Journal Issue: Vendas on-line no Brasil : uma análise do perfil dos usuários e da oferta pelo setor de comércio
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Comunicados do Ipea 95 : Vendas on-line no Brasil : uma análise do perfil dos usuários e da oferta pelo setor de comércio
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No decorrer das últimas décadas, a representatividade e a dinâmica dos setores de comércio e serviços mudaram significativamente. As atividades terciárias – tanto as formais e modernas quanto as informais e de baixa renda – passaram a ocupar um papel predominante da formação da renda e no estoque da ocupação de mão de obra. Ou seja, houve uma mudança de grande porte destas atividades no desenvolvimento econômico e social do país. Em relação ao varejo brasileiro, as últimas décadas foram de grandes transformações, em especial nas grandes cidades brasileiras. A partir dos anos 1980, o modelo de autosserviço dos supermercados, nascido nas décadas anteriores, começou a proliferar nos maiores centros. Gradativamente, os supermercados começaram a dominar a venda de frutas, verduras e carnes, além de itens de higiene e limpeza e, também, pães e itens de papelaria. Por sua vez, a crescente participação da mulher no mercado de trabalho favoreceu o setor de alimentos processados. Vale ressaltar que o domínio dos supermercados em determinadas áreas das cidades ainda coexiste com a tradição das feiras livres itinerantes, onde o consumidor mantém um relacionamento direto com os vendedores. Atualmente, o comércio varejista no Brasil é caracterizado por um pequeno grupo de firmas com atuação nacional – ou, pelo menos, nas maiores capitais e cidades – e um grande número de empresas com atuação regional ou local. Esta configuração começou a formar-se a partir dos anos 1970, com a chegada de grandes grupos internacionais ao Brasil. Estes grupos, além de trazerem novos modelos de negócio, promoveram também um processo intenso de fusões e aquisições no mercado brasileiro. Este processo, segundo notícias de mercado, parece longe de ter terminado.
