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Corredores bioceânicos e agronegócio : o caso do algodão brasileiro

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Resumo

O objetivo deste capítulo é realizar uma análise integrada de três elementos: i) os aspectos geográficos da expansão agrícola brasileira e sua possível extensão para os países vizinhos; ii) o planejamento da infraestrutura regional na América do Sul; e iii) as características específicas do setor de algodão em relação à produção, logística e mercado internacional. Partimos da premissa de que o algodão possui todas as condições para liderar o aumento do fluxo de produtos do agronegócio brasileiro em larga escala, utilizando portos no Chile e no Peru para alcançar os mercados da Ásia-Pacífico através da travessia dos Andes. Este estudo está dividido em mais cinco seções, além desta introdução e das considerações finais. A próxima seção discute os corredores bioceânicos e a nova dinâmica agrícola no Brasil. A terceira seção aborda a importância da fibra natural como um fator de estabilidade econômica para algumas nações. Na quarta seção, analisamos a mudança na composição das exportações e a inserção internacional do algodão e têxteis brasileiros. A quinta seção examina a distribuição geográfica da produção de algodão no Brasil, com destaque para Mato Grosso e o oeste da Bahia. Por fim, a sexta seção discute os desafios logísticos e as oportunidades de escoamento do algodão através dos corredores bioceânicos e terminais portuários do Pacífico.

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BARROS, Pedro Silva; BERTOLINI, Andréa Curiacos; SOUSA, Alexandre Gervásio de; CARNEIRO, Helitton Christoffer. Corredores bioceânicos e agronegócio : o caso do algodão brasileiro. In: VIEIRA FILHO, José Eustáquio Ribeiro; GASQUES. José Garcia (Org.). Agropecuária brasileira: evolução, resiliência e oportunidades. Rio de Janeiro: Ipea, 2023. p. 175-192. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/9786556350530cap8

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Agropecuária brasileira : evolução, resiliência e oportunidades
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2023-07) Vieira Filho, José Eustáquio Ribeiro ; Gasques, José Garcia
Apresenta os avanços setoriais e das políticas públicas que apoiaram o desenvolvimento do setor agropecuário no Brasil, mas, também, mostra que ainda há muitos desafios a serem superados e vários espaços para atuação do Estado. Avançar no desenvolvimento nacional significa pensar as políticas voltadas ao setor primário e à ampliação dos investimentos em serviços e produção industrial de maior valor agregado. Essas políticas devem associar o desenvolvimento produtivo à inclusão social, à segurança alimentar e à sustentabilidade ambiental.

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