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A Evolução das desigualdade de renda e de consumo ao longo do ciclo da vida

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Brasil

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1987-1988
1995-1996

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BR

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Resumo

Com relação à desigualdade de renda, a desigualdade de consumo tende a ser um indicador bem mais fiel da disparidade permanente de recursos disponíveis e de bem-estar entre famílias. Ademais, em teoria, pode-se prever o padrão de evolução temporal da desigualdade para uma mesma coorte. Segundo a hipótese da renda permanente, espera-se que a desigualdade de consumo para uma mesma coorte cresça com o tempo. Caso haja impedimentos à validade dessa hipótese, tais como consumidores prudentes ou restrição de crédito, a desigualdade de consumo passa a depender da evolução da distribuição de renda e de rendimentos do trabalho, podendo, então, crescer ou não com o tempo. Este trabalho apresenta, a partir dos microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, como evoluíram entre os biênios 1987/1988 e 1995/1996 as desigualdades de renda e de consumo entre famílias no Brasil.Aanálise é feita dividindo-se as famílias segundo a década de nascimento e o grau de instrução do chefe. Os resultados revelam o aumento das desigualdades de renda, da renda do trabalho e de consumo entre os dois períodos observados. Deve-se notar que a evolução da dispersão do consumo tende a ser mais independente da evolução da desigualdade de renda entre coortes mais jovens e com maior nível de capital humano. Tal fato é explicado por uma possível menor restrição a crédito com a qual essas famílias se deparam, quando comparadas com outros grupos educacionais ou coortes. Vale realçar que entre famílias com chefes com baixa educação o aumento da desigualdade de consumo é acompanhado pelo da desigualdade de renda, algo previsto pelos modelos de restrição de crédito.

Resumo traduzido

Consumption inequality measures tend to be much more accurate indicators of permanent disparities in welfare than income inequality measures. Furthermore, their evolution in time maybe predicted from the theory. According to the permanent income hypothesis, consumption inequality should rise within a closed group of individuals. Other hypotheses may lead to the same conclusion, depending on the pattern of income temporal evolution. This paper presents measures of Brazilian income and consumption inequality among families grouped in cohorts and schooling levels. The results reveal that consumption and income inequality increased for most cohorts from 1986/87 to 1995/96. Families with young and educated heads presented an increase in consumption dispersion despite the observed reduction in income inequality, whereas for families with less educated heads inequality increased according to both measures. This may be explained by the existence of different credit constraints for each group.

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