Educação

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  • Publicação
    Construção de uma base de dados de receitas vinculadas à educação básica subnacional : fontes, desafios e resultados iniciais
    (Ipea, 2026-05) Bridi, Victor; Adriano Souza Senkevics; Waltenberg, Fabio Domingues; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Victor Bridi; Adriano Souza Senkevics; Fabio Domingues Waltenberg
    Nota Técnica Disoc 124
    A nota técnica apresenta a construção de uma base de dados inédita sobre receitas vinculadas ao financiamento da educação básica subnacional no Brasil, abrangendo o período de 2007 a 2024. O estudo sistematiza e integra diferentes fontes de informação, entre elas o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), a Declaração de Contas Anuais das Finanças do Brasil (Finbra), dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A pesquisa discute os desafios metodológicos relacionados à comparabilidade, inconsistências contábeis, ausência de informações e heterogeneidade dos registros administrativos. Para superar essas limitações, os autores aplicam procedimentos de harmonização, validação e imputação de dados, possibilitando a consolidação de uma série histórica abrangente das receitas educacionais subnacionais. O trabalho também propõe indicadores de receitas por matrícula para análise das desigualdades de financiamento educacional entre os entes federativos, destacando o papel redistributivo do Fundeb e das complementações da União. Os resultados evidenciam crescimento significativo do financiamento da educação básica após a implementação do novo Fundeb, especialmente em decorrência da ampliação da participação federal no financiamento educacional. A base de dados construída é disponibilizada como bem público para subsidiar pesquisas e monitoramento das políticas de financiamento da educação básica no Brasil.
  • Livro
    Rede de pesquisa : formação e mercado de trabalho : coletânea de artigos : Volume 6 : Produtividade e desenvolvimento
    (Ipea, 2014) Oliveira, Marina Pereira Pires de; Paulo Meyer Nascimento; Aguinaldo Nogueira Maciente; Caruso, Luiz Antonio; Schneider, Eduardo Miguel; Marina Pereira Pires de Oliveira; Paulo A. Meyer M. Nascimento; Aguinaldo Nogueira Maciente; Luiz Antonio Caruso; Eduardo Miguel Schneider
    A Rede de Pesquisa: Formação e Mercado de Trabalho, iniciativa coordenada pela ABDI e pelo Ipea, com participação do Senai e do Dieese, criada diante da centralidade da qualificação da mão de obra para o crescimento sustentável, a produtividade e a preservação dos avanços sociais no Brasil, em um contexto de mudanças demográficas e envelhecimento populacional que exigem articulação entre educação formal e aprendizado no trabalho; fruto de um processo de mapeamento e mobilização iniciado em 2011, a Rede estrutura-se em linhas de pesquisa em Economia da Educação e Economia do Trabalho, incorporando análises demográficas, e resultou em uma coletânea de volumes que reúnem estudos multidisciplinares selecionados após seminários e debates com ampla participação institucional. O sexto volume, intitulado Produtividade e Desenvolvimento, oferece uma síntese do debate sobre produtividade no Brasil e suas relações com educação e mercado de trabalho, abordando a demanda por capital humano, os vínculos entre escolaridade, crescimento econômico e inovação e a evolução recente da produtividade da economia brasileira, em uma perspectiva multidisciplinar voltada à compreensão dos condicionantes do desenvolvimento nacional.
  • Livro
    Rede de pesquisa : formação e mercado de trabalho : coletânea de artigos : Volume 5 : Educação Superior
    (Ipea, 2014) Oliveira, Marina Pereira Pires de; Paulo Meyer Nascimento; Aguinaldo Nogueira Maciente; Caruso, Luiz Antonio; Schneider, Eduardo Miguel; Marina Pereira Pires de Oliveira; Paulo A. Meyer M. Nascimento; Aguinaldo Nogueira Maciente; Luiz Antonio Caruso; Eduardo Miguel Schneider
    A Rede de Pesquisa: Formação e Mercado de Trabalho, iniciativa coordenada pela ABDI e pelo Ipea, com participação do Senai e do Dieese, criada diante da centralidade da qualificação da mão de obra para o crescimento sustentável, a produtividade e a preservação dos avanços sociais no Brasil, em um contexto de mudanças demográficas e envelhecimento populacional que exigem articulação entre educação formal e aprendizado no trabalho; fruto de um processo de mapeamento e mobilização iniciado em 2011, a Rede estrutura-se em linhas de pesquisa em Economia da Educação e Economia do Trabalho, incorporando análises demográficas, e resultou em uma coletânea de volumes que reúnem estudos multidisciplinares selecionados após seminários e debates com ampla participação institucional. O quinto volume, intitulado Educação Superior, concentra-se na expansão do ensino superior nos países BRIC e na África do Sul, com ênfase na qualidade da formação técnico-científica, analisando os impactos das mudanças demográficas sobre a demanda por educação superior, o perfil e a formação de estudantes de engenharia e computação, fatores institucionais associados ao desempenho acadêmico, resultados do Enade nas engenharias e os efeitos da regulação do ensino superior privado, oferecendo subsídios à formulação de políticas públicas voltadas à equidade, à qualidade e ao aprimoramento desse nível de ensino.
  • Livro
    Rede de pesquisa : formação e mercado de trabalho : coletânea de artigos : Volume 4 : Formação de profissionais das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (CTEM)
    (Ipea, 2014) Oliveira, Marina Pereira Pires de; Paulo Meyer Nascimento; Aguinaldo Nogueira Maciente; Caruso, Luiz Antonio; Schneider, Eduardo Miguel; Marina Pereira Pires de Oliveira; Paulo A. Meyer M. Nascimento; Aguinaldo Nogueira Maciente; Luiz Antonio Cruz Caruso; Eduardo Miguel Schneider
    A Rede de Pesquisa: Formação e Mercado de Trabalho, iniciativa coordenada pela ABDI e pelo Ipea, com participação do Senai e do Dieese, criada diante da centralidade da qualificação da mão de obra para o crescimento sustentável, a produtividade e a preservação dos avanços sociais no Brasil, em um contexto de mudanças demográficas e envelhecimento populacional que exigem articulação entre educação formal e aprendizado no trabalho; fruto de um processo de mapeamento e mobilização iniciado em 2011, a Rede estrutura-se em linhas de pesquisa em Economia da Educação e Economia do Trabalho, incorporando análises demográficas, e resultou em uma coletânea de volumes que reúnem estudos multidisciplinares selecionados após seminários e debates com ampla participação institucional; especificamente. O quarto volume, dedicado à formação de profissionais das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (CTEM), que analisa a quantidade e a qualidade da formação técnico-científica no Brasil, o perfil dos cursos e estudantes, a evolução e a qualidade do ensino superior nessas áreas, projeções de oferta e demanda por engenheiros e profissionais afins e a discussão crítica sobre a percepção de escassez desses profissionais, à luz das necessidades do desenvolvimento econômico e produtivo do país.
  • Livro
    Rede de pesquisa : formação e mercado de trabalho : coletânea de artigos : Volume 2 : Qualificação profissional : demandas e estratégias das firmas
    (ABDI, 2014) Oliveira, Marina Pereira Pires de; Paulo Meyer Nascimento; Aguinaldo Nogueira Maciente; Caruso, Luiz Antonio Cruz.; Schneider, Eduardo Miguel; Marina Pereira Pires de Oliveira; Paulo A. Meyer M. Nascimento; Aguinaldo Nogueira Maciente; Luiz Antonio Cruz Caruso; Eduardo Miguel Schneider
    A Rede de Pesquisa: Formação e Mercado de Trabalho, iniciativa coordenada pela ABDI e pelo Ipea, com participação do Senai e do Dieese, criada diante da centralidade da qualificação da mão de obra para o crescimento sustentável, a produtividade e a preservação dos avanços sociais no Brasil, em um contexto de mudanças demográficas e envelhecimento populacional que exigem articulação entre educação formal e aprendizado no trabalho; fruto de um processo de mapeamento e mobilização iniciado em 2011, a Rede estrutura-se em linhas de pesquisa em Economia da Educação e Economia do Trabalho, incorporando análises demográficas, e resultou em uma coletânea de volumes que reúnem estudos multidisciplinares selecionados após seminários e debates com ampla participação institucional; especificamente, o segundo volume concentra-se nas demandas de qualificação das firmas e em estratégias empresariais e metodológicas para identificação de competências laborais, abordando temas como mensuração de habilidades ocupacionais, lacunas educacionais em matemática, relações entre qualificação, inovação e aglomeração produtiva, subqualificação regional e uso de modelos de equilíbrio geral, com o objetivo de subsidiar políticas públicas, contribuir para a política industrial brasileira e esclarecer, com base empírica, a complexa interação entre formação profissional e mercado de trabalho no país.
  • Publicação
    Os Efeitos de trajetórias educacionais de qualidade sobre emprego e violência nos municípios brasileiros
    (Ipea, 2025-12) Salomão, Luciano Mancuso; Menezes-Filho, Naércio Aquino; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Luciano Mancuso Salomão; Naercio Aquino Menezes-Filho
    Este artigo propõe um novo índice de qualidade educacional, que acompanha a trajetória escolar dos estudantes nos municípios brasileiros e investiga seu impacto sobre criminalidade e geração de empregos. O índice mede a proporção de alunos de 17-18 anos que alcançaram proficiência suficiente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre os matriculados na primeira série uma década antes. Analisando duas gerações, examinamos os impactos de variações do índice para formados entre 2009-2014 sobre empregabilidade e violência entre 2014-2019. Os resultados indicam que melhorias na trajetória educacional reduzem homicídios e aumentam contratações formais de jovens, com efeitos robustos inclusive em intervalos de curto prazo.
  • Publicação
    Um Fundeb mais progressivo : efeitos redistributivos da ponderação pelo nível socioeconômico e pela disponibilidade de recursos vinculados à educação
    (Ipea, 2026-04) Adriano Souza Senkevics; Maciel, Fábio Bentz; Alves, Maria Teresa Gonzaga; Victor Bridi; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Adriano Souza Senkevics; Fábio Bentz Maciel; Maria Teresa Gonzaga Alves; Victor Bridi
    TD 3201
    Este estudo analisa os efeitos redistributivos da introdução de dois novos fatores de ponderação no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) – o nível socioeconômico dos estudantes (NSE) e a disponibilidade de recursos vinculados à educação (DRec) –, previstos pela Emenda Constitucional (EC) no 108/2020 e regulamentados pela Lei no 14.113/2020. Utilizando dados do exercício financeiro de 2023, foram realizadas simulações contrafactuais aplicando-se regras que viriam a valer em 2025 e 2026, em cenários com e sem os novos ponderadores, em paralelo ao incremento previsto no montante de complementação da União. Os resultados indicam que a aplicação conjunta do NSE e da DRec intensifica a progressividade do Fundeb, elevando o valor aluno-ano sobretudo em municípios situados nos estratos mais pobres de renda (crescimentos médios de 8% a 15%, a depender do estrato e do cenário), enquanto redes mais ricas registram ganhos marginais ou mesmo perdas relativas. Em termos agregados, quinze estados apresentam aumentos médios superiores a 2%, com destaque para Maranhão, Pará, Ceará e Piauí, ao passo que o Rio de Janeiro figura como o único com perda líquida, em razão de seu perfil socioeconômico mais elevado e da consequente redistribuição de aproximadamente metade da complementação da União recebida pelos entes daquele estado. Globalmente, observa-se redução expressiva das desigualdades fiscais: o índice de Gini das receitas educacionais cai de 0,120 para 0,105, e a razão p90/p10, de 1,639 para 1,500, no cenário projetado para 2026. Esses achados evidenciam que a reforma do Fundeb reforça a equidade territorial no financiamento da educação básica brasileira, ao direcionar mais recursos para redes em contextos de maior vulnerabilidade social e menor capacidade fiscal.
  • Publicação
    Pagamento vinculado à renda no novo Fies : simulações de reembolso e efeitos de alternativas de parametrização da cobrança*
    (Ipea, 2026-04-06) Paulo Meyer Nascimento; Luz, Felipe Duplat; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Paulo Meyer Nascimento; Felipe Duplat Luz
    TD 3198
    Este texto discute a implementação de pagamentos vinculados à renda no Novo Fies, com foco em seus efeitos potenciais sobre a recuperação do crédito e o tempo de amortização. Parte-se de uma reconstrução do desenho institucional do programa após a Lei nº 13.530/2017, com destaque para o papel do CG-Fies, do FG-Fies e das regras de amortização. Em seguida, utilizam-se microdados de contratos do Novo Fies em fase de amortização, combinados a informações da Rais, para simular trajetórias de reembolso sob diferentes alíquotas, pisos de contribuição e regimes de atualização do saldo devedor. As simulações mostram que desenhos com incidência sobre toda a renda ou com piso de isenção moderado tendem a produzir equilíbrio mais promissor entre proteção ao devedor, recuperação do crédito e tempo médio de reembolso do que cenários com piso elevado, como o alinhado à isenção projetada do IRPF. Os resultados também sugerem que a implementação efetiva da cobrança vinculada à renda, com retenção automática sempre que possível e ajuste posterior para rendas não captadas em folha, pode aumentar a efetividade e a sustentabilidade do programa. Em termos mais amplos, os achados também sugerem que o êxito da cobrança vinculada à renda depende menos da adoção formal do princípio em si do que da calibragem concreta de parâmetros como alíquotas, pisos de isenção, atualização do saldo devedor e mecanismos de arrecadação.
  • Publicação
    Hiato de desempenho no Enem : investigando as disparidades entre escolas públicas e privadas
    (Ipea, 2026) Gregório Filho, José Augusto Pelonha; Ferreira, Francisco Danilo da Silva; Medeiros, Elvira Helena Oliveira de; Souza, José Antonio Nunes de; Silva, William Gledson e; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; José Augusto Pelonha Gregório Filho; Francisco Danilo da Silva Ferreira; Elvira Helena Oliveira de Medeiros; José Antonio Nunes de Souza; William Gledson e Silva
    Este trabalho teve como objetivo estimar e analisar o hiato de desempenho entre os egressos de escolas públicas e privadas nos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 e 2019. Para isso, foram utilizadas a Regressão Quantílica Incondicional (UQR), proposta por Firpo, Fortin e Lemieux (2009), e a metodologia de decomposição apresentada por Fortin, Lemieux e Firpo (2011) e Firpo, Fortin e Lemieux (2018), que permitiram decompor as diferenças ao longo da distribuição de notas. Os resultados indicaram que os estudantes de escolas públicas apresentaram desempenho inferior em comparação aos de escolas privadas, tanto na média quanto na distribuição de notas, em 2010 e 2019, com o hiato se ampliando nos percentis mais elevados. Contudo, esse diferencial mostrou uma redução significativa quando foram incorporadas variáveis de controle, embora não tenha desaparecido completamente. A análise de decomposição revelou que grande parte dessa disparidade pode ser atribuída ao efeito de composição, relacionado a fatores como renda familiar e escolaridade dos pais, especialmente entre os estudantes com notas mais altas.
  • Livro
    Roteiro para a apresentação de projetos de experimentos pedagógicos : Projetos Sate
    (CNRH, 1971-09) Centro Nacional de Recursos Humanos (Brasil); Centro Nacional de Recursos Humanos (Brasil)
    O texto define Tecnologia Educacional como a forma de combinar, de maneira integrada e racional, os fatores de produção do processo educacional — como infraestrutura, equipamentos, corpo docente, meios de comunicação, métodos de ensino e alunos — com o objetivo de maximizar a formação do “aluno educado”, abrangendo todas as etapas do ensino‑aprendizagem, desde o planejamento e a gestão até a execução e a avaliação, em função de objetivos mensuráveis; argumenta que, diante da incapacidade do sistema educacional brasileiro de atender, a curto prazo, às demandas do desenvolvimento econômico, social e cultural, a adoção de tecnologias educacionais mais eficientes se impõe como estratégia essencial para ampliar o acesso, otimizar recursos escassos e democratizar oportunidades, o que fundamentou a criação, em 1969, do Sistema Avançado de Tecnologias Educacionais (SATE), concebido como um conjunto flexível de meios e métodos testados por meio de experimentos pedagógicos, capazes de aferir custos, eficiência e resultados, estimular iniciativas descentralizadas, incorporar inovações contínuas e permitir a aplicação progressiva e imediata dos achados ao sistema educacional brasileiro.
  • Publicação
    Cenários de expansão do Pé-de-Meia : custos, focalização e escolhas de política
    (Ipea, 2026-03-23) Paulo Meyer Nascimento; Rocha, Vitória Lissa Mendes; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Paulo Meyer Nascimento; Vitório Lissa Mendes Rocha
    TD 3192
    Este texto para discussão analisa cenários de expansão do Programa Pé-de-Meia a partir de estimativas com dados da PNAD Contínua, com foco em custos fiscais, focalização e implicações de política pública. O estudo compara quatro alternativas: inclusão de estudantes do 9º ano do ensino fundamental e da EJA fundamental; ampliação etária até 29 anos; universalização para todos os estudantes do ensino médio público; e expansão para jovens de famílias com renda domiciliar per capita entre 0,5 e 1 salário-mínimo. Os resultados sugerem que a ampliação para o 9º ano, sobretudo se concentrada no incentivo à conclusão, é a alternativa mais aderente à lógica educacional e distributiva do programa, com custo relativamente administrável. A ampliação etária até 29 anos apresenta custo moderado, mas requer maior evidência sobre seus efeitos sobre retorno à escola e permanência. A expansão do critério de renda preserva alguma focalização, porém eleva de forma expressiva a despesa recorrente e traz desafios operacionais adicionais. Já a universalização se mostra a opção menos recomendável, por combinar maior custo, menor focalização e maior risco de descaracterização do programa como instrumento focalizado de enfrentamento da evasão escolar.
  • Publicação
    A Proporção de professores efetivos nas redes públicas dos anos finais do ensino fundamental e o Ideb : que lições podemos tirar da evolução brasileira nos últimos dez anos?
    (Ipea, 2026-02-11) Codes, Ana Luiza Machado de; Araujo, Herton Ellery; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Ana Luiza Machado de Codes; Herton Ellery Araujo
    TD 3186
    No Brasil e no mundo, o recente crescimento do número de professores temporários nas redes públicas de ensino é notável, mas o impacto disso na qualidade da educação é desconhecido. Com base nas evidências brasileiras – censo escolar; índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb); e dados de população –, este texto pretende contribuir para discussão – ainda incipiente – em torno da contratação de professores não efetivos nas redes públicas dos anos finais do ensino fundamental e sua influência sobre o rendimento escolar dos estudantes. A partir de análises descritivas, o trabalho oferece um apanhado dos principais conhecimentos acerca dessa questão e explora informações no período de 2013 a 2023. Com isso, matiza a perspectiva hoje predominante acerca dessa temática no país, expandindo o escopo da discussão e suas implicações para futuras políticas educacionais. Apontam-se caminhos passíveis de reflexão por parte dos gestores públicos no país.
  • Publicação
    A Recente queda na desigualdade de renda e o acelerado progresso educacional brasileiro da última década
    (Ipea, 2007) Barros, Ricardo Paes de; Franco, Samuel; Mendonça, Rosane; Ricardo Paes de Barros; Samuel Franco; Rosane Mendonça
    Examina a relação entre a forte redução da desigualdade de renda observada nos anos 2000 e o rápido avanço educacional ocorrido no Brasil durante a década anterior. Os autores mostram que o crescimento da escolarização — especialmente entre jovens de baixa renda — alterou de maneira estrutural o perfil da força de trabalho, reduzindo gradualmente a concentração de capital humano que historicamente alimentou altos níveis de desigualdade. A ampliação do acesso ao ensino fundamental, a aceleração da conclusão escolar e a difusão do ensino médio criaram coortes mais educadas que chegaram ao mercado de trabalho em grande número, pressionando para baixo os prêmios salariais dos níveis educacionais mais altos. O estudo utiliza decomposições econométricas para separar os efeitos de preços (retornos à educação) e de quantidades (distribuição da escolaridade), concluindo que ambos contribuíram para a queda da desigualdade, mas o fator decisivo foi a mudança na composição educacional da população. Ao mostrar que o avanço educacional foi particularmente intenso entre grupos historicamente desfavorecidos — como os mais pobres, negros e moradores das regiões Norte e Nordeste — o capítulo destaca que parte expressiva da redução da desigualdade se deve à diminuição da distância entre grupos socioeconômicos. Por fim, os autores argumentam que, embora o progresso educacional explique boa parte das transformações recentes, a continuidade da redução da desigualdade dependerá de melhorias adicionais na qualidade do ensino e da expansão educacional em níveis mais altos.
  • Publicação
    Educação e queda recente da desigualdade no Brasil
    (Ipea, 2007) Menezes-Filho, Naércio; Fernandes, Reynaldo; Picchetti, Paulo; Naércio Menezes-Filho; Reynaldo Fernandes; Paulo Picchetti
    Examina o papel central da educação na redução da desigualdade de renda observada no Brasil durante a década de 2000. Os autores mostram que a expansão acelerada da escolaridade — especialmente entre jovens de famílias mais pobres — reduziu a dispersão educacional e diminuiu os diferenciais salariais historicamente elevados entre trabalhadores de níveis de instrução distintos. O estudo utiliza microdados da PNAD e métodos econométricos para decompor a desigualdade, identificando que grande parte da queda recente dos rendimentos do trabalho está associada tanto ao aumento do nível médio de escolaridade quanto ao estreitamento dos retornos relativos à educação. E, também, destaca que a melhoria no acesso à escola, a progressão escolar mais homogênea e a expansão do ensino médio tiveram papel decisivo na formação de coortes mais educadas, que passaram a compor uma parcela crescente do mercado de trabalho. Com isso, a oferta ampliada de trabalhadores com maior escolaridade reduziu os prêmios salariais antes concentrados em níveis educacionais elevados. O capítulo conclui que a educação cumpriu papel decisivo e estrutural na redução da desigualdade, reforçando que políticas públicas educacionais amplas e permanentes são fundamentais para sustentar a trajetória de queda da desigualdade no longo prazo.
  • Publicação
    Os Efeitos do antigo Programa Bolsa Escola sobre a pobreza, a desigualdade, a escolaridade e o trabalho infantil : uma abordagem de microssimulação
    (Ipea, 2007) Bourguignon, François; Ferreira, Francisco H. G.; Leite, Phillippe G.; François Bourguignon; Francisco H. G. Ferreira; Phillippe G. Leite
    Apresenta uma abordagem de microssimulação para estimar os efeitos do antigo Programa Bolsa Escola — implementado nacionalmente em 2001 — sobre pobreza, desigualdade, escolarização e trabalho infantil, antes mesmo de sua avaliação ex post. Os autores constroem um modelo econométrico que simula a decisão das crianças entre estudar, trabalhar ou combinar ambas as atividades, incorporando renda familiar, potencial salarial, características do domicílio e a condicionalidade de frequência escolar. As simulações indicam que o programa teria incentivado cerca de 40% das crianças de 10 a 15 anos que estavam fora da escola a ingressar na rede de ensino, proporção que sobe para cerca de 60% entre as crianças pobres. Apesar do efeito expressivo sobre a escolaridade, o impacto direto sobre pobreza e desigualdade é modesto: a incidência de pobreza cai pouco mais de 1%, e o Gini reduz-se apenas meio ponto. O capítulo também testa cenários alternativos — como transferências maiores, valores condicionados à idade ou eliminação da condicionalidade — revelando que aumentos significativos no benefício poderiam produzir efeitos distributivos mais robustos, enquanto a retirada da exigência escolar anula completamente o impacto educacional. O estudo mostra que o desenho condicional é decisivo para alterar o comportamento das famílias, embora sua capacidade de reduzir pobreza corrente seja limitada pelo baixo valor da transferência.
  • Livro
    Plano de formação de mão de obra industrial
    (Ipea, 1976) Instituto de Planejamento Econômico e Social; Instituto de Planejamento Econômico e Social
    O texto analisa a necessidade de reestruturação do ensino industrial no Brasil diante da acelerada industrialização e da transformação do mercado de trabalho, defendendo o alinhamento entre organização do ensino, currículos e métodos às novas exigências tecnológicas e produtivas. Destaca a importância de um órgão central de coordenação da formação de mão de obra qualificada, capaz de orientar, integrar e avaliar ações de treinamento e cursos técnicos, superando a repetição de modelos tradicionais desconectados da realidade industrial. O documento relaciona essa proposta a experiências já realizadas, como programas intensivos de preparação de mão de obra e o uso de pesquisas especializadas, e fundamenta a urgência dessas mudanças no expressivo crescimento da indústria, especialmente a de bens de produção, bem como na tendência de desconcentração regional da atividade industrial, que amplia e diversifica a demanda por técnicos e trabalhadores especializados.
  • Publicação
    Desigualdade e crescimento : ingredientes trabalhistas
    (Ipea, 2006) Kakwani, Nanak; Neri, Marcelo; Son, Hyun H.; Nanak Kakwani; Marcelo Neri; Hyun H. Son
    Apresenta a evolução conjunta do crescimento econômico, da desigualdade de renda e das condições do mercado de trabalho no Brasil entre 1995 e 2005, destacando o período em que a redução da desigualdade elevou o bem‑estar social mesmo diante de um crescimento médio modesto. A partir das informações da PNAD/IBGE, os autores mostram como participação, ocupação, horas trabalhadas e produtividade moldaram a renda do trabalho per capita, evidenciando que a perda de dinamismo no início da década de 2000 foi acompanhada por avanços relativos para os segmentos mais pobres. A produtividade, influenciada especialmente pela escolaridade e pelas mudanças nos retornos educacionais, ganha papel central na explicação das transformações distributivas, reforçando que a queda da desigualdade entre 2001 e 2005 decorreu de alterações estruturais no mercado de trabalho que favoreceram proporcionalmente os grupos de menor renda.
  • Publicação
    Estrutura domiciliar e distribuição da renda familiar no Brasil
    (Ipea, 2006) Wajnman, Simone; Turra, Cassio M.; Agostinho, Cintia S.; Simone Wajnman; Cassio M. Turra; Cintia S. Agostinho
    Analisa o papel das mudanças demográficas na redução recente da desigualdade da renda familiar per capita no Brasil entre 2001 e 2005, ampliando a abordagem de Ipea (2006) ao desagregar a variável demográfica para considerar a composição etária e por sexo dos adultos nos domicílios. Utilizando microssimulações contrafactuais com dados da PNAD (2001 e 2005), os autores estimam separadamente os efeitos da distribuição de adultos por sexo e por idade, além da associação desses fatores com os rendimentos médios por grupo. Os resultados indicam que as transformações demográficas tiveram impacto pouco substantivo na queda da desigualdade no período: a mudança na composição por sexo contribuiu levemente para aumentar a desigualdade, enquanto a mudança na composição etária contribuiu modestamente para reduzi-la. O estudo destaca a utilidade das microssimulações para isolar efeitos em processos multifatoriais, mas ressalta limitações por considerar apenas efeitos de primeira ordem e por analisar um intervalo temporal curto, no qual mudanças demográficas tendem a ser menos marcantes.
  • Publicação
    PRONATEC : múltiplos arranjos e ações para ampliar o acesso à educação profissional
    (Ipea, 2014) Cassiolato, Maria Martha M. C.; Garcia, Ronaldo Coutinho; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Maria Martha M. C. Cassiolato; Ronaldo Coutinho Garcia
    Apresenta uma análise abrangente do PRONATEC como um esforço de grande escala para ampliar o acesso à educação profissional e tecnológica no Brasil, contextualizando sua criação dentro de mudanças estruturais no mercado de trabalho, da retomada do crescimento econômico e da crescente demanda por mão de obra qualificada a partir dos anos 2000. As autoras recuperam o histórico da rede federal de educação profissional, destacam a expansão acelerada dos Institutos Federais a partir de 2005 e explicam como diferentes políticas pré-existentes foram integradas sob o guarda‑chuva do PRONATEC, que combinou ações como Bolsa Formação, ampliação das redes estaduais e federal, Rede e‑Tec, Fies Técnico e o acordo de gratuidade com o Sistema S. O capítulo descreve o arranjo institucional complexo que sustenta o programa, envolvendo MEC/SETEC, estados, municípios, Sistema S, demanda de vários ministérios e múltiplos fóruns de pactuação. Embora os resultados iniciais evidenciem forte expansão de matrículas e capacidade de articulação do Estado, o texto também aponta desafios persistentes, como evasão, dificuldades de captação de alunos vulneráveis e necessidade de alinhamento entre oferta e demandas do mercado. A análise conclui que o PRONATEC representa um macroarranjo robusto, com elevado potencial transformador, mas cujo sucesso demanda contínuoso aperfeiçoamento institucional, coordenação federativa e fortalecimento da participação social.
  • Livro
    Gastos sociais e pobreza no Brasil
    (Ipea, 1996-07) Jones, Theresa Polly; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Teresa Polly Jones
    Seminários Sobre Estudos Sociais e do Trabalho. Série Seminários 04/96
    Apresenta o quarto capítulo do relatório do Banco Mundial sobre a "Avaliação da pobreza no Brasil". Analisa a composição dos gastos sociais e a distribuição de seus benefícios pela população. Examina tópicos relacionados à educação e enfatiza a utilização relativamente baixa que os domicílios pobres fazem dos serviços educacionais, assim como questões referentes à qualidade desses serviços.
REPOSITÓRIO DO CONHECIMENTO DO IPEA
Redes sociais