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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 17, n. 01, abr. 1987

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Retomada do crescimento e esforço de poupança : limitações e possibilidades
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1987-04) Werneck, Rogério L. Furquim
A retomada da taxa histórica de crescimento da economia brasileira deverá envolver um equacionamento adequado do aumento de esforço de poupança que será requerido. Este artigo analisa algumas limitações e possibilidades que terão que ser consideradas neste equacionamento, através de simulações feitas com dois modelos de consistência bastante simples. Tais simulações permitem delinear a extensão do aumento de esforço de poupança que seria deixado a cargo do setor privado em diferentes cenários, que contemplam hipóteses alternativas acerca da evolução da distribuição de renda e das variáveis que determinam a capacidade de geração de poupança pelo setor público. Os resultados permitem perceber com clareza o irrealismo de políticas que não envolvam uma recomposição razoável da importância da poupança estatal.
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Agricultura e produção de energia : um modelo de programação linear para avaliação econômica do PROÁLCOOL
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1987-04) Tourinho, Octávio Augusto Fontes; Ferreira, Léo da Rocha; Pimentel, Ruderico Ferraz
O objetivo principal deste trabalho é a avaliação do Programa Nacional do Álcool (PROALCOOL) e de seus impactos econômicos. Com este intuito, utilizou-se uma modelo de programação linear dinâmico apara examinar os deslocamentos espaciais e temporais de culturas provocados pelo Programa, o "custo social" do álcool e seus impactos diretos no balanço de pagamentos do Pais. Os principais resultados do modelo mostram que o PROALOOOL não acarreta custos domésticos substanciais na forma de elevação dos preços agrícolas e do próprio álcool e que seu impacto na balança comercial é positivo, variando de cerca de US$ 500 milhões em 1983/84 a quase US$ 1 bilhão anuais em 1993/94. O custo marginal do álcool mostrou-se bastante elevado, sendo da ordem de US$ 89 por barril equivalente de gasolina no período 1987/96, e a viabilidade econômica do Programa fica na dependência da continuidade da evolução favorável da eficiência com que opera cada produtor, bem como da trajetória do preço internacional do petróleo.
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Um Estudo de custo-benefício do PROÁLCOOL
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1987-04) Motta, Ronaldo Seroa da
Neste artigo discutimos unta avaliação da viabilidade social do Programa Nacional do Álcool. Inicialmente, estimamos os parâmetros nacionais para o Brasil de acordo com o método proposto por Little e Mirrlees e, com base nestas avaliações, desenvolvermos procedimentos alternativos para estimar o custo social do etanol. A base de dados utilizada refere-se à estrutura de custos de produção do etanol para a safra de 1981/82 nos Estados de São Paulo, Pernambuco e Goiás. Em seguida, realizamos uma análise de sensibilidade de nossas estimativas para um cenário que considere o desenvolvimento do Programa a longo e médio prazos. Nossos resultados indicam que a viabilidade social do PROALCOOL somente poderá ser alcançada após a primeira metade da próxima década. Entretanto, a questão da viabilidade social do Programa não pode ser respondida sem que antes sejam formuladas hipóteses importantes sobre o futuro desenvolvimento do Programa, os preços internacionais do petróleo e o progresso tecnológico.
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Eficácia da institucionalização de regiões metropolitanas no Brasil : análise da evolução dos serviços de saneamento urbano
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1987-04) Andrade, Thompson Almeida; Santos, Renato A. Z. Villela dos
No presente artigo procura-se examinar se foi ou não eficaz a institucionalização das regiões metropolitanas no sentido de promover alterações na oferta de serviços públicos tidos coma de interesse metropolitano. Comparam-se as modificações ocorridas no período 1970/80 em municípios da periferia dessas aglomerações com aquelas verificadas em outras localidades e testa-se econometricamente a hipótese de que tal institucionalização foi capaz de alterar significativamente a estrutura de oferta dos serviços de saneamento, o que não é confirmado. Argumenta-se, ao final, que a ineficácia dessa institucionalização deve-se à falta de instrumentos de política específicos para o espaço metropolitano, especialmente de caráter financeiro.
Item type:Publication,
Evolução metropolitana, mudança econômica setorial e distribuição de tamanhos de cidades
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1987-04) Suarez-Vilia, Luis
Neste artigo, a evolução metropolitana é avaliada a partir de uma perspectiva enfocada em variáveis demográficas e econômicas, estas de natureza setorial. Um exame seletivo da literatura norte-americana e européia oferece perspectivas e antecedentes significativos sobre o modelo de estágios aplicado ao estudo da transformação metropolitana. Isto é então relacionado à distribuição de tamanhos de cidades elaborada por Pareto, considerando-se o coeficiente de distribuição da população interurbana e o desempenho que do mesmo se espera durante as várias fases da evolução metropolitana. A relação entre transformação metropolitana e distribuição nacional de tamanhos de cidades e encarada como um componente significativo da emergente hierarquia de cidades metropolitanas mundiais, tanto nas nações desenvolvidas como naquelas em desenvolvimento.
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