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O Brics e a agenda de desdolarização : avanços e desafios na presidência do Brasil

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Titulo alternativo

The Brics and the de-dollarization agenda : advances and challenges under the brazilian presidency, Los Brics y la agenda de desdolarización : avances y desafíos bajo la presidencia brasileña

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Resumo

O BRICS tem buscado ativamente uma agenda de desdolarização e reforma do sistema monetário e financeiro internacional (SMFI), visando reduzir a dependência do dólar norte-americano e estabelecer sistemas alternativos de pagamento e liquidação. Nesse contexto, este artigo investiga os caminhos e desafios para o avanço da construção de sistemas alternativos aos liderados pelas potências ocidentais e para a discussão de uma possível moeda comum do BRICS. A pesquisa contextualiza-se nas tensões geoeconômicas globais e na crescente contestação da dominância do dólar, particularmente durante a presidência do Brasil no BRICS em 2025. Conclui-se que a abordagem do país tem sido equilibrada, buscando expandir sua autonomia estratégica enquanto atua em equilíbrio entre dois polos de poder antagônicos, a saber: a China e os Estados Unidos. Ainda que o BRICS tenha gradualmente construído uma arquitetura alternativa por meio de uma combinação de arranjos monetários locais, o grupo enfrenta desafios devido à complexidade da coordenação de sistemas financeiros distintos, limitações institucionais e pressões geopolíticas. Conclui-se que, nos curto e médio prazos, a prioridade estratégica do BRICS – especialmente a do Brasil em 2025 – concentrou-se no aprofundamento de estudos sobre pagamentos em moedas locais, sem prever a criação imediata de uma moeda comum, representando uma inflexão pragmática em relação à cúpula russa de 2024. O uso de moedas alternativas, como o renminbi chinês, acompanha a tendência de multipolarização monetária e integra a estratégia de internacionalização da China, mas permanece distante da relevância do dólar no uso entre os países do BRICS.

Resumo traduzido

The BRICS group has been actively pursuing an agenda of de-dollarization and reform of the international monetary and financial system (IMFS) in recent years, aiming to reduce dependence on the US dollar and establish alternative payment and settlement systems. This article examines the pathways and challenges in advancing mechanisms outside the control of Western powers, as well as the debate over a potential BRICS common currency. The analysis is situated within global geoeconomic tensions and the growing contestation of dollar dominance, with particular attention to Brazil’s presidency of the BRICS in 2025. Findings indicate that Brazil has adopted a balanced approach, seeking to expand its strategic autonomy while navigating between two opposing poles of power: China and the United States. Although the BRICS have gradually built an alternative financial architecture through a combination of local currency arrangements, the bloc faces significant obstacles due the complexity of coordinating diverse financial systems, institutional limitations, and geopolitical pressures. In the short and medium term, the strategic priority of the BRICS – and especially of Brazil in 2025 – focused on deepening studies on local currency payments, without envisioning the immediate creation of a common currency, marking a pragmatic shift from the Russian summit in 2024. Finally, the use of alternative currencies, such as the Chinese renminbi, aligns with the trend toward monetary multipolarity and is part of China’s broader internationalization strategy, yet remains far from matching the dollar’s centrality in intra-BRICS transactions.
Los BRICS han impulsado una agenda de desdolarización y reforma del sistema monetario y f inanciero internacional (SMFI), con el objetivo de reducir la dependencia del dólar estadounidense y establecer sistemas alternativos de pago y liquidación. Este artículo analiza las vías y desafíos para avanzar en la construcción de mecanismos alternativos a los liderados por las potencias occidentales, así como el debate sobre una posible moneda común del BRICS. La investigación se enmarca en un contexto de crecientes tensiones geoeconómicas globales y de contestación de la hegemonía del dólar, con especial atención a la presidencia de Brasil en 2025. Se concluye que Brasil ha adoptado una postura equilibrada, orientada a ampliar su autonomía estratégica mientras mantiene un delicado balance entre dos polos de poder antagónicos: China y Estados Unidos. Aunque el bloque ha desarrollado gradualmente una arquitectura financiera alternativa mediante arreglos monetarios locales, enfrenta obstáculos significativos derivados de la complejidad de coordinar sistemas financieros diversos, de las limitaciones institucionales y de presiones geopolíticas. En el corto y mediano plazos, la prioridad estratégica de los BRICS – y en particular de Brasil en 2025 – se centró en profundizar los estudios sobre pagos en monedas locales, sin prever la creación inmediata de una moneda común, lo que representa una inflexión pragmática respecto a la cumbre rusa de 2024. El uso de monedas alternativas, como el renminbi chino, sigue la tendencia hacia una multipolarización monetaria e integra la estrategia de internacionalización de China, aunque aún lejos de la relevancia del dólar en las transacciones intra-BRICS.

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Palavras-chave traduzidas

De-dollarization, BRICS, International monetary and financial system, BRICS currency

JEL

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THAÍS, Araripe; PERUFFO, Luiza; CUNHA, André Moreira. O Brics e a agenda de desdolarização : avanços e desafios na presidência do Brasil. Revista Tempo do Mundo. Rio de Janeiro, n. 38, p. 286-319, ago. 2025. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/rtm38art10.

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