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Mercado de Trabalho : Conjuntura e Análise (BMT) : n. 22, nov. 2003

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O boletim Mercado de trabalho: conjuntura e análise tem periodicidade semestral e traz uma análise conjuntural do Mercado de trabalho, acompanhada de indicadores e seções temáticas que abordam tanto considerações mais técnicas como questões de cunho político-institucional.

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The bulletin Mercado de trabalho: conjuntura e análise is published twice a year. The publication analyses labor market situation reporting a range of indicators. Thematic sessions complements the material combining technical analysis with policy related issues.

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Apresentação : Mercado de Trabalho n.22 – nov. 2003
(Ipea, 2003-11) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego
O descontrole de preços com que se defrontou o novo governo, no início de 2003, não prenunciava um bom ano para o mercado de trabalho, já que o enfrentamento desse problema, ao afetar negativamente o nível de atividades, traria, certamente, grandes dificuldades para o crescimento da ocupação. De fato, a intensidade com que foram aplicadas as políticas monetária e fiscal de corte contracionista, a par de ter contribuído para o êxito alcançado no controle do processo inflacionário, provocou uma desaceleração da economia bem mais acentuada do que se esperava. As consequências sobre o mercado de trabalho não surpreenderam: aumento da taxa de desemprego e persistência do processo de queda dos rendimentos médios reais. Embora a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE venha mostrando um crescimento expressivo da ocupação, o grande número de pessoas ganhando menos que o salário mínimo/ hora, considerando o quadro de estagnação econômica observado, não permite considerar esse resultado como indicador inequívoco de vitalidade do mercado de trabalho. Não obstante, com o crescimento do nível de atividades registrado a partir de setembro, no contexto da nova etapa da política monetária, já se pode ter expectativas positivas para os próximos meses. Embora a situação ainda possa inspirar preocupações por algum tempo, além de uma redução da taxa de desemprego, a consolidação desse crescimento deverá levar à retomada da ocupação em bases qualitativamente distintas daquelas que os números atuais da PME apontam.
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Análise do mercado de trabalho : Mercado de Trabalho n.22 – nov. 2003
(Ipea, 2003-11) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego
É fato que, no início do ano, as expectativas quanto ao desempenho do mercado de trabalho em 2003 não eram otimistas. Embora o nível de ocupação metropolitano tenha crescido em 2002 a uma taxa praticamente igual à do próprio PIB, as perspectivas da economia no primeiro ano do novo governo eram muito incertas, haja vista as políticas de austeridade monetária e fiscal que foram anunciadas e, na sequência, efetivamente adotadas. Utilizadas para fazer face ao surto inflacionário que o excesso de liquidez e a crise cambial haviam alimentado em 2002, essas políticas acabaram, contudo, revelando-se mais austeras do que poderiam supor os mais céticos. Como consequência, a contração verificada na atividade econômica superou as estimativas (oficiais e privadas) que, após sucessivas revisões para baixo, no último trimestre projetavam uma variação mínima para o PIB em 2003, em que pese a recuperação iniciada no final do ano. Não obstante, a evolução do nível de ocupação, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (PME, nova metodologia) não correspondeu, ao longo do ano, ao que seria de se esperar de um quadro de características tão recessivas, como o que vigorou pelo menos até o mês de agosto. De fato o seu crescimento nas seis regiões metropolitanas por ela cobertas1 foi de 3,1%, no mês de outubro, na comparação com o verificado 12 meses antes, sendo que na região de São Paulo (RMSP), responsável por cerca de 42% da ocupação do conjunto, essa variação chegou a 3,9%.
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Perspectivas do mercado de trabalho para os próximos anos
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-11) Mendonça, Sérgio Eduardo Arbulu
O mercado de trabalho no Brasil passou por um processo de estruturação durante o longo período que vai do início dos anos 1940 até o final dos anos 1970. As principais características desse processo foram a elevação da taxa de assalariamento formal e a redução do desemprego. Houve, ainda que restrito à década de 1950, crescimento do poder aquisitivo do salário mínimo.
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O Empobrecido mercado interno consumidor
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-11) Almeida, Júlio Sérgio Gomes de
Tema que tem preocupado intensamente o setor empresarial e se coloca como um dos grandes desafios econômicos brasileiros para a presente década, o mercado interno consumidor já foi a “jóia da coroa” da economia brasileira. Formado ao longo dos intensos processos de industrialização e urbanização que o Brasil experimentou no século XX, foi o dinamismo do mercado interno a base da atração de investimentos externos para o país e o alicerce de uma economia que alcançou uma das maiores taxas de crescimento do mundo no século passado e passou a figurar entre as dez maiores do planeta. Em suma, a massa de rendimentos que forma o mercado interno consumidor brasileiro cresceu muito pouco nos últimos anos, o que afetou severamente o crescimento dos setores da economia voltados ao mercado interno. Políticas de rendas atenuaram os efeitos desse fraco dinamismo, que, no entanto, se impôs devido ao baixo crescimento da economia que gerou insuficiente número de empregos e concorreu para o crescimento proporcionalmente maior de ocupações de menor rendimento e proteção social.
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O Emprego nos anos 1990 : o regime macroeconômico importa?
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-11) Ramos, Carlos Alberto
No transcurso da década passada, os indicadores do mercado de trabalho, no Brasil e no mundo, apresentaram tantas rupturas com respeito ao período que se estende desde as décadas de 1930 e 1940 até os anos 1970 e 1980 que o balanço está, ainda hoje, em aberto. Identificar novas tendências estruturais, dentro do emaranhado dos dados conjunturais, parece uma tarefa fadada a futuras retificações. A marcada diferença na resposta da demanda de trabalho, diante dos regimes macroeconômicos bem distintos, torna necessária uma reflexão sobre a comum separação ou segmentação entre a gestão macroeconômica (concentrada em questões como estabilidade de preços e crescimento) e a administração das questões trabalhistas (legislação, políticas de emprego etc.). Existem elementos que induzem a pensar que a fertilidade de uma dada taxa de crescimento do produto não se daria só por questões associadas ao mercado de trabalho senão também por aspectos qualitativos da gestão macroeconômica. No caso de se confirmar essa hipótese, seria necessário incorporar a dimensão emprego nas alternativas que procuram os objetivos de estabilidade e crescimento.
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