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Ascensão e queda da desigualdade de renda no Brasil : uma atualização para 2005

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Resumo

Analisa a evolução da desigualdade de renda no Brasil entre 1981 e 2005 utilizando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), destacando três períodos distintos: o aumento contínuo da desigualdade durante os anos 1980, a forte volatilidade entre 1989 e 1993 e a queda persistente observada entre 1993 e 2005, com aceleração expressiva entre 2001 e 2005. Por meio de decomposições estáticas e dinâmicas, os autores identificam os principais fatores associados a essas mudanças, como inflação elevada, retornos crescentes e posteriormente decrescentes da educação, convergência entre rendas urbanas e rurais e expansão das transferências governamentais. O estudo também avalia a relação entre desigualdade e variáveis macroeconômicas, especialmente a inflação, que se mostrou fortemente correlacionada à concentração de renda no período de hiperinflação. O capítulo conclui destacando a importância de fatores estruturais — educacionais, territoriais, demográficos e institucionais — na trajetória da desigualdade e indica caminhos para pesquisas futuras.

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JEL

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FERREIRA, Francisco H. G. et al. Ascensão e queda da desigualdade de renda no Brasil: uma atualização para 2005. In: BARROS, Ricardo Paes de; FOGUEL, Miguel Nathan; ULYSSEA, Gabriel (org.). Desigualdade de renda no Brasil: uma análise da queda recente. Brasília: Ipea, 2006. v. 1, p. 359‑378. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20017

Aviso

Notas

Versão atualizada, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2005, do artigo "Ascensão e queda da desigualdade de renda no Brasil", publicado na revista Econômica, em junho de 2006.

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Livro
Desigualdade de renda no Brasil : uma análise da queda recente : volume 1
(Ipea, 2006) Barros, Ricardo Paes de ; Foguel, Miguel Nathan ; Ulyssea, Gabriel ; Ricardo Paes de Barros; Miguel Nathan Foguel; Gabriel Ulyssea
Reúne estudos voltados para estimar a magnitude da queda recente na desigualdade e suas consequências sobre as condições de vida da população mais pobre; e aqueles cujo objetivo é identificar os principais fatores determinantes por trás desse movimento. Analisa, em detalhes, as transformações por que passaram os diversos tipos de transferências governamentais, principalmente as pensões e as aposentadorias, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Programa Bolsa Família (PBF). Trata dos fatores responsáveis pelas transformações na distribuição dos rendimentos do trabalho. Avalia o papel da educação e da experiência potencial dos trabalhadores no mercado de trabalho para a redução da desigualdade de renda. Trata do mercado de trabalho como gerador de desigualdade. A análise é centrada nos papéis desempenhados pela discriminação de gênero e de cor, bem como por três tipos de segmentação: setorial, formal-informal e espacial. Aborda os efeitos do salário mínimo sobre a desigualdade de renda por meio das remunerações pagas no mercado de trabalho, assim como das transferências governamentais a ele vinculadas, visando contribuir para o aprimoramento das políticas públicas e, dessa forma, acelerar o processo de redução da extrema desigualdade de renda que ainda prevalece no País.

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