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O Dilema interno da soberania : a evolução das normas de intervenção

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Resumo

Examina a evolução histórica e normativa da intervenção humanitária e sua relação com a soberania estatal, desde o sistema westfaliano até a formulação contemporânea da “responsabilidade de proteger” (R2P). Kai Michael Kenkel analisa como a tensão entre o componente vertical da soberania — a proteção dos cidadãos — e o componente horizontal — a não intervenção e a inviolabilidade territorial — moldou as transformações das normas internacionais, especialmente após eventos como o Holocausto, Ruanda e os conflitos nos Bálcãs. O texto descreve o desenvolvimento progressivo dos regimes jurídicos de direitos humanos, das Convenções de Genebra e do papel das organizações internacionais, destacando o impacto das mudanças pós‑Guerra Fria e a atuação do Conselho de Segurança da ONU em crises humanitárias. Por fim, discute o surgimento e a institucionalização da R2P como tentativa de equilibrar soberania e proteção de populações vulneráveis, bem como os debates e resistências, especialmente entre países do Sul global, quanto à sua aplicação prática.

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JEL

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KENKEL, Kai Michael. O Dilema interno da soberania: a evolução das normas de intervenção. In: KENKEL, Kai Michael; MORAES, Rodrigo Fracalossi de (org.). O Brasil e as operações de paz em um mundo globalizado: entre a tradição e a inovação. Brasília, DF: Ipea, 2012. p. 19‑47. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20077

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Livro
O Brasil e as operações de paz em um mundo globalizado : entre a tradição e a inovação
(Ipea, 2012) Braga, Carlos Chagas Vianna; Souza Neto, Danilo Marcondes de; Hamann, Eduarda Passarelli; Nasser, Filipe; Colares, Luciano da Silva; Stuenkel, Oliver; Campos, Paula Drumond Rangel; Pauk, Robert; Dorn, A. Walter; Kenkel, Kai Michael; Kai Michael Kendel; Rodrigo Fracalossi de Moraes
O presente livro é publicado no âmbito do projeto O papel da defesa na inserção internacional brasileira, conduzido pelo Ipea. Discute o papel das operações de paz no avanço do trabalho do Brasil em alcançar seu devido lugar nas mesas de poder no mundo. Seu objetivo é reunir pesquisas ao longo de dois eixos: i) aspectos conceituais e empíricos das operações de paz, permitindo assim orientar o pensamento sobre o papel do Brasil nestas missões e o delas no projeto nacional brasileiro; e ii) perspectivas domésticas e experiências internacionais para apontar como se tirar plena vantagem da contribuição destas operações a imagem do Brasil no mundo. Os 11 capítulos que apresentam o conteúdo estão agrupados em três partes. A primeira parte coloca as pedras angulares analíticas do volume, debruçando-se sobre os principais enfoques e questões da prática atual das operações de paz. A segunda parte analisa as experiências de três países (Canadá, Alemanha e Índia) com extensa experiência no desdobramento de “capacetes azuis”, enfatizando particularmente a aplicabilidade das lições tiradas destas experiências para o contexto brasileiro. Por sua vez, a terceira e última parte enfoca a rica experiência brasileira em operações de paz, trazendo uma série de estudos de caso sobre seu papel de complementar a política externa do país e de ampliar sua presença como ator global.

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