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The Quiet central bank diplomacy at the Bank for International Settlements (BIS) : who gets voice and vote?

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A Discreta diplomacia dos bancos centrais no Banco de Compensações Internacionais (BIS) : quem tem voz e voto ?, La Discreta diplomacia de bancos centrales en el Banco de Pagos Internacionales (BPI) : ¿quién tiene voz y voto?

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Resumo

O artigo avalia, a partir de perspectiva diplomática e do ponto de vista dos interesses brasileiros, o modus operandi do Banco de Compensações Internacionais (BIS). As atividades bancárias da instituição, relativamente secundárias, contribuem para a missão primordial do organismo de promover a cooperação entre bancos centrais. O texto examina os métodos de trabalho do BIS e, por meio de revisão histórica e analítica, identifica fatores que explicam a persistência da instituição ao longo de nove décadas como foro privilegiado de encontro e diálogo entre banqueiros centrais. O BIS enfrenta o desafio de equilibrar, por um lado, o sigilo que adota nas tratativas e, por outro, requisitos contemporâneos de maior transparência e legitimidade. Desde os anos 1990, houve significativa expansão geográfica da instituição, mas o peso europeu permanece desproporcional. Por meio de investigação minuciosa, foi elaborado quadro que revela a composição acionária do BIS, que não é divulgada pela entidade e continua anacronicamente concentrada nos membros fundadores. São descritas as variadas geometrias das reuniões de banqueiros centrais promovidas regularmente em Basileia e avaliadas a representatividade e a distribuição de poder nas instâncias decisórias do organismo. Recentes transformações na governança do BIS, particularmente na composição do Conselho Diretor e da Administração, embora relevantes, podem ser consideradas insuficientes. O texto relata brevemente a participação do Brasil e conclui com a defesa do continuado engajamento brasileiro, com vistas a reforçar o papel do BIS nesse momento em que surgem novos desafios relacionados à inovação tecnológica e à pandemia do novo coronavírus.

Resumo traduzido

This paper assesses, from a diplomatic perspective and the point of view of Brazilian interests, the modus operandi of the Bank for International Settlements (BIS). The organization’s banking activities are relatively secondary but contribute to its main goal of promoting central bank cooperation. Through historical inquiry and analytical review, the text examines the working methods of the BIS and identifies factors that explain its resilience for the last nine decades as a prime venue for contact and dialogue between central bankers. The BIS faces the challenge of balancing its traditional secrecy with contemporary requirements for greater transparency and legitimacy. Since the 1990s, the institution has significantly broadened its geographic reach, but the European weight is still disproportionate. Based on a thorough investigation, the article presents the shareholding structure of the BIS, which is not disclosed by the bank and remains anachronistically concentrated in the hands of its founders. In addition to discussing the varied formats of central bankers’ meetings held regularly in Basel, the paper evaluates the representativeness of the organization’s decision-making bodies and the power structure within them. Recent changes in the governance of the BIS, particularly in the composition of its Board of Directors and Management, although relevant, may be considered insufficient. The final section briefly describes Brazil’s participation in the BIS and argues for sustained Brazilian engagement to reinforce the institution’s role as it faces new challenges posed by technological innovation and, more recently, by the Covid-19 pandemic.

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PINTO, Davi Augusto Oliveira. The Quiet central bank diplomacy at the Bank for International Settlements (BIS): who gets voice and vote? Revista Tempo do Mundo, Brasília, n. 23, p. 345-377, dez. 2020. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/rtm23art12

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