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Agências reguladoras independentes ? Análise das trajetórias de carreira dos reguladores federais brasileiros

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Abstract

O texto analisa a criação das agências reguladoras independentes (ARIs) no Brasil a partir da reforma regulatória dos anos 1990, motivada pela necessidade de credibilidade em contratos de longo prazo, pela transferência de decisões sensíveis para órgãos técnicos, pela valorização da expertise profissional e pela pressão de organismos internacionais. As ARIs foram difundidas em setores de infraestrutura e sociais, mas sua autonomia depende de dois fatores: independência frente a influências políticas e capacidade técnica para decisões competentes, evitando a captura por interesses específicos. O capítulo apresenta resultados de pesquisa de campo sobre especialização, perícia e riscos de captura dos reguladores federais, comparando-os com estudos nacionais e internacionais, além de discutir limites da autonomia e possíveis melhorias na escolha dos dirigentes para reduzir vulnerabilidades sem comprometer a legitimidade do processo decisório.

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PECI, Alketa; VIEIRA, Alexandre Sérgio Alves. Agências reguladoras independentes? Análise das trajetórias de carreira dos reguladores federais brasileiros. In: DE NEGRI, João Alberto; ARAÚJO, Bruno César; BACELETTE, Ricardo (Org.). Desafios da nação: artigos de apoio. Brasília, DF: Ipea, 2018. v. 2. p. 539-557. Disponível em:

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Desafios da nação : artigos de apoio : volume 2
(Ipea, 2018) De Negri, João Alberto ; Araújo, Bruno César Pino Oliveira de ; Bacelette, Ricardo ; João Alberto De Negri; Bruno César Pino Oliveira de Araújo; Ricardo Bacelette
O Desafios da Nação, oferece ao governo federal e à sociedade, por meio de várias recomendações de políticas públicas e melhores práticas, uma estratégia de desenvolvimento que identifica e analisa alternativas para superação dos principais gargalos da economia brasileira, a fim de que se atinja a meta de dobrar a renda por habitante, com redução da desigualdade social, de forma sustentável, com inclusão social e com redução das desigualdades regionais e da melhoria das condições de vida da sociedade brasileira.

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