Relatórios de Pesquisa

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  • Publicação
    Ipea workshop cycle : BRICS 2025
    (Ipea, 2026-04) Walter Antonio Desiderá Neto; Denise do Carmo Direito; Gustavo Luedemann; Acioly, Luciana; Luciana Mendes Santos Servo; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Gabinete da Presidência - GABIN; Walter Antonio Desiderá Neto; Denise do Carmo Direito; Gustavo Luedemann; Luciana Acioly da Silva; Luciana Mendes Santos Servo
    Relatório de Pesquisa
    In preparation for Brazil’s presidency of the BRICS in 2025, the Institute for Applied Economic Research (Ipea) coordinated a series of workshops involving around forty experts and professionals from more than fifteen Brazilian institutions, aimed at formulating strategic recommendations across five priority areas of the bloc’s agenda. The initiative reinforced Brazil’s role as a driver of innovative, pragmatic proposals aligned with the needs of the global South. This report consolidates 24 recommendations that directly contributed to the drafting of the document submitted to the BRICS Think Tanks Council (BTTC). It reflects the collective effort of the Brazilian technical community to support and enhance Brazil’s BRICS presidency, offering concrete inputs for policymaking aimed at building a more inclusive, cooperative, and needs-driven global governance system. The recommendations combine ambition and pragmatism, innovation and responsibility – essential attributes for tackling the challenges of a rapidly evolving international landscape, particularly in the pursuit of the Sustainable Development Goals.
  • Publicação
    Ciclo de oficinas do Ipea : BRICS 2025
    (Ipea, 2026-04) Walter Antonio Desiderá Neto; Denise do Carmo Direito; Gustavo Luedemann; Acioly, Luciana; Luciana Mendes Santos Servo; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Gabinete da Presidência - GABIN; Walter Antonio Desiderá Neto; Denise do Carmo Direito; Gustavo Luedemann; Luciana Acioly da Silva; Luciana Mendes Santos Servo
    Relatório de Pesquisa
    Em preparação à presidência brasileira do BRICS em 2025, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) coordenou um ciclo de oficinas com aproximadamente quarenta especialistas e profissionais de mais de quinze instituições brasileiras para formular recomendações estratégicas sobre cinco áreas prioritárias da agenda do bloco. A iniciativa reforçou o papel do Brasil como articulador de propostas inovadoras, pragmáticas e alinhadas às necessidades do Sul global. Este relatório consolida 24 recomendações que contribuíram diretamente para a elaboração do documento submetido ao Conselho de Think Tanks do BRICS (BRICS Think Tanks Council – BTTC). Ele materializa o esforço coletivo da comunidade técnica brasileira em qualificar a presidência do Brasil no BRICS, oferecendo subsídios concretos à formulação de políticas voltadas à construção de uma governança global mais inclusiva, cooperativa e sensível às necessidades do Sul global. As recomendações combinam ambição e pragmatismo, inovação e responsabilidade – atributos essenciais para enfrentar os desafios de um cenário internacional em rápida transformação, sobretudo a conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
  • Publicação
    Projeto Emprego e Mudança Sócio Econômica no Nordeste : volume 5 : A Invenção da migração
    (Ipea, 1977) Palmeira, Moacir Gracindo Soares; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Universidade Federal do Rio de Janeiro; Financiadora de Estudos e Projetos; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Moacir Gracindo Soares Palmeira
    Este trabalho, redigido por Alfredo Wagner Berno de Almeida e Moacir Palmeira, foi uma tentativa de trabalho em equipe que envolveu, além dos dois redatores, que o coordenaram em todas as suas fases, os seguintes pesquisadores: Amélia Sá Barreto Teixeira, Cristina Marin, Doris Rinaldi. Meyer, Leilah Assumpção, Neide Esterci e Regina Célia Reyes Novaes. 0 ponto de partida do trabalho foi o levantamento bibliográfico sobre emprego e migrações (parle deste relatório e que envolveu todos os pesquisadores do Projeto Emprego e Mudança Sócio-Econômica no Nordeste (cf. Relatório Administrativo). Terminado o levantamento, os pesquisadores foram divididos em dois grupos. O "grupo migração", integrado pelas pessoas citadas acima, iniciou, então o trabalho de leitura e fichamento de textos. Depois, essas fichas foram objeto de um trabalho de identificação de termos-chave, elaborando-se listas de tais termos. A seguir, feita uma triagem que evitasse repetições ou a simples sinonímia, foram elaboradas fichas de significados e fichas de contextos em que aqueles termos eram acionados. Essas fichas de significados e contextos é que forneceram a matéria- pruma para a elaboração da primeira versão do presente trabalho. Pelo menos três versões, envolvendo os diferentes membros da equipe, foram redigidas até a reelaboração operada pelos redatores desta versão. Apesar do grande esforço investido, outras atividades do Projeto, que exigiam a presença nos membros: da equipe, além das falhas naturais de um trabalho de várias mãos (que, no entanto, se mostrava pedagogicamente indispensável) fizeram com que este trabalho perdesse em extensão com relação ao seu projeto original e que permanecesse com algumas falhas e lacunas. Só uma volta posterior as fichas originais e, alguns casos, aos textos originais, além de uma elaboração do material relativo às instituições sociais dentro das quais aquela massa de textos foi produzida (colhido apenas parcialmente) poderá permitir a redução de um trabalho mais elaborado. Mas o texto, parece-nos, justifica-se como uma primeira incursão em um campo quase virgem e como um conjunto do hipóteses relativamente articuladas e com uma consistência em termos da matéria prima utilizada.
  • Publicação
    Projeto Emprego e Mudança Sócio Econômica no Nordeste : volume 4 : Reprodução social e mudança
    (Ipea, 1977) Palmeira, Moacir Gracindo Soares; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Universidade Federal do Rio de Janeiro; Financiadora de Estudos e Projetos; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Moacir Gracindo Soares Palmeira
    Este volume reúne artigos elaborados ou reformulados por pesquisadores do Projeto Emprego e Mudança Sócio-Econômica no Nordeste durante o período de outubro de 1975 a agosto de 1977. Ao contrário de trabalhos contidos em outros volumes deste relatório, não são resulta do direto de trabalho de campo realizado naquele período, como exigência do próprio desenvolvimento do Projeto. São fruto de trabalho de campo realizado individual ou coletivamente em períodos anteriores ou de trabalho de campo realizado dentro dos marcos do Projeto como apoio a outros projetos de pesquisa do Departamento de Antropologia. Em outros casos, são pura e simplesmente reflexões sobre outros textos. Todos eles foram publicados cm periódicos, em series avulsas ou fazem parte de rela tortos com circulação mais ou. menos restrita." Reapresentar estes trabalhos significa, em primeiro lugar, reunir uma produção dispersa que, de alguma maneira e em algum grau, se beneficiou da existência do Projeto Emprego. Mas significa, fundamentalmente, reunir textos que, embora com intenções imediatas diversas e com objetos os mais variados, representam um momento na elaboração da problemática teórica que atravessa o Projeto. A maior parte destes textos foi objeto de discussões exaustivas dentro da equipe de pesquisa que se refletiram no próprio encaminhamento das pesquisas individuais o do trabalho coletivo, que integraram, strictu sensu, o Projeto.
  • Publicação
    Projeto Emprego e Mudança Sócio Econômica no Nordeste : volume 3 : relatorio final : Proletariado e vida urbana : relatórios intermediários de pesquisa
    (Ipea, 1977) Palmeira, Moacir Gracindo Soares; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Universidade Federal do Rio de Janeiro; Financiadora de Estudos e Projetos; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Moacir Gracindo Soares Palmeira
    Os artigos aqui reunidos sob a forma de "relatórios intermediários de pesquisa" tiveram por objetivo a discussão pela equipe do Projeto de dados obtidos em uma primeira ida a campo. Como relatórios semelhantes- já foram incorporados no Relatório Intermediário entregue às instituições financiadoras em junho de 1976 (3 relatórios individuais de pesquisa referentes à parte rural do Projeto, constituindo o vol. III daquele Relatório Intermediário) ou foram incorporados no Projeto "Hábitos Alimentares em Camadas de Baixa Ronda" ( o relatório referente a Campina Grande), este volume constitui-se de três relatórios individuais de pesquisas referentes à parte urbana do Projeto que tiveram um primeiro período do campo com uma duração superior ao prazo de entrega daquele primeiro Relatório Intermediário. No entanto para além das contingências do cronograma de pesquisas do Projeto, os artigos apresentados neste volume têm por unidade a análise das dificuldades de constituição do objeto de pesquisa e de entrada em campo enfrentadas pelos pesquisadores e o registro dos seus primeiros resultados de pesquisa versando sobre diferentes aspectos do modo de vida de grupos proletários urbanos. Por outro lado, os relatórios presentes neste volume tratando de aspectos da vida proletária na área do Recife apresentam informações preliminares sobre essa área que não é coberta pelo relatório do "survey" realizado pela equipe do Projeto e que constitue outro volume do Relatório final de pesquisa do Projeto.
  • Publicação
    Projeto Emprego e Mudança Sócio Econômica no Nordeste : volume 1 : Problemas da formação do campesinato
    (Ipea, 1977) Palmeira, Moacir Gracindo Soares; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Universidade Federal do Rio de Janeiro; Financiadora de Estudos e Projetos; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Moacir Gracindo Soares Palmeira
    A preocupação com a formação de um campesinato, além de representar uma constante das pesquisas que antecederam o Projeto Emprego e Mudança Sócio-Econômica no Nordeste, é um dos problemas mais realça dos no próprio texto do projeto. As discussões internas da equipe e, sobretudo, o trabalho de campo reforçaram a necessidade de uma reflexão sobre um tal problema. Como não se tratava de elaborar uma história do campesinato brasileiro ou nordestino e como cada- pesquisador tinha um objeto de pesquisa particular, além do fato que nem todas as áreas cobertas pelo projeto nos eram igualmente familiares, o problema mereceu uma atenção desigual da parte dos diferentes membros da equipe. Os trabalhos reunidos neste volume apresentam, face a trabalhos anteriores e a alguns dos trabalhos que integram o primeiro volume deste Relatório, uma inovação. Tentam estender o questionamento da formação do campesinato para além dos limites dados normalmente a uma pesquisa antropológica. São tentativas de precisar as condições necessárias ã existência de um campesinato e os mecanismos capazes de assegurar a sua reprodução que, sem deixar de lado a memória social dos grupos estudados ou certos marcos que, na sua consciência de hoje, ordenam significativamente fatos do passado, jogam com materiais manipulados via de regra apenas por historiadores, notadamente os denominados historiadores regionais. Mas, ao mesmo tempo, tentam circunscrever esses dados dentro de limites que muitas vezes escapam ao historiador e que só um trabalho de campo antropológico pode estabelecer. Estes trabalhos devem ser vistos, portanto, em si mesmos como tentativas de trabalhar antropologicamente sobre uma matéria prima de tipo especial. Por outro lado, devem ser lidos conjuntamente com os trabalhos que integram o volume I. Só um tal contraste permite que se perceba sua efetiva contribuição em termos dos objetivos mais estritos do Projeto.
  • Publicação
    Estratégias de abastecimento de matérias-primas e comercialização da produção das microunidades comerciais e produtoras de bens e serviços : atividades e ocupações economicamente viáveis de serem exploradas : relatório de pesquisa
    (Ipea, 1979) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Estado do Piauí; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Estado do Piauí
    O estudo apresenta os resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Estado do Piauí (CEAG/PI), em convênio com a SUDENE e o Ipea, sobre as estratégias de abastecimento de matérias‑primas e os mecanismos de comercialização utilizados pelas microunidades produtoras de bens e serviços da cidade de Teresina. A investigação abrange aspectos como tipos de fornecedores, modalidades e periodicidade das compras, gestão de estoques, aquisição de equipamentos, canais de venda e destinos da produção. O relatório também discute a relevância socioeconômica das microempresas no desenvolvimento regional e na geração de emprego e renda, contextualizando a pesquisa no âmbito de programas governamentais de apoio ao setor, como o PROMICRO. O documento integra ainda diagnóstico, estudo de viabilidade econômica de atividades potenciais e recomendações para fortalecimento do setor informal e das microempresas no Piauí.
  • Publicação
    Formação profissional no Brasil : a educação e suas implicações no mercado de trabalho : relatório final de pesquisa
    (Ipea, 1978-11-13) Agarez, Isis Carneiro; Isis Carneiro Agarez
    Este relatório aborda, entre outras facetas, a formação profissional no Brasil, cujo papel central vincula-se à preparação da população para enfrentar as demandas de um mercado de trabalho em constante transformação. Apesar dos avanços, existem ainda as marcas das desigualdades no acesso à educação, bem como os desafios de reduzir a distância entre o que é ensinado nas instituições e as competências exigidas pelas empresas/ mercado.
  • Publicação
    Regulação de incentivos e desenvolvimento : uma análise das superintendências de desenvolvimento regional
    (Ipea, 2025-11) Luiz Ricardo Cavalcante
    Relatório de Pesquisa
    Analisa a distribuição das renúncias fiscais administradas pela Sudam e pela Sudene entre 2015 e 2023. O estudo parte das teorias de economia de aglomeração e desenvolvimento regional para avaliar se os incentivos fiscais realmente promovem a redução das desigualdades nas regiões Norte e Nordeste. A partir de dados da Receita Federal e da CGU, verifica-se que as renúncias médias anuais alcançaram R$ 16,38 bilhões, com pico em 2021. Observou-se elevada concentração de benefícios em grandes empresas, como Vale e Petrobras, e em setores ligados à extração mineral e à geração de energia elétrica — atividades cuja localização é naturalmente determinada por recursos físicos, o que questiona a efetividade dos incentivos para atrair novos investimentos. O relatório conclui que o modelo atual de regulação apresenta anacronismos e sugere o redesenho dos instrumentos legais que definem os setores prioritários, de modo a alinhar os incentivos às metas de desenvolvimento regional sustentável.
  • Publicação
    Emendas parlamentares ao orçamento federal do Sistema de Políticas de Emprego, Trabalho e Renda : 2014-2023
    (Ipea, 2025-09) Carlos Henrique Leite Corseuil; Magalhães, Mário; Jacinto, Paulo de Andrade; Sousa, Victória Evellyn Costa Moraes; Carlos Henrique Leite Corseuil; Mário Magalhães; Paulo de Andrade Jacinto; Victória Evellyn Costa Moraes Sousa
    Relatório de Pesquisa
    O presente relatório tem o objetivo de apresentar o perfil das despesas na função trabalho por emendas parlamentares (EPs). Para tanto, realizou-se um estudo exploratório e descritivo da execução orçamentário-financeira de despesas na função trabalho por EPs no período de 2014 a 2023, a partir de dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP), sistema de informações do governo federal, de acesso público. O estudo mostra um aumento de despesas na função trabalho por EPs (de R$ 2,7 milhões em 2014 para R$ 125,0 milhões em 2023), com ampliação da participação das emendas nas despesas discricionárias, de 0,36% para 14,95% no mesmo período. Nos últimos anos da série, registrou-se elevada execução orçamentária das despesas por EPs, atingindo o patamar de 99,10%, enquanto a execução financeira foi de apenas 29,27%, em 2023. As despesas da função trabalho por emendas individuais e de comissão corresponderam à maior parcela das despesas por EPs no período analisado. Para os grupos de natureza de despesa, as despesas de custeio sempre foram majoritárias, chegando ao patamar de 90,35% em 2023. Em relação à finalidade do gasto, a empregabilidade e o fomento ao trabalho se mostraram como as prioridades, sendo os municípios e as instituições privadas sem fins lucrativos (IPSF) os principais beneficiários dos recursos. No recorte regional, verificou-se que o Sudeste e o Nordeste receberam volumes maiores de recursos, e uma parte significativa foi aplicada pela própria União sobre a rubrica Nacional. Na análise por Unidade Federativa (UF), as UFs dessas mesmas regiões foram agraciadas com os valores mais elevados.
  • Publicação
    Emendas parlamentares ao orçamento do Ministério da Educação : 2014-2024
    (Ipea, 2025) Vazquez, Daniel Arias; Sergio Luiz Doscher da Fonseca; Daniel Arias Vazquez
    Este relatório tem o objetivo de descrever o perfil das despesas destinadas por emendas parlamentares (EPs) ao orçamento do Ministério da Educação (MEC), gerando o primeiro de dois produtos sobre a alocação de recursos ao financiamento da educação por EPs do Termo de Execução Descentralizada no 3/2024, celebrado entre o Ipea e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Realizou-se um estudo exploratório e descritivo da execução orçamentário-financeira das EPs no orçamento do MEC, período de 2014 a 2024, empregando dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento do Governo Federal (Siop). Constatou-se um aumento real de 315,6% no gasto federal por EPs (de R$ 375,9 milhões em 2014 para R$ 1,58 bilhão em 2024), com peso maior nas despesas discricionárias do MEC. Foi um crescimento bastante expressivo, mesmo considerando as limitações dos dados nos primeiros dois anos do período analisado, quando há dados apenas para as emendas individuais. Nos últimos anos da série, registrou-se elevada execução orçamentária de despesas por EPs, atingindo o patamar superior a 95% desde 2018. Quanto à execução financeira, a trajetória também é crescente, mas em patamar bastante inferior, com nível máximo de 30% em 2023. Os dados consolidados mostram predomínio dos investimentos (73%), mas as despesas correntes crescem mais fortemente, passando de 9% em 2014 para 38% em 2024. As participações dos quatro tipos de emendas foram de 30,3% de EPs individuais, 43% de bancada, 4,6% de comissão e 22,1% do relator no período consolidado, porém essa composição variou bastante nos anos analisados. Oscilações semelhantes são observadas na finalidade do gasto (por subfunção). A destinação por EPs à educação básica foi de 43,8% no total, mas variou de 56,4% em 2014 para 66,5% em 2020, caindo para 14% em 2023 e 18,9% em 2024; por outro lado, observa-se o mesmo comportamento errático em relação ao ensino superior e aos hospitais universitários. Apenas as EPs destinadas ao ensino profissional apresentaram aumento na participação relativa, de forma mais regular, passando de 5,3% em 2014 para quase 30% em 2024. No recorte regional, as regiões Norte e Centro-Oeste receberam recursos das EPs na área da educação em proporção superior ao tamanho das suas populações, enquanto que o oposto ocorreu nas regiões Sudeste e Nordeste. Na análise por unidade federativa (UF), nota-se bastante variabilidade nos valores destinados por EPs ao longo do período. Em termos de perspectivas, essas tendências de crescimento e irregularidade nos recursos destinados ao MEC devem continuar, mesmo com as novas regras definidas por exigência do Supremo Tribunal Federal (STF) no final de 2024, o que aumenta a importância de estudos que avaliem os efeitos redistributivos e a eficácia alocativa das EPs.
  • Publicação
    Emendas parlamentares ao orçamento federal do Sistema Único de Saúde : 2014-2024
    (Ipea, 2025-09) Fabiola Sulpino Vieira; Fabiola Sulpino Vieira
    Este relatório tem o objetivo de descrever o perfil das despesas em ações e serviços públicos de saúde (ASPS) da União por emendas parlamentares (EPs), gerando o primeiro de dois produtos sobre a alocação de recursos ao Sistema Único de Saúde (SUS) por EPs, do Termo de Execução Descentralizada no 3/2024, celebrado entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Realizou-se um estudo exploratório e descritivo da execução orçamentário-financeira de despesas do Ministério da Saúde (MS) por EPs no período de 2014 a 2024, empregando dados do Siga Brasil, sistema de informações sobre o orçamento federal, de acesso público, mantido pelo Senado. O estudo evidencia um aumento significativo de despesas em ASPS por EPs (de R$ 5,1 bilhões em 2014 para R$ 24,8 bilhões em 2024), com ampliação da participação das emendas nas despesas discricionárias do MS, de 18,6% para 45,4% no mesmo período. Nos últimos anos da série, registrou-se elevada execução orçamentária e financeira de despesas por EPs, atingindo o patamar de 96,5% e 87,3%, respectivamente, em 2024. As despesas em ASPS por emendas individuais e de relator corresponderam à maior parcela das despesas por EPs no período analisado. Quanto aos grupos de natureza de despesa, a partir de 2016, as despesas de custeio passaram a ser majoritárias, chegando ao patamar de 91,7% em 2024. Em relação à finalidade do gasto, foram priorizadas a atenção primária à saúde (APS) e a atenção especializada à saúde (AES), sendo os municípios os principais beneficiários dos recursos. No recorte regional, verificou-se que as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste receberam volumes maiores de recursos e, na análise por Unidade Federativa (UF), que UFs dessas mesmas regiões foram agraciadas com valores por habitante mais elevados. Em termos de perspectivas, dada a conjuntura política atual, conclui-se que é remota a probabilidade de que, no curto prazo, haja redução da alocação de recursos por EPs ao financiamento do SUS, o que gera preocupações sobre os impactos dessa destinação para o sistema de saúde e a saúde da população brasileira.
  • Publicação
    Gastos públicos por emendas orçamentárias : uma revisão de literatura
    (Ipea, 2025-09) Acir Almeida; Dominguez, Maria; Acir Almeida; Maria Dominguez
    Este relatório é uma revisão da literatura sobre gastos públicos provenientes de emendas parlamentares ao orçamento da União, com foco nos seguintes aspectos: o papel político das emendas orçamentárias, o critério de alocação do gasto por emendas e o impacto desse gasto sobre o bem-estar. Primeiramente, argumenta-se que o gasto por emendas parlamentares pertence a um conjunto mais amplo de políticas, que a literatura internacional classifica como políticas distributivas não programáticas. Sobre o papel político das emendas – especificamente na relação dos parlamentares com eleitores e com o Executivo –, a evidência sobre o período 1995-2014 indica que a lógica dessas relações é principalmente partidária, e não individualista nem fisiológica. Sobre o critério de alocação do gasto por emendas, observa-se que há evidência robusta de influência do voto, mas a única conexão que se estabelece com uma área de política pública específica – a da saúde – tem evidência de validade duvidosa. Também há evidência pontual e sugestiva de influência dos critérios de eficiência e de equidade, inclusive na área da saúde. Contudo, equidade parece atuar sobre desigualdades socioeconômicas amplas, e não específicas, da provisão de serviços de saúde. Sobre o impacto do gasto por emenda no bem-estar, há alguma evidência de efeito positivo na qualidade de vida e na provisão de serviços públicos em nível municipal, mas ela é de qualidade duvidosa e não está associada a gastos com destinação a uma área específica de política pública. Por fim, conclui-se que são necessários novos estudos, capazes de produzir estimativas mais confiáveis e precisas, para avaliar a alocação do gasto por emendas parlamentares e o impacto desse gasto na qualidade de vida, em diferentes áreas de política pública.
  • Publicação
    Ciclo de palestras Ipea : BRICS 2025 (Publicação Expressa)
    (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2025-06) Direito, Denise do Carmo; Luedeman, Gustavo; Servo, Luciana Mendes Santos; Silva, Luciana Acioly da; Desiderá, Walter (Coordenador)
    Em preparação à presidência brasileira dos BRICS em 2025, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) coordenou um ciclo de oficinas com em torno de 40 especialistas e profissionais de mais de 15 instituições brasileiras para formular recomendações estratégicas sobre cinco áreas prioritárias da agenda do bloco. A iniciativa reforçou o papel do Brasil como articulador de propostas inovadoras, pragmáticas e alinhadas às necessidades do Sul Global. O presente relatório consolida 24 recomendações — cinco por eixo — que contribuíram diretamente para a elaboração do documento submetido ao Conselho de Think Tanks dos BRICS (BTTC). A seguir, as ideias centrais contidas nas propostas são destacadas.
  • Publicação
    Financiamento rural : perspectivas : relatório final (versão preliminar)
    (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), 1987) Kadota, Décio Katsushigue; Soares, Paulo de Tarso Presgrave Leite
    Aborda a estrutura do sistema de crédito rural, sem propor um modelo específico, mas respondendo a questões relevantes para sua reestruturação. As principais questões incluem a natureza das instituições (públicas ou privadas), a forma de captação de recursos, a especialização na agricultura e tipos de financiamento, e o foco na produção ou distribuição. O estudo analisa a economia moderna, o desenvolvimento da agricultura brasileira, e experiências internacionais, destacando a importância de um sistema de financiamento rural alinhado com a realidade agrícola do país. Conclui-se que um sistema de crédito rural eficaz deve considerar as características do capitalismo moderno, a concentração de produção e capital, e a necessidade de um sistema cooperativo e descentralizado para atender às necessidades específicas do setor agrícola.
  • Publicação
    Gap analysis and the macro-model of the plano trienal
    (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1968-06-19) Fishlow, Albert
    O texto aborda a análise de lacunas ("gaps") econômicas no contexto da teoria dos dois gaps e sua aplicação ao Plano Trienal brasileiro. Essas lacunas referem-se a restrições de recursos e divisas externas que impactam o crescimento econômico. modelo de análise dos "dois gaps" considera as diferenças entre a lacuna de recursos domésticos e a de divisas estrangeiras como restrições ao crescimento econômico. A abordagem utiliza equações que vinculam investimento, poupança, exportações e importações para determinar qual gap domina em diferentes taxas de crescimento. Se o gap de recursos domésticos predomina, a limitação está na capacidade de poupança interna; se o gap de divisas prevalece, a restrição recai sobre a necessidade de financiamento externo para importar bens essenciais. No caso do Brasil, a análise sugere que, em taxas de crescimento elevadas, o gap de divisas é dominante, enquanto o gap de recursos se torna relevante em ritmos mais baixos de expansão. Críticas incluem a rigidez dos pressupostos sobre demanda inelástica por exportações e a substituição limitada de importações, além da dificuldade de prever comportamentos de poupança e investimento. A estratégia do Plano Trienal visava superar essas barreiras ao combinar aumento de demanda com aproveitamento da capacidade ociosa e ampliação de investimentos, dependente de ajustes fiscais e poupança pública para sustentar o crescimento de longo prazo.
  • Publicação
    Inequality and economic development in Brazil : Volume 2 : Background Papers
    (World Bank, 1983-10) World Bank; Brasil. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea); Vélez-Echevarría, Carlos Eduardo; Barros, Ricardo Paes de; Ferreira, Francisco H. G.
    Este relatório é fruto de uma colaboração entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Banco Mundial entre 2000 e 2002, com foco na análise da desigualdade de renda no Brasil e na formulação de recomendações de políticas públicas. Dividido em dois volumes, o primeiro consiste em um Relatório de Políticas, elaborado por Carlos Eduardo Vélez, Francisco H. G. Ferreira e Ricardo Paes de Barros, enquanto o segundo reúne estudos de base que diagnosticam a desigualdade, apresentam experiências internacionais relevantes e discutem as implicações para políticas públicas. O trabalho contou com a contribuição de diversos pesquisadores renomados e foi enriquecido por seminários e fóruns realizados no Brasil, envolvendo acadêmicos, especialistas do setor público e ONGs. O relatório destaca a importância da parceria contínua entre o governo brasileiro e o Ipea para o desenvolvimento dessa agenda de pesquisa.
  • Publicação
    Inequality and economic development in Brazil : Volume 1 : Policy Report
    (World Bank, 2003-10) World Bank; Brasil. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea); Vélez-Echevarría, Carlos Eduardo; Barros, Ricardo Paes de; Ferreira, Francisco H.G.
    Este relatório é fruto de uma colaboração entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Banco Mundial entre 2000 e 2002, com foco na análise da desigualdade de renda no Brasil e na formulação de recomendações de políticas públicas. Dividido em dois volumes, o primeiro consiste em um Relatório de Políticas, elaborado por Carlos Eduardo Vélez, Francisco H. G. Ferreira e Ricardo Paes de Barros, enquanto o segundo reúne estudos de base que diagnosticam a desigualdade, apresentam experiências internacionais relevantes e discutem as implicações para políticas públicas. O trabalho contou com a contribuição de diversos pesquisadores renomados e foi enriquecido por seminários e fóruns realizados no Brasil, envolvendo acadêmicos, especialistas do setor público e ONGs. O relatório destaca a importância da parceria contínua entre o governo brasileiro e o Ipea para o desenvolvimento dessa agenda de pesquisa.
  • Publicação
    A Configuração da estrutura produtiva e a harmonização da política cambial do Mercosul
    (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Diretoria de Pesquisa (DIPES), 1993-11) Kume, Honório; Markwald, Ricardo Andrés
    O artigo descreve a configuração da estrutura produtiva e da harmonização da política cambial do Mercosul.
  • Publicação
    Novas perspectivas do financiamento do desenvolvimento urbano no Brasil
    (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1997-02-17) Von Doellinger, Carlos; Andrade, Thompson Almeida; Faria, Cristovam Santos de; Carvalho, Márcia Marques de; Villela, Luiz de Arruda; Tolosa, Hamilton Carvalho (Coordenador)
    Aborda a mudança do papel do Estado na economia brasileira, que agora se concentra mais na regulação e na promoção de investimentos privados. Ele discute as fontes tradicionais de financiamento para o desenvolvimento urbano, como recursos orçamentários e fundos especiais, incluindo o FGTS, e analisa as propostas de reforma tributária e suas implicações para o financiamento urbano. Além disso, aborda a descentralização fiscal e a redistribuição de receitas entre União, estados e municípios, destacando o impacto dessas mudanças nas finanças locais.
REPOSITÓRIO DO CONHECIMENTO DO IPEA
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