Economia da Saúde

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  • Publicação
    Apresentação : Impactos da pandemia de covid-19 no mercado de trabalho e na distribuição de renda no Brasil
    (Ipea, 2022) Sandro Pereira Silva; Carlos Henrique Leite Corseuil; Joana Simões de Melo Costa; Sandro Pereira Silva; Carlos Henrique Corseuil; Joana Simões Costa
    Na apresentação da obra Impactos da Pandemia de Covid-19 no Mercado de Trabalho e na Distribuição de Renda no Brasil, os organizadores contextualizam os efeitos da pandemia de covid-19 sobre a dinâmica social, o emprego, a renda e as condições de vida da população brasileira. O texto destaca a contribuição do Ipea na produção de estudos voltados ao monitoramento dos impactos socioeconômicos da crise e à avaliação das políticas públicas implementadas para seu enfrentamento. A apresentação descreve a estrutura da coletânea, composta por 28 capítulos organizados em cinco seções temáticas, que abordam indicadores do mercado de trabalho, teletrabalho e transformações tecnológicas, desigualdades socioeconômicas, políticas de mitigação dos impactos da pandemia e questões metodológicas relativas à produção de dados. A obra é apresentada como uma importante referência para compreender os efeitos da pandemia sobre o trabalho, a renda e as desigualdades sociais no Brasil, além de subsidiar futuras pesquisas e formulações de políticas públicas.
  • Publicação
    Prefácio : Impactos da pandemia de covid-19 no mercado de trabalho e na distribuição de renda no Brasil
    (Ipea, 2022) Turchi, Lenita Maria; Lenita Maria Turchi
    Destaca a importância da coletânea como registro analítico dos efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho, a distribuição de renda e as condições de vida da população brasileira. A autora enfatiza o papel do Ipea e de instituições parceiras na produção de estudos e na formulação de propostas de políticas públicas voltadas à mitigação dos impactos sociais e econômicos da crise sanitária. O texto evidencia os desafios metodológicos enfrentados pelos pesquisadores diante de um fenômeno inédito, bem como a relevância das análises produzidas entre 2020 e 2021 para compreender as mudanças ocorridas na estrutura ocupacional, nos rendimentos e nas condições de vida dos grupos mais vulneráveis, constituindo uma importante contribuição para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas.
  • Publicação
    Governar a saúde : recrutamento burocrático e dinâmicas políticas no executivo federal
    (Ipea, 2026-05-07) Davidian, Andreza; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Andreza Davidian
    TD 3205
    O texto analisa a configuração do Ministério da Saúde e a composição de sua burocracia decisória, destacando os mecanismos de nomeação, os perfis predominantes e o equilíbrio entre critérios técnicos e políticos que moldam a formulação das políticas públicas no setor. A partir do exame de trajetórias e padrões de recrutamento, argumenta-se que a cultura técnico-profissional forjada na implementação do Sistema Único de Saúde (SUS) foi decisiva para a estabilidade e a continuidade da pasta, mesmo diante das tensões próprias do presidencialismo de coalizão e da governança federativa. O estudo mostra que, embora marcada por fragilidades estruturais e pressões político-partidárias, a burocracia ministerial sustenta processos de pactuação e coordenação intergovernamental que garantem coesão e capacidade de ação coletiva. Conclui-se que o SUS representa uma das experiências mais consistentes de construção de políticas de Estado e de fortalecimento da capacidade institucional no Brasil democrático.
  • Publicação
    Sistemas de repasses financeiros a unidades de assistência à saúde : uma proposta preliminar para a rede pública brasileira
    (Ipea, 1994) Ugá, Maria Alicia Domínguez; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Organização Pan-Americana da Saúde; Maria Alicia Domínguez Ugá
    Analisa os sistemas de repasses financeiros a unidades de assistência à saúde, especialmente hospitais, no contexto da crise de financiamento público dos Estados de Bem‑Estar Social a partir das décadas de 1970 e 1980. A autora examina diferentes métodos de transferências financeiras como instrumentos de incentivo a comportamentos dos prestadores de serviços, avaliando‑os não apenas sob a ótica da eficiência e do controle de custos, mas também quanto à qualidade dos serviços, à previsibilidade dos fluxos financeiros e ao grau de redistributividade entre as unidades assistenciais. São discutidos sistemas de pagamento realizados antes da prestação dos serviços, como orçamento global e capitação, e aqueles baseados em serviços já prestados, como pagamento por diária, por ato médico e prospectivo por procedimento. A partir da análise dos limites dos modelos tradicionais e de experiências internacionais inovadoras, o trabalho propõe, de forma preliminar, diretrizes para a construção de um sistema alternativo de transferências financeiras para a rede hospitalar pública brasileira.
  • Publicação
    Distribuição equitativa de recursos financeiros no setor saúde
    (Ipea, 1994) Porto, Silvia Marta; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Organização Pan-Americana da Saúde; Silvia Marta Porto
    Aborda a distribuição equitativa de recursos financeiros no setor saúde como um princípio fundamental do Sistema Único de Saúde, destacando que, embora não seja condição suficiente, constitui requisito indispensável para o alcance de maior equidade. A autora analisa os critérios estabelecidos pela Lei Orgânica da Saúde para a transferência de recursos federais a estados e municípios, evidenciando a preocupação normativa com a discriminação positiva das desigualdades regionais. Examina-se criticamente a sistemática de descentralização financeira adotada pelo Ministério da Saúde a partir de 1990, apontando seu distanciamento em relação às determinações legais do artigo 35 da Lei nº 8.080/1990. O trabalho também discute diferentes experiências distributivas, incluindo os Fundos de Participação dos Estados e Municípios e o Sistema Nacional de Saúde da Inglaterra, com o objetivo de contribuir para a construção de uma dinâmica de alocação de recursos que favoreça maior justiça social no setor saúde.
  • Publicação
    Descentralização fiscal e financiamento da saúde : algumas ideias ou provocações
    (Ipea, 1994) Afonso, José Roberto; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Organização Pan-Americana da Saúde; José Roberto Afonso
    Discute a relação entre descentralização fiscal e financiamento da saúde no contexto das reformas tributária e da seguridade social que antecederam a revisão constitucional brasileira, destacando as contradições entre expectativas e resultados após a Constituição de 1988. O autor analisa os limites do modelo de financiamento da saúde, evidenciando o estrangulamento dos recursos e o avanço modesto da descentralização, bem como os conflitos entre União, Estados e Municípios quanto à divisão de encargos e receitas. São examinadas criticamente as contribuições vinculadas à seguridade social, as disputas em torno das transferências federais e os efeitos das propostas de reforma tributária, frequentemente marcadas pelo simplismo e pela ausência de diagnósticos técnicos consistentes. O trabalho busca contribuir para uma compreensão mais fundamentada da realidade fiscal brasileira, concentrando-se na dimensão e na distribuição da receita tributária e em seus impactos presentes e futuros sobre o gasto em saúde.
  • Publicação
    Gastos com saúde nas três esferas de governo : 1980‑1990
    (Ipea, 1994) Médici, André Cezar; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Organização Pan-Americana da Saúde; André Cezar Médici
    Avalia o grau de comprometimento da União, dos Estados e dos Municípios com o financiamento do setor saúde no Brasil durante os anos 1980 e início dos anos 1990, por meio da construção de séries históricas de gastos compatibilizadas a partir de diferentes fontes oficiais. A metodologia adotada considera integralmente os gastos federais e deduz, dos dispêndios estaduais e municipais, as transferências negociadas de recursos da União, de modo a evitar dupla contagem e identificar a origem efetiva dos recursos financeiros. O estudo inclui despesas destinadas à assistência médica, às ações de controle de endemias e ao apoio a populações em risco nutricional, utilizando valores deflacionados para preços de dezembro de 1990. A análise contribui para a compreensão da distribuição do financiamento da saúde entre as esferas de governo e dos limites estruturais do modelo de financiamento vigente no período.
  • Publicação
    Reavaliando o gasto público em saúde
    (Ipea, 1994) Vianna, Solon Magalhães; Piola, Sérgio Francisco; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Organização Pan-Americana da Saúde; Solon Magalhães Vianna; Sérgio Francisco Piola
    Apresenta uma análise da evolução do gasto público com saúde no Brasil, com base nas informações disponíveis até setembro de 1993, consolidando os dispêndios das três esferas de governo no período de 1980 a 1990 e, para o governo federal, até 1992. O estudo discute os métodos utilizados para mensurar a despesa pública em saúde, destacando as divergências metodológicas existentes entre diferentes trabalhos e adotando, para o caso federal, o critério da Conta Social Consolidada. São examinadas a receita disponível em cada instância político-administrativa, estimativas de gasto caso fosse aplicado um percentual mínimo das receitas na área da saúde e o impacto financeiro da universalização de um modelo de atenção médica integral. O texto contribui para o entendimento dos limites e das possibilidades do financiamento público da saúde no contexto brasileiro.
  • Livro
    O Financiamento da saúde no Brasil
    (Ipea, 1994) Vianna, Solon Magalhães; Piola, Sérgio Francisco; Médici, André Cezar; Afonso, José Roberto; Porto, Silvia Marta; Ugá, Maria Alicia Domínguez; Mendes, Eugênio Vilaça; Mattos, Cesar; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Organização Pan-Americana da Saúde; Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde; Solon Magalhães Vianna; Sérgio Francisco Piola; André Cezar Médici; José Roberto Afonso; Silvia Marta Porto; Alicia Domínguez Ugá; Eugênio Vilaça Mendes; Cesar Mattos
    Economia e Financiamento 4
    Trata do tema do financiamento do sistema de saúde brasileiro, com foco nos aspectos econômicos relacionados à organização, aos gastos e às fontes de recursos do setor saúde. A obra discute o financiamento dos serviços de saúde no contexto nacional, abordando a estrutura de gastos, os mecanismos de financiamento e sua relação com o funcionamento do sistema de saúde no Brasil. O livro está inserido no campo da Economia da Saúde e tem como objetivo subsidiar análises e debates sobre políticas públicas e financiamento do setor. Publicado em 1994 pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o material constitui referência técnica para estudos sobre financiamento e gastos em saúde no país.
  • Publicação
    Tributação e cadeia produtiva no setor farmacêutico no Brasil
    (Ipea, 2025-08) Santos, Wilton; Mattos, Enlinson; Politi, Ricardo; Wilton Santos; Enlinson Mattos; Ricardo Politi
    PPE 55
    A literatura sobre os efeitos da tributação nas cadeias produtivas é bastante escassa. Este artigo explora a implementação do regime monofásico do Programa de Integração Social (PIS) e da Con tribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para investigar o efeito da tributação sobre a organização do setor farmacêutico, em especial sobre associações verticais entre indústria e atividades comerciais, e sobre a abertura de novas firmas nesse setor. Os resultados com dados em painel de 1995 até 2007 sugerem um aumento das associações verticais entre indústrias e varejistas e entre indústrias e atacadistas até dois anos após a implementação da lei. Adicionalmente, foi encontrada uma queda na abertura de novas firmas nesse período. Portanto, as firmas podem responder a mudanças tributárias rearranjando sua organização societária.
  • Publicação
    Financiamento do SUS e emendas parlamentares : uma análise da desigualdade das transferências de incremento ao custeio de serviços no período de 2019 a 2024
    (Ipea, 2025-12-01) Filipe Matheus Silva Cavalcanti; Filipe Matheus Silva Cavalcanti
    TD 3149
    Este estudo investiga o papel das emendas parlamentares no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase nas transferências de incremento ao custeio da atenção primária e da atenção especializada realizadas entre 2019 e 2024. Em primeiro lugar, analisa-se a evolução dos limites anuais definidos pelo Ministério da Saúde para esse tipo de repasse, observando-se um crescimento expressivo ao longo do período, especialmente na atenção especializada: nesse nível de atenção à saúde, os tetos de repasse para estabelecimentos públicos estaduais aumentaram 147%, enquanto os destinados a estabelecimentos públicos municipais cresceram 231%. No mesmo intervalo, os valores efetivamente pagos cresceram 79% e 120%, respectivamente. Para a atenção primária, a variação dos valores pagos foi de 51%. A análise também revela acentuadas desigualdades entre os entes federativos em termos de valores recebidos por habitante. Em segundo lugar, o estudo analisa as transferências de incremento ao custeio da atenção especializada para entidades privadas sem fins lucrativos a partir de uma base de dados inédita construída por meio da análise de 745 portarias do Ministério da Saúde publicadas no período. Os dados coletados evidenciam que 34,1% das emendas para estados e 28,1% das emendas para municípios, nesse tipo de despesa, são indicados a estabelecimentos privados. Por fim, a pesquisa analisa as despesas executadas em 2023 com recursos reservados às emendas de relator, porém reclassificados como despesa discricionária (não proveniente de emendas parlamentares), após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que esse tipo de emenda deveria ser utilizado apenas para correção de erros e de omissões no orçamento. São encontradas disparidades significativas na alocação desses recursos entre os entes subnacionais. Na atenção primária, o estado de Alagoas foi o maior beneficiado, tendo recebido R$ 72 per capita em transferências municipais, seguido de Roraima (R$ 36) e Piauí (R$ 34). Na atenção especializada, Alagoas também recebeu o maior montante por habitante, com R$ 128 per capita recebidos em transferências estaduais e municipais, seguido de Maranhão (R$ 49) e Paraíba (R$ 44).
  • Publicação
    Determinantes do consumo das famílias com idosos e sem idosos com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares de 1995/1996
    (Ipea, 2006) Almeida, Alexandre Nunes de; Kassouf, Ana Lúcia; Alexandre Nunes de Almeida; Ana Lúcia Kassouf
    Analisa os padrões de consumo de famílias brasileiras com e sem idosos, utilizando dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 1995/1996. A partir de modelos econométricos logit, os autores investigam como variáveis como renda, escolaridade, idade, localização geográfica e tamanho da família influenciam o consumo de diferentes agregados de bens e serviços. Os resultados mostram que famílias com idosos tendem a gastar mais com saúde e produtos farmacêuticos, enquanto famílias sem idosos apresentam maior consumo em itens como transporte, lazer e alimentação fora do domicílio. A renda dos idosos, majoritariamente proveniente de aposentadorias, contribui significativamente para o orçamento familiar, especialmente nas famílias de baixa renda. O estudo destaca a importância de políticas públicas voltadas à saúde, previdência e ao mercado consumidor da terceira idade, considerando o envelhecimento acelerado da população brasileira.
  • Publicação
    Estimation of the Brazilian consumer demand system
    (Ipea, 2006) Asano, Seki; Fiúza, Eduardo P. S.; Seki Asano; Eduardo P. S. Fiúza
    Apresenta uma estimativa abrangente do sistema de demanda do consumidor brasileiro, utilizando dados das Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) de 1987/88 e 1995/96. Os autores aplicam o modelo econométrico Almost Ideal Demand System (AIDS), em sua forma não linear, para sete categorias de consumo: alimentação, habitação, mobiliário e eletrodomésticos, vestuário, transporte e comunicação, saúde e cuidados pessoais, e despesas pessoais, educação e leitura. A análise incorpora variações regionais e temporais de preços, além de fatores demográficos como escolaridade, idade e tamanho da família. Os resultados mostram que alimentação e habitação são bens de necessidade, enquanto os demais são considerados bens de luxo. As elasticidades de preço e renda estimadas são consistentes com a teoria microeconômica e revelam estabilidade nos padrões de consumo, mesmo em períodos de alta inflação. O estudo fornece subsídios para políticas públicas, como tributação de bens de consumo e subsídios a famílias de baixa renda.
  • Publicação
    Gastos alimentares nas grandes regiões urbanas do Brasil : aplicação do modelo AID aos microdados da POF 1995/1996 IBGE
    (Ipea, 2006) Menezes, Tatiane; Magalhães, Luís Carlos G. de; Tomich, Frederico Andrade; Vianna, Salvador Werneck; Fernando Gaiger Silveira; Tatiane Menezes; Fernando Gaiger Silveira; Luís Carlos G. de Magalhães; Frederico Andrade Tomich; Salvador Werneck Vianna
    Aplica o modelo econométrico Almost Ideal Demand System (AID), em sua versão quadrática (QUAID), aos microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 1995/1996 para estimar elasticidades-renda de 39 produtos alimentares nas grandes regiões urbanas brasileiras. A análise considera faixas de renda e áreas geográficas distintas, revelando que a maioria dos alimentos são bens normais, com exceção de alguns como farinha de mandioca e leite em pó, classificados como bens inferiores. Os resultados mostram que as elasticidades-renda são mais elevadas nas faixas de menor renda e nas regiões Norte e Nordeste, indicando que aumentos de renda nessas áreas têm forte impacto no consumo alimentar. A metodologia inovadora, baseada em microdados e preços implícitos, permite maior precisão nas estimativas e contribui para o entendimento dos padrões de consumo alimentar, com implicações relevantes para políticas públicas voltadas à segurança alimentar e à redução das desigualdades sociais.
  • Publicação
    O Consumo alimentar dos brasileiros metropolitanos
    (Ipea, 2006) Bertasso, Beatriz Freire; Beatriz Freire Bertasso
    Investiga os padrões de consumo alimentar dos brasileiros residentes em regiões metropolitanas, com base nos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 1995–1996. A autora analisa como variáveis socioeconômicas — como renda, idade, tamanho da família, organização familiar e presença de mulheres que trabalham — influenciam o consumo de alimentos classificados como tradicionais (cereais, leguminosas, alimentos frescos, leite e derivados) e modernos (refrigerantes, enlatados, alimentos preparados e refeições fora do domicílio). Utilizando modelos econométricos com correção para censura amostral (Heckman), o estudo revela que a renda continua sendo um forte determinante do consumo alimentar, especialmente fora do domicílio. Também se observa que famílias menores tendem a apresentar menor eficiência no consumo, e que jovens e famílias com mulheres que trabalham privilegiam alimentos modernos e práticos. O capítulo conclui que mudanças demográficas e sociais estão moldando os hábitos alimentares, com implicações importantes para políticas públicas de saúde e nutrição.
  • Publicação
    Elasticidades-renda das despesas e do consumo físico de alimentos no Brasil metropolitano em 1995-1996
    (Ipea, 2006) Hoffman, Rodolfo; Rodolfo Hoffman
    Analisa como as despesas e o consumo físico de alimentos variam em função da renda familiar per capita, com base nos dados definitivos da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 1995–1996. Utilizando modelos econométricos com poligonais log-log, o autor estima elasticidades-renda para diferentes categorias de alimentos e agregados de despesas. Os resultados mostram que a elasticidade-renda tende a ser maior para produtos considerados supérfluos, como educação e lazer, e menor para itens essenciais, como alimentação e fumo. O estudo também revela que o consumo de alimentos fora do domicílio apresenta elasticidade significativamente maior do que o consumo no domicílio, refletindo mudanças nos hábitos alimentares com o aumento da renda. A análise inclui comparações entre regiões metropolitanas e destaca desigualdades de renda e padrões de consumo, sugerindo implicações para políticas públicas voltadas à segurança alimentar e à equidade social.
  • Publicação
    Tipologia socioeconômica das famílias das grandes regiões urbanas brasileiras e seu perfil de gastos
    (Ipea, 2006) Bertasso, Beatriz Freire; Magalhães, Luís Carlos G. de; Fernando Gaiger Silveira; Beatriz Freire Bertasso; Fernando Gaiger Silveira; Luís Carlos G. de Magalhães
    Propõe uma tipologia socioeconômica das famílias residentes nas grandes regiões urbanas brasileiras, com base nos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 1995–1996. Utilizando análise fatorial e métodos de agrupamento, os autores identificam dez grupos familiares distintos, considerando variáveis como renda, composição etária, escolaridade do chefe de família, padrão alimentar e estrutura de moradia. A análise revela que o perfil de gastos está fortemente associado à idade, tamanho da família e nível de renda, influenciando desde o consumo de alimentos até despesas com saúde, educação e transporte. O estudo destaca a importância de políticas públicas que considerem essas especificidades para promover maior equidade e eficiência na alocação de recursos sociais.
  • Publicação
    Recebimento e dispêndio das famílias brasileiras : evidências recentes da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 1995-1996
    (Ipea, 2006) Castro, Paulo Furtado de; Magalhães, Luis Carlos G. de; Paulo Furtado de Castro; Luis Carlos G. de Magalhães
    Analisa as transformações nos padrões de recebimento e despesa das famílias brasileiras entre as pesquisas de Orçamentos Familiares de 1987/1988 e 1995/1996. Utilizando dados do IBGE, os autores identificam mudanças significativas na estrutura de consumo, com destaque para o aumento dos gastos com habitação, transporte urbano, saúde e educação, e a redução nas despesas com alimentação e vestuário. O estudo revela também um aumento da desigualdade de renda, especialmente nas regiões metropolitanas do Nordeste, e aponta para um desequilíbrio orçamentário nas famílias de baixa renda, que gastam mais do que recebem. A análise sugere que fatores como urbanização, estabilização econômica e mudanças nos preços relativos influenciaram fortemente os hábitos de consumo. O capítulo conclui que políticas públicas voltadas à redução dos preços dos alimentos e à melhoria dos serviços públicos podem ter impacto significativo no bem-estar das famílias brasileiras.
  • Publicação
    Apresentação : Gasto e consumo das famílias brasileiras contemporâneas : volume 1
    (Ipea, 2006) Soares, Luiz Henrique Proença; Luiz Henrique Proença Soares
    Introduz a obra como uma iniciativa do Ipea para consolidar estudos sobre o consumo das famílias brasileiras destacando o foco dos textos que são baseados em dados da PNAD e, principalmente, da POF, realizadas pelo IBGE. A apresentação destaca a relevância do consumo familiar como componente do PIB e como indicador das condições de vida da população. O texto também enfatiza a colaboração entre Ipea e IBGE, e o papel da pesquisa em rede para subsidiar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à inclusão social.
  • Publicação
    Introdução : Gasto e consumo das famílias brasileiras contemporâneas : volume 2
    (Ipea, 2006) Fernando Gaiger Silveira; Luciana Mendes Santos Servo; Menezes, Servo Tatiane; Piola, Sérgio Francisco; Fernando Gaiger Silveira; Luciana Mendes Santos; Servo Tatiane Menezes; Sérgio Francisco Piola
    Apresenta uma reflexão crítica sobre os padrões de consumo das famílias brasileiras, relacionando-os com desigualdades sociais e econômicas persistentes. Os autores destacam que, apesar dos avanços em diversas áreas, o Brasil ainda enfrenta sérios problemas de pobreza e exclusão social. Incorpora conceitos de pensadores como Celso Furtado e Amartya Sen, propondo uma abordagem multidimensional do desenvolvimento, que vai além da renda e inclui acesso a serviços essenciais. O capítulo também contextualiza a importância da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) como ferramenta para compreender os hábitos de consumo e os níveis de bem-estar da população, justificando a organização da coletânea de estudos que compõem o livro.
REPOSITÓRIO DO CONHECIMENTO DO IPEA
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