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Inovação tecnológica na indústria brasileira

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Abstract

Analisa as características do processo inovativo na indústria brasileira a partir dos dados da Pintec e da categorização das empresas segundo seu grau de diferenciação de produtos, buscando relacionar estratégias tecnológicas com os tipos de inovação implementados. Amparados no referencial neo‑schumpeteriano, os autores discutem como fatores como tamanho da firma, trajetória tecnológica, ambiente competitivo e interação com outros atores influenciam as estratégias de busca e seleção de inovações. O estudo evidencia que empresas que inovam e diferenciam produtos apresentam maior esforço inovador, maior intensidade em P&D contínuo e maior capacidade de cooperação, contrastando com firmas especializadas em produtos padronizados ou em não diferenciados, que tendem a estratégias defensivas ou imitadoras, com forte dependência da aquisição de máquinas e equipamentos. O capítulo também ressalta o papel das fontes de informação, da formação de arranjos cooperativos e da integração entre empresas, universidades e institutos de pesquisa, identificando diferenças expressivas entre categorias e estratégias de inovação. Por fim, aponta que a compreensão dessas relações é essencial para orientar políticas industriais e tecnológicas voltadas ao fortalecimento da capacidade inovadora e ao aumento da competitividade das firmas industriais brasileiras.

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KOELLER, Priscila; BAESSA, Adriano Ricardo. Inovação tecnológica na indústria brasileira. In: DE NEGRI, João Alberto; SALERNO, Mário Sérgio (org.). Inovações, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras. Brasília, DF: Ipea, 2005. p. 577‑598. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/19972

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Inovações, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras
(Ipea, 2005) Almeida Júnior, Mansueto Facundo de; Alves, Patrick Franco; Araújo, Rogério Dias de; Arbache, Jorge Saba; Arbix, Glauco; Baessa, Adriano Ricardo; Bahia, Luiz Dias; Britto, Jorge Nogueira de Paiva; Cassiolato, José Eduardo; Castro, Antonio Barros de; Conceição, Júnia Cristina Péres Rodrigues da; Costa, Gustavo; De Negri, Fernanda; Domingues, Edson Paulo; Freitas, Fernando; Koeller, Priscila; Kupfer, David; Lemos, Mauro Borges; Moro, Sueli; Prochnik, Victor; Rocha, Frederico; Ruiz, Ricardo Machado; Silva, Alan Ricardo da; Soares, Ricardo Pereira; Vargas, Marco Antonio; Viotti, Eduardo Baumgratz; De Negri, João Alberto ; Salerno, Mario Sergio ; De Negri, João Alberto; João Alberto De Negri; Mario Sergio Salerno
O Ipea está desde o início envolvido ativamente na elaboração das Diretrizes da Política Industrial, nas suas principais medidas e ações implementadas, bem como na criação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). É inserido nesse esforço que temos a satisfação de apresentar à sociedade brasileira o mais completo e amplo estudo já realizado sobre a inovação tecnológica na indústria nacional. Este estudo mostrou que as empresas que inovam e diferenciam produtos da indústria brasileira geram postos de trabalho de maior qualidade, pois empregam mão-de-obra mais qualificada, melhor remunerada e com mais estabilidade no emprego. Inovar e diferenciar produtos permite às empresas exportar com maior valor agregado, obtendo preço prêmio nas suas vendas ao exterior. As empresas nacionais gastam mais em pesquisa e desenvolvimento (P&D) como proporção do seu faturamento do que as filiais das empresas estrangeiras instaladas no Brasil, e uma parcela importante dessas empresas tem feito inovações tecnológicas com o objetivo de buscar melhor inserção no mercado mundial. Há, entretanto, muito ainda por ser feito. As exportações brasileiras têm baixo conteúdo tecnológico e ainda são fortemente concentradas em commodities intensivas em recursos naturais e mão-de-obra. As desigualdades produtivas regionais são acentuadas e as pequenas e médias empresas dispõem de poucos meios para inovar e diferenciar seus produtos. Os resultados da pesquisa apresentada neste livro revelam fortemente que muitas firmas brasileiras estão desenvolvendo um comportamento pró-ativo, orientando-se pelas práticas mais nobres da competição: a inovação tecnológica e a diferenciação de produto. As informações coletadas mostram que uma nova visão empresarial tem surgido no país dando sustentação a um novo patamar competitivo da indústria brasileira.

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