Pesquisador: Santos, Claudio Hamilton dos
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Programa Fragatas Classe Tamandaré e os benefícios econômicos gerados no Município de Itajaí-SC
(Ipea, 2024) Gonçalves, Rodrigo Mellos; Santos, Claudio Hamilton dos; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Rodrigo Mellos Gonçalves; Cavalcanti, Marco Antônio Freitas de Hollanda; Claudio Roberto Amitrano; Cavalcanti, Marco Antonio Freitas de Hollanda; Santos, Claudio Hamilton dos; Santos, Claudio Hamilton Matos dos
O Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), da Marinha do Brasil, visa modernizar a Esquadra brasileira com a construção de quatro Fragatas modernas no País, com investimentos de cerca de R$ 13 bilhões. Além de fortalecer a Defesa Naval, o Programa busca revitalizar a indústria naval brasileira e gerar benefícios econômicos significativos, especialmente no município de Itajaí-SC, onde o projeto é desenvolvido. A pesquisa sobre o PFCT analisa tanto sua execução quanto os impactos econômicos locais, utilizando variáveis de finanças públicas municipais para medir os efeitos na atividade econômica de Itajaí-SC. Por meio de uma abordagem econométrica utiliza modelo de espaço-estado para avaliar a relação causal entre o início do desenvolvimento do Programa e a atividade econômica do município, com base no estudo de Harvey e Durbin (1986). A análise qualitativa detalha o desenvolvimento do programa, enquanto a quantitativa investiga como ele influenciou a atividade economia local, oferecendo insights para estudos na área de Defesa e Economia.
Empresas estatais federais e o relacionamento financeiro com a União, entre 2010 e 2020
(Ipea, 2021) Santos, Douglas Marcelino dos; Santos, Claudio Hamilton dos; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Douglas Marcelino dos Santos; Pellegrini, Josué Alfredo; Cavalcanti, Marco Antônio Freitas de Hollanda; Santos, Claudio Hamilton dos
Em tempos de déficits fiscais recorrentes é natural que as discussões sobre as estatais federais se tornem cada vez mais presentes. O país possui mais de uma centena dessas companhias. A União detém o controle societário direto de 47 empresas - considerando a Ceitec (em liquidação) - e de 112 empresas, de forma indireta. Essas últimas, distribuídas como subsidiárias do BB, do BNDES, da Caixa, da Eletrobras e da Petrobras. Das controladas diretas, 19 dependem de subvenções do Tesouro Nacional para financiar suas despesas de pessoal e de custeio em geral. As outras 28 estatais diretas são classificadas como não dependentes de recursos para os fins citados. Porém, as não dependentes também foram beneficiadas, entre 2010 e 2020, com transferências de seu controlador; contudo para aumento de capital. As estatais também podem ser fontes de receitas para a União, seja por meio de remuneração do capital investido (dividendos/Juros sobre Capital Próprio) e no caso dos bancos federais, por pagamentos de juros e devoluções de principal acerca dos contratos de Instrumentos Híbridos (IHCD/IECP). Esses contratos foram usados para reforçar o capital desses bancos. Logo, se torna relevante estudar o peso financeiro das estatais federais sob controle direto para a União. A pesquisa realizada responde à seguinte questão: quanto teria sido, entre 2010 e 2020, o resultado do relacionamento financeiro entre a União e as suas empresas estatais de controle direto (receitas de capital com dividendos/JCP, remunerações e devoluções de IHCD/IECP subtraídas das despesas correntes com aportes de capitais e subvenções)? Para isso, foi necessário um trabalho de coleta e organização de dados. Esses dados não estavam disponíveis em um local único. Organizados os dados, elaborou-se um Painel (dashboard), como forma de subsidiar novos estudos envolvendo essas empresas. Dentre os principais achados, estão: (i) o BB, o BNDES, a CEF, a Eletrobras e a Petrobras apresentaram um resultado positivo no relacionamento financeiro com a União. Em termos agregados, as receitas de capital geradas ao controlador superaram as despesas com aportes de capital em aproximadamente R$ 173,5 bilhões no período 2010 – 2020; e (ii) as demais estatais federais apresentaram um relacionamento financeiro deficitário com a União, ou seja, cerca de R$ 229,3 bilhões negativos, no período. Nas próximas seções constam os detalhes da pesquisa realizada.
Municípios brasileiros de desempenho econômico extraordinário : caracterização e análise exploratória
(Ipea, 2021) Martins, Paulo Estevão Alvarenga; Santos, Claudio Hamilton dos; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Paulo Estevão Alvarenga Martins; Santos, Claudio Hamilton dos; Carlos Henrique Leite Corseuil; Souza, Pedro Herculano Guimarães Ferreira de
O presente trabalho propõe uma caracterização e análise exploratória dos municípios brasileiros de desempenho econômico extraordinário (MDE) a partir de janelas móveis de 5 anos, de 2003 até 2018, segmentados pela sustentabilidade do crescimento e pelos setores econômicos: indústria, agropecuária, serviços e serviços administrativos. A escolha pela exploração de outliers ditos “de interesse” – isto é, que não se devem a erros nos dados (Aguinis, et al., 2013) – é a base da abordagem da Positive Deviance (Boy, et al., 2020) que inspira o presente trabalho que utiliza dados provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para classificar os MDE em 8 grupamentos, compostos pela combinação do indicador de sustentabilidade e setor responsável pelo crescimento. Após a aplicação da metodologia proposta, são obtidos 744 municípios distintos enquadrados ao menos em uma janela como MDE, os quais passam para a fase de análise exploratória, a qual é subdividida nas etapas de análise descritiva, com o objetivo de ilustrar as principais tendências nos dados existentes e em observar situações que levam a novos fatos, análise de regressões lineares simples, para estimar e inferir a relação entre as variações percentuais do PIB do setor de maior crescimento e as variações percentuais das variáveis de interesse, e estudo de caso, com o objetivo de ilustrar as situações apresentadas pelas análises descritivas e regressões. Como resultado, foi possível constatar que os MDE da agropecuária tendem a ter uma baixa população, os episódicos se concentram nos estados de MG e SP e possuem baixíssima correlação com as demais variáveis enquanto os sustentáveis já se concentram nos estados RS e MT e apresenta certa correlação com algumas variáveis. Os MDE da indústria e serviços tendem a se concentrar na região sudeste e possuem alta correlação com diversas variáveis. Por último, os MDE dos serviços administrativos tendem a apresentar baixo nível de IDH, PIB per capita e população recebem auxílio governamental e altas taxas de sustentabilidade. Além dos resultados quantitativos o trabalho também apresenta 7 MDE que ilustram a evolução do PIB, valor adicionado do PIB por setor, receitas totais e algumas subcontas, quantidade de empresas e vínculos.
Publicações (Editor)
Publicações (Membro da banca)
Exportações brasileiras de produtos da indústria de transformação reagem a mudanças na taxa de câmbio real ? Uma análise ao nível da firma
(Ipea, 2024) Barbosa, Renato Castro de Faria; Cavalcanti, Marco Antônio Freitas de Hollanda; Flávio Lyrio Carneiro; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Renato Castro de Faria Barbosa; Cavalcanti, Marco Antônio Freitas de Hollanda; Flávio Lyrio Carneiro; Santos, Claudio Hamilton dos
A influência da Taxa de Câmbio Real (TCR) no desempenho das exportações tem sido amplamente estudada devido à sua importância no crescimento econômico, já que exportações são um componente crucial do Produto Interno Bruto. Esta dissertação visa avaliar como as flutuações da TCR afetam as exportações brasileiras da indústria de transformação, analisando dados ao nível da firma. A pesquisa considera que a TCR, mais que a taxa de câmbio nominal, influencia o desempenho exportador, uma vez que reflete a relação entre preços domésticos e estrangeiros, afetando a demanda por bens domésticos. A análise utiliza dados em painel para explorar como empresas exportadoras ajustam preços e quantidades em resposta às variações da TCR. O estudo conclui que desvalorizações da TCR aumentam os volumes exportados mais significativamente do que os preços, sendo que empresas mais produtivas e integradas ao comércio internacional são menos afetadas por essas flutuações.
Programa Fragatas Classe Tamandaré e os benefícios econômicos gerados no Município de Itajaí-SC
(Ipea, 2024) Gonçalves, Rodrigo Mellos; Santos, Claudio Hamilton dos; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Rodrigo Mellos Gonçalves; Cavalcanti, Marco Antônio Freitas de Hollanda; Claudio Roberto Amitrano; Cavalcanti, Marco Antonio Freitas de Hollanda; Santos, Claudio Hamilton dos; Santos, Claudio Hamilton Matos dos
O Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), da Marinha do Brasil, visa modernizar a Esquadra brasileira com a construção de quatro Fragatas modernas no País, com investimentos de cerca de R$ 13 bilhões. Além de fortalecer a Defesa Naval, o Programa busca revitalizar a indústria naval brasileira e gerar benefícios econômicos significativos, especialmente no município de Itajaí-SC, onde o projeto é desenvolvido. A pesquisa sobre o PFCT analisa tanto sua execução quanto os impactos econômicos locais, utilizando variáveis de finanças públicas municipais para medir os efeitos na atividade econômica de Itajaí-SC. Por meio de uma abordagem econométrica utiliza modelo de espaço-estado para avaliar a relação causal entre o início do desenvolvimento do Programa e a atividade econômica do município, com base no estudo de Harvey e Durbin (1986). A análise qualitativa detalha o desenvolvimento do programa, enquanto a quantitativa investiga como ele influenciou a atividade economia local, oferecendo insights para estudos na área de Defesa e Economia.
Análise das inter-relações entre o mercado de seguros e a atividade econômica no Brasil
(Ipea, 2024) Sobreira, Samantha Pereira; Cavalcanti, Marco Antônio Freitas de Hollanda; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Samantha Pereira Sobreira; Eduardo Luna; Francisco Eduardo de Luna e Almeida Santos; Cavalcanti, Marco Antônio Freitas de Hollanda
Esta dissertação explora as interações entre os prêmios de seguros e diversas variáveis macroeconômicas do Brasil. O estudo foi conduzido por meio da análise econométrica das séries temporais relevantes no período de 2000 a 2023. Os resultados indicam que as séries macroeconômicas analisadas impactam positivamente as séries de Prêmios de Seguros, enquanto a análise no sentido inverso, as séries de Prêmios de Seguros impactam positivamente apenas algumas séries macroeconômicas.
Empresas estatais federais e o relacionamento financeiro com a União, entre 2010 e 2020
(Ipea, 2021) Santos, Douglas Marcelino dos; Santos, Claudio Hamilton dos; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Douglas Marcelino dos Santos; Pellegrini, Josué Alfredo; Cavalcanti, Marco Antônio Freitas de Hollanda; Santos, Claudio Hamilton dos
Em tempos de déficits fiscais recorrentes é natural que as discussões sobre as estatais federais se tornem cada vez mais presentes. O país possui mais de uma centena dessas companhias. A União detém o controle societário direto de 47 empresas - considerando a Ceitec (em liquidação) - e de 112 empresas, de forma indireta. Essas últimas, distribuídas como subsidiárias do BB, do BNDES, da Caixa, da Eletrobras e da Petrobras. Das controladas diretas, 19 dependem de subvenções do Tesouro Nacional para financiar suas despesas de pessoal e de custeio em geral. As outras 28 estatais diretas são classificadas como não dependentes de recursos para os fins citados. Porém, as não dependentes também foram beneficiadas, entre 2010 e 2020, com transferências de seu controlador; contudo para aumento de capital. As estatais também podem ser fontes de receitas para a União, seja por meio de remuneração do capital investido (dividendos/Juros sobre Capital Próprio) e no caso dos bancos federais, por pagamentos de juros e devoluções de principal acerca dos contratos de Instrumentos Híbridos (IHCD/IECP). Esses contratos foram usados para reforçar o capital desses bancos. Logo, se torna relevante estudar o peso financeiro das estatais federais sob controle direto para a União. A pesquisa realizada responde à seguinte questão: quanto teria sido, entre 2010 e 2020, o resultado do relacionamento financeiro entre a União e as suas empresas estatais de controle direto (receitas de capital com dividendos/JCP, remunerações e devoluções de IHCD/IECP subtraídas das despesas correntes com aportes de capitais e subvenções)? Para isso, foi necessário um trabalho de coleta e organização de dados. Esses dados não estavam disponíveis em um local único. Organizados os dados, elaborou-se um Painel (dashboard), como forma de subsidiar novos estudos envolvendo essas empresas. Dentre os principais achados, estão: (i) o BB, o BNDES, a CEF, a Eletrobras e a Petrobras apresentaram um resultado positivo no relacionamento financeiro com a União. Em termos agregados, as receitas de capital geradas ao controlador superaram as despesas com aportes de capital em aproximadamente R$ 173,5 bilhões no período 2010 – 2020; e (ii) as demais estatais federais apresentaram um relacionamento financeiro deficitário com a União, ou seja, cerca de R$ 229,3 bilhões negativos, no período. Nas próximas seções constam os detalhes da pesquisa realizada.
Efeitos do Piso Nacional do Magistério sobre remuneração, retenção e perfil dos docentes admitidos nas redes públicas municipais
(Ipea, 2021) Carvalho, Henrique Chaves Faria; Carlos Henrique Leite Corseuil; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Henrique Chaves Faria Carvalho; Silva Filho, Geraldo Andrade da; Santos, Claudio Hamilton dos; Carlos Henrique Leite Corseuil
Esta dissertação examina os efeitos do Piso Nacional do Magistério (PSPN) sobre remuneração, retenção e perfil dos docentes admitidos entre 2006 e 2008 nas redes públicas municipais de ensino do Brasil. A partir de dados da RAIS e do pressuposto da competição imperfeita de Manning (2002; 2011), aproveitamos o caráter exógeno do PSPN para evitar vieses de endogeneidade nas estimativas, utilizando-o como variável instrumental dos aumentos remuneratórios concedidos em 2009 e 2010, dois primeiros anos completos de vigência da Lei do Piso (Lei nº 11.738/2008). Mostramos que ter sido afetado pela criação do Piso em 2008 ampliou significativamente a probabilidade de reajustes remuneratórios mais intensos no ano subsequente, o que comprova a força da variável instrumental utilizada: a cada 1% de aumento no hiato entre Piso de 2009 e remuneração de 2008, esta aumentou de 0.39% a 0.49%. Quanto à retenção, encontramos que os reajustes remuneratórios causaram seu aumento. A cada 10% de incremento na remuneração mensal em 2009, a taxa de retenção dos recém admitidos foi ampliada de 1.2 a 1.6 p.p. - a taxa global aumentou de 93.6% (em 2004-2007) para 98.5% (em 2009-2010). Proporções maiores de contratos temporários e em regime parcial de trabalho estiveram associadas a menor retenção, assim como localização em regiões de maior nível de renda e maior conurbação (áreas metropolitanas). Por outro lado, nossas análises não permitem afirmar que o Piso causou alteração na proporção de docentes admitidos com nível superior ou de professores contratados com vínculos temporários. Nossos achados contribuem para a literatura sobre efeitos da remuneração docente em variáveis que podem funcionar como canais de relação causal entre salário e resultados educacionais (retenção, escolaridade e regime de contratação).
