Publicação: Apresentação : Mercado de Trabalho n.14 – out. 2000
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Resumo
Depois de três anos de estagnação, o mercado de trabalho passou, em meados do ano passado e em resposta à retomada do dinamismo da atividade econômica, a mostrar sinais de que um novo período de crescimento da demanda por trabalho estava se iniciando. Esse impulso, mais nitidamente visível a partir do último trimestre do ano passado, vem se mantendo de forma sustentada ao longo deste ano, com o nível de ocupação das seis maiores regiões metropolitanas alcançando, em agosto último, segundo a PME/IBGE, uma taxa de crescimento de 5,7% em relação ao verificado no mesmo mês de 1999. Esse extraordinário crescimento da ocupação não se vem refletindo de forma mais evidente nas taxas de desemprego em razão da expansão, também elevada, da PEA. Ainda assim, embora declinando de forma lenta, a taxa de desemprego, de 7,1%, registrada em agosto, já se encontra mais de meio ponto percentual abaixo da verificada há 12 meses (7,7%). Com a expectativa de que também o nível dos rendimentos reais passe a apresentar um processo de recuperação consistente, o grande desafio que a atual dinâmica do mercado de trabalho coloca para os atores sociais nela envolvidos é o do crescimento da informalidade (dos 930 mil postos de trabalho gerados nos últimos 12 meses, mais de 61% foram ocupados por assalariados sem carteira de trabalho assinada).
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INSTITUTO DE PESQUISA ECONOMICA APLICADA. Apresentação. Mercado de Trabalho: Conjuntura e Análise. Brasília, v. 05, n. 14, p. 1, out. 2000. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/18914
