Livro: Transição para a vida adulta ou vida adulta em transição?
Carregando...
Paginação
Primeira página
Última página
Data
Data de publicação
Data da Série
Data do evento
Data
Data de defesa
Data
Edição
Idioma
por
Cobertura espacial
Brasil
Cobertura temporal
País
BR
organization.page.location.country
Tipo de evento
Tipo
Grau Acadêmico
Fonte original
ISBN
ISSN
DOI
dARK
item.page.project.ID
item.page.project.productID
Detentor dos direitos autorais
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Acesso à informação
Acesso Aberto
Termos de uso
É permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde
que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas.
Titulo alternativo
item.page.organization.alternative
Variações no nome completo
Autor(a)
Orientador(a)
Editor(a)
Organizador(a)
Coordenador(a)
item.page.organization.manager
Outras autorias
Palestrante/Mediador(a)/Debatedor(a)
Coodenador do Projeto
Resumo
O cotidiano de instabilidade, insegurança e violência que caracteriza nossa
sociedade é freqüentemente relacionado por parcela da opinião pública, e de forma mais intensa nas grandes cidades, à atitude dos jovens. Se não há dúvidas
de que a passagem para a vida adulta traz os conflitos próprios dessa fase etária,
também é certo que tais apreensões sociais não podem ser vistas como definidoras
de um grupo tão amplo e diverso. As peculiaridades socioeconômicas e políticas
da sociedade brasileira também produzem tensões que não podem ser atribuídas
ao ímpeto juvenil. Dificuldades decorrentes de uma sociedade ainda marcada
por expressivas disparidades sociais, obstáculos para o acesso e a permanência
no sistema educacional, ingresso ainda precoce e difícil no mercado de trabalho
e a persistência de significativa faixa de excluídos são algumas das questões
enfrentadas pelos jovens brasileiros. É nessa mesma juventude que o país
deposita as esperanças de encontrar os caminhos de superação das injustiças
sociais para a construção de uma nação mais próspera e menos desigual. A atualidade da publicação organizada pela pesquisadora do Ipea Ana Amélia Camarano, com a participação de especialistas de outras instituições, está no fato de conduzir a discussão no contexto de um Brasil que hoje conta com expressiva população jovem, mas que se acha em processo de envelhecimento bastante rápido, tanto em função da redução da natalidade como do aumento na expectativa de vida. E, nesse novo cenário, as quase certezas de outrora, até então vistas como paradigmas, se transformam em inúmeras possibilidades de trajetórias para os principais eventos que marcam o ciclo de uma vida. Aumenta a concomitância das atividades na escola e no trabalho, verifica-se maior ocorrência de filhos fora de união estável, de constituição de famílias não formalizadas pelo casamento, da saída da casa dos pais e posterior retorno, assim como de divórcios e recasamentos. Esses eventos não podem mais ser considerados pontos fora da curva. Eles fazem parte do amplo leque de possibilidades presentes na sociedade. Assim, o conhecimento mais aprofundado das
características dessa população que caminha para a vida adulta torna-se essencial para a definição de políticas e estratégias que se constituam adequadas a esse quadro.
