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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 43, n. 02, ago. 2013

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Resumo

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

Resumo traduzido

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Mensalidade escolar, background familiar e os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM)
Efeitos da mudança de emprego e da migração interestadual sobre os salários no Brasil formal : evidências a partir de dados em painel
Mobilidade ocupacional e incompatibilidade educacional no Brasil metropolitano
Efeitos assimétricos das transferências governamentais sobre os gastos públicos locais : evidências em painel para os municípios brasileiros
Função de capital humano dos estados brasileiros : retornos crescentes ou decrescentes da educação?
Abertura comercial, capital humano e crescimento econômico no Brasil
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4862
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4871
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4873
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4888
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4890
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/3332
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Publicação
Mensalidade escolar, background familiar e os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM)
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-08) Curi, Andréa Zaitune; Menezes-Filho, Naércio Aquino
Este trabalho utiliza, pela primeira vez, os microdados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para analisar o papel da escola no desempenho dos alunos no ensino médio das mil melhores escolas particulares e públicas do estado de São Paulo. O objetivo é verificar se o controle pelas características socioeconômicas altera o ranking oficial das escolas e se a mensalidade está relacionada com o desempenho médio da escola. Os resultados mostram que o controle pelo background familiar não altera expressivamente o ranking das escolas, apesar de diminuir significativamente os efeitos escola. Além disso, cerca de 24% dos efeitos escola podem ser explicados pelo efeito dos pares. Por fim, a sensibilidade estimada do desempenho escolar em relação à mensalidade é de 0,11, ou seja, um aumento de 10% no valor da mensalidade escolar aumenta a nota do aluno em 1,1%, mesmo após controlarmos pelo background familiar e pelo efeito dos pares.
Publicação
Efeitos da mudança de emprego e da migração interestadual sobre os salários no Brasil formal : evidências a partir de dados em painel
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-08) Freguglia, Ricardo da Silva; Procópio, Thais Salzer
Este artigo investiga os diferenciais salariais decorrentes da mudança de emprego e da mobilidade interestadual dos trabalhadores do mercado de trabalho formal brasileiro. Em especial, analisa-se a situação em que os trabalhadores mudam de emprego, sem migrarem entre municípios, buscando identificar se as perdas salariais associadas à mobilidade do trabalhador podem ocorrer devido à troca de emprego (efeito firma), mas não necessariamente como consequência da migração. A partir dos dados em painel da Raismigra, fornecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), abrangendo os anos de 1995 a 2006, os diferenciais salariais são estimados com o controle da heterogeneidade não observada. São realizados testes de robustez para verificar a correta identificação da parcela referente aos efeitos interestaduais e de firma sobre os diferenciais salariais dos trabalhadores formais brasileiros. Os principais resultados obtidos indicam que, após o controle dos efeitos fixos dos trabalhadores, a mudança de emprego e a migração intermunicipal são importantes fatores a serem controlados para a correta identificação dos diferenciais salariais interestaduais. Constata-se, ainda, que a magnitude do efeito firma é menor que a magnitude do efeito das migrações, sejam elas interestaduais ou intermunicipais, sobre os salários no setor formal, mas, ainda assim, é significativa
Publicação
Mobilidade ocupacional e incompatibilidade educacional no Brasil metropolitano
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-08) Machado, Luciano; Oliveira, Ana Maria Hermeto Camilo de
Este artigo analisa os determinantes da mobilidade sócio-ocupacional no mercado de trabalho metropolitano brasileiro, enfocando o efeito de condições cíclicas sobre os movimentos ascendente e descendente dos indivíduos. A análise é feita com base no status de incompatibilidade educacional dos indivíduos nas ocupações, verificado a partir da comparação entre a escolaridade observada dos indivíduos e a escolaridade requerida numa dada ocupação. A estratégia de identificação dos modelos baseou-se na construção deum pseudopainel no nível de coortes de nascimento, utilizando os dados da Pesquisa Mensal do Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período 2002-2008. A principal evidência obtida foi que a ascensão ocupacional dos sobre-educados apresenta um comportamento pró-cíclico em relação às flutuações na taxa de desemprego no mercado de trabalho metropolitano. Esse resultado contribui para o entendimento dos determinantes da mobilidade socioeconômica e da incompatibilidade educacional no país.
Publicação
Efeitos assimétricos das transferências governamentais sobre os gastos públicos locais : evidências em painel para os municípios brasileiros
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-08) Sakurai, Sergio Naruhiko
Com base em um painel de municípios brasileiros entre os anos de 1989 e 2005, este artigo procura investigar, em primeiro lugar, se aumentos e quedas das transferências governamentais afetam de forma simétrica o comportamento dos gastos públicos realizados pelos municípios brasileiros. Em segundo lugar, o artigo procura investigar se estas despesas estão sujeitas ao flypaper effect. Os resultados obtidos sugerem não só que as transferências governamentais exercem um impacto assimétrico sobre as despesas públicas locais mas que esse efeito gera uma recomposição entre gastos correntes e investimentos, além de estar sujeito à influência de fatores políticos. Finalmente, os resultados indicam que os gastos públicos municipais são mais sensíveis a aumentos das transferências governamentais do que a aumentos da renda local.
Publicação
Função de capital humano dos estados brasileiros : retornos crescentes ou decrescentes da educação?
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-08) Dias, Joilson; Monteiro, Waleska de Fátima; Dias, Maria Helena Ambrosio; Russo, Letícia Xander
O objetivo deste artigo é estimar as funções de capital humano dos estados brasileiros. As estimativas de uma função contínua, baseadas no modelo teórico apresentado, visam obter as taxas de retornos de cada nível de escolaridade, por sexo e individualizadas por estado. O modelo teórico estabelece a possibilidade de existência de retorno crescente, sendo que as estimativas são capazes de verificar a partir de que nível de escolaridade o retorno se torna crescente (threshold effect). Os principais resultados indicam que, em nível de Brasil, a taxa de retorno da escolaridade se torna crescente a partir de 4,7 anos de escolaridade no agregado; quando considerado individualizado o cálculo para os sexos feminino ou masculino, a taxa de retorno se torna crescente a partir de 4,6 anos de escolaridade. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, todos os estados apresentaram retornos crescentes. Na região Nordeste, apenas Alagoas indicou que sua taxa de retorno da educação é constante; enquanto a região Norte foi a que apresentou maior quantidade de estados com taxa de retorno constante, sendo eles: Amapá, Rondônia e Roraima. Como resultado geral, as estimativas do modelo teórico informam que a taxa de retorno é crescente no Brasil e para grande parte dos estados brasileiros a partir dos quatro anos de escolaridade. No entanto, a taxa de retorno para o primeiro ano de escolaridade (alfabetizado) é algo próximo de 9,5%, esta então declina para os graus de escolaridades seguintes e retorna a este mesmo patamar após a conclusão do segundo grau. Este importante resultado pode explicar a não continuidade dos estudos por parte dos indivíduos pelo fato de os ganhos adicionais por ano de escolaridade não serem suficientes para cobrir custos não aparentes, mas que são percebidos pelos indivíduos; custos estes não estudados neste artigo. Como resultado principal, o modelo teórico e suas estimativas indicam que os retornos crescentes são originados a partir da obtenção de graus mais elevados de educação, especialmente a conclusão do segundo e terceiro graus. Portanto, políticas que incentivam a conclusão destes níveis são bem-vindas de acordo com estes resultados.

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