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Comunidades terapêuticas : temas para reflexão

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Este livro reúne textos elaborados a partir de pesquisa realizada pelo Ipea, por solicitação da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça (MJ). A pesquisa teve início em 2015 e objetivou traçar um perfil das comunidades terapêuticas (CTs) – instituições privadas que compõem a oferta pública de cuidados a usuários de drogas –, tendo em vista subsidiar ações da Senad e identificar os desafios das políticas públicas nesse campo.

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Introdução : Comunidades terapêuticas : temas para reflexão
(Ipea, 2018) Maria Paula Gomes dos Santos; Maria Paula Gomes dos Santos
O texto aborda o conceito e a prática das comunidades terapêuticas, espaços voltados à recuperação e reinserção social de pessoas com problemas relacionados ao uso abusivo de álcool e outras drogas. Discute o histórico e a evolução dessas instituições, destacando como surgiram, seus princípios fundamentais e a importância da abordagem multidisciplinar no tratamento.
Item type:Publication,
Comunidades terapêuticas e a disputa entre modelos de atenção e cuidado a usuários de drogas
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2018-12) Santos, Maria Paula Gomes dos
O artigo trata do modelo de cuidado adotado pelas comunidades terapêuticas a partir do que se pode depreender da pesquisa realizada pelo Ipea e da literatura disponível sobre o tema. Reflete sobre o debate que se trava em torno dos modelos de cuidado a usuários de drogas implementados no Brasil, apontando algumas questões que demandam a consideração dos gestores das políticas públicas nesta área.
Item type:Publication,
Isolamento, disciplina e destino social em comunidades terapêuticas
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2018) Natalino, Marco Antônio Carvalho
Com a realização da pesquisa Perfil das Comunidades Terapêuticas Brasileiras (CTs), envolvendo tanto enquete quantitativa com representatividade nacional quanto estudos etnográficos em profundidade, que essa realidade se altera, abrindo-se a possibilidade de entendermos melhor como funcionam essas instituições. A possibilidade aberta, e que será explorada neste capítulo, é compreender se nas CTs brasileiras observam-se características de instituições totais, no sentido dado originalmente por Goffman (2005), identificando similitudes, divergências e variações entre o tipo teórico e o empírico. E, dada essa compreensão, analisar como se comportam na realidade brasileira atual as tendências, relatadas na literatura desse tipo de instituição, à inadaptação civil pós-isolamento e à conformação do destino social de seus egressos.
Item type:Publication,
Tempo e subjetivação em comunidades terapêuticas
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2018) Souza, Letícia Canonico de; Nunes, Matheus Caracho; Santos, Maria Paula Gomes dos
Este capítulo visa discutir o papel da administração do tempo como técnica disciplinar utilizada pelas comunidades terapêuticas (CTs), em seu projeto de promoção de transformações subjetivas naqueles que se submetem à sua metodologia de tratamento contra o uso problemático de drogas. Os elementos empíricos que provocaram esta reflexão emergiram dos trabalhos etnográficos que realizamos em algumas CTs brasileiras, assim como do survey da pesquisa Perfil das Comunidades Terapêuticas Brasileiras, realizada pelo Ipea (2017). O propósito deste texto é, antes, realizar uma análise da tecnologia de gestão do tempo empregada pelas CTs, com o fim de elucidar aspectos de sua metodologia, bem como de entender o seu papel como instituições voltadas ao disciplinamento de corpos e mentes daqueles que, devido ao uso intensivo de drogas, parecem ter a característica de resistir obstinadamente à normalização.
Item type:Publication,
Comunidades terapêuticas e a transformação moral dos indivíduos : entre o religioso-espiritual e o técnico-científico
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2018) Loeck, Jardel Fischer
O objetivo central deste texto é colocar em questão as tipologias que distinguem simplificadamente as comunidades terapêuticas (CTs) entre religiosas e laicas, argumentando que a diversidade de práticas encontradas nessas instituições as distribui ao longo de uma linha contínua, em que, num dos polos, se colocam aquelas em que predomina o tratamento religioso-espiritual; e no polo oposto, as que se caracterizam por adotar recursos técnico-científicos, ou laicos. Desse modo, o autor sugere que o chamado modelo de CT, ainda que ancorado em alguns pressupostos comuns, se materializa em diferentes configurações empíricas, que deslizam ao longo dessa linha, traçada entre as abordagens predominantemente religiosas e as predominantemente laicas.
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