Publicação:
Operacionalizando a justiça climática : uma proposta para quantificar e reparar dívidas climáticas

dc.contributor.authorMoraes, Rodrigo Fracalossi de
dc.contributor.otherDiretoria de Estudos Internacionais - DINTE
dc.contributor.scholarRodrigo Fracalossi de Moraes
dc.date.accessioned2026-04-08T12:59:42Z
dc.date.available2026-04-08T12:59:42Z
dc.date.issued2026-04-08
dc.date.portal2026-04-08
dc.description.abstractEste texto propõe um modelo para operacionalizar o conceito e a norma da justiça climática no que se refere à responsabilidade histórica por emissões de carbono. Utilizando uma abordagem de igualdade per capita (equality per capita – EPC) e o ano de 1990 como base, o modelo distribui orçamentos de carbono entre países e calcula as dívidas climáticas daqueles que excederam sua cota justa de emissões. A maioria dos países de alta renda ultrapassou seus orçamentos com base nas emissões de combustíveis fósseis e produção de cimento (EFOS ). Os Estados Unidos detêm a maior dívida climática – cerca de US$ 48 trilhões em 2021 –, tendo emitido aproximadamente três vezes sua cota alocada. A inclusão das emissões por uso e mudança de uso da terra e florestas (ELUC ) altera significativamente a posição do Brasil, da Indonésia e de outros países com altos níveis de desmatamento desde 1990. Em consonância com o espírito do Acordo de Paris no que se refere às metas de emissão, cada país poderia pagar suas dívidas climáticas utilizando fontes de receita à sua escolha. Este texto sugere – entre outras fontes de receita – um imposto sobre centimilionários e um imposto corporativo mínimo global como opções justas e operacionalizáveis de arrecadação para os pagamentos de dívidas climáticas. Como parte de estratégias para alinhar a ação climática com os objetivos globais de desenvolvimento, pagamentos de dívidas climáticas devem priorizar países de baixa renda, pessoas pobres em países de renda baixa e média, assim como pessoas e comunidades em situação de vulnerabilidade.
dc.description.abstractalternativeThis article proposes a framework to operationalize the concept and norm of climate justice in regard to historical responsibility for carbon emissions. Using an equal per capita (EPC) approach and 1990 as the base year, the model allocates carbon budgets across countries and calculates climate debts for those that exceeded their fair share of emissions. Most high-income countries have overspent their budgets based on fossil fuel and cement production emissions (EFOS ). The United States, for instance, holds the largest climate debt – around US$ 48 trillion by 2021 – having emitted about three times its allocated share. Including emissions from land use, land-use change, and forestry (ELUC ) significantly alters the position of Brazil, Indonesia, and others with high levels of deforestation since 1990. In line with the Paris Agreement’s spirit regarding emission targets, countries could pay their climate debts using sources of their choice. This article suggests – among other revenue sources – a tax on centimillionaires and a global minimum corporate tax as fair and operationalizable sources of revenue for climate debt payments. These payments should prioritize low-income countries, the poor in low- and middle-income countries, and/or those in vulnerable situations as part of strategies to align climate action with global development goals.
dc.description.serieTD 3167
dc.description.versionEsta obra corresponde à versão final de uma publicação preliminar expressa divulgada anteriormente.
dc.format.extent66
dc.identifier.citationMORAES, Rodrigo Fracalossi de. Operacionalizando a justiça climática: uma proposta para quantificar e reparar dívidas climáticas. Rio de Janeiro: Ipea, abr. 2026. 66 p. (Texto para Discussão, n. 3167). DOI: https://dx.doi.org/10.38116/td3167-port
dc.identifier.doihttps://dx.doi.org/10.38116/td3167-port
dc.identifier.urihttps://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20335
dc.language.isopor
dc.location.cityRio de Janeiro
dc.location.countryBR
dc.publisherIpea
dc.relation.replaceshttps://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/19302
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.holderInstituto de Pesquisa Econômica Aplicada
dc.rights.licenseÉ permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas.
dc.rights.typeLicença Comum
dc.subject.jelQ Agricultural and Natural Resource Economics - Environmental and Ecological Economics::Q5 Environmental Economics::Q54 Climate - Natural Disasters and Their Management - Global Warming
dc.subject.jelD Microeconomics::D6 Welfare Economics::D63 Equity, Justice, Inequality, and Other Normative Criteria and Measurement
dc.subject.keywordJustiça climática
dc.subject.keywordOrçamento de carbono
dc.subject.keywordDívida climática
dc.subject.keywordDivisão Norte-Sul
dc.subject.keywordPerdas e danos
dc.subject.otherlanguagesClimate justice
dc.subject.otherlanguagesCarbon budget
dc.subject.otherlanguagesClimate debt
dc.subject.otherlanguagesNorth-South divide
dc.subject.otherlanguagesLoss and damage
dc.subject.vcipeaMeio Ambiente. Recursos Naturais
dc.titleOperacionalizando a justiça climática : uma proposta para quantificar e reparar dívidas climáticas
dc.title.scholarOperacionalizando a justiça climática: uma proposta para quantificar e reparar dívidas climáticas
dc.typeWorking paper
dspace.entity.typePublication
ipea.descriptionPPA-2026 ID Ipea Projetos: (5234) Visões latino-americanas da ordem internacional ID Produto: (38281) Operacionalizando a justiça climática: uma proposta para qu
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