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Novo regime demográfico : uma nova relação entre população e desenvolvimento ?

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978-85-7811-229-5

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Abstract

Apresenta a transição demográfica no Brasil. Analisa a forma como o cenário brasileiro de redução do crescimento populacional e acelerado envelhecimento afeta a expansão econômica, o mercado de trabalho, o meio ambiente, a criminalidade e as demandas por políticas de creche, educação, saúde, segurança pública, previdência e por cuidados para a população idosa. Discute como a relação entre população e desenvolvimento tem sido vista ao longo da História. Fornece base para as projeções de demandas de políticas setoriais, analisando os impactos que terão as mudanças populacionais que viveremos nas próximas décadas sobre o crescimento econômico.

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CAMARANO, Ana Amélia. Novo regime demográfico: uma nova relação entre população e desenvolvimento? Rio de Janeiro: Ipea, 2014. Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/3288

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Como a história tratou a relação entre população e desenvolvimento econômico
(Ipea, 2014) Ana Amélia Camarano de Mello Moreira; Ana Amélia Camarano
O capítulo analisa, a partir de uma perspectiva histórica e teórica, a relação entre população e desenvolvimento econômico, evidenciando como esse debate foi marcado por interpretações divergentes — ora otimistas, ora pessimistas — desde os clássicos como Adam Smith e Malthus até abordagens contemporâneas. A autora discute três regimes demográficos: o de alto crescimento populacional, associado a preocupações com pobreza e escassez de recursos; o de desaceleração, que abre a possibilidade do bônus demográfico; e o de declínio populacional, caracterizado pelo envelhecimento e redução da força de trabalho. O texto mostra que não há consenso sobre o impacto direto das mudanças demográficas no crescimento econômico, destacando que tais efeitos dependem de fatores como políticas públicas, estrutura etária, educação e contexto institucional. Conclui-se que a população não pode ser compreendida isoladamente como problema ou solução, sendo necessário considerar a complexidade das interações entre dinâmica demográfica, desenvolvimento econômico e transformações sociais.
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A População brasileira e seus movimentos ao longo do século XX
(Ipea, 2014) Ana Amélia Camarano de Mello Moreira; Kanso, Solange; Fernandes, Daniele; Ana Amélia Camarano; Solange Kanso; Daniele Fernandes
O capítulo analisa a evolução da população brasileira ao longo do século XX, com enfoque nos principais componentes da dinâmica demográfica — fecundidade, mortalidade e migração — e seus efeitos sobre o crescimento populacional e a estrutura etária. Evidencia-se que o Brasil experimentou uma rápida transição demográfica, caracterizada inicialmente por altas taxas de fecundidade e mortalidade, seguidas por acentuada redução desses indicadores, sobretudo a partir da segunda metade do século. O texto também destaca o papel das migrações internas na redistribuição territorial da população, especialmente no processo de urbanização e no deslocamento para regiões mais dinâmicas economicamente. Conclui-se que essas mudanças configuraram um novo padrão demográfico, com crescimento mais lento, envelhecimento populacional e novos desafios sociais, econômicos e para a formulação de políticas públicas.
Item type:Publication,
Mudanças nos arranjos familiares e seu impacto nas condições de vida : 1980 e 2010
(Ipea, 2014) Ana Amélia Camarano de Mello Moreira; Fernandes, Daniele; Ana Amélia Camarano; Daniele Fernandes
O capítulo analisa as transformações nos arranjos familiares no Brasil entre 1980 e 2010 à luz da Segunda Transição Demográfica, destacando a queda da fecundidade, o aumento das uniões consensuais, dos divórcios e da diversidade de estruturas familiares. Observa-se a redução da predominância do modelo tradicional de casal com filhos e o crescimento de arranjos monoparentais, unipessoais e novos formatos como casais sem filhos (DINC) e famílias reconstituídas. Essas mudanças estão associadas à maior autonomia individual, especialmente das mulheres, à sua inserção no mercado de trabalho e à alteração nos valores sociais. O capítulo também evidencia impactos nas condições de vida, com aumento da renda média e redução da pobreza, influenciados tanto pela mudança na composição das famílias quanto pelo aumento da escolaridade e da participação feminina na renda.
Item type:Publication,
Compressão da mortalidade no Brasil
(Ipea, 2014) Kanso, Solange; Solange Kanso
O capítulo analisa as mudanças no padrão de mortalidade da população brasileira entre 1980 e 2010, com ênfase no fenômeno da compressão da mortalidade, caracterizado pelo aumento da idade média ao morrer e pela redução da dispersão das mortes ao redor dessa idade. O estudo mostra que a queda da mortalidade, sobretudo nas idades jovens, e os avanços no controle de doenças contribuíram para o aumento da expectativa de vida e para a concentração dos óbitos em idades mais avançadas. No entanto, o Brasil ainda apresenta desigualdades regionais e níveis de mortalidade superiores aos de países mais desenvolvidos, indicando que o processo de compressão ocorre de forma heterogênea. E conclui que, embora haja evidências de progresso na longevidade e mudanças na estrutura da mortalidade, o país ainda enfrenta desafios para consolidar plenamente esse processo demográfico.
Item type:Publication,
Perspectivas de crescimento da população brasileira e algumas implicações
(Ipea, 2014) Ana Amélia Camarano de Mello Moreira; Ana Amélia Camarano
O capítulo analisa as perspectivas de crescimento da população brasileira diante das mudanças demográficas ocorridas desde a segunda metade do século XX, destacando a desaceleração do crescimento populacional e o avanço do envelhecimento. Evidencia-se que a queda da fecundidade, combinada ao aumento da expectativa de vida, tende a provocar, no médio prazo, redução do contingente populacional total e da força de trabalho, além de intensificar o processo de superenvelhecimento. O texto ressalta ainda o papel do chamado momentum populacional negativo na prolongação do declínio populacional e aponta que essas transformações trarão importantes implicações sociais e econômicas, exigindo adaptações nas políticas públicas, especialmente nas áreas de previdência, saúde e mercado de trabalho.
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