Cooperação Internacional. Relações Internacionais

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  • Publicação
    Ipea workshop cycle : BRICS 2025
    (Ipea, 2026-04) Walter Antonio Desiderá Neto; Denise do Carmo Direito; Gustavo Luedemann; Acioly, Luciana; Luciana Mendes Santos Servo; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Gabinete da Presidência - GABIN; Walter Antonio Desiderá Neto; Denise do Carmo Direito; Gustavo Luedemann; Luciana Acioly da Silva; Luciana Mendes Santos Servo
    Relatório de Pesquisa
    In preparation for Brazil’s presidency of the BRICS in 2025, the Institute for Applied Economic Research (Ipea) coordinated a series of workshops involving around forty experts and professionals from more than fifteen Brazilian institutions, aimed at formulating strategic recommendations across five priority areas of the bloc’s agenda. The initiative reinforced Brazil’s role as a driver of innovative, pragmatic proposals aligned with the needs of the global South. This report consolidates 24 recommendations that directly contributed to the drafting of the document submitted to the BRICS Think Tanks Council (BTTC). It reflects the collective effort of the Brazilian technical community to support and enhance Brazil’s BRICS presidency, offering concrete inputs for policymaking aimed at building a more inclusive, cooperative, and needs-driven global governance system. The recommendations combine ambition and pragmatism, innovation and responsibility – essential attributes for tackling the challenges of a rapidly evolving international landscape, particularly in the pursuit of the Sustainable Development Goals.
  • Publicação
    Ciclo de oficinas do Ipea : BRICS 2025
    (Ipea, 2026-04) Walter Antonio Desiderá Neto; Denise do Carmo Direito; Gustavo Luedemann; Acioly, Luciana; Luciana Mendes Santos Servo; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Gabinete da Presidência - GABIN; Walter Antonio Desiderá Neto; Denise do Carmo Direito; Gustavo Luedemann; Luciana Acioly da Silva; Luciana Mendes Santos Servo
    Relatório de Pesquisa
    Em preparação à presidência brasileira do BRICS em 2025, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) coordenou um ciclo de oficinas com aproximadamente quarenta especialistas e profissionais de mais de quinze instituições brasileiras para formular recomendações estratégicas sobre cinco áreas prioritárias da agenda do bloco. A iniciativa reforçou o papel do Brasil como articulador de propostas inovadoras, pragmáticas e alinhadas às necessidades do Sul global. Este relatório consolida 24 recomendações que contribuíram diretamente para a elaboração do documento submetido ao Conselho de Think Tanks do BRICS (BRICS Think Tanks Council – BTTC). Ele materializa o esforço coletivo da comunidade técnica brasileira em qualificar a presidência do Brasil no BRICS, oferecendo subsídios concretos à formulação de políticas voltadas à construção de uma governança global mais inclusiva, cooperativa e sensível às necessidades do Sul global. As recomendações combinam ambição e pragmatismo, inovação e responsabilidade – atributos essenciais para enfrentar os desafios de um cenário internacional em rápida transformação, sobretudo a conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
  • Publicação
    Beyond traditional aid : a comparative analysis of chinese-funded infrastructure in Kenya and Ethiopia, 2010-2023
    (Ipea, 2025-08) Portugal, Nathana Garcez; Erthal, Heitor; Pires, Marcos Cordeiro; Ungaretti, Carlos Renato; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Nathana Garcez Portugal; Heitor Erthal; Marcos Cordeiro Pires; Carlos Renato Ungaretti
    BEPI 42
    Over the last decade and a half, China has expanded its trade relations with Africa, becoming the leading economic partner for numerous nations across the continent. This article examines South-South Cooperation (SSC) in the infrastructure sector, focusing on Chinese engagement in Kenya and Ethiopia between 2010 and 2023. These countries were selected due to their central role in Africa’s economic dynamics and their historical diplomatic ties with Beijing. The case studies reveal that African states are not merely passive recipients of SSC; rather, both Kenya and Ethiopia demonstrate significant agency by aligning Chinese infrastructure investments with their own national development agendas. Contrary to the narrative of China as a new hegemonic power, this paper argues that China acts as a strategic partner that respects sovereignty and promotes mutual benefit – notwithstanding the risks associated with rising debt levels. Therefore, China offers a cooperation framework that distinctively contrasts with the models established by traditional donors.
  • Publicação
    Pensar a defesa no Brasil em um contexto de Surrealpolitik
    (Ipea, 2025-08) Vinicius Mariano de Carvalho; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Vinicius Mariano de Carvalho
    BEPI 42
    Neste ensaio, argumenta-se que as questões contemporâneas estratégicas e de geopolítica, que o autor denomina Surrealpolitik, requerem uma reflexão muito ampla sobre o que significa defesa em um país como o Brasil. O texto, além de explorar o conceito de Surrealpolitik, faz algumas recomendações sobre como configurar um pensamento e uma prática de defesa no Brasil.
  • Publicação
    Apresentação : Boletim de Economia e Política Internacional n.42 – maio/ago. 2025
    (Ipea, 2025-08) Ipea; André Gustavo de Miranda Pineli Alves; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; André Gustavo de Miranda Pineli Alves
    BEPI 42
    A 42ª edição do Boletim de Economia e Política Internacional traz cinco artigos, que abordam temas variados como transição energética, regulação de plataformas digitais, defesa nacional e cooperação Sul-Sul. Esperamos, com a publicação desses trabalhos, contribuir, em âmbito mais restrito, para os debates sobre políticas públicas com interface internacional e, de modo mais amplo, para o fortalecimento da inserção do Brasil no mundo.
  • Livro
    Dívida externa e déficit público
    (Ipea, 1992) Biasoto Jr., Geraldo; Geraldo Biasoto Jr.
    Série Ipea 133
    Examina a crise da dívida externa na primeira metade dos anos 80. Estuda a renegociação da dívida externa no período de 1980-85, especialmente no período posterior à moratória mexicana. Analisa a condução da política econômica frente à restrição externa. Dá ênfase aos aspectos monetários e fiscais da dívida. Analisa a crise financeira do setor público e sua relação com o processo de estabilização da dívida extena. Analisa a evolução do estoque da dívida externa do setor público e sua recuperação sobre seu déficit e sobre as finanças do setor produtivo estatal. Verifica, também, como o esgotamento do padrão de financiamento calcado no crédito externo deu lugar a um acelerado crescimento da dívida mobiliária federal, no final do período.
  • Livro
    O Governo brasileiro, o BIRD e o BID : cooperação e confronto
    (Ipea, 1991) Araújo, Aloísio Barboza de; Aloísio Barboza de Araújo
    Série Ipea 131
    Procura reconstituir a história das relações do Brasil, e particularmente do governo brasileiro, com os organismos multilaterais de crédito. Faz um breve histórico das duas instituições de crédito, BIRD e BID, do processo de sua criação até a atualidade. Analisa o desempenho destes organismos internacionais nos anos 80, à luz da crise financeira que se abateu sobre os países em desenvolvimento a partir de 1982. Analisa as modificações operacionais que foram então empreendidas e os seus resultados subseqüentes. Dá atenção particular às chamadas condicionalidades que têm sido importantes no atual relacionamento do Brasil com estas instituições. Avalia a natureza deste relacionamento, examinando a trajetória de dois pedidos de empréstimos cujos resultados foram diversos. Verifica os pontos de atrito entre o governo brasileiro e o BIRD e as eventuais origens dos fluxos negativos de recursos (para o Brasil) que vêm ocorrendo nos três últimos anos. Estuda tópicos polêmicos, como a questão.
  • Livro
    Cooperação brasileira para o desenvolvimento internacional: 2010
    (Ipea, 2013) Baumann, Renato; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Agência Brasileira de Cooperação; Renato Baumann
    Apresenta os dispêndios dos órgãos da administração pública federal em 2010 com a cooperação brasileira para o desenvolvimento internacional (Cobradi) e caracteriza os arranjos institucionais para sua execução. As despesas públicas consideradas neste relatório correspondem aos desembolsos realizados por agentes públicos na consecução de responsabilidades assumidas em tratados, convenções, acordos, protocolos, atos institucionais ou compromissos internacionais. Esses gastos correspondem à disponibilização de pessoal, infraestrutura e recursos financeiros mediante a capacitação de indivíduos e fortalecimento de organizações e instituições no exterior; organização ou participação em missões ou operações de manutenção da paz; gestão de programas e projetos científico-tecnológicos conjuntos com outros países e institutos de pesquisa; cooperação humanitária; apoio à integração de refugiados em território nacional; pagamento de contribuições e integralizações de participação em organismos internacionais e doações oficiais, organizados por modalidades em conformidade com a nomenclatura internacional vigente. Duas abordagens nortearam os trabalhos de pesquisa para este estudo: o levantamento de gastos efetivamente realizados e a descrição dos arranjos institucionais correspondentes. O levantamento dos gastos da União com a Cobradi realizou-se mediante o envolvimento e o comprometimento de cerca de 91 instituições federais. Estas instituições disponibilizaram seus registros e os referendaram em formulário eletrônico em ambiente web com a mobilização de aproximadamente 250 servidores e colaboradores. Ao levantamento dos gastos e às descrições de arranjos institucionais acrescentaram-se informações relativas às diretrizes de políticas de cooperação internacional obtidas mediante entrevistas com autoridades, e consultas a publicações e documentos oficiais.
  • Publicação
    Cooperação técnica Sul-Sul, capacidades estatais e desenvolvimento social : o caso do projeto de fortalecimento da autoridade sanitária do Haiti
    (Ipea, 2018-02) Luz, Douglas Valletta; Luciana de Barros Jaccoud; Roberto Rocha Coelho Pires; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Escola Nacional de Administração Pública; Douglas Valletta Luz; André de Mello e Souza; Silva, Michelle Graciela Morais de Sá e; Luciana de Barros Jaccoud; Roberto Rocha Coelho Pires
    Mestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Sexta Turma
    A abordagem oficial brasileira de cooperação técnica Sul-Sul centra-se no fortalecimento de capacidades estatais para o desenvolvimento, orientada por princípios como a horizontalidade, a não condicionalidade e o compartilhamento de experiências bem-sucedidas com outros países em desenvolvimento. Desde que o Brasil assumiu o comando militar da MINUSTAH, em 2004, o Haiti adquiriu centralidade em suas relações internacionais. O terremoto de 2010 foi marco para a intensificação da cooperação com o país. O Haiti reconhece direitos sociais em sua Constituição, inclusive à saúde pública. A ação social do Estado, contudo, é fragilizada. Em 2010, foi firmado o “BRA/10/005 – Projeto de cooperação Sul-Sul de fortalecimento da autoridade sanitária do Haiti”, instrumento por meio do qual o Brasil executa a maior parte dos compromissos assumidos no Memorando de Entendimento firmado entre Brasil, Cuba e Haiti para o “fortalecimento do sistema e dos serviços públicos de saúde e de vigilância epidemiológica no Haiti”. Entre suas principais atividades estão: a construção e a reforma de infraestruturas físicas, a aquisição de veículos e equipamentos para o sistema público de saúde haitiano e a manutenção e custeio de serviços, que não seriam ações de fortalecimento de capacidades preconizadas pela orientação oficial da cooperação brasileira. A partir da revisão da literatura de ação do Estado para desenvolvimento social, capacidades estatais e cooperação internacional para o desenvolvimento, da análise de documentos e registros administrativos disponíveis e de entrevistas com atores relevantes, o trabalho buscou compreender como a concepção do BRA/10/005 aborda o desenvolvimento de capacidades estatais para o fortalecimento da saúde pública no Haiti. Os achados revelam que o projeto representou uma relativa inovação em relação a projetos de cooperação técnica tradicionalmente prestados pelo Brasil e fortaleceu a capacidade de cobertura territorial do Estado e acesso para a saúde pública, com a característica de “fazer conjunto” e de vincular atividades de formação e de organização de serviços ao sistema de saúde haitiano, inspirado no Sistema Único de Saúde. As entrevistas revelam, ainda, “efeitos colaterais positivos”, como o fortalecimento da saúde comunitária; de estratégias de coordenação e gestão; criação de serviço pioneiro de reabilitação de deficiências físicas; e até uma possível política de participação social em gestação.
  • Publicação
    Apresentação : Os Desafios da política externa brasileira em um mundo em transição
    (Ipea, 2014) Soares, Sergei Suarez Dillon; Sergei Suarez Dillon Soares
    A Apresentação introduz o propósito central do seminário Os Desafios da Política Externa Brasileira em um Mundo em Transição, organizado pela Câmara dos Deputados em parceria com o Ipea. O texto destaca a necessidade de atualizar o debate nacional sobre política externa diante das transformações aceleradas no cenário internacional, marcadas por mudanças geopolíticas, rearranjos econômicos e a emergência de novos atores globais. A Apresentação explica a motivação para reunir especialistas, diplomatas, acadêmicos e representantes do governo a fim de discutir temas estratégicos — como crises financeiras, energia, integração regional, cooperação internacional, segurança e a ascensão da China. Ressalta-se o papel da política externa como política pública de Estado, que exige participação ampla da sociedade e articulação entre governo, academia, setor privado e parlamento. A seção conclui reafirmando o compromisso institucional de fortalecer o debate democrático sobre a inserção internacional do Brasil.
  • Publicação
    Ascensão da China : desafios para o Brasil
    (Ipea, 2014) Almeida, Perpétua; Gadelha, Leonardo; Ouro Preto, Affonso Celso de; Jabbour, Elias; Acioly, Luciana; Paulino, Luís Antonio; Souza, Creomar Lima Carvalho de; Leonardo Gadelha
    Discute a ascensão da China como potência global e os desafios e oportunidades que esse processo coloca para o Brasil. O painel aborda a rápida transformação econômica chinesa desde 1978, caracterizada por crescimento acelerado, industrialização, planejamento estatal, fortalecimento de conglomerados públicos, expansão internacional via comércio e investimentos e aumento de sua influência estratégica. São apresentados elementos da política externa chinesa, seu papel regional na Ásia, a interdependência com os Estados Unidos, a busca por recursos naturais e a atuação no marco dos BRICS. Os palestrantes analisam o impacto da China sobre o Brasil, destacando a complementaridade comercial, o desafio da competitividade industrial brasileira, o “custo Brasil”, as tensões produtivas e a necessidade de uma estratégia nacional clara para lidar com o parceiro asiático. A dimensão empresarial é enfatizada, mostrando como as corporações chinesas — especialmente estatais — se internacionalizam e redefinem cadeias produtivas globais. Também são abordadas iniciativas culturais, como a expansão dos Institutos Confúcio, e a importância do conhecimento da língua e da cultura chinesas para o Brasil. O painel conclui que a ascensão chinesa não representa apenas desafios, mas grandes oportunidades, demandando políticas de longo prazo, fortalecimento industrial, diplomacia ativa e cooperação estratégica baseada em benefícios mútuos.
  • Publicação
    O Brasil e a cooperação internacional para o desenvolvimento
    (Ipea, 2014) Almeida, Perpétua; Roriz, Jaqueline; Abreu, Fernando José Marroni de; Mutéia, Helder; Lima, João Brígido Bezerra de; Visentini , Paulo; Santos, Priscila dos; Jaqueline Roriz
    Analisa o papel do Brasil na cooperação internacional para o desenvolvimento, destacando princípios, instrumentos, áreas prioritárias e desafios dessa atuação. A Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE) apresenta sua estrutura e funções, enfatizando a lógica da Cooperação Sul‑Sul, baseada em demanda, solidariedade, ausência de condicionalidades e fortalecimento institucional. O painel discute a atuação brasileira em agricultura, saúde, formação profissional, educação, inclusão social, meio ambiente e segurança pública, bem como sua presença em três grandes frentes geográficas: América Latina e Caribe, África e Ásia/Oceania. São detalhados os avanços metodológicos na mensuração da Cobradi (Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional), conduzida pelo Ipea, que sistematizou dados de gastos, modalidades de cooperação, projetos, atividades isoladas, programas educacionais e ações humanitárias. O debate também aborda a crescente relevância da cooperação trilateral, a importância da partilha de tecnologias sociais brasileiras — como agricultura familiar, políticas de combate à fome, bancos de leite humano, ações em HIV/AIDS e segurança alimentar —, além das perspectivas estratégicas do país no sistema internacional. Os expositores ressaltam que a cooperação brasileira combina objetivos humanitários, interesses nacionais, projeção internacional e contribuição para uma ordem global mais equitativa.
  • Publicação
    O Brasil e a geopolítica da energia
    (Ipea, 2014) Almeida, Perpétua; Sirkis, Alfredo; Machado, Luiz Alberto Figueiredo; Pinto Júnior, Helder Queiroz; Lima, Haroldo; Costa, Darc; Almeida, Wilson de Jesus Bezerra de; Alfredo Sirkis
    Examina a geopolítica da energia e o papel estratégico do Brasil, destacando tanto os combustíveis fósseis — especialmente petróleo e gás — quanto as energias renováveis. O painel aborda a ascensão do país como potencial grande produtor e exportador de petróleo a partir do pré-sal, a relevância das reservas nacionais e a necessidade de articular exploração, política externa, segurança, defesa e meio ambiente. No campo das renováveis, ressalta-se a liderança brasileira em biocombustíveis, hidroeletricidade e eólica, bem como a capacidade de cooperação internacional. Os expositores discutem o novo cenário global marcado pelo “fim do petróleo barato”, pela crescente demanda energética da Ásia, pela expansão do shale gas e pelas tensões geopolíticas associadas à localização das reservas e rotas internacionais de abastecimento. Também analisam a integração energética sul‑americana, a importância de harmonizar marcos regulatórios regionais, e os desafios tecnológicos, ambientais e industriais da cadeia energética. Defende-se que o Brasil deve aproveitar suas vantagens — diversidade de matriz, recursos abundantes e capacidade tecnológica — de modo estratégico, sustentável e alinhado aos interesses de longo prazo do desenvolvimento nacional.
  • Publicação
    Crise e reforma do sistema financeiro internacional
    (Ipea, 2014) Almeida, Perpétua; Melin, Luiz Eduardo; Braga, José Carlos de Souza; Carneiro, Luís Antonio Balduino; Fernandes, José Augusto Coelho; Pereira Júnio, José Romero; Claudio Cajado
    Discute a crise financeira internacional e as perspectivas de reforma do sistema financeiro global, destacando as origens da instabilidade a partir da quebra de 2007–2008, o papel histórico dos EUA na centralidade do dólar, os limites do sistema pós‑Bretton Woods e o impacto da desregulamentação. Os expositores analisam a atuação do G‑20, a insuficiência das medidas de supervisão e prudência financeira, a resistência das grandes potências a reformas estruturais e a permanência de assimetrias no FMI e Banco Mundial. A crise é caracterizada como estrutural, prolongada e marcada por incertezas, afetando especialmente a Europa, mas com efeitos globais, como concorrência intensificada, volatilidade cambial, redução de investimentos e deslocamentos produtivos. Para o Brasil, discutem-se os desafios da valorização cambial, desindustrialização, dependência de commodities, necessidade de políticas de longo prazo, fortalecimento de instrumentos de Estado para inserção internacional, modernização regulatória, estímulo ao investimento, atuação estratégica em fóruns multilaterais e amadurecimento do papel brasileiro em uma ordem multipolar. O painel evidencia que a reforma do sistema financeiro internacional permanece limitada, e que o país precisa combinar competitividade interna, política externa ativa e preparação técnica para o novo contexto global.
  • Publicação
    O Contexto geopolítico internacional e os desafios à política externa brasileira
    (Ipea, 2014) Guimarães, Samuel Pinheiro; Nasser, Reginaldo Mattar; Reis, Maria Edileuza Fontenele; Pecequilo, Cristina; Farah, Paulo Daniel Elias; Bijos, Leila; Eduardo Azeredo
    Reúne debates sobre o contexto geopolítico internacional e seus impactos na política externa brasileira, examinando transformações estruturais do sistema mundial, a ascensão dos BRICS, o declínio relativo das potências tradicionais, o unilateralismo militar e a reorganização da governança global. Os expositores analisam crises econômicas, disputas estratégicas, mudanças na Ásia, Europa e Oriente Médio, bem como os efeitos da Primavera Árabe e a reconfiguração das relações internacionais. Também discutem desafios como a reprimarização, as assimetrias regionais, o papel do Mercosul, a inserção da América do Sul, o reposicionamento dos Estados Unidos e suas implicações para o Brasil. Destacam-se a importância da autonomia estratégica, da industrialização, da ciência e tecnologia, do fortalecimento de parcerias com a África, mundo árabe e países emergentes, e da ampliação do diálogo societal. O conjunto evidencia que a política externa brasileira deve responder a um cenário de múltiplas tensões globais, buscando equilíbrio entre cooperação, desenvolvimento, soberania e inserção ativa no multilateralismo.
  • Publicação
    O Mercosul e a Unasul : desafios para o aprofundamento da integração sul‑americana
    (Ipea, 2014) Lima, Taumaturgo; Garcia, Marco Aurélio; Simões, Antonio José Ferreira; Barros, Pedro; Carmona, Ronaldo; Ramalho, Ivan; Almeida, Perpétua; Taumaturgo Lima
    Apresenta o painel “O Mercosul e a Unasul: desafios para o aprofundamento da integração sul-americana”, discutindo o contexto político, econômico e geoestratégico que molda a integração regional. Os expositores abordam a importância histórica e contemporânea do Mercosul como união aduaneira e espaço econômico, a criação e o papel ampliado da Unasul como instância política e de cooperação, e os avanços em áreas como infraestrutura, defesa, saúde, energia e redução de assimetrias. O painel discute o ambiente internacional marcado pela multipolaridade emergente, mudanças geopolíticas, crise econômica global e ascensão da Ásia, além de destacar o papel do Brasil como articulador regional e a necessidade de integração produtiva, fortalecimento de cadeias estratégicas, inclusão social e construção de consensos. Também são citados desafios como desequilíbrios comerciais, infraestrutura insuficiente e o papel do BNDES e de políticas de Estado para ampliar a integração. O conjunto reforça que a cooperação sul‑americana é elemento central para o desenvolvimento regional e para a projeção internacional do Brasil.
  • Publicação
    Abertura : Os Desafios da política externa brasileira em um mundo em transição
    (Ipea, 2014) Almeida, Perpétua; Neri, Marcelo Côrtes; Almeida, Perpétua; Neri, Marcelo Côrtes; Patriota, Antônio de Aguiar; Rocha, Letícia; Perpétua Almeida; Marcelo Côrtes Neri
    A Abertura do seminário Os Desafios da Política Externa Brasileira em um Mundo em Transição apresenta os objetivos e o contexto de realização do evento (CREDN/Ipea), destacando a necessidade de debater as transformações do cenário internacional e seus impactos para a inserção do Brasil. As falas enfatizam a emergência de um mundo multipolar, a ascensão de economias emergentes (com destaque para os BRICS), os efeitos da crise de 2008, e a importância de agendas como integração regional (Mercosul/Unasul), reforma do sistema financeiro internacional, energia, cooperação para o desenvolvimento e a ascensão da China. Também são sublinhadas a continuidade do crescimento com redução de desigualdades no Brasil, o papel do soft power e a ampliação da presença internacional brasileira, bem como os vínculos com políticas públicas, ciência, tecnologia e inovação. O conjunto introduz os seis painéis do seminário e posiciona o país diante de oportunidades e desafios de uma ordem global em transição.
  • Publicação
    As Relações comerciais da Índia com seus vizinhos
    (Ipea, 2014) Baumann, Renato; Renato Baumann
    Analisa as relações comerciais da Índia com os países de sua vizinhança no Sul da Ásia — Afeganistão, Bangladesh, Butão, Maldivas, Mianmar, Nepal, Paquistão e Sri Lanka — destacando que, apesar do forte crescimento da economia indiana e das reformas liberalizantes pós‑1991, o comércio regional permanece reduzido, pouco diversificado e marcado por baixa integração produtiva; mostra-se que a Índia mantém um perfil exportador diversificado, enquanto seus vizinhos apresentam pautas altamente concentradas em poucos produtos; indicadores como o grau de intensidade comercial, índices de concentração, vantagens comparativas reveladas e comércio intrassetorial apontam que o intercâmbio é limitado, concentrado majoritariamente em bens finais e com escassa complementaridade estrutural; o capítulo discute ainda o impacto da política tarifária indiana e dos acordos de livre comércio vigentes na região, avaliando implicações para o Brasil, especialmente a ocorrência de desvio de comércio em setores específicos; conclui que, embora existam preferências regionais que afetam marginalmente a competitividade brasileira, há também potencial inexplorado para ampliar exportações ao mercado indiano e aos países vizinhos.
  • Publicação
    Introduction : VI BRICS Academic Forum
    (Ipea, 2014) Baumann, Renato; Renato Baumann
    Apresenta os objetivos centrais do VI BRICS Academic Forum e contextualiza sua realização no cenário de transformações da economia internacional. Os autores destacam que o fortalecimento do BRICS ocorre em um momento de transição da ordem econômica global, caracterizado pela emergência de novas potências e pela necessidade de reforma das instituições multilaterais. O texto ressalta que o Fórum Acadêmico constitui espaço de diálogo estratégico entre pesquisadores dos cinco países, com o propósito de elaborar recomendações técnicas que possam subsidiar decisões políticas no âmbito das cúpulas governamentais. A introdução também apresenta a lógica organizacional do livro, estruturado em sessões temáticas que abordam desafios comuns aos países membros, como inovação, infraestrutura, urbanização, mobilidade social e armadilha da renda média. Os autores argumentam que a cooperação entre economias emergentes amplia a capacidade de formulação de soluções próprias para problemas estruturais, reduzindo dependências históricas em relação aos centros tradicionais de poder. Concluem que o aprofundamento do intercâmbio acadêmico fortalece a dimensão institucional do BRICS e contribui para consolidar uma agenda de desenvolvimento mais inclusiva, sustentável e multipolar.
REPOSITÓRIO DO CONHECIMENTO DO IPEA
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