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Elementos teóricos e conceituais para a fundamentação de políticas de inovação tecnológica em economias atrasadas

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Países atrasados
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2000-2008

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Texto para Discussão (TD) 1490: Elementos teóricos e conceituais para a fundamentação de políticas de inovação tecnológica em economias atrasadas

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Speaker / Moderator / Discussant

Abstract

A teoria do desenvolvimento econômico (TDE) clássica, devida, entre outros, a Rostow, Lewis, Gerschenkron e Hirschman, entendia que o catching up de países atrasados era problemático, mas contava com o suporte essencial da vantagem de seguidor (second mover). Em um balanço geral, a TDE afirmava que a desvantagem da especialização relativa em bens cuja produção é tomadora de tecnologia poderia ser compensada pelo aproveitamento da vantagem de seguidor, desde que o Estado fosse minimamente capaz de impor regras em prol deste aproveitamento. Os autores schumpeterianos mostraram que tal vantagem pode ser mais tênue ou mais efêmera que se supunha. Embora concordando que a capacidade produtivo-tecnológica é a chave para sair da retaguarda, a construção de capacitações tecnológicas estaria longe de ser um processo automático. Além disso, o esforço neoschumpeteriano de "abrir a caixa preta" das firmas aponta para a improbabilidade de superação de defasagens partindo de condições de elevado atraso relativo. Isto ocorreria porque o conhecimento tácito, interno às empresas e pouco imitável, é tanto imediatamente condição essencial da competitividade quanto fundamental para o aproveitamento da oferta externa de conhecimento, como o gerado pelas políticas de ciência e tecnologia. Admitindo que a competitividade tecnológica dos países atrasados é muito mais problemática que a TDE sugeria, este texto destaca que, de um lado, parte da aprendizagem tecnológica segue sendo função do processo de aprofundamento industrial. De outro lado, parte importante do avanço da tecnologia de base científica é altamente codificada e direcionada a aplicações empresariais, podendo ser acessada pelos países atrasados por meio de políticas públicas voltadas para a aprendizagem tecnológica.

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