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Monitoramento e avaliação da política externa : bases normativas, questões teórico-metodológicas e as particularidades do caso brasileiro

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978-65-5635-089-9

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Na primeira década dos anos 2000, consolidou-se no Brasil a compreensão da política externa como uma política pública, impulsionada por mudanças internas e globais, como a redemocratização, a globalização e o fim da Guerra Fria. Esse reconhecimento provocou um intenso diálogo entre os campos da análise de política externa (APE) e da análise de políticas públicas (APP), ampliando as ferramentas analíticas e as perguntas de pesquisa sobre o tema. A nova abordagem permitiu enxergar a política externa como fruto de disputas, coalizões e interesses diversos, demandando participação social, monitoramento e avaliação. A obra em questão, fruto de um projeto do Ipea, aprofunda essa discussão ao explorar os desafios e as possibilidades de institucionalizar mecanismos de acompanhamento e aferição da política externa brasileira, destacando sua importância para o fortalecimento democrático, a transparência e a eficácia governamental, e posicionando-se como referência fundamental para os estudos nessa área.

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DESIDERÁ, Walter (org.). Monitoramento e avaliação da política externa: bases normativas, questões teórico-metodológicas e as particularidades do caso brasileiro. Brasília: Ipea, 2025. 178 p. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/978-65-5635-089-9

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Apresentação : Monitoramento e avaliação da política externa : bases normativas, questões teórico-metodológicas e as particularidades do caso brasileiro
(Ipea, 2025) Luciana Mendes Santos Servo; Luciana Mendes Servo
A apresentação destaca a amplitude e a complexidade da política externa brasileira, que atua em diversas frentes — econômicas, políticas, de segurança, direitos humanos e cooperação internacional — sempre que há interface com o ambiente global. Ressalta a importância central do planejamento estratégico nesse campo, especialmente diante da imprevisibilidade internacional, e cita o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 como exemplo de integração entre prioridades domésticas e ação externa. Também enfatiza o papel da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como referência para a diplomacia e para o alinhamento do país às metas globais. O texto sublinha que o planejamento só é plenamente eficaz quando articulado a mecanismos de monitoramento e avaliação, como metas e indicadores previstos no PPA e no acompanhamento dos ODS. Nesse contexto, o Ipea tem atuado no assessoramento técnico ao governo, oferecendo dados, pesquisas e evidências para qualificar o planejamento, a avaliação e o fortalecimento da política externa brasileira no projeto nacional de desenvolvimento.
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Prefácio : Monitoramento e avaliação da política externa : bases normativas, questões teórico-metodológicas e as particularidades do caso brasileiro
(Ipea, 2025) Pinheiro, Letícia; Leticia Pinheiro
Apresenta o livro que é resultado de um projeto do Ipea sobre monitoramento e avaliação da política externa brasileira, reunindo capítulos de especialistas que discutem por que essa área ainda não se consolidou como campo de pesquisa e como essas práticas podem fortalecer a democracia, apesar das especificidades da política externa. A obra destaca sua importância ao compilar e analisar conhecimentos dispersos que possam sustentar a implementação do monitoramento e avaliação da política externa, reconhecendo também os inúmeros obstáculos e barreiras que dificultam esse processo.
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Monitoramento e avaliação da política externa brasileira : elementos fundamentais
(Ipea, 2025) Walter Antonio Desiderá Neto; Walter Desiderá
Este livro corresponde aos primeiros resultados produzidos no âmbito do projeto Monitoramento e avaliação da política externa brasileira: uma proposta preliminar para uma rotina geral, (re)iniciado em 2021. O objetivo deste primeiro capítulo consiste em apresentar o desafio da tarefa proposta nesta pesquisa, introduzindo os elementos fundamentais para a identificação geral do projeto e para a determinação do papel deste trabalho dentro de sua estrutura.
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Monitoramento e avaliação da política externa : importância democrática, especificidades do objeto e colaboração do campo da análise de políticas públicas
(Ipea, 2025) Walter Antonio Desiderá Neto; Walter Desiderá; Haroldo Ramanzini Júnior
O capítulo aborda a importância do monitoramento e avaliação da política externa (M&A/PE) como instrumento de accountability em regimes democráticos. Explica que, embora amplamente aplicado às políticas públicas domésticas, o M&A ainda é pouco explorado na política externa, apesar de sua relevância para transparência e eficiência governamental. O texto discute motivações históricas e normativas para a expansão do M&A, as especificidades da política externa (complexidade, incerteza, diversidade temática e atores), e apresenta contribuições do campo da análise de políticas públicas (APP) para estruturar metodologias aplicáveis ao M&A/PE. Destaca tipologias de avaliação (ex ante, ex post), critérios (eficácia, eficiência, efetividade), e ferramentas (variáveis, indicadores, parâmetros), ressaltando desafios e oportunidades para consolidar práticas avaliativas na política externa brasileira e internacional.
Item type:Publication,
Monitoramento e avaliação da política externa : o tratamento científico dedicado ao tema dentro do campo da análise de política externa
(Ipea, 2025) Walter Antonio Desiderá Neto; Walter Desiderá
O capítulo analisa a posição marginal do monitoramento e avaliação da política externa (M&A/PE) dentro do campo da análise de política externa (APE). Explica que, apesar da relevância normativa e prática, há escassez de estudos sistemáticos sobre M&A/PE devido a desafios conceituais, metodológicos e à complexidade do objeto. O texto revisa a evolução histórica da APE, suas bases teóricas e a relação com o método comparativo, destacando como as variáveis explicativas foram organizadas em três níveis de análise (indivíduo, Estado e sistema internacional). Apresenta contribuições de obras clássicas e recentes que tentaram integrar ferramentas avaliativas, como Vasquez (1986), Baldwin (2000), Johnson e Tierney (2006), Walker e Malici (2011), Meyer (2016) e Friedman (2019), discutindo conceitos de sucesso, fracasso, erros e tipologias aplicáveis. Conclui que, embora haja avanços conceituais e propostas metodológicas, persiste a dificuldade de operacionalizar rotinas gerais para avaliação da política externa, sugerindo maior integração entre APE e análise de políticas públicas.
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