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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 33, n. 02, ago. 2003

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Resumo

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

Resumo traduzido

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Publicações

Item type:Publicação,
Preços rígidos e ciclos reais brasileiros
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-08) Kanczuk, Fabio; Botelho, Fernando B.
Uma economia monetária artificial, semelhante à proposta por Chari, Kehoe e McGrattan (2000), é calibrada para a economia brasileira pós-Plano Real. Simulações são utilizadas para avaliar os efeitos da rigidez de preços sobre os ciclos econômicos. Economias com pouca rigidez parecem reproduzir melhor os dados do que economias sem rigidez alguma, dando sustentação às hipóteses propostas pelos modelos do Banco Central do Brasil (Bacen). De forma geral, os resultados sugerem um futuro promissor para o uso de modelos microfundamentados como instrumento de auxílio na tomada de decisão de política monetária.
Item type:Publicação,
Decomposição da evolução da desigualdade de renda no Brasil em efeitos idade, período e coorte
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-08) Firpo, Sérgio Pinheiro; Gonzaga, Gustavo; Narita, Renata; Zylberman, Eduardo (Assistente de pesquisa)
A partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), este trabalho tem como objetivo contribuir para o entendimento da evolução da desigualdade de renda no Brasil, de 1981 a 2001, ao identificar, sob algumas hipóteses, os efeitos idade, período e coorte. O método de identificação utilizado, proposto por Deaton e Paxson (1994), permitiu estimar esses efeitos para indicadores de desigualdade Theil-T com base na renda familiar de todas as fontes e na renda familiar do trabalho principal para a amostra total dos chefes de família e por grupo de escolaridade. Os principais resultados encontrados mostram que: a) a desigualdade de renda aumenta para as gerações mais novas, sendo esse aumento mais acentuado para a medida de renda do trabalho principal; b) o efeito coorte não é significativo para famílias com chefes de mesma escolaridade, o que sugere que o crescimento da desigualdade de renda para as gerações mais novas possa refletir um aumento da escolaridade das gerações mais novas em relação às antigas; c) a desigualdade de rendimentos do trabalho principal cresce acentuadamente com a idade, sobretudo para os grupos de maior escolaridade, o que é compatível com implicações da teoria do capital humano; d) a desigualdade de renda de todas as fontes tende a se reduzir após uma certa idade para os grupos de menor escolaridade; e e) há um efeito período significativo de aumento da desigualdade de renda observado em 1989 e 1993, períodos de aguda aceleração inflacionária.
Item type:Publicação,
Taxa de juros, risco cambial e risco Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-08) Garcia, Marcio Gomes Pinto; Didier, Tatiana; Berriel, Thiago (Assistente de pesquisa); Abdalla, Igor (Assistente de pesquisa)
Este artigo faz uma revisão dos argumentos da literatura de finanças e de macroeconomia aberta relevantes para a determinação da taxa de juros em uma economia aberta. Estima-se o risco cambial através do filtro de Kalman. Conclui-se que, além do risco cambial, importante em economias desenvolvidas, o risco Brasil é muito relevante para a determinação das taxas de juros domésticas. Ambos os riscos têm causas comuns. Quer dizer, ao se atacarem tais causas comuns, a redução dos juros domésticos pode ser substancial, pois haverá uma queda simultânea tanto do risco Brasil como do risco cambial. Para a determinação do risco Brasil, identificam-se alguns componentes importantes, dentre eles os resultados esperados das contas fiscais e do saldo em transações correntes do balanço de pagamentos, as condições do mercado financeiro doméstico e as condições do mercado financeiro internacional. O risco de convertibilidade mostrou ter sido um importante determinante do risco Brasil em épocas de crise. Após a desvalorização de 1999, o risco Brasil caiu significativamente até o início de 2001, mas o mesmo não parece ter ocorrido com o risco cambial. Assim, o principal fator de resistência à queda dos juros parece estar ligado à incerteza quanto ao perfil futuro do balanço de pagamentos, sobretudo as contas comerciais. Admitindo-se tal explicação para a resistência à queda do risco cambial, pode-se especular que garantir o crescimento vigoroso das exportações é tarefa fundamental para se obter taxas de juros reais mais baixas, compatíveis com o crescimento econômico sustentado no longo prazo.
Item type:Publicação,
Derivativos de renda fixa no Brasil : modelo Hull-White
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-08) Almeida, Leonardo A.; Yoshino, Joe Akira; Schirmer, Pedro P.
No mercado de renda fixa brasileiro observamos não somente altas taxas de juros tanto nominais como reais, mas também suas extremas volatilidades em relação ao padrão internacional dos países desenvolvidos. Assim, a implementação doméstica de modelos largamente utilizados nesses países torna-se um enorme desafio em termos de engenharia financeira. Igualmente, não é uma tarefa trivial calibrar modelos de taxas de juros que venham a incorporar os fatos estilizados que observamos no mercado brasileiro. Neste trabalho vamos mostrar, de um modo didático e simples, como implementamos o modelo Hull-White de um fator (um choque browniano) para o mercado de opções de IDI na BM&F. O aspecto crítico nessa tarefa é o algoritmo que replica os preços de mercado com base nos preços teóricos. A calibração envolve a estimação de dois parâmetros básicos: a volatilidade das taxas de juros de curto prazo e a velocidade de reversão à média dos juros de curto prazo com relação aos juros de longo prazo. Apesar da escassez de dados diários das opções de renda fixa, mostramos que é possível calibrar o modelo Hull-White somente nos períodos de estabilidade. Atualmente, o assunto é da maior relevância, pois o Banco Central do Brasil passou a praticar as políticas monetária e cambial com o uso de derivativos.
Item type:Publicação,
Ciclos econômicos, comércio e custos de uniões monetárias : evidências para a América do Sul
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-08) Gonçalves, Carlos Eduardo Soares
Este artigo investiga a relação entre o volume de comércio bilateral e os ciclos econômicos para um conjunto de dez países da América Latina. Os resultados mostram que países que mais comercializam entre si também apresentam ciclos de negócio mais sincronizados. Segue-se que, mesmo que uma união monetária seja ex ante não-desejável devido à necessidade de serem desenhadas respostas de política monetária elevadamente idiossincráticas, ela pode se tornar ex post ótima em conseqüência da maior correlação dos PIBs.
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