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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 42, n. 02, ago. 2012

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Resumo

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

Resumo traduzido

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Mobilidade interfirmas de trabalhadores no Brasil formal : composição e determinantes
Qualidade alimentar dos brasileiros : teoria e evidência usando demanda por nutrientes
Determinantes do capital excedente na indústria bancária brasileira
Dinâmica da taxa de câmbio no Brasil sob o regime de câmbio flutuante
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4959
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4960
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4961
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5080
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/3335
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Publicação
Igualdade de oportunidade no Brasil entre 1999 e 2009 : estimação e decomposição através do valor de Shapley
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2012-08) Dill, Helena Cristina; Gonçalves, Flávio de Oliveira
Este artigo analisa a estrutura e a evolução da igualdade de oportunidade no Brasil no período 1999-2009. São estimados os Índices de Oportunidade Humana (IOH) e de desigualdade de oportunidade para o país, e realizada a decomposição desse último através do valor de Shapley. Os resultados para o IOH mostram que houve grandes avanços no período considerado, apesar de significativas deficiências relativas ao saneamento. Com relação ao segundo índice, os resultados indicam que as desigualdades no acesso às oportunidades dentro dos subgrupos, tais como subgrupos de raça ou área de residência, são mais relevantes para a desigualdade de oportunidade observada no país do que as diferenças entre os subgrupos.
Publicação
Mobilidade interfirmas de trabalhadores no Brasil formal : composição e determinantes
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2012-08) Mendes, Philipe Scherrer; Gonçalves, Eduardo; Freguglia, Ricardo da Silva
O objetivo deste artigo consiste em analisar os principais fatores que determinam a mobilidade de trabalhadores no Brasil, com ênfase na possibilidade de difusão de conhecimento interfirmas. Com o uso dos microdados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais-Migra) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apresenta-se a composição do emprego formal no Brasil por nível de escolaridade, gênero e setores com diferentes graus de intensidade tecnológica. A partir de um modelo logit condicional, conclui-se que os principais fatores indutores da mobilidade são a expectativa de retorno salarial e a experiência no vínculo anterior. Por outro lado, a sobrevivência no emprego após a mudança de firma é um fator que reduz a propensão de mudança interfirma do trabalhador.
Publicação
Qualidade alimentar dos brasileiros : teoria e evidência usando demanda por nutrientes
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2012-08) Pereda, Paula Carvalho; Alves, Denisard Cneio de Oliveira
Este artigo investiga a forma como a composição da dieta alimentar dos brasileiros responde a preços e dispêndios dos domicílios. Para tal, foram estimadas equações de demanda do consumidor por nutrientes pelo modelo Quadratic Almost Ideal Demand System (Quaids). A conexão entre a demanda por alimentos e por nutrientes deriva da utilidade dos alimentos por parte dos consumidores, uma vez que estes são dotados de conteúdos nutritivos. Os resultados sugerem que os nutrientes mais sensíveis a preço são: carboidratos, cálcio, ferro, colesterol e vitamina C, nutrientes básicos da dieta dos brasileiros. Com relação à renda, há fortes evidências de que a demanda por nutrientes seja sensível a mudanças nos dispêndios dos domicílios. O resultado para colesterol e lipídios preocupa, uma vez que estes nutrientes apresentam forte aumento no consumo quando há variações positivas na renda, principalmente para domicílios mais pobres.
Publicação
Determinantes do capital excedente na indústria bancária brasileira
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2012-08) Silva, Marcos Soares da; Divino, José Angelo C. A.
O presente estudo tem como referência o modelo teórico desenvolvido por Estrella (2004), segundo o qual os bancos mantêm capital próprio em virtude da existência de custos de ajustamento de capital. Por conseguinte, propõe-se que o capital excedente dos bancos seja determinado pelo risco das operações ativas e pelo custo de captação de recursos de terceiros. Com o objetivo de testar essas hipóteses para a indústria bancária brasileira, foi estimado um modelo de painel dinâmico com 68 conglomerados financeiros no período de 2000 a 2008. O modelo econométrico estimado inclui ainda variáveis de controle para avaliar o comportamento do capital excedente ao longo dos ciclos de negócios, bem como para verificar de que maneira o perfil da organização financeira quanto a porte e controle de capital afeta a sua política de capitalização. Os resultados obtidos mostram uma persistência no processo de ajustamento de capital excedente do sistema financeiro brasileiro, o que indica a presença de custos de ajustamento de capital.
Publicação
Dinâmica da taxa de câmbio no Brasil sob o regime de câmbio flutuante
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2012-08) Simonassi, Andrei Gomes; Silva, José Henrique Félix; Arraes, Ronaldo Albuquerque
O artigo contribui com a literatura sobre a dinâmica da taxa de câmbio ao implementar em sua metodologia um modelo autorregressivo, com valor limite endógeno, aplicado para o Brasil. Dados mensais para a cotação PTAX da taxa de câmbio real-dólar no período janeiro de 2000-setembro de 2009 foram utilizados na modelagem e as estimativas permitiram inferir que: i) o crescimento da taxa de câmbio no Brasil segue uma dinâmica não linear com raiz unitária parcial e globalmente estacionária; ii) para variações inferiores a 2,02 pontos percentuais no crescimento da taxa PTAX ao longo do período, a taxa de crescimento do câmbio nominal é não estacionária; e iii) para variações acima desse percentual o processo descrito pelo câmbio é dito estacionário. Conjuntamente, tais resultados podem lançar luz sobre possíveis padrões de atuação do Banco Central do Brasil (BCB) no mercado de câmbio.

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