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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 39, n. 03, dez. 2009

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Resumo

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

Resumo traduzido

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Comportamento dos preços no Brasil: evidências utilizando microdados de preços ao consumidor
A imputação da renda do não trabalho na pesquisa mensal de emprego
Reservas internacionais para o Brasil: patamares ótimos e custos fiscais
Escolaridade e diferencial de rendimentos entre o setor privado e o setor público no Brasil
Longe dos partidos e perto da federação: uma avaliação dos gastos municipais na saúde pública
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5108
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5109
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5110
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5111
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/3344
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Publicação
Comportamento dos preços no Brasil: evidências utilizando microdados de preços ao consumidor
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-12) Matos, Silvia; Barros, Rebecca
Utilizando uma base de microdados inédita, este trabalho apresenta as principais características do comportamento de preços individuais para a economia brasileira. Acima de todas as economias já analisadas, o Brasil possui uma frequência mediana de variação de preços de 54,8%, o que implica, pela mensuração indireta, uma duração de 1,3 mês. Assim como as evidências internacionais: i) o comportamento dos preços entre os produtos é heterogêneo; ii) não há evidência de rigidez para baixo nos preços; e iii) as variações individuais de preços são de grande magnitude se comparadas aos resultados agregados.
Publicação
A imputação da renda do não trabalho na pesquisa mensal de emprego
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-12) Ribas, Rafael Perez; Machado, Ana Flávia
O painel da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é uma das bases de dados mais ricas do Brasil para investigações de fenômenos relativos ao mercado de trabalho. Entretanto, seu questionário traz apenas informações relativas à renda do trabalho. Este artigo propõe uma nova forma de imputar a renda do não trabalho utilizando um sistema de equações estimado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), também do IBGE. Além de descrever o modelo de imputação e sua consistência, o artigo levanta alguns fatos estilizados sobre pobreza e desigualdade em regiões metropolitanas (RMs) brasileiras. Os resultados contemplam basicamente os seguintes pontos: sazonalidade e tendência da pobreza e da desigualdade; taxas de transição para fora e para dentro da pobreza; e comparação entre as incidências de pobreza crônica e pobreza observada.
Publicação
Reservas internacionais para o Brasil: patamares ótimos e custos fiscais
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-12) Vonbun, Christian
Este artigo mostra o cálculo do nível ótimo de reservas internacionais para o Brasil no período entre o primeiro trimestre de 1998 e o quarto de 2008, por meio da metodologia proposta por Jeanne e Ranciére (2006). São estimados os custos fiscais da retenção desse ativo, bem como as economias e os custos fiscais desnecessariamente incorridos nos períodos em que as reservas observadas diferiram do nível ótimo, em diversos cenários. De acordo com os resultados obtidos, o nível de reservas observado recentemente no Brasil parece encontrar-se um pouco acima do nível ótimo, de acordo com os cenários e hipóteses mais prováveis para os principais parâmetros do modelo. Se a trajetória recente de rápido crescimento das reservas for retomada, os custos fiscais tendem a ser cada vez maiores para o governo e para os contribuintes.
Publicação
Escolaridade e diferencial de rendimentos entre o setor privado e o setor público no Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-12) Braga, Breno Gomide; Firpo, Sérgio Pinheiro; Gonzaga, Gustavo
Este trabalho tem como objetivo investigar os determinantes do diferencial de rendimentos público-privado para diferentes níveis de escolaridade dos trabalhadores no Brasil. Primeiramente, utilizando o rendimento do trabalho principal como variável de interesse, é estimado um hiato de rendimentos bastante favorável ao setor público para trabalhadores com baixa escolaridade. Já para trabalhadores mais qualificados, o hiato tende a desaparecer ou mesmo a tornar-se favorável ao setor privado. Adicionalmente, de maneira a considerar os diferentes regimes de aposentadoria vigentes no país, é definida a variável Valor Presente do Contrato de Trabalho (VPCT) como medida dos rendimentos dos indivíduos ao longo da vida. Diferentemente do resultado encontrado utilizando o rendimento do trabalho, é verificado que o diferencial do VPCT é favorável ao setor público mesmo para trabalhadores com elevados níveis de escolaridade.
Publicação
Longe dos partidos e perto da federação: uma avaliação dos gastos municipais na saúde pública
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-12) Caliari, Thiago; Oliveira, Ana Maria Hermeto Camilo de; Ruiz, Ricardo Machado
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o governo federal delegou maiores poderes de ação a estados e municípios no que tange às políticas públicas de saúde. Nesse contexto, o objetivo deste artigo é estudar a estrutura dos gastos com saúde dos municípios, analisando principalmente as pressões políticas – de direcionamento partidário – e pressões institucionais – via governo federal. Através das técnicas de decomposição de diferenciais e de regressão quantílica, analisamos os gastos municipais com saúde nos anos de 2002 e 2006 e, como resultado principal, encontramos pouca relevância partidária na determinação dos gastos com saúde. Antes disso, o que parece ter se tornado mais importante foi a pressão institucional via Emenda Constitucional no 29, que determinou piso de gastos com recursos próprios por parte das prefeituras.

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