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Aristides Monteiro Neto

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Economista com doutorado em Economia Aplicada pelo IE/UNICAMP (2005). É técnico em Planejamento e Pesquisa do Ipea desde 1997. Foi chefe da Assessoria de Planejamento e Articulação Institucional do Ipea (2011-2012). Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco (2007-2009). Professor do Mestrado em Políticas Públicas e Desenvolvimento do Ipea.

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Livros (Autor)

Item type:Livro,
Ensaios de economia regional e urbana
(Ipea, 2007) Lall, Somik V.; Wang, Hyoung Gun; Silva, Alexandre Manoel Angelo da; Magalhães, João Carlos Ramos; Miranda, Rogério Boueri; Ellery Junior, Roberto de Goes; Sandi, Danielle; Chomitz, Kenneth M.; Sousa, Maria da Conceição Sampaio de; Timmins, Christopher; Almeida Júnior, Mansueto Facundo de; Cruz, Bruno de Oliveira; Aristides Monteiro Neto; Constantino Cronemberger Mendes; Cerqueira, Daniel Ricardo de Castro; Mata, Daniel Ferreira Pereira Gonçalves da; Resende, Guilherme Mendes; Mota, José Aroudo ; Piancastelli, Marcelo ; Carlos Wagner de Albuquerque Oliveira; Carvalho, Alexandre Xavier Ywata de; José Aroudo Mota; Marcelo Piancastelli
Analisa alguns dos principais problemas urbanos brasileiros: crescimento econômico, favelas e criminalidade. Trata do crescimento comparado entre municípios dos Estados de Alagoas e Minas Gerais, do padrão de desigualdade nacional, do fluxo migratório, do mercado de trabalho rural e da demanda por serviços públicos locais. Reflete sobre políticas e instrumentos de desenvolvimento regional no Brasil ao longo do período (e/ou com ênfase) que se iniciou nos anos 1990 e até pelo menos o ano de 2003 e que reflete a fase de adoção de reformas estruturais na condução da política macroeconômica. Aborda uma visão integrada da economia brasileira encadeando três pontos para discussão da economia regional e urbana: urbanização, crescimento e bem-estar; dinâmica da renda, mercado de trabalho e demanda por serviços públicos. Analisa os instrumentos de intervenção pública nas regiões visando a ampliação da abertura comercial e liberalização financeira para o exterior como elementos atratores do investimento externo para o desenvolvimento.

Livros (Editor)

Livros (Organizador)

Item type:Livro,
Universidade e território : ensino superior e desenvolvimento regional no Brasil do século XXI
(Ipea, 2022) Macedo, Fernando Cezar de ; Monteiro Neto, Aristides ; Vieira, Danilo Jorge ; Aristides Monteiro Neto; Fernando Cezar de Macedo; Aristides Monteiro Neto; Danilo Jorge Vieira
Os artigos que compõem este livro resultam da parceria entre o Ipea e a Secretaria Nacional de Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvi mento Regional (SDRU/MDR), na forma de uma chamada pública lançada em fins de 2019, para que pesquisadores nacionais em diversas áreas do conhecimento contribuíssem para uma reflexão sobre o papel e a influência das instituições de ensino e pesquisa de nível superior no desenvolvimento regional brasileiro.

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Item type:Publicação,
Pesquisa exploratória sobre o processo de implantação do Programa de Inovação Educação Conectada – PIEC
(Ipea, 2024) Nogueira, Denise Barros de Sousa; Aristides Monteiro Neto; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Denise Barros de Sousa Nogueira; Lacé, Andréia Mello; Souza, Pedro Herculano Guimarães Ferreira de; Aristides Monteiro Neto
Uma das principais ações de transformação digital para escolas públicas de ensino regular do país, o Programa de Inovação Educação Conectada (PIEC), objetiva apoiar a universalização do acesso à internet em alta velocidade nas escolas públicas e fomentar o uso pedagógico de tecnologias digitais na educação básica. Nas próximas páginas, almeja-se analisar o processo de implementação do programa, tendo como premissa, inicialmente, o levantamento dos programas antecessores, de forma a se compreender a linha do tempo da conectividade no Brasil. Com base nessa análise, verificam-se outras iniciativas de conectividade nas escolas de diferentes países. A partir de dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, passa-se à avaliação da transferência de recursos entre ente federado e escola, do ano de 2018 a 2022. Os números de adesão nos anos referidos possibilitaram perceber o avanço do interesse das escolas, principalmente após a Pandemia de Covid-19. Fez-se uso da abordagem metodológica qualitativa, do tipo pesquisa documental e da análise ex-ante da implementação do programa, tendo em vista seu curto período de execução, impossibilitando a visão de efetividade da iniciativa. Em complemento, a metodologia de pesquisa segue à análise de dados primários sobre repasses financeiros do programa e números de adesão, além de dados secundários no tocante ao conhecimento de estudos já realizados sobre o programa e outras iniciativas de conectividade. Ademais, observou-se a execução sob a ótica das escolas e municípios no contexto das dificuldades e entraves na construção de uma rede coesa de conectividade nas escolas públicas brasileiras. Aferiu-se que a gestão do PIEC carece de definições cruciais: não há levantamento adequado dos custos em todas as esferas envolvidas, as estimativas não integram as quatro dimensões do programa e falta uma visão de médio e longo prazo sobre o financiamento e transparência na programação de repasse de recursos.
Item type:Publicação,
Da revolução verde à transformação ecológica : a consolidação do modelo de produção agroalimentar no Brasil e o papel das políticas públicas
(Ipea, 2024) Rossato, Vinicio Bertazzo; Aristides Monteiro Neto; Gesmar Rosa dos Santos; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Vinicio Bertazzo Rossato; Gesmar Rosa dos Santos; Almir de Oliveira Junior; Aristides Monteiro Neto; Regina Helena Rosa Sambuichi
Este trabalho procura analisar a evolução do modelo de produção agroalimentar que vem sendo adotado no Brasil, e identificar o papel das políticas públicas na conformação desse padrão, especialmente a partir da década de 1970. Tendo como ponto de partida a discussão sobre o advento da Revolução Verde e passando pela estruturação dos impérios alimentares, são utilizadas algumas variáveis relacionadas diretamente à abordagem das fronteiras planetárias, para demonstrar a que custo ambiental aquele modelo se viabilizou, respaldado por iniciativas públicas, muitas das quais permanecem e se renovam até hoje. Utilizando o crédito rural como uma política de referência, avança se sobre a consolidação dos pilares da produção de alimentos, baseada, entre outros aspectos, na expansão da fronteira agrícola e no crescente uso de água e insumos químicos, todos com forte interferência sobre a biodiversidade. No entanto, apesar da evidenciação dos efeitos negativos da produção convencional de alimentos sobre o meio ambiente, e apesar dos compromissos ambientais assumidos pelo Governo Federal, o que se observou como indicativo para a próxima década é o fortalecimento da lógica concentradora e predatória e intensificação do atual modelo.
Item type:Publicação,
Políticas de fomento a aglomerações territoriais de empresas de tecnologia de informação e comunicação (TIC) como instrumento de desenvolvimento regional
(Ipea, 2021) Silva, André Rafael Costa e; Aristides Monteiro Neto; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; André Rafael Costa e Silva; Claudio Roberto Amitrano; Coêlho, Vitarque Lucas Paes; Audy, Jorge Luis Nicolas; Aristides Monteiro Neto
Trata-se de pesquisa exploratória para avaliar em que medidas as políticas de fomento a aglomerações territoriais de empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC) podem contribuir com o desenvolvimento regional brasileiro. É exploratória: (a) porque o tema aparenta estar se complexificando à medida que as inovações digitais se tornam mais frequentes, acelerando rupturas em indústrias e relações sociais estabelecidas; (b) porque há dúvidas sobre os referencias teóricos pertinentes para empreender esse tipo de análise, bem como sobre o tipo de política a ser adotada e seus impactos; e (c) porque um dos objetivos da pesquisa foi buscar reunir subsídios (inclusive percepções de atores relevantes) para aprimorar uma das estratégias atuais da Política Nacional de Desenvolvimento Regional, que é a iniciativa Rota da TIC. Como resultados, aponta se: (a) que a combinação das literaturas de mudança estrutural, economias de aglomeração, sistemas regionais de inovação, clusters/arranjos produtivos locais, ecossistemas empreendedores, políticas públicas baseada no território geram um referencial teórico útil para investigar o objeto da pesquisa; (b) que as políticas de fomento a aglomerações de empresas de TIC são altamente relevantes para o desenvolvimento regional; e (c) que a iniciativa da Rota da TIC precisa ser reformulada, incorporando mais instrumentos de fomento, dentro de uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento.
Item type:Publicação,
Restrições geradas pelos processos de licenciamento ambiental nos cronogramas dos empreendimentos do DNIT : percepções versus dados monitorados
(Ipea, 2021) Carvalho, Eduardo Oliveira Penna de; Aristides Monteiro Neto; Sandra Silva Paulsen; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Eduardo Oliveira Penna de Carvalho; Klug, Letícia Beccalli; Roberto Rocha Coelho Pires; Aristides Monteiro Neto; Sandra Silva Paulsen
Partindo da hipótese de que há um descolamento entre a percepção interna a respeito dos atrasos nos cronogramas dos empreendimentos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT gerados pelo processo de licenciamento ambiental e as restrições efetivamente observadas, a pesquisa investiga se existe aderência entre a visão do corpo técnico do órgão e os dados monitorados quanto aos atrasos gerados pelo licenciamento ambiental. A percepção interna é estudada por meio da aplicação de um questionário online, respondido por 130 servidores e colaboradores, e por entrevistas semiestruturadas com cinco desses profissionais. Já as restrições efetivamente monitoradas foram obtidas por meio dos dados do Sistema de Gestão de Empreendimentos e Portifólios (Integra), analisando-se o período de 2016 a 2020. Tanto a análise da percepção interna quanto a dos dados monitorados observou não somente a área de licenciamento ambiental, mas também as demais macro áreas do DNIT – quais sejam orçamento, financeiro, projetos de engenharia, licitação, desapropriação e frente de obras –, para investigar se o eventual descolamento entre percepção e restrições se daria em todas as disciplinas. Os resultados tendem a confirmar a hipótese inicial, pois, além de ter sido verificada uma visão negativa quanto ao processo de licenciamento ambiental, quando comparado às demais macro áreas do órgão, foi encontrada uma significativa desconexão entre a percepção e as restrições efetivamente observadas dos processos de licenciamento nos cronogramas.
Item type:Publicação,
As compras públicas na Administração Pública Federal (APF) e o seu papel na agenda de redução das desigualdades territoriais brasileiras.
(Ipea, 2022) Costa Filho, Roberto Carvalho; Aristides Monteiro Neto; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Roberto Carvalho Costa Filho; Aristides Monteiro Neto; Rocha Neto, João Mendes da; Santos, Claudio Hamilton dos
Esta dissertação analisa as compras públicas na Administração Pública Federal (APF) e o seu papel na agenda de redução das desigualdades territoriais brasileiras. Resgatamos os aspectos legais da contratação pública e abordamos como as contratações são operacionalizadas, passando pelos ritos administrativos até os sistemas de tecnologia da informação utilizados pelos órgãos nos processos licitatórios. Analisamos as iniciativas de fomento para ramos específicos da economia como as microempresas, as empresas de pequeno porte e a agricultura familiar. Para a análise empírica, analisamos os dados referentes às contratações públicas do ano 2000 a 2019, para compreender como são direcionados os recursos gastos com essa atividade do setor público. Identificamos os estados e regiões onde estão os órgãos que mais realizam contratações, os estados e regiões onde estão os maiores fornecedores contratados, quais estados e regiões são mais ou menos contemplados com a presença de órgãos contratantes e fornecedores contratados, quais órgãos fazem mais contratações, o que esses órgãos contratam e de quais estados e regiões. Para os indicadores sociais, analisamos os dados do desenvolvimento humano do país nos anos 2000 e 2010 e a série histórica de famílias cadastradas no Programa Bolsa Família (PBF), atual Programa Auxílio Brasil (PAB). A hipótese dessa dissertação é que o modelo atual de compras públicas federais não considera a agenda da equidade e acentua os problemas das desigualdades regionais registradas pelos indicadores socioeconômicos do país. Os resultados demonstraram a forte concentração na realização dos procedimentos de contratações públicas em órgãos sediados no Distrito Federal, Rio de Janeiro e Minas Gerais e a concentração dos fornecedores contratados na região Sudeste, especialmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e na região Centro-Oeste com fornecedores do Distrito Federal. Assim, concluímos que o atual modelo de compras públicas da APF é um instrumento de desigualdade, ou seja, uma instituição que reproduz e em certo momento até a aumenta, pois, uma vez que visa a eficiência e a economicidade, reiteradamente compra dos mesmos estados e regiões, sem nenhuma alteração qualitativa que permita vislumbrá-lo como instrumento de redução das desigualdades regionais.

Publicações (Editor)

Publicações (Membro da banca)

Item type:Publicação,
Pesquisa exploratória sobre o processo de implantação do Programa de Inovação Educação Conectada – PIEC
(Ipea, 2024) Nogueira, Denise Barros de Sousa; Aristides Monteiro Neto; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Denise Barros de Sousa Nogueira; Lacé, Andréia Mello; Souza, Pedro Herculano Guimarães Ferreira de; Aristides Monteiro Neto
Uma das principais ações de transformação digital para escolas públicas de ensino regular do país, o Programa de Inovação Educação Conectada (PIEC), objetiva apoiar a universalização do acesso à internet em alta velocidade nas escolas públicas e fomentar o uso pedagógico de tecnologias digitais na educação básica. Nas próximas páginas, almeja-se analisar o processo de implementação do programa, tendo como premissa, inicialmente, o levantamento dos programas antecessores, de forma a se compreender a linha do tempo da conectividade no Brasil. Com base nessa análise, verificam-se outras iniciativas de conectividade nas escolas de diferentes países. A partir de dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, passa-se à avaliação da transferência de recursos entre ente federado e escola, do ano de 2018 a 2022. Os números de adesão nos anos referidos possibilitaram perceber o avanço do interesse das escolas, principalmente após a Pandemia de Covid-19. Fez-se uso da abordagem metodológica qualitativa, do tipo pesquisa documental e da análise ex-ante da implementação do programa, tendo em vista seu curto período de execução, impossibilitando a visão de efetividade da iniciativa. Em complemento, a metodologia de pesquisa segue à análise de dados primários sobre repasses financeiros do programa e números de adesão, além de dados secundários no tocante ao conhecimento de estudos já realizados sobre o programa e outras iniciativas de conectividade. Ademais, observou-se a execução sob a ótica das escolas e municípios no contexto das dificuldades e entraves na construção de uma rede coesa de conectividade nas escolas públicas brasileiras. Aferiu-se que a gestão do PIEC carece de definições cruciais: não há levantamento adequado dos custos em todas as esferas envolvidas, as estimativas não integram as quatro dimensões do programa e falta uma visão de médio e longo prazo sobre o financiamento e transparência na programação de repasse de recursos.
Item type:Publicação,
Terrenos de marinha : proposta de um programa de transferência
(Ipea, 2024) Silva, Lucas Willian Caldeira da; Furtado, Bernardo; Furtado, Bernardo; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Lucas Willian Caldeira da Silva; Alexandre dos Santos Cunha; Aristides Monteiro Neto; Furtado, Bernardo
O estudo discute uma proposta de programa de transferência dos mais de 48 mil quilômetros lineares de terrenos de marinha pela Secretaria do Patrimônio da União a partir dos requisitos impostos pela Proposta de Emenda à Constituição n° 03, de 2022, aprovada da Câmara dos Deputados e em discussão no Senado Federal. Aplicando a metodologia do Modelo Lógico, foram investigados os principais problemas e possíveis soluções para a tentativa de alienação dos imóveis aos beneficiários finais no prazo de dois anos. Dentre os principais problemas, cita-se a falta de conhecimento da situação patrimonial dos imóveis, a não finalização da demarcação, a dificuldade da avaliação do valor, a irregularidade dominial e o potencial conflito político face à consolidação do domínio da União. Foi apresentado como solução um trade-off entre o ganho de escala e a precisão dos trabalhos técnicos, materializado pela criação de modelos preditivos dos imóveis capazes de controlar a autodeclaração das propostas de aquisição dos beneficiários finais. Também foi proposta a criação de um instrumento de Reconhecimento de Ocupação conversível em Concessão de Direito Real de Uso, a ser controlado tanto pelo fólio real quanto por um cadastro eletrônico da União. A discussão contribui para o avanço das políticas públicas de gestão patrimonial ao investigar as dificuldades e dilemas enfrentados pelo governo na destinação de grandes acervos imobiliários. Também contribui com a aplicação da metodologia do Modelo Lógico em cenários preditivos. Por fim, o trabalho conclui que a imposição constitucional da transferência massiva dos terrenos de marinha no curto prazo e com incentivos inadequados, para além de ser tecnicamente impossível de ser implementada, pode agravar os conflitos fundiários e trazer sérios prejuízos ao Brasil devido à insegurança jurídica e à perda do controle sobre áreas estratégicas no litoral.
Item type:Publicação,
Da revolução verde à transformação ecológica : a consolidação do modelo de produção agroalimentar no Brasil e o papel das políticas públicas
(Ipea, 2024) Rossato, Vinicio Bertazzo; Aristides Monteiro Neto; Gesmar Rosa dos Santos; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Vinicio Bertazzo Rossato; Gesmar Rosa dos Santos; Almir de Oliveira Junior; Aristides Monteiro Neto; Regina Helena Rosa Sambuichi
Este trabalho procura analisar a evolução do modelo de produção agroalimentar que vem sendo adotado no Brasil, e identificar o papel das políticas públicas na conformação desse padrão, especialmente a partir da década de 1970. Tendo como ponto de partida a discussão sobre o advento da Revolução Verde e passando pela estruturação dos impérios alimentares, são utilizadas algumas variáveis relacionadas diretamente à abordagem das fronteiras planetárias, para demonstrar a que custo ambiental aquele modelo se viabilizou, respaldado por iniciativas públicas, muitas das quais permanecem e se renovam até hoje. Utilizando o crédito rural como uma política de referência, avança se sobre a consolidação dos pilares da produção de alimentos, baseada, entre outros aspectos, na expansão da fronteira agrícola e no crescente uso de água e insumos químicos, todos com forte interferência sobre a biodiversidade. No entanto, apesar da evidenciação dos efeitos negativos da produção convencional de alimentos sobre o meio ambiente, e apesar dos compromissos ambientais assumidos pelo Governo Federal, o que se observou como indicativo para a próxima década é o fortalecimento da lógica concentradora e predatória e intensificação do atual modelo.
Item type:Publicação,
Políticas de fomento a aglomerações territoriais de empresas de tecnologia de informação e comunicação (TIC) como instrumento de desenvolvimento regional
(Ipea, 2021) Silva, André Rafael Costa e; Aristides Monteiro Neto; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; André Rafael Costa e Silva; Claudio Roberto Amitrano; Coêlho, Vitarque Lucas Paes; Audy, Jorge Luis Nicolas; Aristides Monteiro Neto
Trata-se de pesquisa exploratória para avaliar em que medidas as políticas de fomento a aglomerações territoriais de empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC) podem contribuir com o desenvolvimento regional brasileiro. É exploratória: (a) porque o tema aparenta estar se complexificando à medida que as inovações digitais se tornam mais frequentes, acelerando rupturas em indústrias e relações sociais estabelecidas; (b) porque há dúvidas sobre os referencias teóricos pertinentes para empreender esse tipo de análise, bem como sobre o tipo de política a ser adotada e seus impactos; e (c) porque um dos objetivos da pesquisa foi buscar reunir subsídios (inclusive percepções de atores relevantes) para aprimorar uma das estratégias atuais da Política Nacional de Desenvolvimento Regional, que é a iniciativa Rota da TIC. Como resultados, aponta se: (a) que a combinação das literaturas de mudança estrutural, economias de aglomeração, sistemas regionais de inovação, clusters/arranjos produtivos locais, ecossistemas empreendedores, políticas públicas baseada no território geram um referencial teórico útil para investigar o objeto da pesquisa; (b) que as políticas de fomento a aglomerações de empresas de TIC são altamente relevantes para o desenvolvimento regional; e (c) que a iniciativa da Rota da TIC precisa ser reformulada, incorporando mais instrumentos de fomento, dentro de uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento.
Item type:Publicação,
A Complexidade econômica agrícola brasileira : evolução e principais determinantes no período 1998-2018
(Ipea, 2022) Carvalho, Daniela Cristina de Melo Carmo; Claudio Roberto Amitrano; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Daniela Cristina de Melo Carmo Carvalho; Aristides Monteiro Neto; Mauro Oddo Nogueira; Gouvêa, Raphael; Claudio Roberto Amitrano
O crescimento do setor agropecuário brasileiro foi impulsionado principalmente pelos ganhos em produtividade, sendo a tecnologia e a ciência os fatores de maior influência. Partindo dessa perspectiva, este trabalho examinou o desenvolvimento da complexidade econômica na agricultura brasileira e os fatores que determinaram sua evolução no período de 1998 a 2018. Adotaram-se as definições teóricas e ferramentas de análise consolidadas no Atlas da Complexidade Econômica proposto em Hausmann et al. (2011) para desenvolver o Índice de Complexidade Agrícola (ICA), tendo como objetivo geral a tentativa de elucidar quais vertentes exercem maior influência dentro do setor agrícola no Brasil.

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