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Instabilidade política, mudanças estruturais e estagnação econômica (1891-2022) : o fracasso do progresso

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Abstract

Analisa, em perspectiva histórica de longa duração, as relações entre instabilidade política, mudanças estruturais e desempenho econômico no Brasil entre 1891 e 2022, destacando os impactos dessas transformações sobre a estrutura produtiva, ocupacional e social. A autora examina três grandes períodos da economia brasileira — a industrialização inicial, o processo de substituição de importações e a fase de estagnação iniciada nos anos 1980 — enfatizando o papel do setor de serviços, a desindustrialização, a financeirização, a expansão da informalidade e a precarização do trabalho. O estudo argumenta que a perda de dinamismo econômico, associada à adoção de políticas neoliberais, à crescente desigualdade e à redução das classes médias, contribuiu para mudanças profundas na organização social e política do país, afetando a democracia, a representação política e as perspectivas de desenvolvimento nacional.

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CACCIAMALI, Maria Cristina. Instabilidade política, mudanças estruturais e estagnação econômica (1891-2022): o fracasso do progresso. In: VIANA, André Rego (org.). Mudança social e dinâmica econômica no setor de serviços no Brasil no século XXI. Brasília: Ipea, 2026. p. 17-65. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/978-65-5635-101-8/cap1.

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Mudança social e dinâmica econômica no setor de serviços no Brasil no século XXI
(Ipea, 2026-07) Viana, André Rego; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; André Rego Viana
O texto introduz uma reflexão crítica sobre o desenvolvimento brasileiro, questionando a visão idealizada que associa progresso à convergência com os países centrais do capitalismo. Com base em autores clássicos do pensamento desenvolvimentista latino-americano, a obra analisa o papel do setor de serviços na dinâmica econômica e social do Brasil, destacando sua crescente heterogeneidade e sua limitada capacidade de impulsionar o crescimento econômico. Reconstrói historicamente a importância dos serviços desde o período colonial, sua articulação com a industrialização e a formação da classe média urbana, e examina as transformações ocorridas após a desaceleração econômica e a desindustrialização do país. O livro enfatiza a expansão de formas precárias de trabalho, como a informalidade, o trabalho autônomo, a pejotização e a terceirização, bem como a persistência de elevada concentração de renda e vulnerabilidade social entre os trabalhadores do setor. Por fim, aponta os desafios para a formulação de políticas públicas diante das mudanças no mercado de trabalho e apresenta uma análise histórica, empírica e ensaística das transformações recentes da sociedade brasileira e do capitalismo contemporâneo.

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