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Escassez de força de trabalho : uma revisão da literatura internacional e interpretação dos resultados empíricos referentes ao Brasil

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Resumo

O capítulo analisa o debate sobre a escassez de força de trabalho qualificada no Brasil, a partir de revisão da literatura internacional e da análise de evidências empíricas nacionais, buscando verificar a existência e a natureza desse fenômeno no país. O estudo problematiza a ideia de escassez generalizada, argumentando que não há evidências consistentes de falta ampla de mão de obra, mas sim de dificuldades pontuais de preenchimento de vagas em determinados setores, ocupações ou regiões, especialmente em contextos de crescimento econômico acelerado. Além disso, destaca-se que tais dificuldades podem estar associadas não apenas à educação formal, mas também a fatores como experiência, habilidades específicas e condições de trabalho. O capítulo conclui que o principal desafio reside na qualidade da formação e na adequação das competências às necessidades produtivas, defendendo que políticas públicas de longo prazo devem priorizar a melhoria da educação e o aperfeiçoamento da qualificação profissional, evitando diagnósticos equivocados que possam levar a intervenções inadequadas no mercado de trabalho

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NASCIMENTO, Paulo A. Meyer M. Escassez de força de trabalho: uma revisão da literatura internacional e interpretação dos resultados empíricos referentes ao Brasil. In: OLIVEIRA, Marina Pereira Pires de et al. (org.). Rede de pesquisa formação e mercado de trabalho: coletânea de artigos: volume III, educação profissional e tecnológica. Brasília: Ipea: ABDI, 2014. v. 3. p. 186 - 212 . Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20583

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Rede de pesquisa : formação e mercado de trabalho : coletânea de artigos : Volume 3 : Educação profissional e tecnológica
(Ipea, 2014) Oliveira, Marina Pereira Pires de; Paulo Meyer Nascimento; Aguinaldo Nogueira Maciente; Caruso, Luiz Antonio Cruz; Schneider, Eduardo Miguel; Marina Pereira Pires de Oliveira; Paulo A. Meyer M. Nascimento; Aguinaldo Nogueira Maciente; Luiz Antonio Cruz Caruso; Eduardo Miguel Schneider
A Rede de Pesquisa: Formação e Mercado de Trabalho, iniciativa coordenada pela ABDI e pelo Ipea, com participação do Senai e do Dieese, criada diante da centralidade da qualificação da mão de obra para o crescimento sustentável, a produtividade e a preservação dos avanços sociais no Brasil, em um contexto de mudanças demográficas e envelhecimento populacional que exigem articulação entre educação formal e aprendizado no trabalho; fruto de um processo de mapeamento e mobilização iniciado em 2011, a Rede estrutura-se em linhas de pesquisa em Economia da Educação e Economia do Trabalho, incorporando análises demográficas, e resultou em uma coletânea de volumes que reúnem estudos multidisciplinares selecionados após seminários e debates com ampla participação institucional; especificamente. No terceiro volume, o foco é na educação profissional e tecnológica, com análises sobre a aproximação entre formação profissional e acadêmica, a governança histórica das políticas de educação profissional no Brasil, comparações internacionais, a oferta dessa modalidade nas redes estaduais e no âmbito do PRONATEC, bem como reflexões sobre escassez de mão de obra qualificada e os limites estruturais para a elevação do padrão de qualificação da indústria brasileira.

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