Publicação: Modelos de governança de IA no Brics : soberania digital e os limites da cooperação
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AI Governance models in Brics : digital sovereignty and the limits of cooperation, Modelos de gobernanza de IA en los Brics : soberanía digital y los límites de la cooperación
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Resumo
Este artigo analisa a divergência nos modelos de governança de inteligência artificial (IA) no âmbito do BRICS, focando o Brasil, a China e a Índia. A pesquisa parte da seguinte questão: de que maneira a dinâmica interna do BRICS em IA representa sua identidade como ator na ordem tecnológica global? Argumenta-se que a divergência regulatória não é uma falha de coordenação, mas uma resposta estratégica e racional às profundas assimetrias nas capacidades estatais e às distintas posições geopolíticas de cada membro. Por meio de uma análise comparativa, o estudo identifica e detalha três arquétipos de governança: o modelo mimético-principiológico do Brasil, que emula o marco da União Europeia para obter legitimidade; o modelo estatista-controlador da China, que instrumentaliza a IA para segurança nacional e estabilidade social; e o modelo desenvolvimentista-infraestrutural da Índia, voltado para a construção de uma infraestrutura pública digital como alavanca para o crescimento econômico. A análise conclui que, embora uma harmonização regulatória no BRICS seja inviável, a força do bloco reside paradoxalmente em sua diversidade, ao legitimar múltiplos modelos de soberania digital do Sul global. Por fim, discute as implicações para a presidência brasileira do BRICS em 2025.
Resumo traduzido
This article analyzes the divergence in artificial intelligence (AI) governance models within the BRICS framework, focusing on Brazil, China, and India. The research addresses the following question: how does the internal AI dynamic within BRICS represents its identity as an actor in the global technological order? It is argued that regulatory divergence is not a coordination failure, but a rational and strategic response to the profound asymmetries in state capacities and the distinct geopolitical positions of each member. Through a comparative analysis, the study identifies and details three governance archetypes: Brazil’s mimetic-principled model, which emulates the European Union’s framework to gain legitimacy; China’s statist-controller model, which instrumentalizes AI for national security and social stability; and India’s developmentalist-infrastructural model, focused on building public digital infrastructure to leverage economic growth. The analysis concludes that while regulatory harmonization within BRICS is unfeasible, the bloc’s strength paradoxically lies in its diversity, as it legitimizes multiple models of digital sovereignty from the global South. Finally, it discusses the implications for the Brazilian 2025 BRICS presidency.
Este artículo analiza la divergencia en los modelos de gobernanza de inteligencia artificial (IA) en el ámbito de los BRICS, centrándose en Brasil, China e India. La investigación parte de la siguiente pregunta: ¿de qué manera la dinámica interna de los BRICS en IA representa su identidad como actor en el orden tecnológico global? Se argumenta que la divergencia regulatoria no es un fallo de coordinación, sino una respuesta estratégica y racional a las profundas asimetrías en las capacidades estatales y a las distintas posiciones geopolíticas de cada miembro. A través de un análisis comparativo, el estudio identifica y detalla tres arquetipos de gobernanza: el modelo mimético-principiológico de Brasil, que emula el marco de la Unión Europea para obtener legitimidad; el modelo estatista-controlador de China, que instrumentaliza la IA para la seguridad nacional y la estabilidad social; y el modelo desarrollista-infraestructural de India, enfocado en la construcción de una infraestructura pública digital como palanca para el crecimiento económico. El análisis concluye que, aunque una armonización regulatoria en los BRICS es inviable, la fortaleza del bloque reside paradójicamente en su diversidad, al legitimar múltiples modelos de soberanía digital del Sur global. Finalmente, se discuten las implicaciones para la presidencia brasileña de los BRICS en 2025.
Este artículo analiza la divergencia en los modelos de gobernanza de inteligencia artificial (IA) en el ámbito de los BRICS, centrándose en Brasil, China e India. La investigación parte de la siguiente pregunta: ¿de qué manera la dinámica interna de los BRICS en IA representa su identidad como actor en el orden tecnológico global? Se argumenta que la divergencia regulatoria no es un fallo de coordinación, sino una respuesta estratégica y racional a las profundas asimetrías en las capacidades estatales y a las distintas posiciones geopolíticas de cada miembro. A través de un análisis comparativo, el estudio identifica y detalla tres arquetipos de gobernanza: el modelo mimético-principiológico de Brasil, que emula el marco de la Unión Europea para obtener legitimidad; el modelo estatista-controlador de China, que instrumentaliza la IA para la seguridad nacional y la estabilidad social; y el modelo desarrollista-infraestructural de India, enfocado en la construcción de una infraestructura pública digital como palanca para el crecimiento económico. El análisis concluye que, aunque una armonización regulatoria en los BRICS es inviable, la fortaleza del bloque reside paradójicamente en su diversidad, al legitimar múltiples modelos de soberanía digital del Sur global. Finalmente, se discuten las implicaciones para la presidencia brasileña de los BRICS en 2025.
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Artificial intelligence, BRICS, Governance, Digital sovereignty, Techno-nationalism.
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FELISBERTO, Rômulo Fachetti. Modelos de governança de IA no Brics: soberania digital e os limites da cooperação. Revista Tempo do Mundo. Rio de Janeiro, n. 38, p. 471-502, ago. 2025. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/rtm38art16.
