Book: Sistemas de saúde comparados : gasto, acesso e desempenho
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Abstract
Estudos comparativos acerca dos gastos dos sistemas de saúde em nível international tem atraído a atenção dos economistas. Em 2003, o Brasil aplicou US$597 per capita na área da saúde, ou 7.6% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto, na média, alguns países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) gastaram US$3,145 ou 10.8% do PIB e alguns países latino-americanos US$622 ou 6.7% do PIB. Vale dizer, em que pese a Constituição brasileira tenha definido que a saúde é um direito social, procurando atender as necessidades de saúde da população mediante a provisão do acesso universal dos serviços, pode-se avaliar que, em termos relativos, o gasto público em saúde no Brasil apresenta uma proporção similar àquela observada no sistema norte americano — que é um modelo tipicamente liberal. Nota-se, ainda, no caso brasileiro, uma taxa de 2.1 médicos por mil habitantes e uma taxa do número de leitos menor do que os países da OCDE, porém maior do que os da América Latina. Usando uma medida aproximada, o Brasil apresenta a taxa mais alta de mortalidade infantil e a menor expectativa de vida dentre os países selecionados.
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International comparisons of health expenditures have attracted considerable interest among health economists. In 2003 Brazil spent $597 per capita on health, or 7.6 percent of its Gross Domestic Product (GDP), while the median Organization for Economic Cooperation and Development (OECD) country spent $3,145, or 10.8 percent, and the median Latin American country spent $622, or 6.7 percent of its GDP. For descriptive comparison purposes, although Brazil's constitution stipulates that health care is a basic
social right and must be allocated by need rather than ability to pay, its public health spending has reached almost the same proportion as in the U.S. health system, a clear promarket model. It has 2.1 physicians for every thousand persons and a rate of hospital beds lower than the OECD but higher than Latin American countries. As far as the available outcome measures are concerned, Brazil has the highest infant mortality rate and the lowest life expectancy at birth of the selected countries.
