Pesquisador: Claudio Roberto Amitrano
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Graduado em economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Claudio Amitrano é doutor em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Tem pós-doutorado no Departamento de Economia da UnB e na School of Oriental and African Studies (Soas) da Universidade de Londres e, em 2019, foi pesquisador visitante no Centre d’Économie Paris Nord (CEPN) da Universidade de Paris 13 Sorbonne. É técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desde 2009, onde realizou diversos estudos sobre crescimento econômico, mercado de trabalho e economia brasileira.
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A Reformulação de uma política pública de transferência de renda condicionada : o caso do novo Bolsa Família
(Ipea, 2024) Conceição, Elton Luis de Oliveira; Claudio Roberto Amitrano; Marcos Hecksher; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Elton Luis de Oliveira Conceição; Bichir, Renata Mirandola; Carlos Henrique Leite Corseuil; Claudio Roberto Amitrano; Marcos Hecksher
O estudo em questão investiga o processo de reformulação do Bolsa Família desde sua concepção durante o governo de transição até seu lançamento em março de 2023, com o objetivo de aprofundar o entendimento sobre as políticas governamentais e a formação de agenda em um governo historicamente identificado com o fortalecimento das políticas de transferência de renda no Brasil. Com base em entrevistas com profissionais-chave, incluindo coordenadores, gestores e especialistas diretamente envolvidos na reformulação, a pesquisa parte de uma pergunta central sobre os motivos e a abordagem da reformulação, adotando uma metodologia que identifica as razões para a inclusão do tema na agenda política. Para isso, realiza um estudo de caso que examina os atores envolvidos, as premissas, etapas e diretrizes que influenciaram a criação do novo programa de transferência de renda condicionada. A relevância da reformulação do Bolsa Família encontra-se intimamente ligada a um contexto de transformações políticas entre 2016 e 2022, período marcado por alterações significativas na estrutura do programa. As fontes utilizadas incluem relatórios de transição de governo e legislações anteriores e atuais. A análise dos materiais e entrevistas revelou não apenas os avanços alcançados, mas também as vulnerabilidades persistentes, como a necessidade de corrigir distorções na distribuição dos benefícios e de enfrentar os desafios fiscais que o programa ainda apresenta. Ademais, o trabalho evidencia que, além da reformulação em si, a continuidade e o aprimoramento das políticas de transferência de renda são essenciais para sua eficácia a longo prazo. Uma política que não estabelece mecanismos de atualização e expansão corre o risco de degradação ao longo do tempo, especialmente diante de pressões econômicas como a inflação. Assim, o estudo alerta para a necessidade de criar condições que assegurem o fortalecimento e a adaptabilidade contínua do Bolsa Família. Conclui-se que, mesmo com os avanços significativos, o Bolsa Família continua a enfrentar desafios que demandam atenção e aprimoramento para cumprir seu papel na redução da pobreza e da desigualdade no Brasil, mantendo-se como um tema central na agenda de políticas públicas.
A Complexidade econômica agrícola brasileira : evolução e principais determinantes no período 1998-2018
(Ipea, 2022) Carvalho, Daniela Cristina de Melo Carmo; Claudio Roberto Amitrano; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Daniela Cristina de Melo Carmo Carvalho; Aristides Monteiro Neto; Mauro Oddo Nogueira; Gouvêa, Raphael; Claudio Roberto Amitrano
O crescimento do setor agropecuário brasileiro foi impulsionado principalmente pelos ganhos em produtividade, sendo a tecnologia e a ciência os fatores de maior influência. Partindo dessa perspectiva, este trabalho examinou o desenvolvimento da complexidade econômica na agricultura brasileira e os fatores que determinaram sua evolução no período de 1998 a 2018. Adotaram-se as definições teóricas e ferramentas de análise consolidadas no Atlas da Complexidade Econômica proposto em Hausmann et al. (2011) para desenvolver o Índice de Complexidade Agrícola (ICA), tendo como objetivo geral a tentativa de elucidar quais vertentes exercem maior influência dentro do setor agrícola no Brasil.
Subvenção e apoio técnico como pilares para políticas de fomento à Economia 4.0 em micro e pequenas empresas
(Ipea, 2021) Stahelin, Maycon David; Claudio Roberto Amitrano; Alexandre de Ávila Gomide; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Maycon David Stahelin; Fernanda De Negri; Pereira, Ana Karine; Alexandre de Ávila Gomide; Claudio Roberto Amitrano
Esta pesquisa tem como objetivo investigar de que forma a oferta de recursos públicos, por meio de subvenção, e o apoio técnico ajudam MPEs a inovar. O estudo aponta inicialmente a falta de recursos, a aversão ao risco da inovação e a baixa qualificação e estrutura técnica das empresas como entraves ao processo de inovação e, portanto, como problemas centrais que demandam o suporte do Estado. Para essa análise, foram realizados estudos de caso de duas políticas públicas. O primeiro, sobre o projeto piloto do programa Brasil Mais Economia 4.0, realizado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas em parceria com o Ministério da Economia para acelerar a adoção de tecnologias 4.0 por firmas de pequeno e médio porte. O segundo estudo foi centrado no apoio da Embrapii ao desenvolvimento dessas tecnologias por MPEs, em projetos realizados em parceria com ICTs. Nos dois casos, foram compilados dados do apoio oferecido pelas políticas e dos resultados obtidos pelas empresas. Além disso, foram entrevistados os gestores das instituições executoras e representantes das firmas participantes e de fornecedores das tecnologias. Para a condução dos estudos, foi utilizada a metodologia do process-tracing (rastreamento de processos), que traz ferramentas para analisar de forma aprofundada o mecanismo que conecta as condições causais identificadas ao resultado pretendido, ajudando a compreender de que forma a subvenção e o apoio técnico auxiliam as empresas na adoção e no desenvolvimento das tecnologias da Economia 4.0 e contribuem para que esse processo seja bem sucedido. O estudo concluiu que a subvenção atua inicialmente como uma isca para atrair a atenção das pequenas firmas ao investimento em inovação, principalmente ao compartilhar os custos e consequentemente os riscos do projeto. No entanto, a questão financeira não é a única barreira para inovar e, mesmo com dinheiro disponível, a maior parte das MPEs enfrenta também limitações técnicas. Nesse sentido, o estudo demonstrou que as duas causas atuam de forma complementar para chegar ao resultado: algumas firmas precisam mais da subvenção, outras mais do apoio técnico, mas quase todas necessitam de ambos em algum grau. A análise demonstrou ainda como o efeito demonstração é relevante para remover as barreiras que impedem as MPEs a darem o primeiro passo – depois que perceberem o resultado da inovação adotada ou desenvolvida, a maior parte delas muda a visão e passa a ter interesse em continuar investindo, mesmo que com recursos próprios.
Crescimento, pobreza e desigualdades : os efeitos da complexidade econômica no triângulo de Bourguignon
(Ipea, 2021) Assis, Tereza Cleise da Silva de; Claudio Roberto Amitrano; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Tereza Cleise da Silva de Assis; Souza, Marcelo Medeiros Coelho de; Mauro Oddo Nogueira; Claudio Roberto Amitrano
O presente trabalho objetiva avaliar os efeitos da complexidade econômica sobre as variáveis do triângulo de Bourguignon. O intuito é verificar como a complexidade econômica afeta os níveis de pobreza, e os diferentes estratos de renda, nos países da América Latina em período recente. Foi realizado um exercício econométrico, por meio de dados em painel, utilizando variáveis relativas à estrutura produtiva dos países. Os resultados mostraram que o índice de complexidade econômica pode afetar positivamente os indivíduos que se encontram nos extremos da pirâmide (10 % mais ricos e 10% mais pobres), bem como a população que vive abaixo da linha de pobreza. No entanto, os indivíduos localizados no decis 4 e 6 - a classe média - sofrem uma redução na participação da renda nacional quando há um aumento do ECI.
Transição energética no contexto do desenvolvimento rural : análise da convergência entre políticas públicas de diferentes setores
(Ipea, 2019) Nogueira, Anna Carolina de Andrade; Claudio Roberto Amitrano; Junia Cristina Peres Rodrigues da Conceição; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Anna Carolina de Andrade Nogueira; Claudio Roberto Amitrano; Junia Cristina Peres Rodrigues da Conceição; Roberto Rocha Coelho Pires; Oliveira, Regis Borges de
O objetivo do trabalho é analisar a possibilidade de convergência entre políticas de diferentes setores, apontando quais seriam fatores determinantes para o êxito de uma política pública com o objetivo de viabilizar a utilização de fontes de energias renováveis para a agricultura familiar. Como o conceito de desenvolvimento sustentável permeia todos os temas analisados, o trabalho inicia apresentando os aspectos socioambientais relacionados à utilização das energias renováveis. Para atingir o propósito do trabalho, após a contextualização do tema, é realizada, uma análise do arcabouço teórico da área de implementação de políticas públicas, com ênfase em alguns conceitos, como intersetorialidade, arranjos institucionais e modelos top-down e bottom-up. A investigação, de caráter explanatório, prossegue com a abordagem teórica da dependência da trajetória. No âmbito desse conceito, são apresentadas as principais políticas públicas implementadas nas últimas décadas nas áreas de agricultura familiar, eletrificação rural e energias renováveis. Por fim, apresenta-se a micro e minigeração distribuída por fonte solar fotovoltaica como um possível instrumento de convergência entre as políticas para o desenvolvimento rural e para energias renováveis, com a apresentação das potencialidades e de alguns dos vários gargalos existentes que dificultam a viabilização de utilização deste instrumento no meio rural. A análise permite concluir que as falhas de mercado apresentadas no contexto dos aspectos socioambientais ensejam a necessidade de construção de uma política pública específica para atender a agricultura familiar. Espera-se que a contribuição do trabalho tenha sido demonstrar elementos que trariam êxito à implementação desta política.
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A Reformulação de uma política pública de transferência de renda condicionada : o caso do novo Bolsa Família
(Ipea, 2024) Conceição, Elton Luis de Oliveira; Claudio Roberto Amitrano; Marcos Hecksher; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Elton Luis de Oliveira Conceição; Bichir, Renata Mirandola; Carlos Henrique Leite Corseuil; Claudio Roberto Amitrano; Marcos Hecksher
O estudo em questão investiga o processo de reformulação do Bolsa Família desde sua concepção durante o governo de transição até seu lançamento em março de 2023, com o objetivo de aprofundar o entendimento sobre as políticas governamentais e a formação de agenda em um governo historicamente identificado com o fortalecimento das políticas de transferência de renda no Brasil. Com base em entrevistas com profissionais-chave, incluindo coordenadores, gestores e especialistas diretamente envolvidos na reformulação, a pesquisa parte de uma pergunta central sobre os motivos e a abordagem da reformulação, adotando uma metodologia que identifica as razões para a inclusão do tema na agenda política. Para isso, realiza um estudo de caso que examina os atores envolvidos, as premissas, etapas e diretrizes que influenciaram a criação do novo programa de transferência de renda condicionada. A relevância da reformulação do Bolsa Família encontra-se intimamente ligada a um contexto de transformações políticas entre 2016 e 2022, período marcado por alterações significativas na estrutura do programa. As fontes utilizadas incluem relatórios de transição de governo e legislações anteriores e atuais. A análise dos materiais e entrevistas revelou não apenas os avanços alcançados, mas também as vulnerabilidades persistentes, como a necessidade de corrigir distorções na distribuição dos benefícios e de enfrentar os desafios fiscais que o programa ainda apresenta. Ademais, o trabalho evidencia que, além da reformulação em si, a continuidade e o aprimoramento das políticas de transferência de renda são essenciais para sua eficácia a longo prazo. Uma política que não estabelece mecanismos de atualização e expansão corre o risco de degradação ao longo do tempo, especialmente diante de pressões econômicas como a inflação. Assim, o estudo alerta para a necessidade de criar condições que assegurem o fortalecimento e a adaptabilidade contínua do Bolsa Família. Conclui-se que, mesmo com os avanços significativos, o Bolsa Família continua a enfrentar desafios que demandam atenção e aprimoramento para cumprir seu papel na redução da pobreza e da desigualdade no Brasil, mantendo-se como um tema central na agenda de políticas públicas.
Análise exploratória sobre o Programa Brasil Mais
(Ipea, 2024) Izycki, Luís Guilherme; Mauro Oddo Nogueira; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Luís Guilherme Izycki; Lassance, Antonio ; Claudio Roberto Amitrano; Mauro Oddo Nogueira
Esse estudo apresenta uma análise exploratória do Programa Brasil Mais, uma iniciativa governamental destinada a melhorar a produtividade das MPEs no Brasil. O estudo investiga o do programa, utilizando um estudo de caso focado no Distrito Federal. A pesquisa combina métodos qualitativos e quantitativos, incluindo análise documental, levantamento bibliográfico e entrevistas semiestruturadas com representantes de empresas que aderiram ao Programa e gestores públicos envolvidos na concepção e implementação do programa. O Programa Brasil Mais foi lançado pelo Governo Federal como uma resposta às necessidades identificadas no setor produtivo, especialmente entre as MPEs, que representam uma parte significativa da economia brasileira, mas enfrentam desafios consideráveis em termos de competitividade e inovação. O Programa busca capacitar essas empresas por meio da introdução de metodologias de gestão eficiente e tecnologias de ponta, promovendo a melhoria contínua e a transformação digital. O Programa é considerado uma política pública estratégica por sua capacidade de gerar impactos positivos e sustentáveis, contribuindo para a modernização das empresas e o aumento de sua produtividade. Ao proporcionar consultorias especializadas e acesso facilitado a tecnologias, o Programa Brasil Mais se posiciona como um catalisador para o crescimento e a sustentabilidade das MPEs, especialmente em um cenário econômico desafiador. As considerações finais destacam o caráter estratégico do programa como uma política de Estado, que se manteve relevante mesmo diante de mudanças políticas. O estudo sugere que o sucesso do Programa Brasil Mais reside na sua capacidade de adaptação e na inclusão de setores além da indústria, promovendo um impacto positivo em diversos contextos empresariais. A pesquisa conclui que, para futuras expansões, é fundamental fortalecer o diálogo entre os gestores e as empresas participantes, além de aumentar a transparência e a acessibilidade das informações sobre o programa.
O Modelo de pagamento por desempenho na atenção primária à saúde brasileira : possíveis explicações para a perda de recursos financeiros por municípios populosos e de baixa receita per capita
(Ipea, 2024) Arbach, Marcio Neves; Daniel Pitangueira de Avelino; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Marcio Neves Arbach; Daniel Pitangueira de Avelino; Lassance, Antonio ; Claudio Roberto Amitrano; Fernandes, Michelle
O financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) sempre ocupou o debate público e a agenda política brasileiros. Desde que o SUS é SUS, discutem-se formas de melhorar a alocação dos recursos públicos e de incrementá-los. O diagnóstico dominante (e correto) é a existência de subfinanciamento. Essa constatação impõe desafios aos formuladores da política pública de saúde. As necessidades do país aumentam, enquanto os recursos públicos tornam-se escassos. É consenso na literatura especializada que a atenção primária é capaz de atender 80% das necessidades de um indivíduo ao longo de sua vida. O Programa Previne Brasil (PPB), criado em 2019, estabeleceu uma nova forma de financiar o custeio da atenção primária à saúde. Um dos pilares do PPB é a remuneração dos municípios, responsáveis pelo planejamento e pela oferta de ações e serviços de saúde básica, por desempenho. O paradigma de pagamento por desempenho, combinado com o componente de capitação ponderada do Programa, causou mudanças importantes na distribuição dos recursos destinados à atenção primária entre os municípios brasileiros. Municípios urbanos, com contingente populacional elevado e baixa receita per capita, foram os que mais tiveram prejuízos. Este trabalho, de natureza descritiva, tem o intuito de avaliar a implementação do Programa e, assim, investigar as principais causas que levaram esse grupo específico de municípios a perder, relativamente, mais recursos.
Programa Fragatas Classe Tamandaré e os benefícios econômicos gerados no Município de Itajaí-SC
(Ipea, 2024) Gonçalves, Rodrigo Mellos; Santos, Claudio Hamilton dos; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Rodrigo Mellos Gonçalves; Cavalcanti, Marco Antônio Freitas de Hollanda; Claudio Roberto Amitrano; Cavalcanti, Marco Antonio Freitas de Hollanda; Santos, Claudio Hamilton dos; Santos, Claudio Hamilton Matos dos
O Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), da Marinha do Brasil, visa modernizar a Esquadra brasileira com a construção de quatro Fragatas modernas no País, com investimentos de cerca de R$ 13 bilhões. Além de fortalecer a Defesa Naval, o Programa busca revitalizar a indústria naval brasileira e gerar benefícios econômicos significativos, especialmente no município de Itajaí-SC, onde o projeto é desenvolvido. A pesquisa sobre o PFCT analisa tanto sua execução quanto os impactos econômicos locais, utilizando variáveis de finanças públicas municipais para medir os efeitos na atividade econômica de Itajaí-SC. Por meio de uma abordagem econométrica utiliza modelo de espaço-estado para avaliar a relação causal entre o início do desenvolvimento do Programa e a atividade econômica do município, com base no estudo de Harvey e Durbin (1986). A análise qualitativa detalha o desenvolvimento do programa, enquanto a quantitativa investiga como ele influenciou a atividade economia local, oferecendo insights para estudos na área de Defesa e Economia.
Políticas de fomento a aglomerações territoriais de empresas de tecnologia de informação e comunicação (TIC) como instrumento de desenvolvimento regional
(Ipea, 2021) Silva, André Rafael Costa e; Aristides Monteiro Neto; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; André Rafael Costa e Silva; Claudio Roberto Amitrano; Coêlho, Vitarque Lucas Paes; Audy, Jorge Luis Nicolas; Aristides Monteiro Neto
Trata-se de pesquisa exploratória para avaliar em que medidas as políticas de fomento a aglomerações territoriais de empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC) podem contribuir com o desenvolvimento regional brasileiro. É exploratória: (a) porque o tema aparenta estar se complexificando à medida que as inovações digitais se tornam mais frequentes, acelerando rupturas em indústrias e relações sociais estabelecidas; (b) porque há dúvidas sobre os referencias teóricos pertinentes para empreender esse tipo de análise, bem como sobre o tipo de política a ser adotada e seus impactos; e (c) porque um dos objetivos da pesquisa foi buscar reunir subsídios (inclusive percepções de atores relevantes) para aprimorar uma das estratégias atuais da Política Nacional de Desenvolvimento Regional, que é a iniciativa Rota da TIC. Como resultados, aponta se: (a) que a combinação das literaturas de mudança estrutural, economias de aglomeração, sistemas regionais de inovação, clusters/arranjos produtivos locais, ecossistemas empreendedores, políticas públicas baseada no território geram um referencial teórico útil para investigar o objeto da pesquisa; (b) que as políticas de fomento a aglomerações de empresas de TIC são altamente relevantes para o desenvolvimento regional; e (c) que a iniciativa da Rota da TIC precisa ser reformulada, incorporando mais instrumentos de fomento, dentro de uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento.
