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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 22, n. 03, dez. 1992

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Publications

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Um Modelo multissetorial de consistência da economia brasileira
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1992-12) Moreira, Ajax Reynaldo Bello
Apresenta-se neste trabalho um modelo matemático anual da economia brasileira que avalia estratégias de crescimento. O modelo é desagregado setorialmente e considera, entre outras relações, a matriz de insumo-produto e a distribuição pessoal da renda. Projeta o produto e o investimento setorial, as contas nacionais, do setor público e do balanço de pagamentos. Além do modelo, o texto apresenta cenários que consideram a retomada do crescimento da economia brasileira nesta década.
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A Competitividade das exportações brasileiras no período 1980/88
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1992-12) Pinheiro, Armando Castelar; Horta, Maria Helena T. Taques
Neste trabalho analisa-se a evolução da competitividade das exportações brasileiras no período 1980/88. São construídos, para 36 setores, indicadores de oferta — que procuram medir a rentabilidade das exportações e de demanda — que comparam o preços das exportações do Brasil com a de seus competidores nos mercados comuns. Observa-se uma certa estabilidade da competitividade nos três primeiros anos da década, uma melhoria no período 1983/85 e uma deterioração a partir de 1986. Em nível de complexo, a competitividade parece ter crescido mais para a de metal-mecânica, com a agroindústria e o setor primário apresentando os piores desempenhos.
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Política monetária e formação das expectativas de inflação : quem acertou mais, o governo, ou o mercado futuro?
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1992-12) Garcia, Marcio Gomes Pinto
Este artigo analisa a performance relativa do mercado futuro e do governo enquanto previsores de inflação Os principais resultados são: a) o mercado futuro saiu-se substancialmente melhor que o governo; b) os valores da série de "previsões" do mercado futuro são quase sempre superiores aos valores da série de "previsões" oriundas da OTNFIBTNF; e c) as "previsões" inflacionárias embutidas na taxa overnight tiveram melhor desempenho que as da OTNF/BTNF. Tais resultados sugerem que o governo divulgava sempre uma expectativa bastante conservadora (viesada para baixo) da inflação esperada, através dos anúncios da OTNF/BTNF. Este procedimento pode encontrar justificativa na tentativa de taxar parte do lucro financeiro inflacionário, ou na crença de que ao divulgar um número para a inflação o governo exerceria um papel de coordenador das expectativas do mercado, o que viria a reduzir a inflação. Os resultados aqui obtidos, entretanto, não corroboram tal crença. 0 comportamento do mercado futuro mostra também que a volatilidade deste mercado tem importância menor do que o viés do prego futuro. Isto pode significar que o mercado futuro é pouco eficiente na agregação das expectativas inflacionárias.
Item type:Publication,
Um Modelo de correção de erros para a demanda por importações brasileira
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1992-12) Portugal, Marcelo Savino
Este trabalho discute questões associadas a encompassing e teoria da co-integração, incluindo co-integração sazonal, e apresenta a estimação de um modelo de correção de erros para a demanda de importações brasileira, utilizando dados trimestrais. As estimações são feitas não apenas para as importações totais, como também para as importaçoes de bens de capital e bens intermediários. Utilizamos tanto o método de Johansen como o de dois estágios de Engle e Granger para obter o vetor co-integrado. Os resultados mostram que, no tocante aos bens totais e aos bens de capital, as estimativas anteriores disponíveis na literatura malograrn no trato do quesito-chave da modelagem dinâmica e estabilidade dos parâmetros.
Item type:Publication,
Pobreza no Brasil : parâmetros básicos e resultados empíricos
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1992-12) Rocha, Sonia
Os fatos e evidências sobre pobreza discutidos neste trabalho referem-se as regiões metropolitanas, para as quais a disponibilidade de informações detalhadas sobre preços, em conjunto com dados de pesquisas de orçamentos familiares, possibilitou o estabelecimento de linhas de pobreza específicas por ano e local. Inicialmente, estes parâmetros, comparados com os dados sabre renda da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), são utilizados para diferenciar os pobres dos não-pobres e para obter a proporção de pobres e a razão de insuficiência de renda em cada ano e região. Esta dicotomia inicial do ponto de vista da renda, entre as duas subpopulações serve como base para a geração de indicadores de qualidade de vida. Um exercício de análise multivariada baseado num conjunto de indicadores para os pobres propiciou a ordenação das regiões metropolitanas em relação ao denominado índice sintético de pobreza. A comparação das evidências empíricas de 1981 a 1990 torna clara a ausência de progressos significativos em termos da redução da pobreza enquanto insuficiência de renda ao longo da década passada. Uma deterioração do quadro de pobreza foi em parte evitada por mudanças sócio-econômicas ocorridas no período, tais como a queda na taxa de natalidade e o aumento nas taxas de participação na força de trabalho. Apesar das restrições financeiras e operacionais que afligiram o setor público, as condições de saneamento experimentaram uma nítida melhora, o que constitui boa notícia em meio a um panorama geral pouco animador.
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