Fascículo:
Boletim de Economia e Política Internacional (BEPI) : n. 43, set./dez. 2025

Carregando...
Imagem de Miniatura

Paginação

139

Primeira página

Última página

Data de publicação

item.page.series.date

item.page.events.date

Data

Data de defesa

Data

Edição

Idioma

por

Cobertura espacial

China
Estados Unidos da América
Brasil

Cobertura temporal

País

Brasil

organization.page.location.country

Tipo de evento

Grau Acadêmico

ISBN

ISSN

2176-9915

dARK

item.page.project.ID

item.page.project.productID

Detentor dos direitos autorais

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

Acesso à informação

Acesso Aberto

Termos de uso

É permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas.

Titulo alternativo

Boletim de Economia e Política Internacional (BEPI) : n. 43, set./dez. 2025 : Geoeconomia na Encruzilhada: a confluência do governo Trump II e da ascensão econômica da China – Parte I

item.page.organization.alternative

Variações no nome completo

Autor(a)

Orientador(a)

Organizador(a)

Coordenador(a)

item.page.organization.manager

Outras autorias

Palestrante/Mediador(a)/Debatedor(a)

Coodenador do Projeto

Resumo

O objetivo deste dossiê especial, dividido em duas partes, é justamente explorar essas dinâmicas complexas, com foco no uso da geoeconomia para reconfigurar o sistema internacional de acordo com as preferências de seus protagonistas. São, ao todo, dez artigos, dos quais cinco estão publicados nesta edição e os demais constarão na edição no 44 do Boletim de Economia e Política Internacional.

Resumo traduzido

organization.page.description

Sobre o pesquisador

Endereço de Email

ORCID

Lattes

Google Scholar ID

Web of Science ResearcherID

Scopus ID

Informações sobre o projeto

project.page.project.productdescription

Palavras-chave traduzidas

Citação

BOLETIM DE ECONOMIA E POLÍTICA INTERNACIONAL. Rio de Janeiro: Ipea, n. 43, set.-dez. 2025. ISSN 2176-9915. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/bepi43.

Aviso

Notas

Série / coleção

Versão preliminar

Versão final desta publicação

Faz parte da série

Publicações relacionadas / semelhantes

Apresentação : Boletim de Economia e Política Internacional n.43 – set./dez. 2025
A Nova face do unilateralismo norte-americano : seção 301, rivalidade geoeconômica e reconfiguração da pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil
Latin America in the crossfire : China-celac forum, summit of Americas and regional diplomacy amid us China rivalry
Geopolítica e geoeconomia do Indo-Pacífico como estratégia de contenção da China
Guerra fria tecnológica ? Desdobramentos geoeconômicos sobre o comércio bilateral entre Estados Unidos e China
Geoeconomia e fragmentação da economia global : três cenários futuros

organization.page.relation.references

Unidades Organizacionais

Revistas

Volumes

Publicações

Publicação
Apresentação : Boletim de Economia e Política Internacional n.43 – set./dez. 2025
(Ipea, 2025-12) André Gustavo de Miranda Pineli Alves; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; André Gustavo de Miranda Pineli Alves
BEPI 43
A geoeconomia, definida como o uso de instrumentos econômicos para alcançar objetivos geopolíticos, firmou-se como um pilar central da política externa contemporânea. No cenário global atual, duas forças dominantes – o segundo mandato de Donald Trump (Trump II) nos Estados Unidos e a ascensão econômica da China – convergem para reconfigurar profundamente o tabuleiro mundial, moldando não apenas as economias domésticas, mas também as relações internacionais em escala global. O governo Trump II, iniciado em janeiro de 2025, amplifica o uso do protecionismo econômico como ferramenta de poder e segurança nacional. Rememorando o primeiro mandato, que já sinalizava uma ruptura com o multilateralismo liberal, a atual administração vem implementando uma agenda tarifária ainda mais agressiva. No entanto, tal política não visa apenas reduzir déficits comerciais bilaterais, mas também pressionar as demais nações a negociar em termos favoráveis aos Estados Unidos, remodelando o sistema comercial global. Essa orientação é profundamente influenciada pelos defensores do movimento Make America Great Again (MAGA), que veem a globalização como prejudicial ao país por ter causado desindustrialização e perda de empregos de qualidade. Todavia, a despeito do acirramento recente, esse movimento deve ser entendido como a continuação de uma trajetória iniciada no primeiro mandato de Trump. Estratégias de contenção da China têm sido empreendidas por todas as administrações americanas recentes – Trump I, Joe Biden e Trump II – com crescente preocupação voltada ao controle de tecnologias emergentes, como inteligência artificial (IA) e semicondutores, intensificando restrições de exportação para limitar o acesso chinês e preservar a liderança americana em inovação.
Publicação
A Nova face do unilateralismo norte-americano : seção 301, rivalidade geoeconômica e reconfiguração da pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil
(Ipea, 2025-12) Mendonça, Filipe; Menezes, Henrique Zeferino de; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Filipe Mendonça; Henrique Zeferino de Menezes
BEPI 43
Este artigo analisa a investigação aberta em 2025 contra o Brasil com base na Seção 301 do Trade Act de 1974 como um ponto de inflexão no padrão de coerção comercial dos Estados Unidos. Sustenta-se que, diferentemente dos contenciosos das décadas de 1980 e 1990 – notadamente nos casos da informática e das patentes farmacêuticas – e do episódio recente relativo às digital services taxes, a iniciativa de 2025 é menos ancorada em queixas setoriais claramente delimitadas e mais orientada por objetivos geopolíticos em um cenário de rivalidade sino-estadunidense e erosão do multilateralismo. O texto reconstrói a gênese da Seção 301 no contexto da crise de Bretton Woods e da transição para a agenda de fair trade, destacando sua função ofensiva de abertura de mercados e projeção extraterritorial de padrões regulatórios. Em seguida, demonstra como a agenda do trumpismo 2.0 amplia e difunde o instrumento, combinando ameaças tarifárias, retórica de segurança nacional e alegações heterogêneas (comércio digital, Pix, tarifas preferenciais, etanol, desmatamento, anticorrupção e propriedade intelectual). Argumenta-se que essa reconfiguração transforma a Seção 301 em um mecanismo de disciplinamento político e de realinhamento estratégico do Brasil na ordem internacional em transformação.
Publicação
Latin America in the crossfire : China-celac forum, summit of Americas and regional diplomacy amid us China rivalry
(Ipea, 2025-12) Oliveira, Octávio; Cabral, Victor; Montenegro, Renan Holanda; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Octávio Oliveira; Victor Cabral; Renan Holanda Montenegro
BEPI 43
This article examines how Latin American and Caribbean (LAC) countries navigate the geopolitical rivalry between the United States and China, balancing historical ties with the former while deepening engagement with the latter. The region plays an active role in both broad multilateral and targeted regional initiatives for both countries. The paper analyzes LAC’s positioning in the rivalry through three distinct analytic angles: voting patterns at the United Nations General Assembly (UNGA); the Summit of the Americas (SOA); and the China-CELAC Forum (CCF). We argue that China’s growing influence in the region can be assessed by the differences of both powers in approaching regional forums, with the CCF filling gaps made by the US’s lack of support for the region’s necessities, such as infrastructure needs. The first section explores the concepts of multilateralism and minilateralism, along with the role of both regional forums. Section two analyzes LAC’s alignment with the US and China through their voting patterns at the UNGA. Sections three and four examine the official consensus documents produced at the SOA and the CCF meetings held between 2015 and 2022. We conclude by highlighting how regional arrangements offer LAC a platform to balance regional concerns amidst US-China strategic priorities.
Publicação
Geopolítica e geoeconomia do Indo-Pacífico como estratégia de contenção da China
(Ipea, 2025-12) Nascimento, Lucas Gualberto do; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Lucas Gualberto do Nascimento
BEPI 43
Na atual conjuntura internacional, especialmente após a crise financeira global de 2008 e seus efeitos, há uma crescente rivalidade entre os Estados Unidos e a China, com destaque para o seu caráter geopolítico e geoeconômico. A ascensão chinesa nas últimas décadas, principalmente a partir do seu robusto crescimento econômico e o estabelecimento de parcerias e acordos comerciais, proeminentes nas bordas asiáticas do Pacífico, gerou uma reação multidimensional por parte dos Estados Unidos, de forma a conter os ganhos de influência da China, com ênfase na sua região circundante. Inicialmente denominada Pivô para a Ásia, a partir de 2011, esta geoestratégia de contenção ganhou novas formas e desenvolvimento após o primeiro governo Donald Trump (2017-2021), renomeada como Indo-Pacífico. Atualmente, no segundo governo Trump (2025-2029), este plano se aprofunda em sua perspectiva de competição estratégica com a China. Este artigo investiga a disputa multifatorial por preferências regionais, com ênfase nos distintos parâmetros em construção por Washington, especialmente no Sudeste Asiático, que possuem um gradativo caráter de confronto entre lógicas da geopolítica versus geoeconomia, nas quais o Indo-Pacífico americano está notoriamente mais associado a um jogo de soma zero geopolítico, com profunda desvantagem em comparação às proposições chinesas de natureza geoeconômica, mais influentes nas regiões em análise.
Publicação
Guerra fria tecnológica ? Desdobramentos geoeconômicos sobre o comércio bilateral entre Estados Unidos e China
(Ipea, 2025-12) Patrick Barcellos Maciel; Michelle Márcia Viana Martins; Marcelo José Braga Nonnenberg; Danielle Evelyn de Carvalho; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Patrick Barcellos Maciel; Michelle Márcia Viana Martins; Marcelo José Braga Nonnenberg; Danielle Evelyn de Carvalho
BEPI 43
Diante das tensões geoeconômicas Estados Unidos-China, este artigo analisa o comércio bilateral por intensidade tecnológica (2010-2024) e seus efeitos sobre as cadeias globais de valor. Adotou-se abordagem quantitativo-descritiva, com classificação de produtos segundo a taxonomia da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e cruzamento de fluxos comerciais a seis dígitos. Calcularam-se índices de vantagem comparativa revelada (Revealed Comparative Advantage – RCA) e de concentração de mercado (Herfindahl-Hirschman index – HHI) para avaliar mudanças nos padrões de especialização e concentração. Os resultados sugerem desacoplamento tecnológico parcial e assimétrico: em alta tecnologia, a China mantém especialização elevada (RCA de 2,98 em 2017 para 2,95 em 2024, com pico de 3,24 em 2022), enquanto os Estados Unidos perdem vantagem comparativa (RCA de 3,01 para 2,51). Em média-alta tecnologia, a China cruza o limiar de especialização (RCA de 0,98 para 1,11), sugerindo upgrading produtivo. Em baixa tecnologia, os mercados permanecem pulverizados. Constatou-se triangulação: enquanto as exportações chinesas para os Estados Unidos caem 6,4 pontos percentuais (p.p.) em alta tecnologia, o Leste Asiático e Pacífico amplia participação nas exportações globais (de 20,4% para 26,2%). Três processos coexistem: formação de plataformas regionais asiáticas, intensificação de friendshoring pelos Estados Unidos e fragmentação geoeconômica assimétrica entre blocos.

Projetos de Pesquisa

Notícias relacionadas

Livros

Eventos relacionados

Faz parte da série

REPOSITÓRIO DO CONHECIMENTO DO IPEA
Redes sociais