da NGE no debate brasileiro, concluindo que essa literatura, embora poderosa para investigar desigualdades regionais, precisa ser aplicada com cautela, considerando escalas, estruturas produtivas e especificidades do desenvolvimento.Publicação Crescimento econômico, convergência de renda e elementos espaciais(Ipea, 2011) Carlos Wagner de Albuquerque Oliveira; Rodrigues Júnior, Waldery; Carlos Wagner A. Oliveira; Waldery RodriguesDiscute a evolução dos estudos sobre convergência de renda entre países e regiões, examinando a consistência dos conceitos de β‑convergência (condicional e não condicional) e σ‑convergência, bem como as limitações metodológicas inerentes a cada abordagem. A partir dos modelos de crescimento econômico, ressalta-se que a convergência depende das condições iniciais e dos determinantes estruturais do crescimento — capital humano, capital físico, demografia, instituições e heterogeneidades persistentes — o que exige modelos econométricos robustos, como painéis com efeitos fixos, correção de endogeneidade e análise de processos estocásticos. O texto revisa críticas sobre falácia de Galton, múltiplos regimes de crescimento, clubes de convergência e não linearidades, além de destacar a relevância de metodologias baseadas em distribuição de probabilidades e séries temporais. Na parte aplicada, apresenta amplo debate empírico sobre o Brasil, mostrando que os estudos chegam a resultados divergentes: alguns identificam convergência entre estados, enquanto outros encontram persistência ou ampliação de desigualdades regionais, revelando que o fenômeno depende fortemente do período, metodologia e variáveis de controle utilizadas. O capítulo conclui que compreender a dinâmica regional brasileira exige instrumentos econométricos adequados, atenção às características estruturais e cuidado na interpretação dos indicadores de convergência.Publicação Teorias de desenvolvimento territorial(Ipea, 2011) Matteo, Miguel; Matteo, Miguel; Miguel MatteoApresenta as principais teorias de desenvolvimento territorial, concebendo o território não apenas como suporte físico, mas como construção social resultante das relações econômicas, políticas e culturais que nele se materializam. Partindo da crise do modelo fordista e da consequente transformação dos padrões produtivos, o texto revisita duas grandes vertentes explicativas pós‑anos 1950: a especialização flexível — com ênfase nos distritos industriais marshallianos, na inovação schumpeteriana e nas city‑regions de Scott, Storper, Agnew e Soja — e a metrópole terciária, estruturada pela globalização, pelas ideias de Castells (espaço de fluxos) e pelas cidades globais de Saskia Sassen. Essas abordagens são examinadas criticamente, apontando suas limitações, especialmente o insuficiente reconhecimento dos processos históricos, institucionais e sociais que moldam cada território; a tendência à generalização de modelos originados em contextos específicos; e a desconsideração do papel dos Estados nacionais na regulação e na produção do espaço. O capítulo conclui que análises territoriais robustas devem integrar estrutura produtiva, dinâmica social e trajetória histórica.Publicação Firmas de serviços exportadoras : um estudo sobre setores selecionados(Ipea, 2006) Moreira, Sérvulo Vicente; Alves, Patrick Franco; Luis Claudio Kubota; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Sérvulo Vicente Moreira; Patrick Franco Alves; Luis Claudio KubotaAnalisa a dinâmica das firmas brasileiras de serviços exportadoras, contextualizando o comércio exterior de serviços como um campo complexo, regulado e crescente na economia mundial. Os autores destacam que os serviços representam cerca de 30% do comércio global e que países em desenvolvimento respondem por aproximadamente 20% das exportações mundiais. No Brasil, historicamente resistente à inclusão dos serviços nas negociações multilaterais do Gatt/OMC, o conhecimento sobre esse comércio ainda é limitado, embora entidades privadas tenham intensificado seu interesse pela agenda de liberalização. Com base em modelos probabilísticos (probit), o estudo busca identificar determinantes microeconômicos associados à probabilidade de exportação em firmas dos setores de audiovisual, informática, transportes e telecomunicações. Os resultados mostram que variáveis como escala (receita líquida), dotação de fatores (escolaridade e remuneração da mão de obra) e características estruturais (origem do capital controlador), controladas por localização e setor, contribuem significativamente para diferenciar firmas exportadoras de não‑exportadoras, reforçando a literatura que relaciona exportações a tamanho, tecnologia e qualificação.Publicação Organização territorial dos serviços no Brasil : polarização com frágil dispersão(Ipea, 2006) Domingues, Edson Paulo; Ruiz, Ricardo Machado; Moro, Sueli; Lemos, Mauro Borges; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Edson Paulo Domingues; Ricardo Machado Ruiz; Sueli Moro; Mauro Borges LemosAnalisa a organização territorial dos serviços no Brasil, investigando como esses estabelecimentos se distribuem espacialmente e como se articulam com a estrutura produtiva e urbana dos municípios. Utilizando dados regionalizados da PAS 2000 combinados à RAIS e à PIA, o estudo revela um padrão de forte polarização em torno das regiões metropolitanas — especialmente São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Brasília — que concentram a maior parte do valor adicionado, massa salarial e diversidade setorial dos serviços. As análises mostram que os serviços são ainda mais concentrados do que a indústria, com apenas 134 municípios respondendo por cerca de 90% da massa salarial do setor. O trabalho também identifica diferenças de comportamento entre grupos de serviços: os produtivos e pessoais apresentam alta dependência da escala urbana local, os de transporte são mais dispersos pela natureza móvel da demanda, e os de comunicação ocupam posição intermediária. Modelos econométricos hierárquicos indicam que fatores como densidade populacional, diversidade de serviços, presença de setores industriais difusores de tecnologia e quocientes locacionais de informática influenciam significativamente a localização e o desempenho das empresas. O estudo conclui que políticas de desenvolvimento regional que busquem maior desconcentração devem articular estratégias industriais, tecnológicas e urbanas, com foco em atividades intensivas em conhecimento capazes de atrair serviços de maior produtividade.Livro Êxodo rural para o exterior : nota técnica(Ipea, 1991-09) Porto, Célio Brovino; Henz, Renato Antonio; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Companhia Nacional de Abastecimento (Brasil); Célio Brovino Porto; Renato Antônio HenzOferece um parecer técnico aos investimentos agrícolas de brasileiros nos países do Mercosul, como forma de garantir o abastecimento no mercado brasileiro e de reduzir o preço da terra no Brasil. Equaliza o preço deste fator de produção. Quanto à produção agrícola, os produtos mais acentuados são o arroz e a soja. 40 (por cento) da produção de arroz no Uruguai é realizada por brasileiros e 40 (por cento) da produção de soja no Paraguai é atribuida aos brasileiros. Assim ocorre a expulsão da mão-de-obra da propriedade familiar, dando origem ao desbravamento de fronteiras agrícolas e emigração em países vizinhos.Publicação Estimação da perda de produção devido a mortes por causas externas nas cidades brasileiras(Ipea, 2007) Daniel Ricardo de Castro Cerqueira; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Alexandre Xavier Ywata Carvalho; Daniel CerqueiraA violência no Brasil é reconhecidamente um dos maiores problemas atualmente enfrentados pela sociedade. Esse problema incorre em diversos custos econômicos, além obviamente dos inestimáveis custos decorrentes da perda de vidas. Entre esses custos econômicos, incluem-se custos de tratamentos de saúde, da manutenção da máquina policial, de perda de produção. Esse último tipo de custo é o foco deste trabalho, onde é apresentada uma metodologia para estimar a perda de produção devido a mortes violentas nas áreas urbanas brasileiras, a partir de bases de dados de renda dos trabalhadores do IBGE e da base de dados de óbitos do Ministério da Saúde. Para combinar informações dessas duas bases de dados, inicialmente são aplicados procedimentos de regressão não-paramétrica para estimar curvas médias de rendimento anual dos trabalhadores. Essas curvas são então utilizadas para estimar a perda de produção para determinadas categorias dos registros de óbitos. Incluem-se nessa análise ajustes para contabilizar para a tábua de sobre vivência da população em geral.Publicação Migração e diferenciais de renda : teoria e evidências empíricas(Ipea, 2007) Carlos Wagner de Albuquerque Oliveira; Ellery Junior, Roberto de Goes; Pinheiro, Danielle Sandi; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Carlos Wagner de Albuquerque Oliveira; Roberto Ellery Jr.; Danielle SandiA concentração dos fatores de produção afeta o padrão de desenvolvimento regional, mas a distribuição espacial desses fatores também depende do desenvolvimento da região. Esse aspecto circular determina a influência da oferta de bens e serviços sobre preços e salários que, por sua vez, interfere na oferta e demanda por mão-de-obra. Neste trabalho se discute a pertinência do uso de políticas de desenvolvimento regional como forma de reduzir as disparidades de renda entre as regiões brasileiras, com foco nas questões relacionadas à migração de trabalhadores. A discussão inicia-se com uma digressão histórica dos fluxos migratórios tanto em nível mundial quanto em nível de Brasil. Em seguida é feita um breve comentário de como os modelos teóricos abordam a questão da migração e como eles relacionam essa questão com os problemas de crescimento eco nômico. Faz-se uma rápida incursão pelas clássicas teorias do comércio internacional, observando como essas teorias abordam a questão do movimento de fatores de produção, suas respectivas remunerações e seus efeitos sobre o crescimento econômico. Encerra-se a discussão histórico- teórica com um pequeno ensaio sobre o modelo desenvolvido em Matsuyama e Takahashi (1998) cuja finalidade é investigar a sensibilidade do índice relativo de padrão de vida para uma dada alteração na proporção da população de uma região em relação às outras regiões.Livro Espaçamento, aleitamento materno, serviço de saúde e mortalidade na infância na República Dominicana, Peru e Brasil(Ipea, 1992) McCracken, Stephen D.; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Stephen D. McCrackenSeminários Sobre Estudos Sociais e do Trabalho. Série Seminários 18/92Avalia a importância do espaçamento entre nascimento, o aleitamento materno e os serviços de saúde na mortalidade infantil. Este trabalho é uma avaliação preliminar da importância destes três fatores na mortalidade, controlando por questões sócio-econômicas, usando modelos de risco (hazard models) numa análise simultânea com dados do Demographic and Health Surveys (DHS) para a República Dominicana, Peru e Brasil. Os resultados mostram que cada um dos três fatores mantem uma importância distinta e sugere implicações para o planejamento familiar e políticas em relação a serviços materno-infantis.Publicação Impacto das normas de gênero nas decisões de participação e de fecundidade no Brasil(Ipea, 2025-08) Santos, Letícia Marques dos; Cunha, Marina Silva; Letícia Marques dos Santos; Marina Silva CunhaPPE 55Esta pesquisa analisou os impactos das normas sociais prevalecentes no Brasil na participação no mercado de trabalho e na fecundidade das mulheres casadas para o período de 2001 até 2015. Para tanto, a partir de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE), foram estimados modelos de regressão probit bivariados. Os resultados indicaram que as desigualdades de gênero persistem de maneira pouco inflexiva ao longo do tempo, em que os maridos se dedicam relativamente pouco aos afazeres domésticos. Verificou-se que as normas de gênero apresentam efeito significativo nas decisões de fecundidade e de participação no mercado de trabalho das esposas, com os afazeres dos maridos com impactos positivos. Destaca-se que a relação entre fecundidade e participação das esposas no mercado de trabalho, além de significativa, foi maior em 2015 que em 2001. Dessa forma, evidencia-se a importância de se avaliar a equidade de gênero em termos de oportunidades, bem como políticas públicas voltadas aos cuidados, propiciando às famílias equilibrarem trabalho remunerado e doméstico na sociedade contemporânea.Publicação Vulnerabilidade, pobreza e a evolução do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) nas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) do Distrito Federal(Ipea, 2015) Oliveira, Flávio Gonçalves de; Valverde, Danielle Oliveira; Andrade, Keli Rodrigues de; Rosa, Thiago Mendes; Flávio Gonçalves de Oliveira; Danielle Oliveira Valverde; Keli Rodrigues de Andrade; Thiago Mendes RosaO objetivo deste artigo é identificar relações de precedência entre os principais componentes correlacionados à situação de vulnerabilidade dos habitantes do Distrito Federal, mensurada pelo percentual de pessoas em situação de pobreza. O estudo compreende uma análise descritiva do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e das variáveis explicativas da vulnerabilidade, além de verificar dependências espaciais, para as 233 Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs). Dentre os principais resultados, destaca-se que, estar desocupado entre 25 e 29 anos, a ocorrência de gravidez na adolescência, o acesso inadequado à água e esgoto tratados são elementos que antecedem e se correlacionam positivamente com a vulnerabilidade. Reconhecendo-se a relação de retroalimentação entre a vulnerabilidade e as variáveis explicativas a ela associadas, procedeu-se uma análise para verificar a precedência temporal existente. Apenas a gravidez na adolescência não precede temporalmente a vulnerabilidade. Com relação à dependência espacial, verifica-se que as áreas periféricas apontam para uma replicação de situações mais adversas, enquanto no centro o movimento contrário é observado.Publicação A Mortalidade jovem no Brasil e suas conexões com as condições de vida nos domicílios, nos municípios e nas Unidades Federativas(Ipea, 2015) Pereira, Fabiano Neves Alves; Fabiano Neves Alves PereiraNeste artigo, analisa-se como o nível socioeconômico dos domicílios e as condições sociais de suas localizações – baseadas no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) – estão associados ao risco de mortalidade jovem no Brasil. Busca-se, principalmente, identificar e dimensionar como os aspectos socioeconômicos intradomiciliares se interconectam às características dos municípios e das Unidades Federativas (UFs) para delinear a existência ou não de diferenciais no risco de morte de um jovem, a partir da base de dados do Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com o IDHM de todos os municípios brasileiros, e do Censo Demográfico de 2010 com os dados socioeconômicos dos domicílios. Os resultados indicam diferenciais de mortalidade jovem tanto a partir das características dos domicílios quanto devido às diferenças de níveis de IDHM nos municípios e de IDH nas UFs.Publicação Análise das UDHs de Salvador com IDHM muito baixo em 2000 : problematizações sobre a evolução dos indicadores demográficos e sociais entre 2000 e 2010(Ipea, 2015) Menezes, Vitor Matheus Oliveira de; Vitor Matheus Oliveira de MenezesFazendo uso dos dados disponibilizados pelo Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, este trabalho analisa a evolução de indicadores demográficos e sociais, entre 2000 e 2010, nas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) de Salvador (BA) que apresentavam Índice de Desenvolvimento Humano Muito Baixo em 2000. Propõe-se, pois, a problematização da trajetória de tais UDHs na primeira década deste século, em contraste ao contexto municipal e nacional. Serão tratadas, primeiramente, as informações relativas às transformações demográficas nas UDHs, demonstrando a importância do estudo populacional para a compreensão das condições de vida dos moradores. Tal abordagem será complementada pela problematização da evolução dos indicadores relativos ao trabalho e renda, levando ao questionamento sobre as características e transformações da desigualdade social urbana.Publicação Localizando o desenvolvimento humano : municípios pobres multidimensionais no Brasil – 1991-2000-2010(Ipea, 2015) Souza FIlho, Antônio Maria Claret de; Natenzon, Samanta Maria; Antônio Maria Claret de Souza Filho; Samanta Maria NatenzonO artigo propõe a construção de um Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) para municípios brasileiros, baseado no enfoque das capacidades de Amartya Sen e nos dados do Atlas do Desenvolvimento Humano. A metodologia segue o modelo Alkire-Foster, considerando dimensões de saúde, educação e padrão de vida. A análise cobre os anos de 1991, 2000 e 2010, revelando avanços significativos: redução da intensidade e da incidência da pobreza multidimensional, com queda de 98,5% dos municípios vulneráveis ou pobres para apenas 1% em 2010. Apesar dos progressos, persistem desafios relacionados à desigualdade intramunicipal, infraestrutura e grupos vulneráveis. O estudo recomenda ajustes metodológicos, focalização em subgrupos sociais e integração com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).Publicação A Sustentabilidade do desenvolvimento humano(Ipea, 2015) Barreto, Monique dos Santos; Monique dos Santos BarretoPartindo da ideia de que a finalidade do desenvolvimento é propiciar o bem-estar da população e de que o bem-estar depende de outros fatores além da renda, este artigo propõe lançar um olhar sobre o tema do desenvolvimento, levando em consideração que nenhum crescimento é pleno e sustentável se não se refletir em desenvolvimento concomitante nas três dimensões, a saber: econômica, social e ambiental. Para tanto, a proposta é incluir a dimensão ambiental ao IDHM das Unidades Federativas e observar como esse ajuste alteraria o ranking e a classificação dos estados com relação ao seu nível de desenvolvimento e, a partir daí, analisar qual o padrão de crescimento que cada unidade federativa vem adotando.Publicação Desenvolvimento humano e convergência de renda : evidências para a região Nordeste do Brasil no período de 1991 a 2010(Ipea, 2015) Rocha, Luiz Eduardo Vasconcelos; Carvalho, Tacyana; Luiz Eduardo Vasconcelos Rocha; Tacyana CarvalhoO trabalho, primeiramente, analisou a hipótese de convergência da renda per capita municipal, utilizando, para tanto, os testes de σ-convergência, Drennan e Lobo, e β-convergência absoluta e condicional. Todos os testes demonstraram um lento processo de convergência. No teste de β-convergência condicional, que incluiu os subíndices educação e longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) como variáveis independentes, observou-se que, além do aumento da velocidade do processo de convergência de renda, os municípios com características socioeconômicas iniciais distintas convergiram também de forma lenta para estados estacionários diferentes no longo prazo. Concluiu-se que, para existir equalização do nível de renda na região, seria necessário que, por meio da adoção de políticas públicas, ocorresse uma redução das disparidades socioeconômicas entre os municípios.Publicação O Desenvolvimento e suas representações em três municípios paulistas(Ipea, 2015) Bellingieri, Julio Cesar; Souza, José Gilberto de; Julio Cesar Bellingieri; José Gilberto de SouzaEste artigo identifica, por meio de pesquisa de levantamento, as representações sociais de cidade desenvolvida, e as percepções de desenvolvimento, construídas pelos sujeitos de três municípios paulistas: Jaboticabal, Olímpia e Bebedouro. Os resultados mostram que uma cidade desenvolvida é representada por uma dimensão econômica (objetivada pelas palavras emprego, indústrias, empresas), coexistindo com uma dimensão social (saúde, educação), em que se emerge o paradigma do desenvolvimento humano. No período 1991-2010, os municípios tiveram avanços em seus Índices de Desenvolvimento Municipais (IDHM) e são atualmente desenvolvidos. Mas, a maioria dos sujeitos não percebe seus municípios assim. Em Bebedouro, de instável desempenho econômico recente, existem as percepções de que a cidade “foi mais desenvolvida no passado” e de que “não se desenvolveu nos últimos 20 anos”; são visões inversas às de Jaboticabal e Olímpia, de desempenho estável, revelando que a percepção de desenvolvimento está mais relacionada à condição econômica atual dos municípios que ao seu desenvolvimento real.Publicação A Possible approach to the concept of mobility and two case studies : The Maré and the Complexo do Alemão favelas(Ipea, 2016) Silva, Jailson de Souza; Silva, Eliana Souza; Renato Balbim; Cleandro Henrique Krause; Jailson de Souza Silva; Eliana Souza Silva; Renato Balbim; Cleandro KrauseO capítulo apresenta uma reflexão sobre o conceito de mobilidade urbana a partir da perspectiva do direito à cidade, com foco nas favelas da Maré e do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Analisa como barreiras físicas, sociais e simbólicas limitam a circulação dos moradores e reforçam desigualdades urbanas. Traz dados originais sobre a mobilidade na Maré e discute expectativas dos moradores do Alemão diante da implantação do teleférico como transporte público. Defende uma abordagem plural e inclusiva para garantir mobilidade plena e equidade no espaço urbano.
