Publication: Ecossistema de desinformação e radicalização : repercussões no policymaking
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Abstract
O capítulo analisa os ecossistemas digitais de desinformação e radicalização política e seus impactos sobre a formulação e implementação de políticas públicas no Brasil. Tomando como estudo de caso a controvérsia envolvendo a suposta “taxação do Pix” em 2025, os autores demonstram como redes sociais, aplicativos de mensagens, algoritmos e influenciadores políticos operam de forma articulada para produzir e disseminar narrativas desinformacionais capazes de afetar decisões governamentais, confiança institucional e comportamentos econômicos. O texto argumenta que a desinformação não constitui apenas um desvio informacional, mas um regime sociotécnico alternativo de produção de verdade, sustentado por afetos, polarização, lógica conspiratória e disputas narrativas. A análise identifica padrões estruturantes desses ecossistemas, como a crise permanente, a “eu-pistemologia”, a lógica afetiva e a dinâmica preemptiva da desinformação. O capítulo conclui que o enfrentamento do problema exige estratégias integradas de educação midiática, regulação de plataformas, fortalecimento da comunicação pública e reconstrução de vínculos de confiança entre Estado, ciência e sociedade.
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Citation
NASCIMENTO, Leonardo Fernandes; CESARINO, Letícia Maria Costa da Nóbrega; SOARES, Alisson. Ecossistema de desinformação e radicalização: repercussões no policymaking. In: KOGA, Natália Massaco et al. (org.). Políticas públicas informadas por evidências: conhecimentos, arranjos e capacidades para a governança democrática. Rio de Janeiro: Ipea, 2026. p. 147-167. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/9786556351001cap4
