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Panorama da cooperação federativa e das capacidades estatais para a gestão ambiental no Sistema Nacional do Meio Ambiente

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Resumo

O capítulo analisa a cooperação federativa e as capacidades estatais necessárias à gestão ambiental no âmbito do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama). Examina as competências da União, dos estados e dos municípios, destacando a importância da atuação integrada para a implementação da Política Nacional do Meio Ambiente. Com base em análise bibliográfica, documental e em dados do IBGE, identifica desigualdades institucionais, administrativas, técnicas e financeiras entre os entes federativos. Os municípios apresentam fragilidades mais acentuadas, especialmente quanto à disponibilidade de recursos orçamentários, infraestrutura, pessoal qualificado e instrumentos de gestão. O texto também aborda os mecanismos legais de cooperação, como consórcios públicos, convênios e comissões tripartites, apontando limitações na articulação entre os governos. Destaca a necessidade de integrar a política ambiental ao planejamento territorial e às demais políticas públicas, considerando as especificidades regionais, os biomas e as bacias hidrográficas. Conclui que o fortalecimento do Sisnama depende de maior coordenação federativa, ampliação do financiamento, capacitação técnica e aprimoramento das estruturas institucionais, visando à efetividade da política ambiental brasileira.

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MOURA, Adriana Maria Magalhães de et al. Panorama da cooperação federativa e das capacidades estatais para a gestão ambiental no Sistema Nacional do Meio Ambiente. In: MONTEIRO NETO, Aristides et al. (org.). Políticas públicas em perspectiva territorial. Brasília: Ipea, 2026. v. 1: Institucionalidades e instrumentos: heranças recebidas, passos adiante. p. 187-216. DOI: https://doi.org/10.38116/978-65-5635-112-4/cap8

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