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Use of evidence in policies and strategies for rural productive inclusion in Latin America

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Abstract

Este capítulo tem um objetivo duplo – um de natureza teórica e outro de natureza empírica. Sob o ângulo teórico, trata-se de mostrar que, para que o uso de evidências cumpra o seu propósito de informar o processo de tomada de decisão, é necessário responder a três perguntas interdependentes. Primeiro, é preciso perguntar: Evidências sobre o quê? Não se trata apenas de definir a área de uma intervenção ou política. O que se quer enfatizar com esta pergunta é que há diferentes maneiras de definir o problema sobre o qual se quer atuar. Usando a mesma denominação – por exemplo, inclusão produtiva rural –, pode-se delimitar as causas do problema em diferentes aspectos da realidade: a tecnologia disponível, o nível de capitalização, o acesso a mercados, as condições básicas de vida, mesclas destas várias dimensões. E isso exercerá um papel crucial na definição de quais evidências precisam ser consideradas. Em seguida, é preciso perguntar: evidências para quê? Isto é, há diferentes caminhos para atuar sobre o problema delineado. E cada caminho implica repertórios distintos de ações que também pedem, cada um deles, determinados tipos de evidência em seu suporte. Por exemplo, ações multidimensionais pedem evidências acerca das interdependências entre as áreas mobilizadas e não somente sobre o objeto de cada uma delas, enquanto ações de tipo top-down e unidimensionais tendem a exigir somente evidências sobre o monitoramento de sua implementação. Assim, é apenas depois de explorar essas duas perguntas, e em função das escolhas que elas obrigam fazer, é que poderíamos procurar responder à questão: que evidências mobilizar?

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This chapter has a dual objective – one theoretical in nature and the other empirical in nature. From a theoretical angle, it aims to show that, for the use of evidence to fulfill its purpose of informing the decision-making process, it is necessary to answer three interdependent questions. First, we need to ask: Evidence for what? It is not just about defining the area of ​​an intervention or policy. What we want to emphasize with this question is that there are different ways of defining the problem you want to act on. Using the same denomination – for example, rural productive inclusion –, one can delimit the causes of the problem in different aspects of reality: available technology, level of capitalization, access to markets, basic living conditions, mixtures of these various dimensions. And this will play a crucial role in defining what evidence needs to be considered. Next, we need to ask: evidence for what? That is, there are different ways to act on the problem outlined. And each path implies distinct repertoires of actions that also require, each of them, certain types of evidence in support. For example, multidimensional actions require evidence about the interdependencies between the mobilized areas and not just the object of each of them, while top-down and unidimensional actions tend to only require evidence about the monitoring of their implementation. Thus, it is only after exploring these two questions, and depending on the choices they force us to make, that we could seek to answer the question: what evidence to mobilize?

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VAHDAT, Vahíd Shaikhzadeh; FAVARETO, Arilson; FAVARÃO, Cesar. Use of evidence in policies and strategies for rural productive inclusion in Latin America. In: KOGA, Natália Massaco (Org.). Public policy and use of evidence in Brazil : concepts, methods, contexts and practices. Brasília, DF: Ipea, 2024. p. 273-295. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/978-65-5635-070-7/chapter24

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Public policy and use of evidence in Brazil : concepts, methods, contexts and practices
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2024-06) Koga, Natália Massaco ; Palotti, Pedro Lucas de Moura ; Mello, Janine ; Pinheiro, Maurício Mota Saboya
O uso de evidências como subsídio à atuação governamental não é tema novo no debate sobre a produção e legitimação da ação do Estado. Nas últimas décadas, no entanto, o movimento das políticas públicas baseadas em evidências (PPBEs) tem intensificado a defesa de que mais e melhores evidências sejam produzidas como instrumentos capazes de orientar a produção de políticas públicas.Esta publicação almejou ilustrar essa multiplicidade de recursos para produção de inferências com contribuições que mobilizam tanto estudos qualitativos como quantitativos ou mistos, além de experimentais. Ao longo da publicação, cada capítulo adota métodos distintos, como é de se esperar a partir dos variados objetos de análise.

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