Cooperação Internacional. Relações Internacionais

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    China’s presence in East Africa and the Horn of Africa : the benefits, limitations and impacts of the Chinese funding in the Kenyan and Ethiopian infrastructure sectors between 2010-2023
    (Ipea, 2026-07) Nathana Garcez Portugal; Marcos Cordeiro Pires; Heitor Erthal; Carlos Renato Ungaretti; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Nathana Garcez Portugal; Heitor Erthal; Marcos Cordeiro Pires; Carlos Renato Ungaretti
    DP 3219
    This paper will analyze the South-South Cooperation in the infrastructure sector/area done by China with Kenya and Ethiopia between 2010-2023. The research is inspired by the fact that, in the past thirteen years, China grew its commercial relations with the African continent and became the first economic partner with many of the African countries such as – the already referred – Kenya and Ethiopia. These countries were selected for this study because of their relevance to Africa’s economic dynamics and historical diplomatic ties with Beijing. The paper’s main goal is to point out how these partnerships are operated in a way that makes China more interesting than the traditional aid providers from the Global North, like the United States of America or the European Union. To put together this research, a case study was chosen as the analysis method, and the paper will assess the benefits, limitations and effects of the Chinese investments on these countries.
  • Publicação
    Apresentação : Boletim de Economia e Política Internacional n.43 – set./dez. 2025
    (Ipea, 2025-12) André Gustavo de Miranda Pineli Alves; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; André Gustavo de Miranda Pineli Alves
    BEPI 43
    A geoeconomia, definida como o uso de instrumentos econômicos para alcançar objetivos geopolíticos, firmou-se como um pilar central da política externa contemporânea. No cenário global atual, duas forças dominantes – o segundo mandato de Donald Trump (Trump II) nos Estados Unidos e a ascensão econômica da China – convergem para reconfigurar profundamente o tabuleiro mundial, moldando não apenas as economias domésticas, mas também as relações internacionais em escala global. O governo Trump II, iniciado em janeiro de 2025, amplifica o uso do protecionismo econômico como ferramenta de poder e segurança nacional. Rememorando o primeiro mandato, que já sinalizava uma ruptura com o multilateralismo liberal, a atual administração vem implementando uma agenda tarifária ainda mais agressiva. No entanto, tal política não visa apenas reduzir déficits comerciais bilaterais, mas também pressionar as demais nações a negociar em termos favoráveis aos Estados Unidos, remodelando o sistema comercial global. Essa orientação é profundamente influenciada pelos defensores do movimento Make America Great Again (MAGA), que veem a globalização como prejudicial ao país por ter causado desindustrialização e perda de empregos de qualidade. Todavia, a despeito do acirramento recente, esse movimento deve ser entendido como a continuação de uma trajetória iniciada no primeiro mandato de Trump. Estratégias de contenção da China têm sido empreendidas por todas as administrações americanas recentes – Trump I, Joe Biden e Trump II – com crescente preocupação voltada ao controle de tecnologias emergentes, como inteligência artificial (IA) e semicondutores, intensificando restrições de exportação para limitar o acesso chinês e preservar a liderança americana em inovação.
  • Publicação
    Geoeconomia e fragmentação da economia global : três cenários futuros
    (Ipea, 2025-12) Arima Júnior, Mauro Kiithi; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Mauro Kiithi Arima Júnior
    BEPI 43
    Este estudo analisa os vetores de tensão que moldam a governança global em um contexto de fragmentação geoeconômica. Argumenta-se que instituições multilaterais enfrentam desafios simultâneos de adaptação e perda de legitimidade, enquanto arranjos regionais e plurilaterais se multiplicam como alternativas setoriais de coordenação. A provisão de bens públicos globais torna-se mais difícil à medida que Estados priorizam estratégias econômicas nacionais, aumentando custos e reduzindo eficiência. Três cenários possíveis – coordenação resiliente, multipolaridade competitiva e desordem fragmentada – oferecem um quadro conceitual para compreender trajetórias plausíveis da ordem econômica internacional. Os resultados sugerem uma estrutura global mais complexa, marcada por interdependência estratégica, disputas regulatórias e riscos crescentes associados ao enfraquecimento de mecanismos coletivos, amparados no direito internacional.
  • Publicação
    Geopolítica e geoeconomia do Indo-Pacífico como estratégia de contenção da China
    (Ipea, 2025-12) Nascimento, Lucas Gualberto do; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Lucas Gualberto do Nascimento
    BEPI 43
    Na atual conjuntura internacional, especialmente após a crise financeira global de 2008 e seus efeitos, há uma crescente rivalidade entre os Estados Unidos e a China, com destaque para o seu caráter geopolítico e geoeconômico. A ascensão chinesa nas últimas décadas, principalmente a partir do seu robusto crescimento econômico e o estabelecimento de parcerias e acordos comerciais, proeminentes nas bordas asiáticas do Pacífico, gerou uma reação multidimensional por parte dos Estados Unidos, de forma a conter os ganhos de influência da China, com ênfase na sua região circundante. Inicialmente denominada Pivô para a Ásia, a partir de 2011, esta geoestratégia de contenção ganhou novas formas e desenvolvimento após o primeiro governo Donald Trump (2017-2021), renomeada como Indo-Pacífico. Atualmente, no segundo governo Trump (2025-2029), este plano se aprofunda em sua perspectiva de competição estratégica com a China. Este artigo investiga a disputa multifatorial por preferências regionais, com ênfase nos distintos parâmetros em construção por Washington, especialmente no Sudeste Asiático, que possuem um gradativo caráter de confronto entre lógicas da geopolítica versus geoeconomia, nas quais o Indo-Pacífico americano está notoriamente mais associado a um jogo de soma zero geopolítico, com profunda desvantagem em comparação às proposições chinesas de natureza geoeconômica, mais influentes nas regiões em análise.
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    Latin America in the crossfire : China-celac forum, summit of Americas and regional diplomacy amid us China rivalry
    (Ipea, 2025-12) Oliveira, Octávio; Cabral, Victor; Montenegro, Renan Holanda; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Octávio Oliveira; Victor Cabral; Renan Holanda Montenegro
    BEPI 43
    This article examines how Latin American and Caribbean (LAC) countries navigate the geopolitical rivalry between the United States and China, balancing historical ties with the former while deepening engagement with the latter. The region plays an active role in both broad multilateral and targeted regional initiatives for both countries. The paper analyzes LAC’s positioning in the rivalry through three distinct analytic angles: voting patterns at the United Nations General Assembly (UNGA); the Summit of the Americas (SOA); and the China-CELAC Forum (CCF). We argue that China’s growing influence in the region can be assessed by the differences of both powers in approaching regional forums, with the CCF filling gaps made by the US’s lack of support for the region’s necessities, such as infrastructure needs. The first section explores the concepts of multilateralism and minilateralism, along with the role of both regional forums. Section two analyzes LAC’s alignment with the US and China through their voting patterns at the UNGA. Sections three and four examine the official consensus documents produced at the SOA and the CCF meetings held between 2015 and 2022. We conclude by highlighting how regional arrangements offer LAC a platform to balance regional concerns amidst US-China strategic priorities.
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    A Nova face do unilateralismo norte-americano : seção 301, rivalidade geoeconômica e reconfiguração da pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil
    (Ipea, 2025-12) Mendonça, Filipe; Menezes, Henrique Zeferino de; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Filipe Mendonça; Henrique Zeferino de Menezes
    BEPI 43
    Este artigo analisa a investigação aberta em 2025 contra o Brasil com base na Seção 301 do Trade Act de 1974 como um ponto de inflexão no padrão de coerção comercial dos Estados Unidos. Sustenta-se que, diferentemente dos contenciosos das décadas de 1980 e 1990 – notadamente nos casos da informática e das patentes farmacêuticas – e do episódio recente relativo às digital services taxes, a iniciativa de 2025 é menos ancorada em queixas setoriais claramente delimitadas e mais orientada por objetivos geopolíticos em um cenário de rivalidade sino-estadunidense e erosão do multilateralismo. O texto reconstrói a gênese da Seção 301 no contexto da crise de Bretton Woods e da transição para a agenda de fair trade, destacando sua função ofensiva de abertura de mercados e projeção extraterritorial de padrões regulatórios. Em seguida, demonstra como a agenda do trumpismo 2.0 amplia e difunde o instrumento, combinando ameaças tarifárias, retórica de segurança nacional e alegações heterogêneas (comércio digital, Pix, tarifas preferenciais, etanol, desmatamento, anticorrupção e propriedade intelectual). Argumenta-se que essa reconfiguração transforma a Seção 301 em um mecanismo de disciplinamento político e de realinhamento estratégico do Brasil na ordem internacional em transformação.
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    Factores de crisis o resiliencia de proyectos de integración política en Latinoamérica : Sica-Unasur (2014-2021)
    (Ipea, 2026-04) Neves, Bárbara Carvalho; Vásquez Sandova, Catalina Estefanía; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Bárbara Carvalho Neves; Catalina Estefanía Vásquez Sandova
    Este artículo analiza de manera comparada las trayectorias de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) y el Sistema de la Integración Centroamericana (Sica) en el contexto de las crisis políticas y transformaciones del regionalismo latinoamericano desde mediados de los años 2010. A partir de un marco analítico en tres niveles – internacional, nacional y regional –, el trabajo examina las condiciones bajo las cuales los mecanismos regionales colapsan o logran sostenerse frente a presiones estructurales similares. Mediante un análisis cualitativo basado en revisión documental, normativa y literatura especializada, se argumenta que la resiliencia regional no depende únicamente de la convergencia ideológica entre gobiernos, sino de la articulación entre demandas nacionales estructurales, densidad institucional regional y presiones internacionales socializadas. El caso de Unasur muestra la ausencia simultánea de estos factores, lo que facilitó su desmantelamiento, mientras que el Sica evidencia la presencia interconectada de coaliciones nacionales con incentivos económicos y una institucionalidad sectorial capaz de operar más allá de los ciclos presidenciales
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    The Trump Corollary and the Strategic Reconfiguration of Latin America and the Caribbean
    (Ipea, 2026-04) Ramos, Felippe S.; Regueira, Briza Quaresma; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Felippe S. Ramos; Briza Quaresma Regueira
    The Trump Corollary to the Monroe Doctrine has reinterpreted and reconfigured the hemispheric order, regional security dynamics and patterns of cooperation in Latin America and the Caribbean. Within this new strategic framework, the United States seeks to reinforce its primacy in the region by prioritizing border control, migration management, counter-narcotrafficking operations, and the containment of extra-hemispheric powers, particularly China. The paper introduces the concept of a Greater Caribbean heartland to describe the maritime and coastal space that has emerged as the operational core of contemporary U.S. hemispheric strategy connecting the U.S. southern border, Central America, the Caribbean basin, and northern South America. This is the theater where migration routes, narcotrafficking corridors, energy resources, critical maritime infrastructure and shipping lanes converge. The study combines qualitative analysis of strategic documents – particularly the 2025 U.S. National Security Strategy – with examination of recent diplomatic initiatives, military deployments, and policy developments across the region. Empirical illustrations from countries across Latin America and the Caribbean demonstrate how the strategy operates in practice. The findings highlight a paradox: while the new U.S. approach relies on more assertive security measures, it has also generated varying degrees of cooperation among regional governments seeking to navigate growing geopolitical competition. The paper concludes that this evolving strategy is contributing to a reconfiguration of regional governance and poses new challenges for Latin American and Caribbean integration mechanisms
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    La Umipi Inia-Embrapa como instrumento estratégico de cooperación científica en el Cono Sur latinoamericano
    (Ipea, 2026-04) Cabrera, Uma; Ciganda, Verónica; Roel, Alvaro; Musselli, Verónica; Sierra, Miguel; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Uma Cabrera; Verónica Ciganda; Alvaro Roel; Verónica Musselli; Miguel Sierra
    En un contexto internacional marcado por la reconfiguración del orden global, la transformación de las cadenas de valor y el debilitamiento de los mecanismos multilaterales, la integración regional ha vuelto a ocupar un lugar central en el debate sobre desarrollo y resiliencia en América del Sur. Sin embargo, la región enfrenta dificultades persistentes para traducir el discurso integracionista en instrumentos concretos de cooperación. En este escenario, la cooperación científico-tecnológica emerge como una vía pragmática para avanzar en procesos de integración basados en la generación conjunta de conocimiento. Este artículo analiza la creación de la Unidad Mixta de Investigación e Innovación Internacional (Umipi) entre el Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (Inia) de Uruguay y la Empresa Brasileña de Investigación Agropecuaria (Embrapa) como una experiencia de integración regional “en acción”. En particular, se pregunta en qué medida la institucionalización de la cooperación científico-tecnológica bilateral puede constituir un mecanismo efectivo de integración regional en el Cono Sur y en qué condiciones podría lograrlo. A partir del análisis de sus objetivos, estructura de gobernanza y áreas prioritarias, y en perspectiva comparada con otros mecanismos regionales, el artículo sostiene que la Umipi podría constituir un modelo replicable para fortalecer la innovación y la integración en América del Sur.
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    Redes transnacionais da direita radical e a (des)integração regional da América do Sul : da guerra cultural à rearticulação conservadora
    (Ipea, 2026-04) Vieira, Miguel Vitor de Araújo; Faria, Carlos Aurélio Pimenta de; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Miguel Vitor de Araújo Vieira; Carlos Aurélio Pimenta de Faria
    A ascensão da extrema direita na América do Sul é frequentemente analisada como fenômeno doméstico, mas sua capacidade de articulação transnacional revela uma dimensão estrutural pouco explorada nas pesquisas sobre integração regional. Este artigo analisa como as redes transnacionais da direita radical atuam na reconfiguração do espaço político sul-americano, produzindo um duplo movimento: fragmentam e deslegitimam os mecanismos tradicionais de integração, enquadrando-os como instrumentos da “esquerda globalista”, ao mesmo tempo que constroem formas alternativas de articulação regional baseadas em afinidades ideológicas, guerra cultural e cooperação pragmática para a erosão democrática. A primeira seção examina o caráter transnacional dessas redes, sua historicidade e seus repertórios de atuação. A segunda seção investiga sua atuação específica na América do Sul: o ataque aos organismos regionais; as tentativas de criação de mecanismos alternativos; o papel de determinados países, articuladores, como o Brasil; as dimensões securitária, parlamentar e digital da cooperação; e a construção de inimigos comuns como cimento dessa nova arquitetura. Conclui-se que a fragmentação institucional promovida pela direita radical não é um fim em si mesma, mas um meio para a construção de uma arquitetura regional informal e reacionária, impondo desafios inéditos aos projetos democráticos de integração.
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    Apuntes para una agenda de integración energética latinoamericana y caribeña de largo plazo
    (Ipea, 2026-04) Maiulini, Guido; Kiper, Esteban; Zimmermann, Iván; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Guido Maiulini; Esteban Kiper; Iván Zimmermann
    América Latina y el Caribe tiene una historia concreta de integración energética. Itaipú, Yacyretá, Salto Grande, el gasoducto Bolivia-Brasil, el Mercado Eléctrico Regional (MER) centroamericano, entre otros. Son proyectos que existen, funcionan y generan beneficios distribuidos entre países desde hace décadas. Esa historia, más allá de los debates institucionales que la acompañaron, es el punto de partida de este artículo. La región conoció saltos discretos en el proceso de integración energética en dos etapas con lógicas distintas. Antes de los años 1990, fueron fundamentalmente los Estados los que llevaron adelante los grandes emprendimientos binacionales, sobre todo a partir de recursos hídricos compartidos. Después de la liberalización, fueron actores privados y acuerdos regulatorios los que habilitaron nuevas formas de integración (gasoductos, intercambios comerciales de electricidad) con una lógica diferente pero con resultados igualmente concretos. Hoy la región enfrenta un nuevo contexto: la transición energética y el cambio en la dotación de recursos energéticos (Vaca Muerta en Argentina, incremento de la producción de gas en Brasil, el crecimiento del recurso solar y eólico etc.) redefine las condiciones de posibilidad de la integración, amplía la escala de los beneficios potenciales y plantea nuevos desafíos conceptuales a resolver. Los estudios más recientes estiman que una integración coordinada a escala regional podría generar ahorros sistémicos de entre US$ 14.700 y 22.800 millones anuales (Wessel et al., 2025) y en el largo plazo podrían alcanzar entre US$ 25.000 y 30.000 millones anuales (Blanco et al., 2025). La pregunta relevante no es si integrar, sino cómo hacerlo de manera que capture los beneficios de la interconexión y, a su vez, maximice la nueva dotación de recursos en el contexto actual, permitiendo acelerar la transición energética, reducir precios, aumentar la cobertura y el acceso y mejorar la calidad del suministro, entre otros.
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    A Cooperação bilateral brasileira com a América do Sul em matéria energética : lição das evidências empíricas
    (Ipea, 2026-04) Pozzatti Junior, Ademar; Puhle, Mayara de Carvalho; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Ademar Pozzatti Junior; Mayara de Carvalho Puhle
    A importância do acesso à energia para o desenvolvimento socioeconômico e sustentável ganhou relevância internacional após a crise do petróleo, nos anos 1970, impulsionando conferências e iniciativas de cooperação energética a fim de reduzir a dependência energética entre os países. Contudo, os estudos mais difundidos no campo de relações internacionais focam os recursos energéticos como ativos de segurança estatal e econômica, descuidando de outras análises, sob diferentes perspectivas, particularmente no contexto do Sul global. Para suprir essa lacuna, esta pesquisa analisa o perfil da cooperação energética bilateral do Brasil com os países independentes da América do Sul, por meio de levantamento e análise documental e análise de conteúdo categorial quantitativa dos acordos internacionais bilaterais em energia. O acervo analisado é composto por 169 atos internacionais em matéria energética, os quais foram obtidos por meio da plataforma Concórdia do Ministério das Relações Exteriores. Os resultados revelam que essa cooperação energética apresenta desafios como a volatilidade política – que leva à descontinuidade de projetos entre governos – e a necessidade de maior institucionalização nos países envolvidos.
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    Del regionalismo abierto a la neoindustrialización regional
    (Ipea, 2026-04) Hitner, Verena; Kulfas, Matías; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Verena Hitner; Matías Kulfas
    El artículo sostiene que América del Sur debe superar el paradigma del regionalismo abierto, que desde la década de 1990 priorizó la liberalización comercial y la inserción pasiva en las cadenas globales de valor, y avanzar hacia una estrategia de neoindustrialización regional basada en políticas industriales orientadas por misiones. A partir de una revisión histórica, se muestra cómo la región atravesó procesos de desindustrialización precoz, reprimarización y vulnerabilidad tecnológica, agravados por la fragmentación política y la erosión de los mecanismos de coordinación regional. El texto argumenta que la integración productiva debe funcionar como una política industrial a escala regional, articulando inversiones, innovación y complementariedades en sectores estratégicos. Se destacan cuatro áreas prioritarias: minerales críticos, energías renovables, industria farmacéutica y electromovilidad. Estos sectores requieren instrumentos concretos de cooperación, como marcos regulatorios compatibles, fondos de innovación y compras públicas coordinadas. El artículo concluye que la neoindustrialización regional es esencial para reconstruir capacidades productivas, reducir asimetrías y reposicionar a América del Sur en la nueva economía global.
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    Apresentação : O Tempo da integração regional em um mundo fragmentado
    (Ipea, 2026-04) Igreja, Rebecca; Endara, Clarems; Cardim, Carlos Henrique; Pedro Silva Barros; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Rebecca Igreja; Clarems Endara; Carlos Henrique Cardim; Pedro Silva Barros
    A apresentação do número 40 da Revista Tempo do Mundo analisa a integração regional na América Latina e no Caribe em um contexto internacional marcado pela fragmentação da governança global, intensificação das disputas geopolíticas e mudanças nas cadeias produtivas, defendendo a integração como instrumento estratégico para fortalecer a autonomia política, coordenar políticas públicas e ampliar o desenvolvimento regional; o texto amplia o conceito de integração para além do comércio, incorporando dimensões como infraestrutura, energia, finanças e tecnologia, ao mesmo tempo em que resgata referências históricas, como o Congresso do Panamá de 1826, e examina experiências recentes, como a Unasul e a Celac, destacando o atual cenário de fragmentação institucional e os esforços de reconstrução da cooperação regional, culminando na organização de um dossiê que reúne múltiplas abordagens — econômicas, políticas, históricas e geopolíticas — e conclui que a integração é um processo complexo, não linear, mas essencial para reduzir vulnerabilidades externas e fortalecer a inserção internacional da região.
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    La Banca de desarrollo en América Latina y el Caribe como catalizadora del crecimiento regional
    (Ipea, 2026-04) Asinelli, Christian; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Christian Asinelli
    La banca de desarrollo ha sido un actor central en la historia económica y política de América Latina y el Caribe. Este ensayo propone un recorrido analítico por el origen, la evolución y el presente de los principales organismos de crédito que operan en la región, con foco particular en el trabajo de Banco de Desarrollo de América Latina y el Caribe (CAF). La investigación parte del contexto del multilateralismo global actual para explicar la función estratégica que, la mayor parte de las veces, trasciende el financiamiento para posicionar a este tipo de organismos como plataformas de coordinación política que permiten a la región actuar con voz propia frente al mundo.2 El trabajo también recorre las principales líneas de la agenda estratégica de CAF, repasando la tarea que el organismo lleva adelante en materia de infraestructura física, integración regional, enfoque verde, infraestructura institucional (como son la producción de conocimiento y la formación de liderazgos), economías culturales y creativas, y género, inclusión y diversidad.
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    ¿ Convergencia o desintegración ?
    (Ipea, 2026-04) Samper Pizano, Ernesto; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Ernesto Samper Pizano
    El debilitamiento del orden internacional contemporáneo se evidencia en la creciente vulneración de los principios que han regido la convivencia global desde 1945, particularmente la no intervención, la solución pacífica de controversias y el respeto al derecho internacional. El resurgimiento de prácticas hegemónicas, expresadas en intervenciones militares y sanciones unilaterales, ha erosionado la legitimidad del sistema de Naciones Unidas y profundizado la fragmentación global. En paralelo, la ideologización de las relaciones internacionales ha impactado los procesos de integración en América Latina y el Caribe, subordinándolos a intereses políticos coyunturales y reduciendo su capacidad de articulación. Ante este panorama, se plantea la necesidad de reconfigurar el multilateralismo mediante el fortalecimiento de alianzas regionales del Sur global. En este contexto, la convergencia regional se configura como una respuesta estratégica frente a la hegemonización ideológica que afecta al sistema internacional. La propuesta de integración retoma el ideal bolivariano de unidad latinoamericana como condición para garantizar soberanía, justicia social e igualdad, evocando iniciativas como el Congreso Anfictiónico de Panamá, concebido como un primer intento de construir una comunidad política capaz de dialogar en condiciones de igualdad con el mundo. En este marco, se propone un modelo alternativo y solidario de desarrollo, estructurado en seis ejes estratégicos: inclusión social, generación de valor, política económica soberana, transición ecológica, fortalecimiento democrático e integración regional, con el fin de superar las limitaciones del modelo neoliberal y responder a los desafíos estructurales de la región. Finalmente, se plantea una estrategia de convergencia de los mecanismos de integración existentes que permita articular agendas comunes, fortalecer la identidad regional y aumentar la autonomía estratégica. En este sentido, la reactivación de instancias como la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) y Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), junto con la consolidación de propósitos compartidos, se proyecta como una vía para posicionar a América Latina y el Caribe como un actor activo del Sur global y avanzar en la construcción de una región orientada por la paz, la solidaridad y la democracia en un sistema internacional cada vez más fragmentado y multipolar.
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    La Integración de América Latina en el nuevo orden internacional
    (Ipea, 2026-04) Larraín Bascuñán, Felipe; Cifuentes Véliz, Carmen; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Felipe Larraín Bascuñán; Carmen Cifuentes Véliz
    El contexto global actual se caracteriza por una creciente fragmentación del comercio internacional y el ascenso de estrategias proteccionistas en el mundo. Factores como la guerra comercial entre EE.UU. y China, la pandemia de covid-19 y conflictos geopolíticos han alterado las dinámicas de integración económica y han impulsado el regionalismo como estrategia de adaptación. En este escenario, América Latina enfrenta una oportunidad y un desafío: fortalecer su integración regional para mejorar su competitividad en la economía global. Este trabajo analiza la evolución histórica de los acuerdos de integración en América Latina, evaluando el desempeño de mecanismos como el Mercosur, la Alianza del Pacífico, el Tratado entre México, Estados Unidos y Canadá (T-MEC) y la Comunidad Andina. A través de un análisis comparado con modelos exitosos como la Unión Europea y Asociación de Naciones del Sudeste Asiático (ASEAN), se identifican lecciones clave que podrían fortalecer la integración regional latinoamericana. Asimismo, se examina el impacto del proteccionismo global en las economías latinoamericanas, considerando diferentes tipos de barreras comerciales. En este contexto, se destacan las oportunidades que la diversificación de socios comerciales hacia Asia, así como también el nearshoring, ofrecen para la región, dentro de una estrategia amplia de inserción internacional. Finalmente, se presentan propuestas para fortalecer la integración regional mediante la armonización regulatoria, el desarrollo de infraestructura, y la promoción de acuerdos comerciales estratégicos, entre otras medidas. La integración efectiva podría potenciar la resiliencia económica de la región, reducir su dependencia de mercados externos y mejorar su posicionamiento en un entorno internacional cada vez más complejo y competitivo.
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    Integração financeira no Mercosul : sistemas de pagamentos em moeda local, inovações tecnológicas e governança
    (Ipea, 2026-04) Bellamy, Marian Salles Gomes; Souza, Elder Mauricio; Alves, Marcela Marquez de Amorim Coutinho; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Marian Salles Gomes Bellamy; Elder Mauricio Souza; Marcela Marquez de Amorim Coutinho Alves
    Este artigo examina a relevância e os mecanismos de fortalecimento da integração financeira no Mercosul à luz do contexto geopolítico contemporâneo. Inicialmente, apresenta-se uma recapitulação histórica do marco conceitual da arquitetura financeira internacional vigente, caracterizada pelo papel central do dólar como moeda internacional e pela utilização de sistemas de mensageria financeira, como a rede Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication (SWIFT), com base na literatura especializada e em análise documental. Em seguida, analisa-se o contexto específico do Mercosul, com foco nos instrumentos atualmente disponíveis para a integração financeira do bloco, em especial o Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML), discutindo-se suas potencialidades e limitações. O artigo investiga o papel das inovações tecnológicas no campo dos instrumentos de pagamento e sua aplicação nos âmbitos internacional e regional, avaliando o seu potencial para superar as restrições do arranjo vigente. As considerações finais enfatizam a importância de aprofundar a integração financeira no Mercosul a partir dos mecanismos existentes, incorporando inovações tecnológicas e observando aspectos de governança, os quais devem ser capazes de assegurar que tais iniciativas contribuam para o fortalecimento da soberania financeira regional.
  • Publicação
    Trade integration and climate regulation in Latin America : regulatory profiles and provisions in trade agreements
    (Ipea, 2026-04) Martins, Michelle Márcia Viana; Carvalho, Patrícia Nasser de; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Michelle Márcia Viana Martins; Patrícia Nasser de Carvalho
    This paper maps the climate regulatory fragmentation of 25 Latin American and Caribbean countries in international trade, combining climate measures notified to the World Trade Organization (WTO) through the Environmental Database (EDB) with climate provisions in trade agreements from the Trade and Environment Database (TREND) covering the period 2009 to 2021. A cluster analysis identifies four trade-climate insertion profiles: agro-forestry, agroindustrial, minerals, and fossil fuels. The countries whose exports are most sensitive to trading partners’ climate regulation are those that have incorporated the fewest climate commitments in their agreements, suggesting an asymmetry that conditions the prospects for South American regulatory convergence. Panel models with country fixed effects and a Mundlak decomposition show that the accumulation of trade agreements is positively associated with climate notification, but this association operates through the technical regulations channel (TBT), consistent with institutional diffusion through agreement networks, while the agricultural channel shows no association with trade integration and responds to external regulatory pressure. Countries integrated into value chains with regulated partners, particularly through Central America Free Trade Agreement-Dominican Republic (CAFTA-DR) and United States-Mexico-Canada Agreement (USMCA), adapt through the bilateral route, while Mercosur members operate through reactive adaptation independently of their agreements. The between-cluster share of variance in climate depth rose from 6% in 2009 to 60% in 2021, documenting a transition from relative homogeneity to mutually distant regulatory blocs structured along productive insertion, with implications for the debate on whether South American integration can build a coordinated climate agenda or each country will negotiate bilaterally with the European Union and the United States.
  • Publicação
    Os Protocolos do Istmo (1826) : legado e limites do projeto de integração duzentos anos depois
    (Ipea, 2026-04) Figueiredo, Alexandre Ganan de Brites; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Alexandre Ganan de Brites Figueiredo
    O artigo examina os Protocolos do Istmo, firmados no Congresso do Panamá de 1826, como uma experiência pioneira de institucionalização da integração latino-americana. O que se propõe é analisar as condições históricas em que soberanias ainda em formação buscavam simultaneamente reconhecimento externo, segurança coletiva e estabilidade regional. Para tanto, a pesquisa recupera os antecedentes ideológicos e diplomáticos do Congresso, analisa os principais dispositivos do Tratado de União, Liga e Confederação Perpétua e discute seu significado no contexto de pós-independências. O argumento central defende que os Protocolos do Istmo expressam a forma historicamente possível de coordenação entre repúblicas recém-independentes, limitadas pela tensão entre a necessidade de ação comum e a preservação de suas soberanias recém-conquistadas. A atualidade dessa agenda é então examinada a partir do caso da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), entendida como manifestação contemporânea de dilemas já presentes em 1826. O que se conclui é que o legado do Congresso do Panamá reside menos na efetividade jurídica imediata de seus tratados do que na formulação precoce de problemas, mecanismos e horizontes institucionais que continuariam a marcar a integração latino-americana e a própria evolução do Direito Internacional Público.
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