Comércio Internacional

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  • Publicação
    The Operation of the export qualification program in factors promoting exportation : an analysis of the ‘Peiex‑Franca’
    (Ipea, 2025-12) Rocha, Pedro Luiz Messana Niero; Schettini, Daniela; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Pedro Luiz Messana Niero Rocha; Daniela Schettini
    By means of the ‘APEX Brasil’ program, the Brazilian Federal Government has developed the Export Qualification Program (Projeto de Extensão Industrial Exportador – Peiex), with the aim of preparing firms for export activities. Following academic research of the internal and external factors affecting firms that both boost and hinder exports, this article aims to analyze whether the PEIEX program has been operating precisely in those areas that the literature highlights as important for firms working with exports. Using data from Peiex-Franca (São Paulo), relating to the period from between 2016 and 2018, involving 190 firms based in 16 municipalities and working in different business sectors, an interview with Apex, and a survey conducted with firms participating in the project in question, the article concludes that there is a convergence between the export factors outlined in the literature and the characteristics of the firms participating in the project. Furthermore, despite Peiex working with these factors, it can be noted that the improvements are concentrated in a few specific internal factors, meaning others are possible within the scope considered in the literature and offered by Peiex.
  • Publicação
    Ipea workshop cycle : BRICS 2025
    (Ipea, 2026-04) Walter Antonio Desiderá Neto; Denise do Carmo Direito; Gustavo Luedemann; Acioly, Luciana; Luciana Mendes Santos Servo; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Gabinete da Presidência - GABIN; Walter Antonio Desiderá Neto; Denise do Carmo Direito; Gustavo Luedemann; Luciana Acioly da Silva; Luciana Mendes Santos Servo
    Relatório de Pesquisa
    In preparation for Brazil’s presidency of the BRICS in 2025, the Institute for Applied Economic Research (Ipea) coordinated a series of workshops involving around forty experts and professionals from more than fifteen Brazilian institutions, aimed at formulating strategic recommendations across five priority areas of the bloc’s agenda. The initiative reinforced Brazil’s role as a driver of innovative, pragmatic proposals aligned with the needs of the global South. This report consolidates 24 recommendations that directly contributed to the drafting of the document submitted to the BRICS Think Tanks Council (BTTC). It reflects the collective effort of the Brazilian technical community to support and enhance Brazil’s BRICS presidency, offering concrete inputs for policymaking aimed at building a more inclusive, cooperative, and needs-driven global governance system. The recommendations combine ambition and pragmatism, innovation and responsibility – essential attributes for tackling the challenges of a rapidly evolving international landscape, particularly in the pursuit of the Sustainable Development Goals.
  • Publicação
    Ciclo de oficinas do Ipea : BRICS 2025
    (Ipea, 2026-04) Walter Antonio Desiderá Neto; Denise do Carmo Direito; Gustavo Luedemann; Acioly, Luciana; Luciana Mendes Santos Servo; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Gabinete da Presidência - GABIN; Walter Antonio Desiderá Neto; Denise do Carmo Direito; Gustavo Luedemann; Luciana Acioly da Silva; Luciana Mendes Santos Servo
    Relatório de Pesquisa
    Em preparação à presidência brasileira do BRICS em 2025, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) coordenou um ciclo de oficinas com aproximadamente quarenta especialistas e profissionais de mais de quinze instituições brasileiras para formular recomendações estratégicas sobre cinco áreas prioritárias da agenda do bloco. A iniciativa reforçou o papel do Brasil como articulador de propostas inovadoras, pragmáticas e alinhadas às necessidades do Sul global. Este relatório consolida 24 recomendações que contribuíram diretamente para a elaboração do documento submetido ao Conselho de Think Tanks do BRICS (BRICS Think Tanks Council – BTTC). Ele materializa o esforço coletivo da comunidade técnica brasileira em qualificar a presidência do Brasil no BRICS, oferecendo subsídios concretos à formulação de políticas voltadas à construção de uma governança global mais inclusiva, cooperativa e sensível às necessidades do Sul global. As recomendações combinam ambição e pragmatismo, inovação e responsabilidade – atributos essenciais para enfrentar os desafios de um cenário internacional em rápida transformação, sobretudo a conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
  • Livro
    Comportamento recente do capital estrangeiro : algumas considerações gerais
    (Ipea, 1989-04) Baumann, Renato; Renato Baumann
    Nota para Discussão 5
    Analisa as principais características e tendências dos fluxos recentes de capital estrangeiro, discutindo seus determinantes econômicos e os efeitos sobre a economia brasileira, com foco na crescente mobilidade do capital internacional, na predominância dos investimentos de curto prazo e nos desafios impostos à formulação de políticas macroeconômicas, especialmente no que se refere à vulnerabilidade externa, à estabilidade financeira e à autonomia das decisões econômicas nacionais no contexto de maior integração aos mercados internacionais.
  • Publicação
    Acordo Mercosul-União Europeia e mudança estrutural : considerações sobre efeitos de equilíbrio geral
    (Ipea, 2026-03-23) Thiago Sevilhano Martinez; Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas - DIMAC; Thiago Sevilhano Martinez
    Texto para discussão 3191
    Este estudo apresenta uma discussão conceitual sobre riscos associados ao acordo Mercosul-União Europeia ao se considerar a mudança estrutural de longo prazo. Toma-se por referência a literatura baseada em modelos de equilíbrio geral quanto aos efeitos da abertura comercial na transformação estrutural, a mudança de longo prazo na composição setorial da economia. O artigo também desenvolve uma extensão do modelo ricardiano de Matsuyama (2009), adicionando heterogeneidade de dotações de recursos naturais entre países. Conforme o modelo, nos países com abundância relativa de recursos naturais a abertura comercial acelera a desindustrialização causada pelo efeito preços relativos de Baumol. Por fim, são apresentados resultados de simulações disponíveis na literatura, com maior ênfase para o Brasil, quanto aos efeitos do acordo Mercosul-União Europeia a partir de modelos de comércio tradicionais. Os benefícios previstos são modestos, mesmo sem incluir impactos adversos relacionados a efeitos no processo de mudança estrutural.
  • Publicação
    O Uso do poder de compra do Estado nas políticas industriais : experiências de China e Índia e reflexões para o Brasil
    (Ipea, 2025-10) Reis, Pabline Araújo; Claudio Roberto Amitrano; Lima, Pedro Garrido da Costa; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Pabline Araújo Reis; Mauro Oddo Nogueira; Hiratuka, Celio; Claudio Roberto Amitrano; Lima, Pedro Garrido da Costa
    Mestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Sexta Turma
    Esta dissertação analisa o uso do poder de compra do Estado como instrumento de política industrial em países em desenvolvimento que não aderiram ao Acordo sobre Compras Governamentais da Organização Mundial do Comércio, partindo da premissa de que as compras públicas constituem um dos principais mecanismos para direcionar a demanda e estimular setores produtivos estratégicos. O estudo compara as experiências da China e da Índia, destacando como esses países utilizam o poder das compras públicas para promover a inovação, fortalecer setores produtivos domésticos e articular políticas industriais com objetivos de desenvolvimento tecnológico e social. Na China, observa-se o uso coordenado das contratações públicas com políticas de inovação e atração de investimentos, voltadas à consolidação de cadeias produtivas nacionais. Na Índia, o foco recai sobre setores estratégicos, infraestruturas para a indústria e acesso de pequenas e médias empresas. A análise evidencia que, ao preservar autonomia sobre suas políticas de compras, esses países ampliaram sua capacidade de planejamento industrial e inovação. O estudo também analisa a evolução das políticas de compras públicas do Brasil e seu marco institucional e aponta reflexões extraídas experiências internacionais para o contexto brasileiro.
  • Livro
    Considerações sobre a implantação do Mercosul na área agrícola
    (Ipea, 1992) Junqueira, Pérsio de C.; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Pérsio de C. Junqueira
    Expõe sobre o Tratado de Assunção a nível dos principais artigos e apresenta com a maior abrangência as atividades realizadas pelo subgrupo nº 8 de Política Agrícola e faz recomendações para os trabalhos futuros desse subgrupo.
  • Publicação
    O Perfil regulatório nos acordos regionais de comércio da China com o seu entorno
    (Ipea, 2014) Badin, Michelle Ratton Sanchez; Roriz, João Henrique Ribeiro; Carvalho, Marina Amaral Egydio de; Michelle Ratton Sanchez Badin; João Henrique Ribeiro Roriz; Marina Amaral Egydio de Carvalho
    Analisa o perfil regulatório dos acordos regionais de comércio (ARCs) firmados pela China com países e territórios de seu entorno, incluindo APTA, ASEAN, Hong Kong (CEPA), Taipei Chinês (ECFA) e Cingapura. Inicialmente, descreve o contexto político e econômico desses arranjos, destacando como os acordos foram usados para aprofundar integração, reduzir assimetrias, reforçar o reconhecimento da China como economia de mercado e ampliar sua influência regional. O texto identifica três perfis de acordos: (i) instrumentos orientados à cooperação ampla e integração gradual (APTA e ASEAN); (ii) acordos com territórios de administração especial ou sensível (Hong Kong e Taipei Chinês), com forte caráter diplomático; e (iii) acordos bilaterais mais profundos e modernos, como o firmado com Cingapura. O mapeamento temático mostra que os ARCs chineses priorizam acesso a mercado de bens, regras de origem, desgravação tarifária e mecanismos de salvaguardas. Já serviços e investimentos aparecem de forma mais robusta apenas nos acordos mais recentes. A regulação de novos temas (meio ambiente, concorrência, compras governamentais etc.) é limitada e, em geral, restrita a exceções gerais. O capítulo conclui comparando a estratégia chinesa aos demais BRICS, ressaltando que a China usa seus acordos regionais como instrumentos geopolíticos e diplomáticos, preparando-se para atuar como hub de integração econômica na Ásia.
  • Publicação
    O Comércio internacional entre a África do Sul e seu entorno
    (Ipea, 2014) Ivan Tiago Machado Oliveira; Flávio Lyrio Carneiro; Ivan Tiago Machado Oliveira; Flavio Lyrio Carneiro
    Analisa as relações comerciais entre a África do Sul e 14 países de seu entorno — Angola, Botsuana, Lesoto, Madagascar, Malaui, Maurício, Moçambique, Namíbia, República Democrática do Congo, Seicheles, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue — no período de 2000 a 2010. A partir de indicadores de fluxo comercial, intensidade, concentração e especialização, o estudo evidencia que a África do Sul desempenha papel econômico central na região, sendo destino relevante das exportações dos vizinhos e principal origem de suas importações. Os resultados mostram também alto superavit sul‑africano na maior parte das relações bilaterais, forte concentração das pautas dos países vizinhos em poucos produtos, baixa sofisticação tecnológica e vantagens comparativas semelhantes entre eles, o que reduz a diversificação dos fluxos. Avalia iniciativas de integração regional, como a Sacu e a SADC, destacando avanços institucionais, tensões geradas por assimetrias econômicas e limites ao aprofundamento da integração. Embora haja interdependência significativa, os vínculos comerciais são assimétricos, pouco diversificados e frágeis quanto ao desenvolvimento industrial regional.
  • Publicação
    Os Acordos regionais de comércio da África do Sul com o seu entorno
    (Ipea, 2014) Badin, Michelle Ratton Sanchez; Roriz, João Henrique Ribeiro; Carvalho, Marina Amaral Egydio de; Michelle Ratton Sanchez Badin; João Henrique Ribeiro Roriz; Marina Amaral Egydio de Carvalho
    Examina o perfil regulatório dos Acordos Regionais de Comércio (ARCs) firmados pela África do Sul com 14 países de seu entorno na África Austral, analisando sua evolução histórica, temas regulados e o grau de integração alcançado. Foca-se especialmente na SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) e na Sacu (União Aduaneira da África Austral), que constituem os pilares das relações intrarregionais. A análise demonstra que, apesar do protagonismo econômico sul‑africano e da relevância estratégica da região, os avanços em liberalização comercial têm sido lentos e marcados por fortes assimetrias, exceções e atrasos na implementação. Mostra que os acordos incluem temas como desgravação tarifária, regras de origem, defesa comercial, serviços, investimentos, concorrência, meio ambiente e cláusula social, embora com graus variados de profundidade. Destaca-se que os arranjos regionais buscam, ao mesmo tempo, corrigir desigualdades econômicas, ampliar a cooperação e evitar que a hegemonia sul-africana prejudique os parceiros menores.
  • Publicação
    As Relações comerciais da China com seus vizinhos
    (Ipea, 2014) Ivan Tiago Machado Oliveira; Flávio Lyrio Carneiro; Ricardo Ginicolo Bacelette; Ivan Tiago Machado Oliveira; Flavio Lyrio Carneiro; Ricardo G. Bacelette
    Analisa como a China se tornou, nos anos 2000, um hub do regionalismo asiático, utilizando acordos e a política comercial externa como instrumentos econômicos e geopolíticos para aprofundar interdependências e reduzir riscos de alianças hostis no entorno (ASEAN, Japão, Coreias, entre outros). Após contextualizar o crescimento chinês sustentado por exportações, IDE e zonas econômicas especiais, os autores mostram que as relações com vizinhos se intensificaram fortemente (corrente de comércio em alta com todos os parceiros), embora, do ponto de vista chinês, a importância relativa do entorno tenha caído ao longo do tempo devido à diversificação global. Indicadores como intensidade comercial, concentração de pautas, vantagens comparativas reveladas e comércio intrassetorial apontam um padrão nítido: cadeias regionais de valor alicerçadas em bens de produção (intermediários), com maior comércio intrassetorial com Japão, Coreia do Sul, Cingapura e Malásia; vantagens comparativas chinesas concentradas em manufaturas e máquinas/material de transporte enquanto vizinhos como Indonésia e Camboja se destacam em matérias‑primas/combustíveis e bens finais de vestuário. Conclui que a China consolida o papel de locomotiva produtivo‑comercial regional e de hub asiático, com baixa concentração nas exportações ao entorno, déficits deliberados com alguns parceiros estratégicos e uma estratégia de integração que combina complementaridade produtiva e objetivos de segurança regional.
  • Publicação
    Os Acordos regionais de comércio da Índia com o seu entorno
    (Ipea, 2014) Badin, Michelle Ratton Sanchez; Roriz, João Henrique Ribeiro; Carvalho, Marina Amaral Egydio de; Michelle Ratton Sanchez Badin; João Henrique Ribeiro Roriz; Marina Amaral Egydio de Carvalho
    Mapeia o perfil regulatório dos acordos regionais de comércio (ARCs) firmados pela Índia com seus vizinhos do Sul da Ásia — Afeganistão, Bangladesh, Butão, Maldivas, Mianmar, Nepal, Paquistão e Sri Lanka — situando‑os em três fases históricas da política comercial indiana (de arranjos focados em corte tarifário e cooperação, nos anos 1990, à ampliação temática e de parceiros após 2005); analisa os principais instrumentos plurilaterais (SAFTA/SAARC, APTA/Bangkok Agreement, BIMST‑EC) e bilaterais (Índia–Sri Lanka, Índia–Afeganistão, Índia–Butão, Índia–Nepal, além da ponte com a ASEAN via Mianmar), destacando: (i) o foco predominante em acesso a mercado de bens, regras de origem e cronogramas de desgravação com tratamento especial e diferenciado para PMDRs; (ii) a presença moderada de disciplinas de defesa comercial (notadamente salvaguardas bilaterais e cláusulas de balanço de pagamentos), em geral espelhando a OMC; (iii) a cobertura incipiente ou programática de serviços, investimentos, TBT/SPS, compras governamentais e concorrência (com exceções no eixo Índia–ASEAN e APTA); (iv) regras de conflito pouco densas em acordos sobrepostos, o que pode gerar fricções práticas (p.ex., regras de origem divergentes); e (v) a influência de sensibilidades agrícolas e assimetrias (com diversos PMDRs e países land‑locked), o que ajuda a explicar listas negativas amplas e exceções. A conclusão compara a postura da Índia nos ARCs com sua agenda multilateral e com os demais BRICS, mostrando um desenho pouco ambicioso no entorno (bens e ROO) e um avanço regulatório mais robusto nos acordos extra‑entorno recentes (Cingapura, Coreia, Japão, Malásia), onde surgem compromissos OMC‑plus em serviços, investimentos e novos temas.
  • Publicação
    As Relações comerciais do Brasil com o seu entorno
    (Ipea, 2014) Flávio Lyrio Carneiro; Ivan Tiago Machado Oliveira; Flavio Lyrio Carneiro; Ivan Tiago Machado Oliveira
    Analisa as relações comerciais do Brasil com seus vizinhos sul‑americanos entre 2000 e 2010, combinando uma visão panorâmica da economia e da política comercial brasileiras com indicadores de intensidade, concentração e padrão de especialização do comércio bilateral; com base em dados do UN Comtrade e outras fontes, os autores mostram que o Brasil manteve superávits recorrentes com a maioria dos parceiros e que o peso relativo do comércio regional diminuiu ao longo da década, ao mesmo tempo em que aumentou a concentração das pautas, sobretudo em produtos primários e manufaturas de baixa e média tecnologia; o estudo evidencia que, no âmbito regional, o Brasil exporta principalmente máquinas e manufaturas de média tecnologia e importa bens primários e intensivos em recursos naturais, padrão distinto do seu comércio extrarregional, e indica baixa participação de transações intrassetoriais (com exceção da Argentina), sugerindo aproveitamento aquém do potencial de integração produtiva mesmo diante de margens preferenciais elevadas no Mercosul e em acordos na esfera da Aladi.
  • Publicação
    O Perfil regulatório nos acordos regionais de comércio da Rússia com os seus vizinhos
    (Ipea, 2014) Badin, Michelle Ratton Sanchez; Roriz, João Henrique Ribeiro; Carvalho, Marina Amaral Egydio de; Michelle Ratton Sanchez Badin; João Henrique Ribeiro Roriz; Marina Amaral Egydio de Carvalho
    Examina detalhadamente a configuração regulatória dos acordos regionais de comércio celebrados pela Rússia com seus países vizinhos – todos integrantes do espaço pós‑soviético –, destacando como esses instrumentos refletem não apenas objetivos econômicos, mas também estratégias geopolíticas de manutenção de influência regional; o texto mostra que, embora a Rússia tenha aderido à OMC apenas em 2012, seus acordos mais recentes, especialmente o CIS‑2012, passaram a alinhar regras comerciais aos padrões multilaterais, incorporando disciplinas sobre tarifação, subsídios, defesa comercial, barreiras técnicas e sanitárias, regras de origem e compras governamentais; por outro lado, temas como serviços, investimentos, propriedade intelectual e novos temas regulatórios aparecem de forma limitada ou apenas programática, demonstrando baixa ambição normativa; o capítulo também evidencia forte sobreposição entre acordos bilaterais e plurilaterais, além de assimetria de poder entre a Rússia e seus parceiros, cujo comércio é profundamente dependente da economia russa; por fim, conclui que a Rússia utiliza seus ARC sobretudo como instrumentos de integração estratégica e contenção regional – em contraste com outros países do BRICS que diversificaram parceiros e ampliaram a densidade regulatória de seus acordos.
  • Publicação
    Os Acordos regionais e preferenciais de comércio do Brasil com o seu entorno
    (Ipea, 2014) Badin, Michelle Ratton Sanchez; Carvalho, Marina Amaral Egydio de; Roriz, João Henrique Ribeiro; Michelle Ratton Sanchez Badin; Marina Amaral Egydio de Carvalho; João Henrique Ribeiro Roriz
    Examina a evolução e o perfil regulatório dos acordos regionais e preferenciais de comércio firmados pelo Brasil com os países de seu entorno sul‑americano, identificando tanto os marcos institucionais (Aladi e Mercosul) que estruturam essas relações quanto a natureza e a profundidade dos compromissos assumidos ao longo das últimas décadas; ao contextualizar a formação histórica desses mecanismos e sua articulação com o Brasil, o texto mapeia horizontal e verticalmente os principais temas regulados – como acesso a mercados, regras de origem, defesa comercial, medidas sanitárias e fitossanitárias, serviços, propriedade intelectual, investimentos e novos temas regulatórios –, evidenciando que grande parte dos acordos reproduz normas da OMC (OMC‑in), enquanto outras avançam além do multilateral (OMC‑plus), especialmente em preferências tarifárias, salvaguardas e cooperação regulatória; o capítulo destaca ainda a coexistência e sobreposição de dispositivos da Aladi e do Mercosul, a assimetria entre níveis de institucionalização, a baixa densidade regulatória em temas novos e a tendência brasileira de priorizar acordos regionais de baixa complexidade, em contraste com outros membros dos BRICS, concluindo que a integração comercial regional permanece fortemente ancorada em liberalização tarifária, com limitada coordenação normativa e institucional.
  • Publicação
    A Rússia e seus vizinhos : comércio
    (Ipea, 2014) Flávio Lyrio Carneiro; Ivan Tiago Machado Oliveira; Flavio Lyrio Carneiro; Ivan Tiago Machado Oliveira
    Analisa as relações comerciais da Rússia com seus onze vizinhos pós‑soviéticos entre 2000 e 2010, examinando o comportamento do comércio bilateral, sua intensidade, grau de concentração, padrão de especialização, perfil tecnológico e dinâmica de bens de produção e bens finais; evidencia-se que a Rússia exerce papel central no comércio regional, sendo muito mais relevante para as pautas externas dos vizinhos do que o inverso, embora a intensidade relativa desse comércio tenha diminuído ao longo da década; demonstra-se que tanto as exportações russas quanto as dos vizinhos apresentam elevada concentração setorial, especialmente em produtos energéticos, refletindo a posição russa como grande exportadora de petróleo e gás natural e a dependência energética de muitos países da região; verifica-se baixa integração produtiva intrassetorial, com comércio de bens de produção pouco sofisticado e limitado; por fim, o texto discute os acordos de livre‑comércio e iniciativas regionais — como a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), a Eurasian Economic Community e a união aduaneira Rússia‑Bielorrússia‑Cazaquistão — destacando avanços limitados e recorrentes conflitos comerciais que dificultam uma integração econômica mais profunda.
  • Publicação
    Firmas de serviços exportadoras : um estudo sobre setores selecionados
    (Ipea, 2006) Moreira, Sérvulo Vicente; Alves, Patrick Franco; Luis Claudio Kubota; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Sérvulo Vicente Moreira; Patrick Franco Alves; Luis Claudio Kubota
    Analisa a dinâmica das firmas brasileiras de serviços exportadoras, contextualizando o comércio exterior de serviços como um campo complexo, regulado e crescente na economia mundial. Os autores destacam que os serviços representam cerca de 30% do comércio global e que países em desenvolvimento respondem por aproximadamente 20% das exportações mundiais. No Brasil, historicamente resistente à inclusão dos serviços nas negociações multilaterais do Gatt/OMC, o conhecimento sobre esse comércio ainda é limitado, embora entidades privadas tenham intensificado seu interesse pela agenda de liberalização. Com base em modelos probabilísticos (probit), o estudo busca identificar determinantes microeconômicos associados à probabilidade de exportação em firmas dos setores de audiovisual, informática, transportes e telecomunicações. Os resultados mostram que variáveis como escala (receita líquida), dotação de fatores (escolaridade e remuneração da mão de obra) e características estruturais (origem do capital controlador), controladas por localização e setor, contribuem significativamente para diferenciar firmas exportadoras de não‑exportadoras, reforçando a literatura que relaciona exportações a tamanho, tecnologia e qualificação.
  • Publicação
    Características econômicas das indústrias de serviços no Brasil : uma comparação entre empresas de capital estrangeiro e de capital nacional
    (Ipea, 2006) Kon, Anita; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Anita Kon
    Examina o desempenho das indústrias de serviços no Brasil a partir da comparação entre empresas de capital nacional e estrangeiro, analisando suas características estruturais, organização produtiva, geração de valor adicionado, produtividade, padrões de emprego, remuneração e distribuição regional. À luz do processo de mundialização e da expansão dos Investimentos Diretos Estrangeiros (IDE) nos anos 1990, o estudo evidencia como a abertura econômica, privatizações e mudanças regulatórias ampliaram significativamente a presença de empresas estrangeiras, sobretudo em serviços modernos e intensivos em tecnologia, como telecomunicações, informática, atividades imobiliárias e serviços às empresas. A partir de tabulações especiais da PAS/IBGE cruzadas com dados do Banco Central, observa-se que, embora numericamente as empresas estrangeiras representem fração reduzida do setor, elas exibem maior produtividade, maiores gastos e remunerações por trabalhador e maior geração de valor adicionado médio por empresa. A pesquisa revela também forte concentração regional desse capital no Sudeste, especialmente em São Paulo, e confirma a heterogeneidade estrutural dos serviços, marcada por diferenças significativas entre setores oligopolizados e setores atomizados de baixa intensidade tecnológica.
  • Publicação
    Efeitos de um aumento na taxação de bebidas alcoólicas e fumo : evidência internacional e nacional e algumas inferências para o caso Brasil
    (Ipea, 1994) Mattos, Cesar; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Organização Pan-Americana da Saúde; Cesar Mattos
    Examina os efeitos esperados de um aumento na taxação de bebidas alcoólicas e fumo no Brasil, utilizando fundamentos teóricos da economia e evidências empíricas internacionais e nacionais. O autor analisa o impacto dessa medida sobre as finanças públicas, considerando tanto o potencial de elevação da arrecadação tributária quanto a redução de despesas em saúde decorrente da diminuição do consumo desses produtos. O trabalho discute ainda os efeitos do aumento da tributação sobre outros objetivos governamentais, como a melhoria das condições de saúde da população e a redução das externalidades negativas associadas ao consumo de álcool e tabaco. São avaliadas as possibilidades de vinculação da receita arrecadada para gastos em saúde, os efeitos distributivos da taxação, formas alternativas de incidência tributária e a performance do IPI sobre esses bens, destacando limites e perspectivas para o contexto brasileiro.
  • Livro
    Estrutura de mercado, tamanho da firma e exportação de manufaturados
    (Ipea, 1985) Instituto de Planejamento Econômico e Social; Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe
    Procura determinar quais fatores diferenciam os exportadores de manufaturados dos não-exportadores e quais os fatores que influem no desempenho das empresas, uma vez que elas ingressam no mercado exportador
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