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Redução da desigualdade e programas de transferência de renda : uma análise de equilíbrio geral

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Abstract

Investiga de que forma o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) contribuíram para a redução da desigualdade entre 2001 e 2005, utilizando um modelo de equilíbrio geral computável que incorpora famílias, setores produtivos, governo, trabalhadores e o setor externo. Os autores simulam cenários nos quais o aumento dessas transferências é financiado por diferentes mecanismos — aumento da dívida pública, corte de gastos, elevação do PIS/Cofins ou aumento de impostos diretos — e avaliam não apenas os efeitos distributivos, mas também impactos sobre emprego, salários, renda das famílias e variáveis macroeconômicas. Os resultados mostram que o efeito redutor de desigualdade depende fortemente do tipo de financiamento adotado: o maior impacto ocorre quando as transferências são custeadas por impostos diretos, enquanto o financiamento via PIS/Cofins gera os piores resultados, prejudicando especialmente trabalhadores de baixa renda e reduzindo empregos em vários setores. O estudo evidencia que, embora as transferências ampliem a renda dos mais pobres em todos os cenários, seus efeitos sobre emprego e salários podem ser parcialmente anulados caso o financiamento do gasto público seja regressivo, reforçando a importância de considerar efeitos de equilíbrio geral ao avaliar políticas redistributivas.

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CURY, Samir; LEME, Maria Carolina da Silva. Redução da desigualdade e programas de transferência de renda: uma análise de equilíbrio geral. In: BARROS, Ricardo Paes de; FOGUEL, Miguel Nathan; ULYSSEA, Gabriel (org.). Desigualdade de renda no Brasil: uma análise da queda recente. Brasília: Ipea, 2007. v. 2. p. 197-218. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20044

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Desigualdade de renda no Brasil : uma análise da queda recente : volume 2
(Ipea, 2007) Barros, Ricardo Paes de; Foguel, Miguel Nathan; Ulyssea, Gabriel; Ricardo Paes de Barros; Miguel Nathan Foguel; Gabriel Ulyssea
Reúne estudos voltados para estimar a magnitude da queda recente na desigualdade e suas consequências sobre as condições de vida da população mais pobre; e aqueles cujo objetivo é identificar os principais fatores determinantes por trás desse movimento. Analisa, em detalhes, as transformações por que passaram os diversos tipos de transferências governamentais, principalmente as pensões e as aposentadorias, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Programa Bolsa Família (PBF). Trata dos fatores responsáveis pelas transformações na distribuição dos rendimentos do trabalho. Avalia o papel da educação e da experiência potencial dos trabalhadores no mercado de trabalho para a redução da desigualdade de renda. Trata do mercado de trabalho como gerador de desigualdade. A análise é centrada nos papéis desempenhados pela discriminação de gênero e de cor, bem como por três tipos de segmentação: setorial, formal-informal e espacial. Aborda os efeitos do salário mínimo sobre a desigualdade de renda por meio das remunerações pagas no mercado de trabalho, assim como das transferências governamentais a ele vinculadas, visando contribuir para o aprimoramento das políticas públicas e, dessa forma, acelerar o processo de redução da extrema desigualdade de renda que ainda prevalece no País.

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