Capítulos de Livro

URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/17428

Navegar

Submissões Recentes

Agora exibindo 1 - 20 de 1758
  • Publicação
    Fatores que determinam o nível salarial no setor formal brasileiro
    (Ipea, 2002) Carlos Henrique Leite Corseuil; Santos, Daniel Domingues dos; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Carlos Henrique Corseuil; Daniel Domingues dos Santos
    O capítulo analisa os determinantes do nível salarial no setor formal brasileiro utilizando dados longitudinais da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), comparando-os com a PNAD. A pesquisa destaca a importância da experiência na empresa e da escolaridade como principais fatores que influenciam os salários, embora os retornos à educação sejam menores do que os estimados em estudos baseados em dados transversais. Também são avaliadas características das firmas, como setor de atividade, tamanho e natureza jurídica, que apresentam impacto limitado sobre os salários. Os resultados sugerem que a valorização do trabalhador está fortemente associada à permanência no emprego, indicando ganhos salariais de até 20% após cinco anos na mesma empresa. Conclui-se que políticas voltadas para estabilidade e redução da assimetria de informação sobre produtividade podem contribuir para melhorar a remuneração no mercado formal.
  • Publicação
    Diferenciais salariais no Brasil : um breve panorama
    (Ipea, 2002) Coelho, Allexandro Mori; Carlos Henrique Leite Corseuil; Allexandro Mori Coelho; Carlos Henrique Corseuil
    Apresenta uma revisão da literatura sobre diferenciais salariais no Brasil, destacando que esses diferenciais são mais elevados do que em países com desenvolvimento semelhante. Analisa relações entre salários e características pessoais produtivas (educação e experiência), não-produtivas (sexo e cor) e atributos dos postos de trabalho (formalidade, setor, região e sindicalização). Evidências mostram que a educação exerce maior impacto nos níveis mais altos, a experiência na empresa influencia mais que a experiência geral, e que discriminações por gênero e raça persistem, embora tenham diminuído ao longo do tempo. Também se observa segmentação do mercado de trabalho e prêmios salariais associados a setores, regiões e sindicatos. O capítulo conclui que fatores institucionais e estruturais contribuem para a manutenção das desigualdades salariais no país.
  • Publicação
    Equações de rendimentos : questões metodológicas
    (Ipea, 2002) Menezes-Filho, Naércio; Naércio Menezes-Filho
    O capítulo discute os principais desafios metodológicos na estimação de equações de rendimentos, que relacionam salários às características pessoais e do trabalho, como educação, idade e setor de atividade. São analisadas hipóteses comuns, como linearidade e exogeneidade, e suas implicações para a interpretação causal dos resultados. O autor explora problemas como endogeneidade e heterogeneidade, apresentando soluções usuais, incluindo variáveis de controle, efeitos fixos e variáveis instrumentais, além de alternativas como regressões quantílicas. Conclui destacando a necessidade de compreender melhor o mercado de trabalho brasileiro antes de aplicar técnicas econométricas sofisticadas.
  • Publicação
    Desigualdade salarial : aspectos teóricos
    (Ipea, 2002) Fernandes, Reynaldo; Reynaldo Fernandes
    O capítulo analisa teoricamente as principais causas da desigualdade salarial, partindo de um modelo básico de determinação de salários e explorando hipóteses que explicam os diferenciais. São discutidos os diferenciais compensatórios, que relacionam salários às condições de trabalho; as diferenças produtivas, baseadas na teoria do capital humano e sinalização; a segmentação do mercado de trabalho entre setores formal e informal; os modelos de salário-eficiência, que associam salários acima do equilíbrio à maior produtividade; e a discriminação, vinculada a preferências, falhas informacionais e mercados imperfeitos. Conclui-se que a competição tende a reduzir a discriminação, mas segmentações e imperfeições podem perpetuar desigualdades.
  • Publicação
    Crescimento pró-pobre e distribuição de renda das capitais dos estados brasileiros
    (Ipea, 2007) Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Guilherme Mendes Resende; Daniel da Mata; Alexandre Xavier Ywata Carvalho
    O presente trabalho visa a fornecer evidências sobre o perfil de crescimento do sistema urbano do Brasil, representado no presente caso pelas capitais dos estados brasileiros. Por perfil de cres cimento, entende-se o quanto o crescimento econômico favoreceu o crescimento de renda da parcela menos abastada da população. Neste contexto, o conceito de crescimento pró-pobre é o utilizado. O crescimento econômico é tido como pró-pobre se houve um aumento da renda dos mais pobres acima da elevação da renda média. Um crescimento econômico do tipo pró-pobre pode ser visto como um instrumento efetivo de distribuição de renda e de redução da pobreza. Os resultados apontam que nenhuma capital estadual apresentou um crescimento do tipo pró pobre. Isto mostra o padrão perverso de crescimento do Brasil, em que regiões que englobam a maioria da população estão apresentando um crescimento que aumenta desigualdade de renda ou, ainda pior, uma situação de crescimento médio que muitas vezes empobrece as camadas mais pobres da população.
  • Publicação
    Favelas e dinâmica das cidades brasileiras
    (Ipea, 2007) Lall, Somik V.; Wang, Hyoung Gun; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Mata, Daniel da; Somik V. Lall; Hyoung Gun Wang
    O objetivo precípuo deste capítulo é o estudo do processo de favelização das cidades brasileiras no período entre 1980 e 2000. Busca-se averiguar os padrões e alguns dos principais fatos esti lizados no que concerne ao surgimento, manutenção e crescimento das favelas dentro da hierar quia urbana do Brasil. Verificou-se que, em 2000, as aglomerações urbanas possuíam seis milhões de habitantes em favelas. O crescimento da população em favelas no Brasil foi mais intenso, no período em análise, do que o crescimento populacional. Assim como no crescimento populacional das cidades brasileiras, o crescimento da população que vive em favelas foi mais elevado nas peri ferias das aglomerações urbanas vis-à-vis zonas centrais (núcleos). Cidades maiores (em termos de tamanho populacional) possuem mais favelas, assim como cidades mais ricas (em termos de nível de renda per capita). A desigualdade de renda tem um papel importante: quanto mais desigual for a cidade, mais favelas possui. Crescimento populacional e crescimento do número de favelas não apresentaram uma relação significante em termos estatísticos.
  • Publicação
    Estimação da perda de produção devido a mortes por causas externas nas cidades brasileiras
    (Ipea, 2007) Daniel Ricardo de Castro Cerqueira; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Alexandre Xavier Ywata Carvalho; Daniel Cerqueira
    A violência no Brasil é reconhecidamente um dos maiores problemas atualmente enfrentados pela sociedade. Esse problema incorre em diversos custos econômicos, além obviamente dos inestimáveis custos decorrentes da perda de vidas. Entre esses custos econômicos, incluem-se custos de tratamentos de saúde, da manutenção da máquina policial, de perda de produção. Esse último tipo de custo é o foco deste trabalho, onde é apresentada uma metodologia para estimar a perda de produção devido a mortes violentas nas áreas urbanas brasileiras, a partir de bases de dados de renda dos trabalhadores do IBGE e da base de dados de óbitos do Ministério da Saúde. Para combinar informações dessas duas bases de dados, inicialmente são aplicados procedimentos de regressão não-paramétrica para estimar curvas médias de rendimento anual dos trabalhadores. Essas curvas são então utilizadas para estimar a perda de produção para determinadas categorias dos registros de óbitos. Incluem-se nessa análise ajustes para contabilizar para a tábua de sobre vivência da população em geral.
  • Publicação
    Crescimento econômico comparado dos municípios alagoanos e mineiros : uma análise espacial
    (Ipea, 2007) Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Alexandre Manoel Angelo da Silva; Guilherme Mendes Resende
    Neste texto, apresentam-se os resultados da investigação sobre quais variáveis determinam as taxas de crescimento da renda do trabalho por habitante dos municípios alagoanos (com até 50 mil habitantes) e mineiros (com até 50 mil habitantes), entre 1991 e 2000. Na análise economé trica, não se encontrou autocorrelação espacial no modelo estimado para os pequenos municípios alagoanos. No caso dos pequenos municípios mineiros, essa autocorrelação espacial foi verificada. A investigação econométrica mostra que os determinantes do crescimento econômico de um es tado relativamente rico não são idênticos aos determinantes de um estado relativamente pobre. No que diz respeito à estimação do modelo para pequenos municípios de Alagoas, somente o índice de Gini é significativo e negativo na determinação do crescimento da renda do trabalho por habitante. No que concerne aos pequenos municípios de Minas Gerais, foram obtidas quatro variáveis estatisticamente significativas: i) renda do trabalho por habitante em 1991; ii) número médio de anos de estudo da população com 25 ou mais anos de idade; iii) percentual de domicílios com acesso à iluminação elétrica; e iv) índice de Gini. Suspeitou-se, portanto, que os pequenos municípios de um estado relativamente pobre precisam de uma melhoria mais acentuada do que a verificada nos indicadores de produtividade e de qualidade de vida, a fim de que esses indicadores possam surtir efeito sobre o crescimento da renda do trabalho por habitante, tendo em vista que nos, pequenos municípios alagoanos, os níveis de produtividade e de qualidade de vida são extremamente baixos em relação aos pequenos municípios mineiros.
  • Publicação
    Evolução da desigualdade econômica e social no território brasileiro entre 1970 e 2000
    (Ipea, 2007) Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; João Carlos Magalhães; Rogério Boueri Miranda
    Este trabalho analisa a convergência de variáveis ligadas à renda, à educação e à longevidade uti lizando como foco os valores médios dos municípios brasileiros. São estudados padrões nacionais e inter-regionais de convergência de 1970 a 2000, utilizando-se para tanto as matrizes de transição (QUAH, 1993b). As várias mudanças na estrutura municipal brasileira demandaram o agrupamento dos municípios em Áreas Mínimas Comparáveis. Os resultados obtidos apontam padrões diferentes de convergência das variáveis. A renda per capita e a longevidade (representada pela expectativa de vida ao nascer) apresentaram convergência em clubes por região, enquanto que as variáveis liga das à educação (taxa de alfabetização e anos de estudo) mostraram convergência nacional.
  • Publicação
    Migração e diferenciais de renda : teoria e evidências empíricas
    (Ipea, 2007) Carlos Wagner de Albuquerque Oliveira; Ellery Junior, Roberto de Goes; Pinheiro, Danielle Sandi; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Carlos Wagner de Albuquerque Oliveira; Roberto Ellery Jr.; Danielle Sandi
    A concentração dos fatores de produção afeta o padrão de desenvolvimento regional, mas a distribuição espacial desses fatores também depende do desenvolvimento da região. Esse aspecto circular determina a influência da oferta de bens e serviços sobre preços e salários que, por sua vez, interfere na oferta e demanda por mão-de-obra. Neste trabalho se discute a pertinência do uso de políticas de desenvolvimento regional como forma de reduzir as disparidades de renda entre as regiões brasileiras, com foco nas questões relacionadas à migração de trabalhadores. A discussão inicia-se com uma digressão histórica dos fluxos migratórios tanto em nível mundial quanto em nível de Brasil. Em seguida é feita um breve comentário de como os modelos teóricos abordam a questão da migração e como eles relacionam essa questão com os problemas de crescimento eco nômico. Faz-se uma rápida incursão pelas clássicas teorias do comércio internacional, observando como essas teorias abordam a questão do movimento de fatores de produção, suas respectivas remunerações e seus efeitos sobre o crescimento econômico. Encerra-se a discussão histórico- teórica com um pequeno ensaio sobre o modelo desenvolvido em Matsuyama e Takahashi (1998) cuja finalidade é investigar a sensibilidade do índice relativo de padrão de vida para uma dada alteração na proporção da população de uma região em relação às outras regiões.
  • Publicação
    Crescimento e desempenho do mercado de trabalho nos municípios não-metropolitanos do Brasil
    (Ipea, 2007) Chomitz, Kenneth M.; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Kenneth M.; Daniel Da Mata; João Carlos Magalhães; Alexandre Xavier Ywata Carvalho
    O presente capítulo mapeia a heterogeneidade da dinâmica do mercado de trabalho dos municípios rurais no Brasil durante a década de 1990. Para entender os determinantes da referida heterogeneidade nas áreas brasileiras rurais ou não-metropolitanas, desenvolve-se um modelo espacial de demanda e oferta por trabalho, e aplica-se uma estratégia de estimação que considera a endogeneidade das variáveis explicativas e autocorrelação espacial dos determinantes não- observados dos movimentos da força de trabalho. O capítulo encontra um número de relações que parecem ser robustas a diferentes escolhas amostrais e diferentes controles para autocorrelação espacial: i) níveis iniciais de educação da força de trabalho são fortemente relacionados ao crescimento de salário subsequente; ii) regiões rurais estão perdendo emprego ou tendo um crescimento mais devagar do que outras regiões; iii) áreas com pouca chuva têm menores taxas de crescimento do emprego e do salário; iv) salários respondem elasticamente a mudanças na oferta de trabalho; v) o crescimento da renda gera transbordamentos positivos nos salários e emprego de áreas próximas; e vi) transferências governamentais, como aposentadorias, estimulam o crescimento local dos salários.
  • Publicação
    Estimando a demanda por educação e saúde em municípios brasileiros
    (Ipea, 2007) Constantino Cronemberger Mendes; Sousa, Maria da Conceição Sampaio de; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Constantino Cronemberger Mendes; Maria da Conceição Sampaio de Sousa
    O conhecimento da função demanda por serviços públicos permite um melhor entendimento dos métodos de decisão política e estruturas de impostos alternativos, em uma localidade particular. Essas funções mostram, ainda, a existência de economias de escala ao nível municipal e ajudam a avaliar os efeitos de mudanças nas variáveis demográficas e econômicas sobre a quantidade de serviços demandados. As estimativas de demanda por serviços públicos locais para os municípios brasileiros, com base no modelo do eleitor mediano, foram realizadas para dois casos setoriais (saúde e educação). Os resultados são consistentes com a estrutura teórica e empírica, sugerindo que a abordagem do eleitor mediano pode ser útil para descrever o comportamento da despesa pública local no Brasil. Foram utilizados vários métodos alternativos de estimação (Clássico - OLS, LM, 2SLS, GGM simples; Espacial - GMM espacial; e Regressão Quantílica), que sustentam a robustez dos resultados encontrados. As principais variáveis dos modelos estimados (preço, renda e população) foram sempre significativas e tiveram os sinais esperados. As elasticidades-renda estimadas nos casos gerais para os serviços públicos municipais se mantêm dentro dos padrões esperados, apesar das estimativas acima da média internacional. Nas elasticidades-renda setoriais estimadas, os resultados se assemelham aos da literatura internacional, que mostra o serviço público com a característica usual de bens meritórios.
  • Publicação
    Decisão locacional de novos estabelecimentos e o papel dos fundos constitucionais de financiamento
    (Ipea, 2007) Lall, Somik V.; Timmins, Christopher; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Alexandre Xavier Ywata Carvalho; Somik V. Lall; Christopher Timmins
    As marcantes e sustentáveis diferenças de performance econômica entre regiões dentro de países em desenvolvimento têm há muito tempo motivado os governos centrais a implementarem políticas de incentivos fiscais e creditícios para atrair empresas para as áreas menos desenvolvidas. No entanto, evidências empíricas para avaliar a validade desses incentivos são raras na literatura. Este artigo apresenta um estudo de avaliação direta de um dos mais importantes programas de incentivo no Brasil: os fundos constitucionais de financiamento. Para isso, explorou-se a base de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, de forma a endereçar dois elementos importantes na decisão de localização geográfica de novos estabelecimentos: i) a estrutura de filiais/matriz do conglomerado empresarial (em particular, o quanto as empresas preferem posicionar novos estabelecimentos próximos à sede da empresa); e ii) a heterogeneidade espacial não observável (que pode confundir os efeitos reais dos fundos constitucionais). Esses dois ele mentos, quando não levados em conta nas estimações, podem viesar as estimações dos impactos dos fundos constitucionais. Os resultados mostram que a proximidade à sede da empresa é um fator extremamente forte na decisão de localização de novas empresas, sendo mais importante do que o papel dos fundos constitucionais, no caso de empresas verticalmente integradas. Por outro lado, quando se controla não-parametricamente para a heterogeneidade espacial invariante no tempo, encontra-se evidências de que os fundos são significantes, estatisticamente e economicamente, para atrair estabelecimentos em vários dos setores econômicos alvos das políticas.
  • Publicação
    Avaliação econômica do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE)
    (Ipea, 2007) Silveira Neto, Raul da Mota; Almeida Junior, Mansueto Facundo; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Alexandre Manoel Angelo da Silva; Guilherme Mendes Resende; Raul da Mota Silveira Neto; Mansueto Facundo Almeida Junior
    O objetivo principal deste artigo é avaliar a aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), a partir das estimativas de propensity score das firmas beneficiadas com recursos desse fundo constitucional e de um conjunto de firmas não beneficiadas. Os resultados gerais apontam impacto positivo sobre a taxa de variação do número de empregados e ausência de impacto sobre a taxa de variação do salário médio pago pelas firmas. Quando se consideram apenas micro e pequenas firmas na avaliação da aplicação dos recursos desse fundo, é possível apontar um impacto positivo sobre a taxa de variação do número de empregados de maior magnitude do que aquele observado quando todo o universo de firmas é considerado.
  • Publicação
    Fundos constitucionais de financiamento do Nordeste, Norte e Centro-Oeste (FNE, FNO e FCO) : uma descrição para o período recente.
    (Ipea, 2007) Almeida Junior, Mansueto Facundo; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Mansueto Facundo Almeida Junior; Alexandre Manoel Angelo da Silva; Guilherme Mendes Resende
    O objetivo principal deste artigo é descrever os empréstimos dos fundos constitucionais de financiamento – Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) – por município, investigando se a alocação dos recursos desses fundos concentra-se na queles municípios que já são mais dinâmicos e se há concentração de empréstimos para grupos de municípios. Nessa investigação, entre outras análises, descrevem-se as disponibilidades de recursos nesses fundos, empréstimo por município e taxa de inadimplência. A principal conclusão deste estudo é que os empréstimos dos fundos constitucionais de financiamento não se direcionam de forma prioritária para os estados mais pobres ou para os municípios mais pobres.
  • Publicação
    Intervenção estatal e desigualdades regionais no Brasil : contribuições ao debate contemporâneo
    (Ipea, 2007) Aristides Monteiro Neto; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Aristides Monteiro Neto
    O trabalho investiga as conexões entre a crise da intervenção estatal brasileira na última década e as desigualdades regionais. Para tal, uma análise do papel do Estado brasileiro nas últimas três décadas é empreendida com ênfase: i) no gasto em investimento das administrações públicas e das empresas estatais (nas três esferas de governo); e ii) na oferta de crédito do governo ao setor privado – BNDES, crédito rural, crédito habitacional e instrumentos de política regional (fundos constitucionais e fundos fiscais). Pretende-se, desse modo, evidenciar que a intervenção governamental para minorar as disparidades entre regiões tem perdido importância no sentido de atuar na definição de trajetórias de crescimento para as economias regionais. As taxas de ex pansão dos Produtos regionais entre 1990-2002 são, regra geral, menores que as verificadas sob a etapa desenvolvimentista de intervenção estatal e inferiores às da década de 1980 (a chamada “década perdida”). Explica-se, em parte, por meio dos mecanismos analisados, porque o processo de convergência dos PIBs per capita regionais perdeu ímpeto desde 1985.
  • Publicação
    Externalidades locais, ganhos de aglomeração e políticas de desenvolvimento regional
    (Ipea, 2007) Cruz, Bruno de Oliveira; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Bruno de Oliveira Cruz
    O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão na literatura sobre a relação entre crescimento da economia, inovação e externalidade local das inovações. Procura-se estudar como a literatura econômica tem tratado a produção de inovações, quais os principais argumentos para justificar externalidades limitadas no espaço e as suas consequências para políticas regionais e tecnológicas. Modelos na chamada nova economia geográfica permitem o estudo dos impactos da distribuição espacial da economia sobre o custo de se obter uma inovação e o estudo da distribuição espacial das atividades com o crescimento econômico. Tais externalidades locais teriam, portanto, consequências claras para a política de desenvolvimento regional. Trabalhos tanto teóricos como empíricos auxiliariam a formulação de políticas regionais
  • Publicação
    Apresentação : Reforma tributária ou mudanças marginais no sistema tributário ? Estudos, ideias e propostas
    (Ipea, 2018) Lozardo, Ernesto; Ernesto Lozardo
    Discute o dilema entre realizar uma ampla reforma tributária ou promover mudanças marginais no sistema tributário brasileiro, destacando que qualquer alteração envolve riscos econômicos significativos e exige medidas realistas, corretivas e voltadas à competitividade e ao desenvolvimento regional. Argumenta-se que a reforma não deve restringir-se à arrecadação, mas tornar o sistema funcional, simples e capaz de estimular a produtividade, reduzir distorções sociais e integrar a economia nacional ao ambiente global. O texto contrapõe as visões dos “gradualistas”, que defendem ajustes incrementais na legislação, e dos “reformistas”, que propõem uma reestruturação profunda das bases e dos tributos, ressaltando que ambas as abordagens buscam maior justiça e eficiência. Por fim, apresenta o livro como um espaço plural de debate, no qual o Ipea se posiciona como instituição neutra, comprometida apenas com a promoção do diálogo qualificado e da reflexão crítica sobre os caminhos possíveis para a reforma do sistema tributário nacional.
  • Publicação
    Post-crisis growth and structural reform in Korea : empirical evidence.
    (Ipea, 2004) Hahn, Ching Hee; Lim, Youngjae; Chin Hee Hahn; Youngjae Lim
    O capítulo examina os efeitos das reformas estruturais implementadas na Coreia após a crise financeira de 1997, com foco na relação entre crescimento econômico e mudanças institucionais. A análise mostra que, embora a crise tenha causado forte contração inicial, não houve alteração significativa nas taxas médias de crescimento no longo prazo, mas sim grande variabilidade entre países. O estudo identifica a produtividade total dos fatores (TFPG) como principal determinante das diferenças de desempenho pós-crise, superando o papel da acumulação de capital. Em particular, a reforma da política de falências, que substituiu critérios sociais por critérios de eficiência econômica, reduziu barreiras à saída de empresas insolventes e melhorou a realocação de recursos, contribuindo para ganhos de produtividade agregada. Apesar dos avanços, os autores destacam que outras políticas e fatores institucionais também influenciam o crescimento, tornando prematuro prever resultados definitivos.
  • Publicação
    Labor market impacts of the financial crisis in Korea
    (Ipea, 2004) Moon, Hyungpyo; Hyungpyo Moon
    O capítulo analisa os impactos da crise financeira de 1997 na Coreia sobre o mercado de trabalho, destacando a abrupta elevação do desemprego, a queda nos salários e a deterioração da distribuição de renda. A crise, originada por estruturas financeiras excessivamente alavancadas e choques externos, levou à falência de empresas, redução de empregos principalmente nos setores de manufatura e construção, e aumento da pobreza absoluta. As mudanças foram estruturais: maior participação de empregos não regulares, redução da duração média do emprego e ampliação da desigualdade salarial. O governo respondeu com políticas abrangentes, incluindo expansão do seguro-desemprego, programas de obras públicas, flexibilização das relações trabalhistas e criação de redes de proteção social. Apesar da recuperação econômica a partir de 1999, muitas transformações no mercado de trabalho se tornaram permanentes, exigindo reformas contínuas para equilibrar flexibilidade e proteção social.
REPOSITÓRIO DO CONHECIMENTO DO IPEA
Redes sociais