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Planejamento espacial marinho da Amazônia Azul

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Abstract

O texto explora a importância dos oceanos para a sustentabilidade global, destacando seu papel na erradicação da fome, adaptação às mudanças climáticas, diversificação das fontes de energia e inovação tecnológica. Com 71% da superfície terrestre coberta por oceanos, cerca de 3 bilhões de pessoas dependem diretamente deles. No entanto, os oceanos enfrentam graves ameaças, como poluição, sobrepesca e degradação ecológica. A economia oceânica, avaliada em US$ 1,5 trilhões em 2010, pode dobrar até 2030, com destaque para aquicultura, pesca e turismo. A "Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável" (2021-2030) foi lançada para promover a pesquisa e a tecnologia oceânica. O Brasil, com uma extensa costa e rica biodiversidade, precisa intensificar sua segurança marítima e proteger sua Amazônia Azul contra ameaças como poluição e crimes ambientais. O planejamento espacial marinho (PEM) é essencial para garantir a governança e a sustentabilidade na região, promovendo o uso eficiente e seguro do ambiente marinho. O capítulo se dedica a discutir o PEM e seu desenvolvimento na Amazônia Azul, estruturando-se nas seções sobre o planejamento espacial marinho, sua constituição e desenvolvimento no Brasil, e considerações finais.

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CARVALHO, Rodrigo de Campos. Planejamento espacial marinho da Amazônia Azul. In: PÊGO, Bolívar; NAGAMINE, Líria; KRÜGER, Caroline; MOURA, Rosa (org.). Fronteiras do Brasil: o litoral em sua dimensão fronteiriça. Brasília, DF: Ipea, 2023. p. 383-403. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/978-65-5635-067-7/capitulo14

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Fronteiras do Brasil : o litoral em sua dimensão fronteiriça : volume 8
(Ipea, 2023-12) Nagamine, Líria; Krüger, Carolina; Moura, Rosa; Pêgo, Bolivar; Bolívar Pêgo Filho
A extensa costa brasileira tem sido objeto de análises que destacam suas riquezas naturais e ambientais, além de seu potencial para o desenvolvimento nacional. Ao mesmo tempo dinâmico e vulnerável, esse espaço tem sido alvo de estudos e políticas que consideram tanto seus aspectos positivos quanto os riscos decorrentes de práticas territoriais que negligenciam as interações humanas com o meio ambiente. Embora as características dessa faixa litorânea tenham sido objeto de diversas políticas e definições, sua condição de fronteira ainda não foi completamente absorvida nos estudos convencionais sobre fronteiras. Enquanto os estudos tradicionais concentram-se principalmente nas fronteiras terrestres, a natureza fronteiriça da faixa litorânea tem ocupado um lugar central nas análises e ações empreendidas pelas Forças Armadas do Brasil.

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