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Matar e morrer no Amapá : letalidade policial, sensos de justiça e regimes de desumanização

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Abstract

Neste artigo, apresentamos os dados e as interpretações de pesquisas etnográficas realizadas nos últimos quatro anos por membros do Laboratório de Estudos Etnográficos e Antropologia do Direito (Laet) da Universidade Federal do Amapá (Unifap) acerca do discurso policial, no que se refere a sua própria letalidade, assim como as reações registradas pelos seus apoiadores nos perfis do Devotos do Bope-AP em redes sociais. Sugerimos que os usos recorrentes de determinadas categorias êmicas – troca de tiros, pessoa de bem/trabalhador e bandido/criminoso – para retratar e exaltar a letalidade policial expressam sensos de justiça e de direitos ancorados em uma visão de mundo hierarquizada, onde o direito à vida é compreendido como um privilégio de determinados tipos morais e onde o extermínio de alguns não é apenas tolerado, mas demandado.

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Citation

CARDOSO, Marcus; LEMOS, Carolina Barreto; BARRIGA, Vinícius; FIGUEIREDO, Jade; ROCHA, Juliana. Matar e morrer no Amapá: letalidade policial, sensos de justiça e regimes de desumanização. Boletim de Análise Político-Institucional : dinâmicas da violência na região norte. Brasília, DF: Ipea, n. 36, p. 141-151, jan. 2024. ISSN 2237-6208. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/bapi36art11

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