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Ambiente de negócios, regulação e produtividade no Brasil

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978-65-5635-099-8

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Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

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Resumo

A obra Ambiente de Negócios, Regulação e Produtividade resulta de uma parceria entre o MDIC e o Ipea para produzir conhecimento aplicado sobre competitividade, qualidade regulatória e produtividade no Brasil. O livro reúne estudos que analisam como instituições, políticas públicas e regulação influenciam o ambiente de negócios e o desenvolvimento econômico. A publicação destaca a importância do uso de evidências para aprimorar a formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas. Os capítulos abordam fatores que afetam a produtividade, como alocação de recursos, empreendedorismo, custos regulatórios, energia, ambiente jurídico e mecanismos de financiamento. No campo regulatório, examinam temas como segurança jurídica, inovação, concorrência, mensuração de custos regulatórios e riscos emergentes, incluindo os climáticos. A obra também discute setores estratégicos, como infraestrutura e sistema financeiro, ressaltando a necessidade de marcos regulatórios sólidos para estimular investimentos e crescimento sustentável. Em síntese, demonstra que produtividade e qualidade regulatória são dimensões interdependentes para fortalecer o ambiente de negócios e promover um desenvolvimento econômico mais eficiente, sustentável e inclusivo.

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DE NEGRI, Fernanda et al. (org.). Ambiente de negócios, regulação e produtividade no Brasil. Brasília: Ipea : MDIC, 2026. 636 p. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/978-65-5635-099-8

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Item type:Publicação,
Prefácio : Ambientes de negócios, regulação e produtividade no Brasil
(Ipea, 2026) Ramalho, Pedro Ivo Sebba; Luciana Mendes Santos Servo; Pedro Ivo Sebba Ramalho; Luciana Mendes Santos Servo
O prefácio apresenta a obra Ambiente de Negócios, Regulação e Produtividade, uma iniciativa conjunta entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A ideia principal do texto é destacar a profunda interdependência entre a qualidade do ambiente regulatório e o aumento da produtividade e competitividade econômica no Brasil, defendendo o uso de evidências empíricas para a formulação de políticas públicas eficazes.
Item type:Publicação,
Introdução : Ambiente de negócios, regulação e produtividade no Brasil
(Ipea, 2026) Fernanda De Negri; Mauro Santos Silva; Pedro Miranda; Cavalcante, Luiz Ricardo; Fernanda De Negri; Mauro Santos Silva; Pedro Miranda; Luiz Ricardo Cavalcante
A introdução detalha a estrutura e os fundamentos teóricos do livro Ambiente de Negócios, Regulação e Produtividade, fruto de uma parceria estratégica entre a Diset/Ipea e a SCPR/MDIC. A ideia principal do texto é demonstrar, por meio de análises baseadas em evidências, que o arranjo institucional (ambiente de negócios e regulação) é o fator determinante para corrigir assimetrias de mercado, reduzir custos de transação e, consequentemente, reverter o histórico crescimento modesto da produtividade do trabalho no Brasil.
Item type:Publicação,
Ambiente de negócios e produtividade no Brasil
(Ipea, 2026) Canuto, Otaviano; Otaviano Canuto
Analisa de forma aprofundada como as deficiências estruturais do ambiente institucional brasileiro atuam como o principal gargalo para o crescimento sustentado da produtividade nacional. A ideia central defendida pelo autor é que, sem reformas profundas que reduzam os custos de transação e simplifiquem a operação das empresas, o país continuará preso a taxas medíocres de crescimento econômico.
Item type:Publicação,
Produtividade e ambiente de negócios : um panorama da economia brasileira
(Ipea, 2026) Fernanda De Negri; Cavalcante, Luiz Ricardo; Fernanda De Negri; Luiz Ricardo Cavalcante
O capítulo apresenta um panorama da evolução da produtividade e do ambiente de negócios no Brasil, destacando sua relevância para o crescimento econômico sustentável e para a competitividade das empresas. Inicialmente, discute os principais conceitos e indicadores de produtividade, com ênfase na produtividade do trabalho e na produtividade total dos fatores (PTF), além das principais bases de dados utilizadas em comparações internacionais. A análise mostra que a produtividade brasileira apresenta desempenho insatisfatório desde a década de 1980, com crescimento reduzido e perda de posição relativa em relação a diversos países desenvolvidos e emergentes. O estudo evidencia que fatores como baixa acumulação de capital, insuficiente inovação tecnológica, deficiências na alocação de recursos e limitações institucionais contribuem para esse quadro. Em seguida, examina o conceito de ambiente de negócios, abordando indicadores como o Doing Business e o Business Ready, e demonstra que o Brasil ainda enfrenta obstáculos regulatórios, burocráticos e jurídicos que dificultam investimentos e reduzem a eficiência econômica. Conclui que o aumento sustentado da produtividade e a melhoria do ambiente de negócios dependem de reformas institucionais, aperfeiçoamento regulatório, fortalecimento da segurança jurídica e políticas voltadas à inovação, ao investimento e à melhor alocação dos recursos produtivos.
Item type:Publicação,
Produtividade e má alocação de recursos no Brasil : evidências e suspeitos
(Ipea, 2026) Barbosa Filho, Fernando Holanda; Fernando Holanda Barbosa Filho
O capítulo analisa a relação entre produtividade e má alocação de recursos (misallocation) na economia brasileira, destacando como distorções institucionais e de mercado reduzem a eficiência produtiva e o crescimento econômico. Inicialmente, apresenta evidências de elevada dispersão de produtividade entre empresas, indicando que recursos produtivos não são direcionados para os agentes mais eficientes. Em seguida, examina os principais fatores associados à má alocação, incluindo dificuldades de difusão tecnológica, deficiências institucionais, falhas no mercado de crédito e intervenções governamentais que alteram incentivos econômicos. O estudo identifica a informalidade, as restrições de crédito, a complexidade do sistema tributário, os regimes especiais de tributação e as deficiências de infraestrutura como importantes obstáculos à produtividade no Brasil. Também discute os efeitos de programas de crédito público e de incentivos tributários, ressaltando que políticas mal desenhadas podem favorecer empresas menos produtivas e perpetuar ineficiências. Conclui que a elevação sustentada da produtividade brasileira depende da melhoria do ambiente institucional, do aperfeiçoamento do sistema tributário e financeiro, da redução da informalidade e da criação de incentivos que promovam a alocação eficiente de capital, trabalho e tecnologia.
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