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Planejamento e Políticas Públicas (PPP): n. 44, jan./jun. 2015

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A Revista Planejamento e Políticas Públicas (PPP), editada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), desde 1989, com periodicidade semestral, tem como objetivo principal promover o debate e a circulação de conhecimento em planejamento e políticas públicas.

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Dimensões e qualidade dos cursos superiores em áreas de CTEM no Brasil entre 2000 e 2013
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-06) Gusso, Divonzir Arthur; Nascimento, Paulo A. Meyer M.
Analisa a evolução da formação superior nas grandes áreas de Ciências, Matemática e Computação e de Engenharia, Produção e Construção no Brasil entre 2000 e 2012. As tendências são observadas em separado para os segmentos público e privado da oferta, mostrando a contribuição das universidades e de outros tipos de instituições de ensino superior – destacando a das universidades de pesquisa e doutorado enumeradas em Steiner (2005, 2006). Questões relativas à qualidade também são discutidas, partindo tanto do desempenho observado no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), quanto dos fluxos de egressos das universidades de pesquisa e doutorado de Steiner (2005, 2006) e das “instituições de elite” identificadas por Carnoy et al. (2013). Os resultados sugerem que o fluxo de conclusões de cursos de graduação nessas áreas tem se expandido ano a ano. Porém, além de ainda ser baixa em comparação com outros países, a formação de pessoal técnico-científico de nível superior no Brasil encontra-se concentrada em cursos e instituições com baixos indicadores de desempenho acadêmico.
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Dinâmica da eficiência produtiva das instituições federais de ensino superior
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-06) Costa, Edward Martins; Ramos, Francisco de Sousa; Souza, Hermino Ramos de; Sampaio, Luciano Menezes Bezerra
Este trabalho examina a fronteira de eficiência da educação superior pública federal por meio de uma metodologia não paramétrica denominada análise envoltória de dados (DEA), considerando as instituições federais de ensino superior (Ifes) como as unidades de comparação. Foram estimadas as fronteiras dinâmicas, bem como foi avaliado o índice de Malmquist, que verifica a mudança de produtividade entre dois períodos. A mensuração foi realizada por intermédio de alguns indicadores educacionais de gestão (os inputs e os outputs do processo produtivo) fornecidos pelas próprias instituições para o período 2004-2008. As 49 Ifes foram organizadas em dois subconjuntos (A e B), de acordo com as similaridades de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, para minimizar a heterogeneidade existente no setor. Os resultados das estimações das fronteiras de eficiência dos modelos dinâmicos apontaram escores de eficiências elevados, porém o índice de Malmquist mostrou uma queda de produtividade para a maioria das Ifes, indicando que pode estar havendo deterioração do produto educacional ao longo do tempo.
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Instituições de ensino superior e desenvolvimento econômico : o caso das universidades estaduais Paranaenses
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-06) Caldarelli, Carlos Eduardo; Camara, Marcia Regina Gabardo da; Perdigão, Claudia
Analisar a relação entre as universidades estaduais paranaenses e o desenvolvimento econômico no estado entre os anos de 2006 a 2010. Para isso, foram estimados diferentes modelos de dados em painel abrangendo todos os municípios do Paraná. Como medida de desenvolvimento econômico foi utilizado o índice Firjan de desenvolvimento municipal (IFDM), em que foram considerados, além do indicador agregado, os subíndices de emprego/renda, educação e saúde. Os resultados permitem concluir que as universidades estaduais paranaenses apresentam interação positiva e significativa com o indicador de emprego/renda; por outro lado, observa-se que a relação entre tais instituições e os indicadores de educação e saúde é sensivelmente menor.
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Associação do ensino profissionalizante com rendimento e emprego : Minas Gerais (2009 e 2011)
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-06) Gontijo, Bárbara Avelar; Amaral, Ernesto F. L.
Este trabalho analisa a relação entre o ensino profissionalizante e o aproveitamento do primeiro dividendo demográfico em Minas Gerais. A hipótese é que aqueles que cursaram o ensino profissionalizante têm mais chances de empregar-se e maiores rendimentos salariais. Desta forma, a capacitação profissional seria um bom investimento para um maior desenvolvimento econômico e social do estado, promovendo o aproveitamento da favorável situação demográfica vivenciada. Foram utilizados os dados da Pesquisa por Amostragem de Domicílios de Minas Gerais (PAD-MG) de 2009 e 2011, desenvolvida pela Fundação João Pinheiro (FJP). Na análise da empregabilidade foram estimados modelos logísticos, e para a avaliação da renda foram estimados modelos de mínimos quadrados ordinários (MQO). Diante dos resultados, é possível notar que aqueles que cursam o ensino profissionalizante têm mais chances de entrada no mercado de trabalho e um rendimento salarial mais alto, mantendo-se tudo mais constante.
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Elasticidade da pobreza : aplicação de uma nova abordagem empírica para o Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-06) Annegues, Ana Cláudia; Souza, Wallace Patrick Santos de Farias; Figueiredo, Erik Alencar de; Lima, Francisco Soares de
Este estudo calcula as elasticidades da pobreza em relação ao crescimento econômico e à desigualdade de renda para o Brasil, usando um painel de dados dos estados e dos municípios brasileiros e um método de estimação não paramétrico, desenvolvido por Horowitz (2012) e aplicado por Figueiredo e Laurini (2015), que controla os efeitos da desigualdade sobre o crescimento. Primeiramente, as elasticidades são obtidas por meio de um modelo de regressão log-linear, tradicionalmente empregado na literatura, com e sem o controle dos efeitos da desigualdade, e em seguida são comparadas com as elasticidades estimadas pelo método não paramétrico. A comparação mostrou que o método de estimação usual, sem o controle do efeito da desigualdade, tende a superestimar os valores das elasticidades, em especial com relação ao crescimento econômico.
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